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26 julho, 2017

ORTIGÃO, Ramalho - AS PRAIAS DE PORTUGAL : guia do banhista e do viajante. Com desenhos de Emilio Pimentel. Porto, Livraria Universal de Magalhães & Moniz, 1876. In-8.º (22,5 cm) de 144, [8] p. ; [12] f. il. ; [8] p. horários CF ; [8] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso guia turístico das praias de Portugal, impresso em papel de superior qualidade. Trata-se da edição original de uma das mais apreciadas obras do autor.
"Subintitulado «Guia do Banhista e do Viajante», este livro de Ramalho Ortigão, publicado em 1876, não é mais do que um roteiro cheio de preciosos comentários que nos guiam pelas melhores praias do nosso país.
A viagem começa a norte, na Foz, e percorre a costa até chegar a Setúbal. Além de fazer a caracterização das praias, indica as precauções higiénicas a tomar, dá instruções sobre como prestar socorro aos afogados e aconselha as mães sobre o modo de tratar as crianças no período balnear."

(Fonte: almedina)
Ilustrado com 12 belíssimas gravuras intercaladas no texto. Na introdução - O mar - Ortigão tece algumas considerações sobre o mar e os seus habitantes com originalidade e graça, utilizando também citações de reputados cientistas. O livro inclui capítulos com conselhos sobre os tratamentos que o mar oferece, os cuidados com a saúde e as precauções a ter com a utilização dos banhos de mar, e ainda instruções de reanimação em casos de afogamento. Termina com conselhos às mães, para iniciar os filhos nos banhos de mar, pelos seus benefícios e bem estar físico. Contém, no final do livro, diversas páginas preenchidas com os horários dos Caminhos de Ferro.
"Assim como quatro quintas partes do corpo humano são agua, assim quatro quintas partes da grande corpulencia do globo são mar. Parecendo separar os homens, o bello destino eterno do mar é reunil-os.
A bacia do Mediterraneo confinava o mundo antigo habitado pelos gregos, pelos phenicios e pelos egypcios. Foi pelo Mediterraneo que partiram as primeiras colonias que povoaram a Africa e a Asia, estabelecendo o principio das nossas relações com o mundo novo. No Egypto, na Pentapotamia e na China as primitivas civilisações seguiram, segundo Humboldt, o curso dos rios e baixaram dos montes ao litoral. Na Phenicia, na Grecia, as primeiras expedições maritimas iniciaram os nossos dominios sobre as forças da natureza.
De tal modo o mar foi o primeiro guia da humanidade.
Amoravel e austero, foi elle que primeiro embalou o berço do homem e que em seguida o acordou para os nobres trabalhos, suggerindo-lhe as primeiras lições do universo."
(Excerto da introdução, O mar)

Índice: I - O mar. II - A Foz. III - Leça e Mathozinhos. IV - Pedrouços. V - A Povoa de Varzim. VI - A Granja. VII - De Pedrouços a Cascaes. VIII - Villa do Conde. IX - Espinho. X - A Ericeira. XI - A Nazareth. XII - A Figueira. XIII - Setubal. XIV - As praias obscuras: Ancora; A Apulia; Lavadores; O Furadouro; A Costa Nova; S. Martinho do Porto; A Assenta; Santa Cruz; S. Pedro de Moel; Porto Brandão; O Alfeite; A Fonte da Pipa. XV - O tratamento maritimo. XVI - Precauções hygienicas. XVII - Socorros aos afogados. XVIII - Reconstituição dos temperamentos e dos caracteres pelo banho frio.
Horarios dos Caminhos de Ferro.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta leve desgaste nas pastas.
Invulgar.
Indisponível

18 julho, 2017

LISBÔA-PORTO : numero unico. Publicado pela Imprensa de Lisboa em beneficio das victimas sobreviventes do incendio do Theatro Baquet. Lisboa, Imprensa de Lisboa, 1888. In-folio (37x48,5cm) de [20] p. ; [6] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Belíssima edição publicada para efeitos de solidariedade com os sobreviventes do incêndio no Teatro Baquet, no Porto, ocorrido em 20 de Março de 1888.
Capas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Obra colaborada pela família real, e por muitas personalidades do meio artístico e cultural da época.
Inclui 6 fac-símiles de desenhos em folhas separadas, respectivamente, do rei D. Luís I, da rainha D. Maria Pia, do príncipe D. Carlos, de D. Amélia, do infante D. Afonso e da actriz Sarah Bernhardt.
Ilustrações no interior da autoria de, entre outros: Columbano Bordallo Pinheiro; escultor Soares dos Reis; J. Moura Gyrão, Moreira Rato; Enrique Casanova; Alfredo Gameiro; Félix da Costa; Silva Porto; Maria Augusta Bordallo Pinheiro; Francisco Villaça; Malhôa; Hogan.
Textos de, entre outros: Luís Augusto Palmeirim; Eduardo Coelho; Jayme Victor; Theophilo Braga; Gervasio Lobato; Eça de Queiroz; Sousa Viterbo; Andrade Corvo; Conde de Sabugosa; Bento Moreno [Teixeira de Queiroz]; Jayme Batalha Reis; Eduardo Coelho Junior; Ramalho Ortigão; Bulhão Pato; Julio Cesar Machado; Brito Aranha; José Caldas; João de Deus.
"Um povo que durante dois seculos se entreteve a queimar gente em jubilosos magustos publicos, organisados pelos representantes da Egreja, precisava bem de todas as lagrimas do enternecimento e da piedade mundana, inspiradas pelo incendio do theatro Baquet, para dar a Deus offendido uma reparação de honra.
A julgar pelo dôce encanto excepcional com que ainda hontem á noite a moderna arte palpitava na scena e as lindas mulheres estremeciam na sala do theatro D. Maria, dentro do mesmo recinto em que com tanto applauso debutou a Companhia de Jesus um pouco antes da Companhia de Sarah Bernhardt, eu conjecturo que Deus se deve achar satisfeito.
Parabens, meu Deus! Parabens, meus senhores!"
(Ramalho Ortigão - texto que acompanha o desenho de Sarah Bernhardt)
Exemplar brochado em bom estado geral, com excepção das capas que estão separadas do corpo do livro e apresentam diversos defeitos, rasgões e falhas de papel. Também as primeiras folhas registam pequenas falhas de papel no pé e à cabeça. Pelo interesse e raridade a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

28 abril, 2014

[JENKINS, Edward] - GINX'S BABY, O ENGEITADO : seu nascimento e mais desastres. Traduzido do inglez por J. D. Ramalho Ortigão. Volume I [e Volume II]. Porto, Imprensa Portugueza, 1874. 2 vols in-8º (16,5cm) de 304 p. (numeração consecutiva nos dois vols) ; E. num único tomo. Col. Bibliotheca da Actualidade, 9, 10
1.ª (e única) edição portuguesa, traduzida por Ramalho Ortigão. Trata-se de um romance de costumes; sátira social, publicada originalmente em Inglaterra, em 1870, e que se tornou rápidamente num best-seller no seu país de origem.
O livro descreve uma criança que nasceu na pobreza, na Londres proletária do final do século XIX, e que se tornou vítima de instituições rivais.
"Ginx's Baby era filho de Ginx e - coincidencia não isempta de bastantes excepções - de sua legitima mulher, a snr.ª Ginx. Ginx's Baby pertencia ao sexo masculino.
Quando o nosso heroe nasceu, o snr. e a snr.ª Ginx moravam em Westminster, Rozemary Street, n.º 5. O ente dado á luz no dito logar não era o unico individuo da especie humana ao qual este nome de Ginx's Baby (filho de Ginx) se puzesse ou tivesse posto. Ginx tinha-se casado em Betsy Hicks, na egreja de S. João, em Westminster, a 25 de outubro de 18..., como consta da copia do registro competente guardado por Ginx e devidamente cotejada por mim com o texto original. O heroe d'este livro era o decimo terceiro filho de seu pae. Perseverantes investigações habilitam-me a dar como veridica a historia d'este nascimento tal como se vae lêr."
(excerto do texto)
Indíce:
I - O que Ginx fez do seu filho. II - O que fizeram de Ginx's Baby a Caridade e as Egrejas. III - O que a parochia fez de Ginx's Baby. IV - O que fizeram de Ginx's Baby os clubs e os politicos. V- O que Ginx's Baby fez de si mesmo.
John Edward Jenkins (1838-1910). Foi um escritor inglês, advogado e político ligado ao Partido Liberal do Reino Unido. Era conhecida a sua veia satírica, tendo publicado vários romances onde faz uso do seu apurado sentido de humor.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas evidenciam desgaste acentuado. Folha guarda e f. anterrosto apresentam rasgões, a 1.ª com perda de papel. Ausência da f. rosto do vol. II.
Invulgar.
Indisponível

30 maio, 2013

MACHADO, Teixeira – DEUS, PATRIA, REI. Com uma carta-prefacio de Ramalho Ortigão. Lisboa, [s.n.] - Composto e Impresso na Tip. d’A Modesta, 1914. In-8.º (20,5cm) de 240 p. ; B.
1.ª edição.
Obra dedicada pelo autor à “Excellentissima Senhora Dona Constança Telles da Gama”.
Visão romanceada dos conturbados primeiros anos de República por um simpatizante da causa monárquica.
“O auctor, apresentando esta obra ao publico, não pretende mais que lavrar o seu veemente protesto contra o desvairamento demagogico de que se tomaram os cerebros de uns quantos, depois do victorioso bamburrio de Outubro de 1910."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Conserva a cinta de papel original com a indicação “um livro inesperado”.
Raro e muito curioso.
Indisponível

03 setembro, 2012

A EÇA DE QUEIROZ : Na inauguração do seu monumento, realisada em Lisboa a 9 de Novembro de 1903. DISCURSOS do Conde d'Arnoso, Marquez d'Avila, Ramalho Ortigão, Luiz de Magalhães, Annibal Soares, Antonio Candido, Conde de Rezende. POESIA de Alberto de Oliveira. Porto, Livraria Chardron De Lello & Irmão, Editores, 1904. In-8.º (19cm) de [4], 90, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
Ilustração extratexto do "monumento a Eça de Queiroz, obra do eminente esculptor Teixeira Lopes"

"Nessa estatua se lê, em clara linguagem,
Na divina expressão da sua formusura,
Do grande Artista morto a longinqua viagem,
A heroica aventura.
[...]
Olhos cheios de luz, para a ousada conquista,
Um dia, eil-o que parte:
Nesse busto de crente, eil-o o amoroso Artista!
Nessa estatua de Deusa, eil-a a divina Arte!"

(excerto da poesia de Alberto de Oliveira à memória de Eça de Queirós)

Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros a ouro na lombada.
Conserva as capas originais. 
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

18 maio, 2012

ORTIGÃO, Ramalho - ULTIMAS FARPAS. Rio de Janeiro/S. Paulo/Belo Horizonte, Livraria Francisco Alves ; Paris/Lisboa, Livrarias Ailleud e Bertrand : Aillau, Alves & C.a, [1916]. In-8º (18cm) de 340 p. ; E.
Contém um retrato do autor intercalado entre o anterrosto e o rosto.
1ª edição.
Volume póstumo das Farpas escrito por Ramalho Ortigão em Paris no exílio voluntário após o Regídio. Obra crítica da República.
Matérias: I - A revolução de outubro. II - Portugal antigo. III - O sebastianismo nacional. IV - A comedia politica. V - Em transito. VI - Breve recapitulação. VII - Bom anno! VIII - O natalicio da Republica - A menina-deusa. IX - O figurino francez. X - Como nós eramos - Como elles são. XI - Experiencia feita. XII - Uma sessão parlamentar. XIII - Uma lei. XIV - Embaixadores de letras brasileiras na Europa - Medeiros e Albuquerque - Conferencia brasileira na Sorbonne. XV - A raça. XVI - A nova Lisboa. XVII - El-Rei D. Carlos. XVIII - Carta de um velho e um novo. Appendice: Rei D. Carlos, o martirisado.
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros a seco e a ouro, negro e vermelho na pasta anterior e a seco e a negro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta assinatura de posse na f. rosto e na 1ª p. texto.
Invulgar.
15€

02 novembro, 2011

GALDÓZ, Pérez - ELECTRA : Drama em cinco actos. Versão portugueza de Ramalho Ortigão. Porto, Livraria Chardron De Lello & Irmão, editores, 1901. In-8.º (18cm) de [4], 280 p. ; E.
1.ª edição.
"Benito Pérez Galdós (1843-1920), foi um romancista, dramaturgo e cronista espanhol. Trata-se do maior representante do romance realista do século XIX em Espanha, e um dos mais importantes escritores de língua espanhola.
Encadernação editorial com ferros a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Ex-libris de posse no verso da folha de guarda. 
Invulgar.
Indisponível

31 março, 2011

ORTIGÃO, Ramalho - REI D. CARLOS : O MARTYRISADO. Lisboa, Typ. A Editora, 1908. In-8º grd. (26cm) 20 p. ; il. ; B.
1ª edição.
Exemplar razoável. Apresenta manchas de humidade no interior.
Raro.
Indisponível

03 fevereiro, 2011

ORTIGÃO, Ramalho - BANHOS DE CALDAS E AGUAS MINERAES ; com uma introducção de Julio Cesar Machado ; desenhos de Emilio Pimentel. Porto, Livraria Universal de Magalhães & Moniz, 1875. In-8º grd. (22cm) 135 p., [13] p. il. ; il. ; E.
13 gravuras em extra-texto; numerosos desenhos e tabelas.
1ª edição.
Encadernação cartonada com lombada em pele e ferros a ouro; lombada apresenta-se cansada, com desgaste nas charneiras; mancha de humidade na parte inferior do rosto e nas primeiras páginas; carimbo de posse no rosto.
Bom exemplar.
Invulgar.
50€