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02 junho 2011

REDUÇÃO DAS PENSÕES

O documento da troika prevê o corte das pensões e o congelamento dos salários até 2013. Segundo as palavras da troika:
"No seguimento da redução média em 5% dos salários do sector público neste ano, os salários e as pensões serão congelados até 2013, excepto no caso das pensões mais baixas. Além disso, será introduzida em 2012 uma contribuição especial com incidência sobre as pensões acima de €1.500, ficando isentas as pensões mais baixas. Através de uma política de substituição, apenas parcial, dos trabalhadores que saiam, reduziremos o número de funcionários públicos na administração central em 1% quer em 2012, quer em 2013. A racionalização da administração pública ao nível das administrações local e regional permitirá reduções adicionais de custos, incluindo a redução do emprego público em 2%/ano."

15 fevereiro 2011

E SE OS FILHOS NÃO PAGAREM?

Todos nós sabemos que uma percentagem considerável dos nossos pensionistas vive em situações bastante precárias e difíceis. Porém, sabia também que, mesmo assim, Portugal é o quarto país da União Europeia que mais gasta no sistema de pensões? Pois é, é verdade. Só a Itália, a França, e a Áustria gastam mais nos seus sistemas de pensões (em percentagem do PIB) do que nós. Todos os outros países europeus da UE27 despendem bem menos do que nós com os seus pensionistas. Para além das razões que estão por detrás deste fenómeno, interessa perguntar: se o nosso sistema de pensões é assim tão caro, será que é sustentável? 
Talvez sim, ou talvez não. Esta pergunta faz sentido porque as nossas pensões são essencialmente baseadas no chamado sistema “pay as you go”, ou seja, são os trabalhadores no activo (ou seja, as gerações mais jovens) que financiam a maior parte das subvenções dos pensionistas. Só que, se é assim, será que não poderemos chegar a uma situação em que os mais jovens se recusem a pagar as reformas dos mais velhos? É certo que até agora, as gerações novas aceitaram financiar grande parte das pensões dos mais velhos. Todavia, tal só tem sido possível por duas razões. Primeiro, porque a economia nacional cresceu bastante nas últimas décadas e os rendimentos também aumentaram. Assim, as gerações mais novas não se importaram de utilizar parte dos aumentos de rendimentos para ajudar as gerações mais velhas. Em segundo lugar, as gerações mais novas têm aceitado suportar os mais idosos, porque, até agora, esperavam usufruir das mesmas regalias quando eles(as) também fossem mais velhos.
E aqui é que está o problema. Actualmente, a economia nacional pouco ou nada cresce (e assim os rendimentos pouco sobem), e, ainda por cima, começam a surgir algumas dúvidas se será possível financiar adequadamente as pensões das gerações mais novas quando estas tiverem idade para se reformar. Deste modo, não é inteiramente descabido pensar que, daqui a uns anos, os nossos filhos possam decidir não financiar as nossas reformas. Porquê? Porque não só o sistema de pensões actual não é inteiramente sustentável, mas também (e principalmente) porque o presente endividamento da economia nacional é muito elevado. E se nós vamos legar aos nossos filhos dívidas muito pesadas, como é que nos podemos admirar se eles um dia se virarem para nós e se recusarem financiar as nossas próprias pensões? E se eles(as) o fizerem, quem os(as) poderá condenar por isso? 
  
Notícias Sábado, 12 Fevereiro 2010

22 janeiro 2011

CARAS PENSÕES

Toda a gente sabe que muitas das nossas pensões são bastante baixas, principalmente quando comparadas com os outros países europeus. Porém, sabia também que, mesmo assim, Portugal é um dos países da União Europeia que mais gasta com o sistema de pensões em percentagem do PIB? Mais concretamente, sabia que o nosso país é o 4º país da União Europeia que mais gasta com o sistema de pensões em percentagem do PIB? Pois é, é verdade, todos os anos, Portugal gasta cerca de 12% do PIB nacional no sistema de pensões. Na União Europeia só a Itália (14% do PIB), a França (13,5%) e a Áustria (12,7%) gastam mais em percentagem do PIB do que nós.Todos os restantes países da UE despendem, em média, muito menos no seu sistema de pensões  do que nós. Por que será?

Gráfico_ Gastos com pensões em percentagem do PIB, União Europeia, 2010

Fonte: Comissão Europeia (2010)