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05 abril, 2019

LOURENÇO, Manuel - PÁSSARO PARADÍPSICO. [Ilustrações de Mário Cesariny]. Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1979. In-4.º (23,5cm) de 167, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de poesia surrealista.
Ilustrada com três bonitas estampas (colagens) de Cesariny - A noite; A manhã; A tarde.
"M. S. Lourenço nasceu em Sintra com o Sol no Touro, a Lua no Aquário e Virgem no Ascendente, no ano de 1936. Escreveu diversos livros absurdos de Poesia até que morreu no dia 15 de Janeiro de 1973 em Dorchester, Oxfordshire, Inglaterra, ao tomar um banho quente. O seu corpo, durante o banho, revelou para a posteridade o segredo da sua natureza genética: M. S. Lourenço era uma truta. As suas escamas caíram uma a uma e foram finalmente engolidas pelos esgotos do condado.
Jaz no estrume de Dorchester com a esperança de se tonar num cacto."
(Retirado da contracapa, Um obituário afectivo)
Manuel António dos Santos Lourenço (1936-2009). Conhecido por M. S. Lourenço, foi um filósofo, tradutor e escritor português, e professor catedrático jubilado de Lógica e Filosofia da Matemática no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas e manchadas.
Invulgar.
Indisponível

21 setembro, 2018

BRITO, Casimiro de - POESIA 61. Canto adolescente. Faro, Composto e Impresso na Tip. Cácima, 1961. In-8.º (21 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra poética publicada na apreciada colecção Poesia 61, constituída por 5 plaquettes de outros tantos autores.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao conhecido ensaísta Luís Francisco Rebello.
"Canto as raízes do silêncio: o mar a sua génese. O fundo do mar é um seio dissolvido onde sou uma pedra em flor. Tenho os olhos abertos debaixo de água e falo aos corais que desabrocham na sombra. Incido em mim. Sou, neste momento de cinza, a medida mais sensível de mim mesmo. Respiro.me amplamente."
(Texto 1)
Casimiro de Brito (n. 1938). "Poeta, romancista, contista e ensaísta, nasceu no Algarve, em 1938. Esteve ligado ao movimento Poesia 61, [de que foi seu mentor]. O seu primeiro livro surgiu em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou 38 títulos. Dirigiu várias revistas literárias: Cadernos do Meio-dia; Cadernos Outubro e Loreto 13. Actualmente é co-director da revista luso-brasileira de poesia Columba, responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional Serta, e director da colecção Grito Claro."
(Fonte: https://www.assirio.pt/autor/casimiro-de-brito)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta pequenas manchas dispersas pelo texto.
Raro.
35€

29 abril, 2017

ARANDA, Francisco - ARTE DE MORRER : contos. Lisboa, Edição do Autor, 1957. In-8.º (19,5cm) de 85, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de contos de inspiração surrealista.
Exemplar n. 90, duma tiragem constituída por 312 exemplares numerados e assinados pelo autor.
Muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa de Francisco Aranda à poetisa Natércia Freire.
"Não sentia nada. Nunca estivera afundado num silêncio tão perfeito - em cima, uma pianola tocava Stravinsky, em baixo, as máquinas de escrever da repartição - nunca experimentara um vazio tão absoluto. Tentava indireitar-se agarrado à borda da mesa. O corpo sacudia-se-lhe em convulsões intermitentes. De pronto, como que uma mão de ferro o empurrou para a parede. Sentiu que não devia olhar para o espelho, mas uma força dominadora fez-lhe levantar a cabeça. Viu aparecer no ângulo iuperior do quadro dois olhos imensos, febris, cheios de expressão, como nunca os tivera, e não se assustou com eles. Aqueles olhos eram belos, menos terríveis que os anteriores, carregados de morte. Deu um passo para trás. A luz projectou umas sombras delicadas nas faces e iluminou o seu olhar. Deus, que belo era!"
(excerto de Assassinato)
Índice:
- Assassinato. - 6 Árvores. - Liberdade. - O Fechadinho. - O primeiro amor. - A perfeição da forma. - Distonia.
José Francisco Aranda (1925-1989). Natural de Saragoça, Espanha. Escritor e crítico de cinema. Foi um dos expoentes máximos do surrealismo espanhol, com grande proximidade ao movimento português, sobretudo de Mário Cesariny, de quem era amigo. Escreveu poemas e desenhou colagens e assemblages com a qual expressou a sua vida interior,  que por sua serviram para o ajudara a entender e a melhor se relacionar com o mundo exterior. Uma vida e um mundo claustrofóbico numa Espanha franquista e repressora, e numa Europa que se reconstruia e reinventava após a Segunda Guerra Mundial. Escreveu o famoso livro O surrealismo espanhol e a primeira biografia que foi publicado em Espanha do controverso cineasta Luís Buñuel - Luís Buñuel : biografia crítica.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
35€

15 outubro, 2011

PIMENTA, Alberto - BESTIÁRIO LUSITANO. Lisboa, Edição do Autor, com o apoio de um grupo de subscritores e de Publicações Culturais Engrenagem, Lda, 1980. In-8º (21cm) de 85, [3] p. ; B.
Gravura da capa da História da Província de Santa Cruz, de Pêro Magalães Gândano, Lisboa, 1576.
1ª [e única] edição.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a ... "que foram seus subscritores."
Contém folheto promocional coevo de obras anteriores do autor.
"Alberto Pimenta (n. 1937) é um escritor, poeta e ensaísta português. Destaca-se entre os autores europeus contemporâneos pelo carácter crítico e irreverente da sua obra, bem como pela diversidade dos géneros abordados: poesia, ficção, teatro, linguística, crítica, e até mesmo happenings e performances." (in wikipedia)
Bom exemplar; capas manchadas.
Invulgar.
30€

05 agosto, 2011

PACHECO, Luiz - PACHECO VERSUS CESARINY : folhetim de feição epistolográfica. Lisboa, Editorial Estampa, 1974. In-8.º (18,5cm) de 349, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa e ilustrações de Martim de Avilez.
"Este folhetim é uma invenção e montagem de Luiz Pacheco."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Indisponível