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domingo, 29 de outubro de 2023

O Silva Santos

Lembrar o Silva Santos é recordar uma das pessoas mais extraordinárias do comércio da Cidade. Durante vários anos foi a única livraria, tinha como característica a enorme confusão que reinava na arrumação dos stocks, embora aparente, pois à pergunta “Ó Sr. Silva Santos tem o……. Ele respondia invariavelmente “sim senhor passa cá logo à tarde que eu guardo.”
Era um homem de uma cultura acima da média, e cada venda por ele efectuada era acompanhada de uma conversa minuciosa sobre o artigo vendido.
No final da década de sessenta, o estabelecimento localizado na Praça da República, encerrou as portas, e o Sr. Silva Santos viria a falecer em 2 de Julho de 1981.


quarta-feira, 25 de outubro de 2023

A Praça no início do seculo XX

A Praça da República, ou Praça da Fruta, como nós gostamos de dizer, é provavelmente o lugar na cidade mais fotografado,
O postal com o número 717, é uma edição de Alberto Malva de 1908, tem a curiosidade de se poder observar
a sede da Associação Comercial que se encontrava num dos topos da praça, onde hoje se encontra o edifício do Banco, outrora os Armazéns do Chiado.
O outro postal é uma edição do Novo Salão de Barbear, que se localizava nesta mesma Praça nos nº 26 e 27, segundo o livro “Caldas da Rainha – Bilhete-postal Ilustrado” de Vasco Trancoso foi editado em 1911. (O que tenho na minha colecção tem data dos CTT de 13-08-1958).


domingo, 10 de junho de 2018

Tábua e Caldas da Rainha ou a história da Padaria Morgado

Já não constituem qualquer surpresa as iniciativas do meu amigo Mário Lino, e este livro a propósito da história da Padaria Morgado, foi mais longe e uniu os Municípios de Caldas da Rainha e Tábua, de onde era natural José da Costa Morgado.
O Nascimento de António Morgado, no ano de 1912, em Caldas da Rainha permite-nos situar os primórdios desta fábrica de pão e de recordações, que ainda hoje se mantem de pé, depois de ter estado durante cerca de meio século, associada à Upacal, encerrada por motivos de insolvência 
Este livro acaba por ser também uma homenagem aos padeiros  

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Painel do Júlio Pomar

Hoje de manhã quando fui à Praça da Fruta e estacionei em frente ao Café Central, veio-me à memória um episódio a propósito do painel que se encontra no seu interior.
Nos meus afazeres profissionais, aquando das minhas idas regulares a alguns armazenistas em Lisboa, um cliente que se encontrava no mesmo estabelecimento que eu apercebeu-se que eu era das Caldas e perguntou-me se eu conhecia o Café Central, depois disso contou-me vários episódios vividos naquele espaço, num período em que esteve na Tropa em Caldas, concluindo as suas historias dizendo, com muita ternura e emoção, que na mesa junto ao painel do Júlio Pomar escreveu muitas cartas de amor.
Mesmo não sendo um frequentador assíduo do café defendo que se deve fazer um esforço para preservar este e outros espaços semelhantes.


domingo, 25 de fevereiro de 2018

A Minha Estante – Praça da Fruta

Aproveitando o tempo de repouso para acabar com uma arreliadora gripe, fui reler, o livro do Carlos Querido sobre a Praça.
Este livro publicado em 2009 é um magnifico trabalho sobre a história de um dos sítios mais emblemáticos da cidade que como diz o autor “Em épocas festivas e em momentos de euforia ou de tensão social, nesses dias a cidade só pode desaguar no local para onde correm as suas artérias.
Realço ainda,  a deliberação da Câmara de 18 de Dezembro de 1835.
“O presidente e demais vereadores fazem saber que, tendo sua Majestade em Portaria de dezasseis de Outubro do presente, concedido a demolição da Ermida de Nossa Senhora do Rosário, ficando pedra e demais material do edifício pertencente a esta municipalidade, para convenientemente a aplicar em obras de interesse público, acordaram que se passasse a demolir o dito edifício e que se vendesse a cantaria, lajedo e madeiras e objectos que se pudessem aproveitar, ficando a pedra das paredes destinada para calçadas desta vila.“

domingo, 5 de fevereiro de 2017

A Praça fotografada pelo Turita

No dia que o Município Caldense, pensar em criar um arquivo municipal, tem que necessariamente de consultar um número de coleccionadores muito significativos que existem na Cidade, pois só graças à sua “carolice” é possível a recolha de documentos muito interessantes sobre a história cultural, urbana e comercial da cidade.
Vem este comentário a propósito destas fotografias que o Alfredo Monteiro foi descobrir, que retratam o bulício da praça nos anos sessenta, visto pela óptica do Turita.    


sábado, 4 de fevereiro de 2017

A minha Estante –Fotografias de Alfredo Pinto (Sacavém)

Este Livro, publicado em 1994 pelo Património Histórico, é um magnífico trabalho de fotografia feito a partir de uma colecção de negativos do início do século XX.
Alfredo Pinto, meio-irmão do 2º Visconde de Sacavém, foi frequentador assíduo das Caldas da Rainha desde a sua infância.
Romântico por natureza, foi um grande divulgador desta região, que evocou em diversos tons, umas vezes critico outras vezes nostálgico.    
Nestas fotografias que copiei, podemos ver  
Ajuntamento popular junto à Capela de S. Sebastião (Ao cimo da Praça da República), o Mercado da Praça da República e o movimento de carruagens no Largo Dr. José Barbosa



Titulo:
Fotografias de Alfredo Pinto (Sacavém)
Autor:
PH Património Histórico – Helena Pinto
Ano:
1994

domingo, 1 de março de 2015

Os mercados



Graças ao meu amigo Manuel Vasconcelos que foi ao sótão descobrir estas e outras preciosidades, trago para o blog estes postais que retratam os mercados de Caldas dos anos sessenta.
Nas fotos em cima, temos as vendedeiras da Praça da Fruta. No edifício em fundo é visível a placa do Advogado Saudade e Silva.
Na foto em baixo temos a praça do peixe, que durante muitos anos funcionou na Praça 5 de Outubro.
Além dos cabazes do peixe, ressalta o pormenor das latas onde se guardava o peixe comprado, porque na época frigoríficos era um luxo ao alcance de poucos.
Na última foto o “mercado das galinhas”, que tinha lugar na parte lateral da praça do peixe, ao lado do Teatro Pinheiro Chagas.
Julgo que este mercado, contrariamente aos outros só funcionava à segunda-feira.

domingo, 23 de novembro de 2014

Caldas de outros tempos - Praça da República

Neste postal da segunda década do século XX ( o que eu tenho tem carimbo dos correios de 09-07-1925), podemos observar a Praça Maria Pia (agora da República) em toda a sua extensão.
No edifício da esquerda onde hoje está instalada a Caixa Geral de Depósitos, funcionou em tempos um dos estabelecimentos mais importantes da Cidade, a “Mercearia Central das Portas Largas” que no final do século XIX era propriedade de Pereira & Irmãos. Nessa época ainda não existiam os Bombeiros, e eram eles que disponibilizavam os seus quatro carros para acudir aos fogos, serviço que continuou a prestar mesmo depois da criação do Corpo de Voluntários.
No início do século XX, a mercearia já tinha dado lugar ao Banco Industrial Português.

Fonte: Bilhete Postal Ilustrado de Vasco Trancoso

domingo, 24 de março de 2013

Joaquim Baptista Lda. – Um comércio de gerações


Hoje vou dar destaque a um comentário do Sr. Joaquim Baptista sobre o comércio da praça, pois ilustra muito bem a ideia, que tenho, de que o Comércio tradicional é uma travessia de várias gerações, não que isso o tenha impedido de se actualizar, mas criando casas de referência, como é o caso da firma Joaquim Baptista, na Praça da República, liderada pelo meu amigo Óscar.

"António Castanheira" foi a primeira loja em que o meu Pai trabalhou quando da sua vinda para as Caldas. Posteriormente foi para a "Vª.António da Silva Ribas & Cª:" onde teve como colegas e posteriormente como patrões José Rodrigues Girão "R. Girão" e Sebastião de Andrade com os quais constituiu a sociedade por quotas "Andrade & Baptista,Lda."para exercer a actividade na "Ribas, Sobrinho,Lda".
No dia posterior ao início da Grande Guerra saiu da sociedade o Sr. Sebastião de Andrade e mais tarde o Sr. Girão. Após esta saída, o estabelecimento passou a denominar-se "Joaquim Baptista" e mais tarde "Joaquim Baptista,Lda" como ainda se mantem.
Joaquim Ladeira Baptista



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um livrinho de 1918



António

Esta pequena agenda tem 95 anos e foi editada pela Tipografia Caldense. Tem apontamentos muito curiosos, dos quais destaco alguns.
Na tabela das taxas do correio gosto particularmente da observação de que “ O correio não distribue correspondência em que se possam lêr palavras injuriosas, difamatórias ou atentatórias da moral”.
Curioso ainda a publicidade ao armazém de fazendas António Castanheira, que tem atravessado os tempos e ainda lá está para durar por muitos anos.

sábado, 2 de abril de 2011

Regeneração urbana

Há cerca de ano e meio que ouvi falar de um grande plano de obras apelidado de “Regeneração urbana”.
Já participei em algumas reuniões, umas mais informais do que outras, por isso conheço em linhas gerais o que a Autarquia se propõe levar a cabo.
Este plano tem os defeitos e as virtudes de tudo o que se tem feito na cidade, ou seja, faz-se a obra e depois a cidade ajusta-se ao que foi feito, mas dou o beneficio da dúvida, embora eu julgo que com os cortes orçamentais que se avizinham que o projecto dificilmente tenha pernas para andar, mesmo levando em linha de conta que esta candidatura aos fundos do Prodep tenha sido aprovada em Julho de 2009.

Mas este meu “post” tem a ver com outra coisa surpreendente, é que hoje um grupo de partidos da “Oposição Municipal” andou a distribuir uns convites para uma sessão no CCC para discutir a regeneração.
Estes amigos têm andado distraídos, ao fim de todo este tempo e numa altura que já há algumas adjudicações,ou pelo menos concursos já lançados, não acham que já é um pouco tarde?

As Caldas tem pago uma factura enorme por ter o mesmo Presidente no Município há muito tempo, mas diga-se em abono da verdade que alguns custos desta factura são também da responsabilidade da apatia da oposição.
Sobre as obras um dia destes volto a escrever.

domingo, 20 de junho de 2010

As cerejas da Gardunha

Com frequência vou à praça comprar fruta, (já não se fazem maridos como antigamente) e nesta época, se há fruta que eu gosto, as cerejas estão no topo da lista.
Grande parte da que se vende na praça vem da zona da Gardunha e do Fundão
É um fruto que não deixa de encher o olho. “É rija e doce” e volumosa, que apetece mesmo provar.

Depois de compradas as cerejas, lembrei-me de um poema da brasileira Renata Pallottini:

“Cerejas, meu amor,
mas no teu corpo.
Que elas te percorram
por redondas.
E rolem para onde
possa eu buscá-las
lá onde a vida começa
e onde acaba
e onde todas as fomes
se concentram
no vermelho da carne
das cerejas...”

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quem se lembra desta Praça da República

No melhor estilo publicitário direi que atendendo ao êxito do post sobre o Comércio na Rua das Montras, volto de novo, agora com uma retrospectiva sobre a actividade comercial da Praça da Republica, vulgo Praça da Fruta.