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19 fevereiro, 2025

FERREIRA, Luiz Feliciano Marrecas - 
EFFEITOS DOS TREMORES DE TERRA NAS FABRICAS DE ALHANDRA. 
Pelo Engenheiro Chefe da 3.ª Circunscrição Industrial... Boletim do Trabalho Industrial - N.º 32. Relatorio dos Serviços 
da 3.ª Circunscrição dos Serviços Technicos da Industria no Anno de 1909. Lisboa, Imprensa Nacional, 1909. In-4.º (25x16 cm) de 7, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório do responsável técnico do Estado após o sismo ocorrido a 23 de Abril de 1909, com epicentro localizado na costa do Algarve, que atingiu Lisboa, mas sobretudo, a região de Benavente (razão pelo qual foi baptizado com o nome dessa vila), Samora Correia e Salvaterra de Magos, já no Ribatejo. Registaram-se cerca de 40 mortos e 70 feridos.
Trabalho interessante sob o ponto de vista histórico e técnico. Raro. A BNP não menciona.
"Segundo as noticias recebidas dos diversos pontos em que se fez sentir a catastrophe a povoação da margem direita do Tejo mais damnificada foi Alhandra, importante centro fabril, não constando, até o momento em que escrevo, de qualquer fabrica situada noutra região que tivesse soffrido qualquer damno digno de nota.
Impunha-se-me, portanto, como dever a visita ás fabricas da localidade, indo lá investigar especialmente se do estado de ruina das edificações poderia resultar prejuizo para os operarios e quaes as providencias a prescrever, se remedio efficaz não houvesse já sido dado.
Direi, antes da succinta descrição a que vou passar, que vi nos empregados superiores d'ellas a maior solicitude por tudo o que respeita á segurança dos seus operarios e que não ha absolutamente ponto algum onde, com perigo para estes, a laboração tenha continuado.
São quatro as fabricas ali existentes, versando a laboração sobre:
Cimento, fabrica de Antonio Moreira Rato & Filhos.
Ceramica, fabrica de Chamusco & Tavares.
Linho e juta, Companhia Fabril Lisbonense.
Fiação e tecidos, Fabrica de José Ferreira do Amaral."
(Excerto do Relatorio)
Luís Feliciano Marrecas Ferreira (1851-1928). "Nasceu em Évora a 1 de julho de 1851 e faleceu a 4 de junho de 1928. Formou-se em engenharia militar na Escola do Exército, tendo seguido a carreira militar no Exército. Especializado em Matemática, foi lente da Escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da classe de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais a 1 de abril de 1880, passando a sócio efetivo a 13 de março de 1905, integrando a 1.ª secção (Ciências Matemáticas). Na Academia, foi eleito vogal do Conselho Administrativo a 16 de dezembro de 1909 e a 17 de dezembro de 1918, tendo sido, segundo uma anotação no seu processo, também eleito membro do mesmo Conselho Administrativo entre 1911 e 1914."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/details?id=20723&detailsType=Authority)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€
Reservado

30 abril, 2024

MARTINS, Professôr Sousa - LIÇÕES DE PATHOLOGIA GERAL E SEMIOLOGIA. Compiladas e publicadas por Décio Sanches Ferreira e Antonio Barbosa, Terceiranistas de Medicina. Volume I. Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Lisbôa, Officinas de Estevão Nunes & Filhos, 1900. In-8.º (19,5 cm) de XVI, 401, [3] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Volume de lições do Dr. Sousa Martins, "distinto médico, cientista, investigador, professor e escritor da 2.ª metade do séc. XIX", compiladas por dois alunos da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa a partir dos apontamentos de discípulos do Mestre, todos eles médicos reputados.
Livro ilustrado extra-texto com o retrato do Dr. Sousa Martins autografado em fac-símile.
Este volume I é tudo quanto foi publicado. Raro. A BNP não menciona.
"Instado mais duma vêz, por numerosos admiradôres, pâra redigir as suas lições e publicá-las em livro; por alumnos, para lhes revêr apontamentos que lithographassem ou imprimissem; o professôr Sousa Martins não accedeu aos innúmeros pedidos pela míngua de tempo, porque tôdo lhe era pouco pâra o desempenho dos seus devêres de professôr e de médico, no hospital e na clínica, mais do que uma profissão, um sacerdócio.
Seria pouco para lamentar o facto, se Sousa Martins nos tivesse deixado em livro, ou ao menos em jornal, larga obra da sua lavra; não é porêm assim, dêlle só nos ficaram, alêm das suas dissertações, uns prefácios de livros doutrem, e raros rtigos em publicações diversas; nada em livro seu que lhe perpetuasse o nome.
Existiam no entretanto, nas mãos de muitos alumnos da Escola Médica e de differentes médicos, vários apontamentos colhidos por estudantes na aula de Pathologia Geral, e pareceu-nos possível, adquirindo êstes apontamentos, refazêr as lições do sábio lente; foi isso o que tentámos, bem certos de que a obra que emprehendíamos ficaria muito àquêm da dicção brilhantíssima de Sousa Martins..."
(Excerto do preâmbulo - Fins dêste livro e méthodo empregado na sua factura)
Índice:
[Fins dêste livro e méthodo empregado na sua factura] | [Prefácio] | Evolução dos sêres vivos | Phenómenos mórbidos | Divisões da pathologia | Sciências auxiliares da pathologia | A synthese e a anályse em pathologia | A rasão e os sentidos como elementos de estudo | Observações e experimentações | Leis e regras em pathologia | Doença ou Moléstia | Vitalismo e organicismo | Há, nos organismos, alterações dynâmicas sem correlativas alterações estáticas? | Há, nos organismos, alterações estáticas sem correlativas alterações orgânicas? | Definição de doença | Escolas vitalistas | Escolas organicistas | Escolas organó-vitalistas | Etiologia | Receptividade pâra as doenças | Classificação das causas de doença | Traumatismo | Commoção | Compressão | Attritos | Contactos | Gravidade | Calôr | Frio | Humidade | Luz | Electricidade atmosphérica | Ozone atmosphérico | Ventos | Solo | Climas | Estações | Pressão atmosphérica | Atmospheras viciadas | Águas potáveis | Alimentos | Vestuário | Profissões | Venenos | Ptomaínas | Autò-intòxicações | Peçonhas.
José Tomás de Sousa Martins (Vila Franca de Xira, Alhandra, 7 de Março de 1843 - Vila Franca de Xira, Alhandra, 18 de Agosto de 1897). "Foi um médico e professor catedrático da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, antecessora das Faculdades de Medicina de Lisboa, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Ciências Médicas da UNL - Universidade Nova de Lisboa. Formado em Farmácia e Medicina, trabalhou intensamente e, na maioria dos casos, gratuitamente, sobretudo no combate à tuberculose. Orador brilhante, dotado de humor e inteligência, homem de actividade inesgotável e praticante incansável da caridade junto dos mais desfavorecidos, exerceu uma forte influência sobre os colegas de profissão, alunos e pacientes que tratou. Esta influência metamorfoseou-se e perpetuou-se no tempo, tendo a figura de Sousa Martins assumido contornos de santo laico, num culto actual, bem visível nos ex-votos colocados em torno da sua estátua no Campo dos Mártires da Pátria, em Lisboa, frente à sede da actual Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, e no cemitério de Alhandra, onde está sepultado. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação em meia de pele, com cantos, e com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.Exemplar em bom estado de conservação. Lombada apresenta pequena falha de papel na extremidade superior.
Raro.
Peça de colecção.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
120€

19 janeiro, 2022

DAVID, Florbela Lopes da Silva Gomes - LÁGRIMAS E POSSESSÃO.
A hierarquia e os ritos no culto ao Dr. Sousa Martins no cemitério de Alhandra
. Alhandra, Edição do Museu de Alhandra, 1996. In-8.º (21 cm) de 109, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Tese de Licenciatura em Antropologia sobre o culto ao Dr. Sousa Martins apresentada pela autora à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Monografia editada em Alhandra, por certo com tiragem reduzida.
Livro ilustrado no final em Anexo com 24 fotografias a p.b. distribuídas por 7 páginas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
"Aquilo que um dia me levou até um cemitério, em Alhandra, e não a outra encruzilhada qualquer foi, concerteza, por um lado, de ordem emocional e, por outro, de de ordem prática. O resultado foi esta monografia, a minha busca possível de uma parte ínfima do sagrado. A curiosidade transportou-me a uma paisagem não suficientemente próxima para ser exactamente minha, nem suficientemente longínqua para ser a do «outro». Nada de novo nesta situação - este é o espaço da fronteira onde sempre foi possível o encontro... mas sempre, também, difícil. Difícil ainda, é observar o exótico, o estranho, o «esquisito», fazer-lhes análises, como se ele estivesse dentro de um tubo de ensaio sem efectivamente o estar."
(Excerto do Prefácio)
"O culto ao Dr. Sousa Martins é muito generalizado e abrange uma vasta área geográfica, bem como um amplo leque heterogéneo de ritos. Inúmeras obras biográficas há publicadas sobre a pessoa de José Tomaz. No entanto, as publicações de índole sociológica e antropológica sobre os cultos a si prestados são praticamente nulas; o que resulta numa grave lacuna para o seu conhecimento, que consterna sobretudo dadas as dimensões que o fenómeno actualmente assume."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Primeira Parte - Introdução Histórica (O Homem e o «Santo»): I. Sousa Martins - Aspectos Biográficos; II. A História e os Rituais no culto do «Santo». Segunda Parte - Introdução Etnológica (Outras Perspectivas): III. Subsídios teóricos preliminares; IV. Do culto (em geral) ao Dr. Sousa Martins. Terceira Parte - Ritos no cemitério de Alhandra: V. Um dia no cemitério - Configurações de casos: O Lugar - As Pessoas - Os Acontecimentos - A Possessão - A Audiência e as trocas simbólicas; VI. O Xamanismo e a Possessão na história da Análise Antropológica; VII. Discussão. | Conclusões. | Notas finais. | Bibliografia. | Anexo.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Com interesse sociológico e etnográfico.
Muito invulgar.
25€

20 março, 2021

SALVATERRA, Rui de - ANTÓNIO LUÍS LOPES. (O cavaleiro ribatejano). Sua vida. Sua carreira artistica
. Lisboa, [Edição do Autor]. Composto e impresso na Tipografia Beleza, [1930]. In-8.º (17,5 cm) de 103, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia do cavaleiro ribatejano Luís António Lopes, figura de proa do toureio equestre nacional nas décadas 20/30 do século passado.
Na época, o homenageado dividiu os êxitos e as praças com outras grandes figuras da lide a cavalo, entre outros - e especialmente -, João Branco Núncio, de quem foi padrinho de alternativa.
L
ivro muito ilustrado ao longo do texto com fotogravuras a p.b. e um retrato do biografado, no início, em página inteira.
"António Luís Lopes, o cavaleiro ribatejano de que nos vamos ocupar, tem timbrado sempre em manter uma personalidade propria, um modêlo sui-generis, sem cópias reles e degradantes, individualisando-se, usando um processo seu, superior, inconfundivel.
É incontestavelmente o cavaleiro tauromaquico português que melhor e mais sabiamente soubre interpretar a maravilhosa arte do Marquês de Marialva, arte portuguesissima, cheia de valentia e de nobreza, quando posta em prática com o rigor clássico de que nos falam os velhos livros de cavalaria."
(Excerto da introdução - Razões do livro)
António Luiz Lopes (Alhandra, 1893 - Coruche, 1972). "Foi um cavaleiro tauromáquico português. Cursou a Escola de Regentes Agrícolas de Santarém e recebeu a alternativa de cavaleiro tauromáquico na Praça de Touros do Campo Pequeno, a 3 de maio de 1923. Cavaleiro bem sucedido, obteve muitos êxitos nas praças portuguesas, atuando também em Espanha e no Méxic
o. Participou nos filmes A Severa, de José Leitão de Barros, na popular figura do Conde de Marialva, e no filme mudo Tragédia rústica, de Alves da Cunha, ambos rodados no ano de 1931. Em 1932 foi produtor de Campinos do Ribatejo, rodado no Ribatejo, sagrando a lezíria e a figura do campino, e na praça de touros de Algés, com interiores na Sociedade de Belas-Artes. Esteve estabelecido no Brasil, dedicando-se a treinar jovens para a equitação. Foi padrinho de alternativa do seu filho, o também cavaleiro tauromáquico Alberto Luiz Lopes. Foi irmão de outro cavaleiro profissional, Mário Luiz Lopes, com alternativa tirada a 20 de maio de 1927."
(Fonte: wikipédia)
Matérias: [Dedicatória]. | Razões do livro. | António Luís Lopes - Breve esboço psicológico sôbre a sua personalidade. | Alguns subsídios para a biografia do grande cavaleiro ribatejano - A sua infância - A sua «aficcion» - Coimbra... - A sua estreia como cavaleiro - Touros em pontas! - Os grandes exitos de António Luís Lopes em Portugal e Espanha. | António Luís Lopes, primeiro toureio português contratado para tourear na América - Seus triunfos formidáveis na República Mexicana - O que disseram os críticos - ... «el Caballero Lopes es muy certero con los rejones de muerte» - ... «el portugués ejecuta las suertes con precisión, y hace la reunión con el toro clásicamente». | Ouvindo António Luís opes - Sensacionalissimas declarações do notável cavaleiro - O que é o toureio de verdade - Lopes e João Nuncio - Boas e má tarde - Lopes ante o problema cine-teatral - O que êle pensa das mulheres - Suas predilecções pelos desportos - Homenagem a Vitorino Frois - A imprensa - Bandarilhas a duas mãos - Paisagem ou «pamplina»? - «Há que tourear de verdade e não iludir o público... | Algumas opiniões da imprensa, criticos e aficionados em geral sôbre António Luís Lopes - A conversão do critico José Vicente. |
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas envelhecidas,  frágeis e manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel nos cantos. Miolo correcto.
Raro.
Indisponível