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11 janeiro, 2025
19 dezembro, 2024
29 abril, 2023
Separata do Tomo VIII dos Cadernos Vianenses (1984). Acrescido do Comentário «O Traje à Vianesa... um pouco de História».
28 abril, 2023
31 março, 2023
24 março, 2023
24 fevereiro, 2023
1.ª edição.
Novela histórica cuja acção decorre em Viana do Castelo nos meados do século XIX. Trata-se de uma trama familiar, do género "crime e mistério", bem ao jeito de Leite Bastos, contemporâneo do autor. Seria sua intenção, com esta primeira narrativa das Tragédias, inaugurar um ciclo de novelas regionais, projecto que não viria a concretizar, ficando-se pela presente.
"São passados alguns annos.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Selo de biblioteca na lombada.
Raro.
08 janeiro, 2023
(Fonte: Martins, Sara Filipa Ramos Martins, O Castelo de Portuzelo: Análise interpretativa de uma construção romântica, Universidade do Minho-Escola de Arquitectura, 2019)
11 agosto, 2022
01 julho, 2022
03 janeiro, 2022
MASCARENHAS, Oliveira - PATRIA E LIBERDADE. Novella dos tempos luzo-romanos. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1910. In-8.º (19 cm) de 295, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Romance histórico cuja acção decorre em eras recuadas, no tempo dos Lusitanos, quando estes tudo faziam para se livrar do jugo de Roma. Raro e muito interessante.
Livro valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao historiador Bartolomeu Sesinando Ribeiro Artur.
"Convencionemos, leitor, o termos chegado - após varios perigos e fadigas - á já citada povoação celtibera ou luzitana,
a qual, segundo conspicuos historiadores, fôra berço d'infatigaveis
mineiros massacrados pela miseria, e compellidos a enriquecerem os
invasores da sua terra com a prata e ouro arrancados ao egoismo
d'inexgotaveis jazigos. [...]
Estamos, pois, no anno cento e quarenta e nove antes de Christo, na sazão das colheitas, e no primeiro dia de canicula, o qual, ao nascer do sol, os druidas consagravam á apanha da lippia citriodora -, vegetal de grandes virtudes therapeuticas nas affecções do corpo e da alma, que, em linguagem vulgar, é conhecido pelos nomes de verbêna e lucialima.
A poucos estádios de Celiobriga - nas vizinhanças d'alguns cromleks, dolmens e menhirs - elevava-se, ao centro d'uma espessa floresta, o carn, ou templo, onde os druidas oravam ao poderoso deus Endovélico."
(Excerto do Cap. I, Os druidas)
Joaquim Augusto de Oliveira Mascarenhas (1847-1918). Natural de Viana do Castelo. Foi
um militar que desempenhou funções administrativas, em parte na
Índia Portuguesa. Embora tenha iniciado a sua actividade literária no
século XIX, foi sobretudo após a sua reforma, então com a
patente de major, que intensificou a sua produção literária. Dedicou-se
quase em
exclusivo ao género histórico, escrevendo romances e
novelas, bem como diversas peças de
teatro. Publicou também alguns trabalhos históricos e corográficos, bem
como um livro sobre a sua experiência militar no Oriente.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com defeitos na lombada.
Raro.
25€
15 outubro, 2021
12 abril, 2021
05 março, 2021
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1.ª edição.
Livro impresso em papel de superior qualidade, muito ilustrado com retratos e fac-símiles, e fotografias a p.b. do porto de Viana, dos estaleiros e de navios e veleiros que se dedicaram à faina bacalhoeira, incluindo o Gil Eanes e o Santa Maria Manuela.
Tiragem: 500 exemplares.
"Em Pilotos da Barra de Viana do Castelo. 100 Anos de História (1858-1958), Manuel de Oliveira Martins oferece-nos um fresco da vida desses homens da barra vianense, resgatando uma memória sócio-profissional que, no contexto da produção regional, ainda não tinha merecido atenção. Esse é um dos seus méritos: inscrever estas memórias na memória da cidade, promovendo a identidade e o reconhecimento social que lhe é devido."
(Excerto do Prefácio)
"O primeiro contacto que o navio tem com o porto é feito através do piloto da barra. O piloto é o primeiro interlocutor que o capitão ou mestre do navio tem à chegada a um porto.
Como primeiro emissário, cabe-lhe desempenhar várias tarefas cometidas a outras entidades. Desempenha um papel polivalente; é fiscalizador, inspector sanitário e autoridade marítima e portuária, para além do essencial da sua missão que é a segurança da navegação. [...]
Ao longo dos tempos, o papel do piloto da barra revestiu-se sempre duma importância fundamental na relação navio/porto e vice-versa, tendo sido sempre considerado um elemento imprescindível e primordial na actividade portuária."
(Excerto do Cap. II, O piloto da barra, primeira entidade a entrar a bordo)
Índice: Prefácio. | Introdução. | I - As origens dos pilotos; Enquadramento legal. II - O piloto da barra primeira entidade a entrar a bordo; Os pilotos de Viana face aos regulamentos; O serviço de vigia; A vertente militar dos pilotos; Os pilotos e as guerras mundiais; Os pilotos e a imprensa; Outras atribuições dos pilotos; Os pilotos e o salvamento marítimo; Guardas de saúde; Boletins de saúde; Transgressões e penalidades; Louvores e censuras; Acidentes de pilotos em serviço nas barras; Os pilotos mor. III - As barras; Faróis-Marcas-Balizas-Sinais; As cheias; O temporal de Março de 1888; Outros temporais; Sinistros na barra. IV - As obras portuárias; Imposto para as obras da barra; Estaleiros Navais; Os navios; Embarcações de pilotos; Companhias e Armadores; Agentes e consignatários. | Conclusão: Anexos - I. Regulamento Geral dos Serviços de Pilotagem; II. Decreto n.º 11.111 de 19-09-1925; III. Decreto n.º 24.931 de 10-01-1935; IV. Decreto n.º 41.668 de 07-06-1958; V. Regulamento Geral de Sanidade Marítima; VI. Relação de Pilotos; VII. Movimento da Navegação; VIII. Mapa dos navios de comércio da praça de Viana do Castelo; IX. Capitães do Porto de Viana do Castelo (desde 1838). | Glossário. | Fontes e Referências Bibliográficas.
Manuel de Oliveira Martins (n. 1947). Nasceu em Vale de Cambra e, desde muito novo, é um apaixonado pelo mar, motivo pelo qual decidiu seguir a carreira de Oficial da Marinha Mercante. Tendo exercido durante quase 20 anos a função de Piloto da Barra de Viana do Castelo, o autor contribui, através desta publicação, para a divulgação da vida portuária e, particularmente para o conhecimento daquela profissão. Nas duzentas páginas deste livro registam-se, pela escrita e imagem, algumas das memórias e das histórias vividas por estes homens do mar, entre meados do século XIX e meados do século XX.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
45€
06 dezembro, 2019
1.ª edição.
Curiosa monografia, com interesse etnográfico, sobre o vocabulário popular minhoto.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Prof. Abel Viana a Serafim Leite.
"Em 1929 publiquei no jornal «Notícias de Viana» algumas notas relativas ao vocabulário popular do Minho, tendo aí frisado que muitos dos vocábulos então tratados estariam porventura incorporados em dicionários ou estudados em trabalhos especiais.
Alguns trago de novo à discussão, a par de outros que do mesmo modo serão já conhecidos. Dêstes últimos, conquanto não sejam inéditos, aproveitar-se-á pelo menos a indicação de que são usados no Alto-Minho, do mesmo modo que o são em outras regiões, ou empregados em acepção diferente.
Não é isto resultado de estudo sistemático, porque pata tal cercam-me circunstâncias impeditivas. São ligeiras notas, apenas, remetidas para a competência dos filólogos, com passagem pela curiosidade geral."
(Preâmbulo)
Matérias:
I - Do vocabulário. Modos de dizer. III - Particularidades da pronúncia. IV - Gírias de classes e de famílias. V - Apelidos de casas. VI - Alcunhas.
Abel Gonçalves Martins Viana OIP (Viana do Castelo, 1896 - Beja, 1964). "Foi um arqueólogo, etnógrafo e professor português. Entre 1910 e 1913 viveu na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, tendo ali começado o seu interesse pelas ciências históricas e naturais. Começou a estudar arqueologia e etnografia enquanto exercia como professor do ensino primário na região do Minho, tendo sido nos periódicos estrangeiros e do Alto Minho que começou a publicar os seus primeiros artigos. Dedicou-se inteiramente à arqueologia e entografia, tendo-se destacado como um dos mais importantes arqueólgos em Portugal. Em Beja, trabalhou nos campos da arqueologia, etnografia e folclore, tendo feito vários estudos para a imprensa, e publicado diversos livros. Colaborou na Revista de Arqueologia. Era sócio correspondente de vários instituições no exterior, e foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura e do Instituto Nacional de Educação."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico. Capas oxidadas.
Indisponível
24 novembro, 2019
1.ª edição.
Raríssima edição original desta bela monografia minhota, por ventura a mais completa e importante que se publicou sobre o concelho de Paredes de Coura.
Ilustrada no texto, a p.b., com 55 fotogravuras, e outras 3 em página inteira.
Livro muitíssimo valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao "colega", illustre Senador da Repúbilca Portugueza, António C. Macieira Júnior (1875-1918), ["advogado, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, que se distinguiu pela sua acção política durante a Primeira República Portuguesa, tendo sido deputado na Assembleia Constituinte de 1911, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro da Justiça, ocupando este último cargo aquando da aplicação da Lei da Separação do Estado das Igrejas, que fora aprovada em 20 de abril de 1911, uma das medidas mais polémicas da Primeira República" (wikipédia)].
"Venho trazer-te a oblata do meu affecto.
O teu altar, para mim sagrado, bem merece as minhas offerendas.
No entardecer da vida, caminhando para o coval, venho despedir-me de ti e dizer-te que não posso esquecer-me dos teus campos, matizados de flores, nem da muzica suavissima das brizas que perpassam pelas encostas dos teus montes. [...]
Paredes de Coura!
Saudo-te! na tua caminhada para o futuro, porque vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso, que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos beiraes dos teus novos edificios e até no espelho das tuas aguas de cristal."
(Excerto de Á minha terra)
"Nunca tive, nem posso ter a pretensão de ser litterato ou escriptor, e, menos ainda, de erudicto.
Mas, pelo que quero á minha terra e pelo que devo aos meus conterraneos, tentei esboçar a actualidade de Paredes de Coura e archivar, n'este livro, algumas noticias do seu passado para que não se obliterem, de todo, da memoria dos presentes.
Conheço, como poucos, o viver, as circumstancias e condições de existencia da população local, assim como os terrenos, cultivados e incultos, d'este retalho do Alto Minho, suas communicações, commercio, industria, instrucção, estradas, rios, montes, etc.
O resurgimento d'este concelho para a vida moderna data de ha 30 annos.
Photographar-lhe as novas feições, é desbravar terreno a obreiros mais competentes. Este o meu fito. [...]
Contem duas partes este despretencioso trabalho: uma geral, que diz respeito áquillo que, segundo o meu ponto de vista, mais ou menos se relaciona com todo o concelho; e outra especial, que traduz uma breve noticia de cada freguezia.
N'esta localidade não ha livrarias, nem archivos poeirentos: datam, geralmente, do fim do seculo 17.º e estão incompletos os que existem.
N'esta observação vai uma sincera petição de benevolencia ao leitor."
(Excerto de Ao leitor)
Narciso Cândido Alves da Cunha (1851-1913). Juiz auditor. Deputado. Nasceu a 5 de Setembro de 1851 na freguesia de Formariz, concelho de Paredes de Coura. Frequentou o Liceu de Braga, e Teologia no seminário da mesma cidade, tendo sido ordenado sacerdote em Coimbra. Frequentou Direito na Universidade de Coimbra que concluiu em 1881. Foi nomeado conservador do registo predial da comarca de Paredes de Coura em 1885, cargo que exerceu até ser despachado juiz auditor de Bragança, em 1901. Escreveu uma monografia - No Alto Minho : Paredes de Coura, publicada em Janeiro de 1909. Foi advogado na comarca da sua naturalidade desde 1881 até 1901. Deputado courense no Senado da República entre 1911 e 1913.
Encadernação cartonada do editor a cores, com gravura a p.b.
Exemplar em bom estado de conservação. Trabalho de traça da pasta anterior, que se projecta na f. anterrosto e rosto, nestas quase que imperceptível.
Raro.
100€