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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Projetista de um cinema em Ontário, Canadá (1970)


The Way We Were

Ícone do r/TheWayWeWere

Meu avô na cabine do projetista de um cinema em Ontário, Canadá - início dos anos 1970

'Naquela época, só passava um filme, mas você tinha a opção de assistir às 19h ou às 21h (ou durante as matinês de fim de semana à tarde, se você quisesse). Você podia fumar na varanda ou nas últimas 15 fileiras do andar principal do auditório e geralmente assistia a um ou dois desenhos animados antes do filme principal começar.

Havia dois projetores na cabine e os filmes eram divididos em vários rolos. O projetista alternava entre os dois projetores em um ponto no tempo que era indicado por pequenas marcas que eles faziam no canto superior direito do filme. Quando a primeira marca aparecia na tela, o projetista ligava o segundo projetor e o deixava funcionar em conjunto com o primeiro. A segunda marca indicava quando ele deveria mudar para o segundo projetor e o novo rolo seria exibido na tela'.

Texto e imagem reproduzidos do site:  www reddit com

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Uma arte de projeção

Legenda da foto: Joselito Gomes, há 13 anos projecionista do Cinema da Fundação

Publicação compartilhada do blog ANDRÉDIB, de 17 de julho de 2011 

Uma arte de projeção

Praticamente invisíveis, eles estão ali, cuidando da sua sessão de cinema. Apesar de serem lembrados somente quando o filme falha, um atestado recente da importância dos projecionistas está em carta enviada pelo diretor Terrence Malick, que recomendou aos projecionistas normas de afinação do equipamento para exibir seu novo filme, A árvore da vida.

Há 15 dias, Michael Bay fez o mesmo para garantir que seu Transformers 3 não perdesse em virtude da luz filtrada pelos óculos 3D. Neste fim de semana, a produtora de Harry Potter também indicou parâmetros para sua correta exibição. A preocupação procede, já que nos últimos anos o que temos visto é a multiplicação de salas de shopping, que se preocupam mais com qualidade da pipoca do que com as condições em que os filmes são exibidos.

No Recife, poucos projecionistas “à moda antiga” estão em atividade. Com o fim dos cinemas de rua, nos quais se alternavam operadores com décadas de experiência, acabou-se também o romantismo da profissão. A gradual digitalização das salas é outro fator que aponta para o acanhamento da função. Assim como diminui a interação com o público e com o próprio filme a ser exibido, há menos intimidade com a maquinaria.

Thiago Augusto, projecionista do UCI Ribeiro Casa Forte, vê nesse distanciamento um processo de alienação. “A gente tem alcance limitado para mexer no equipamento, quando precisa tem que acionar a manutenção especializada. Além de ter um custo para o cinema, o projecionista fica de mãos atadas”.

Para Joselito Gomes, que trabalha no Cinema da Fundação, no futuro próximo bastará alguém que saiba apertar botões, já que a projeção digital se resume a acionar aparelhos pré-ajustados. “Uma sala de shopping com 12 salas desempregou 11 projecionistas. Para quem está começando talvez isso seja um sofrimento, porque esta é uma profissão que apaixona”. O segredo para uma boa projeção? “Tem que ter sensibilidade e estar atento, senão o público deixa de prestar atenção no filme para reparar nos problemas”.

Joselito começou no extinto complexo Trianon – Art Palácio. Em 1998 foi para o Cinema da Fundação, por indicação do falecido Seu Alexandre (Moura), que não pôde assumir pois já trabalhava no Cinema Arraial. “Aprendi olhando. Fui contratado como mecânico do ar-condicionado, mas era rato de cabine. Chegava mais cedo e treinava, fui pegando o jeito até que chegou um tempo em que o projecionista ia dormir e eu ficava fazendo o serviço dele”.

Depois de contratado, Joselito testemunhou várias situações inusitadas – outras apimentadas – mais nada como o dia em que, durante sessão superlotada de Rambo 3, o público quebrou tudo, até as poltronas. “O gerente quis exibir uma cópia para duas salas. Como o rolo não chegou a tempo no outro cinema, o público protestou. Teve gente que até arrancou a camisa”.

Antes de trabalhar no Apolo, Luciene Arruda começou a carreira no UCI Ribeiro Recife. “Queria trabalhar na bomboniere, mas como tenho curso de eletrotécnica, me escalaram para a cabine. Quando entrei, fiquei horrorizada e quis desistir, eram dez máquinas!”. As condições de trabalho também não eram as melhores. “Lá você não respira, não para pra comer, até ir ao banheiro é complicado”.

Luciene é uma das poucas – se não a única – representante feminina numa profissão tradicionalmente masculina. “Sou uma enxerida”, se classifica. “Eles dizem que eu sou pequena demais pra subir e descer escada com os rolos, mas pra trabalhar direito, precisa é disso aqui”, diz, apontando para a cabeça.

Thiago Augusto, que já trabalhou no Box Guararapes, compartilha a opinião. “É bem cansativo. Acontecia muito de ficar sozinho nas 12 salas. Não sei como o Box está hoje, mas na época foi bem difícil”. Chamado para o UCI Casa Forte, Thiago chegou a trabalhar na montagem das salas. “Como eu comecei com a carga pesada no outro complexo, tiro as cinco salas de letra. E em termos técnicos, o Casa Forte é o paraíso dos projecionistas”.

Vidas dedicadas ao cinema – Os projecionistas entrevistados pelo Diario concordam que esta é uma profissão apaixonante. O que mais justificaria vidas inteiras dedicadas, inclusive fins de semana madrugadas adentro? Paulo Bezerra Bento, o mais antigo em atividade no Recife, começou como zelador no Cine Nossa Senhora de Fátima, em Paratibe e passou por vários outros desde então. “É uma profissão muito esquecida, as condições não são ideais”. Lá de cima, na cabine, ele disse que já viu de tudo. “Casal que namora, gente que dança, bate palma. Já vi até soltar bomba de São João”.

Já André Viana, assumiu o cargo do projecionista do antigo Cine Ribeira, pois o titular havia tomado uma cachaça na noite anterior. Anos depois, quando começou a trabalhar no Cine Floriano (onde hoje funciona uma igreja), nem poderia imaginar que ali, entre uma sessão e outra, iria conhecer a mulher com quem está casado há 25 anos. “A irmã era funcionária e a família dela estava sempre por lá”. Sem esconder a tristeza, ele lamenta não ter tido condições para ficar mais tempo perto da família. “Sustentei meus filhos com essa profissão. Mas não pude estar mais presente”.

Categoria quer mais reconhecimento – No circuito comercial, o salário de um projecionista está longe de corresponder à responsabilidade de sua profissão. Não há um sindicato próprio, o que diminui sua força com os patrões. “Só sei das reclamações, nunca dos elogios”, afirma Thiago Augusto que, da solidão de sua cabine, diz se sentir sozinho. “Muitas vezes nossa voz não é ouvida. As preocupações são outras, pois bilheteria é o menor dos lucros, o grosso vêm dos produtos vendidos na bomboniere. É com isso que eles se preocupam”.

Estudante de história, Thiago participa de um movimento para organizar um sindicato. “A insatisfação é grande. O salário não é ajustado há anos, a gente ganha no contracheque R$ 670. Tem gente lá embaixo vendendo pipoca que ganha mais do que a gente. Esse sentimento de estagnação leva a gente a pensar em procurar coisa melhor”. E não só Thiago tem outros planos para a carreira. Seus colegas também. “Todos adoramos aquele trabalho, é um emprego tranquilo. Mas estamos procurando outras coisas. É uma pena, pois é uma profissão bonita, é prazeroso promover uma sessão perfeita pra quem está assistindo”.

Para preparar novos profissionais, a Fundação Joaquim Nabuco tem o projeto de oferecer, em parceria com a Fundarpe, um curso de capacitação em que Joselito e Luciene fossem os professores. No entanto, o projeto ainda não saiu do papel.

O ranking dos projecionistas

Joselito Gomes

Dançando no escuro

Buena Vista Social Club

Irreversível

Gandhi

O último imperador

Paulo Bezerra Bento

Os dez mandamentos

Ben Hur

A noiva

O Corcunda de Notre Dame

… E o vento levou

André Tadeu Viana

Dio como te amo

Dirty dancing

A força do destino

O cobra

Luciene Arruda

O rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas

Amistad

Julie & Julia

O discurso do Rei

Piaf

Thiago Augusto

Bastardos inglórios

Cisne negro

A conquista da honra

Bravura indômita

Meia-noite em Paris

Orientações de Terrence Malick para os projecionistas

1. O filme deve ser projetado no formato 1.85:1;

2. Por não conter créditos de abertura, “as luzes devem ser apagadas antes do frame inicial do primeiro rolo de filme”;

3. Coloque o Fader dos sistemas Dolby e DTS em 7.5 ou 7.7 (maior que o padrão 7);

4. As lâmpadas de projeção devem estar em “funcionamento padrão” (5400 Kelvin) e que o nível Foot-Lambert [medida de luminosidade comum nos EUA] esteja no “padrão 14”

(Diario de Pernambuco, 17/07/2011)

Texto e imagem reproduzidos do blog: andredib wordpress com

domingo, 6 de outubro de 2024

FILME > The projecionist





 Título original: El proyeccionista

Título em inglês: The projecionist

País: República Dominicana

Duração: 1 h e 34 min

Gêneros: Drama, mistério, thriller

Diretor: José Maria Cabral

Sinopse: Eliseo, um homem solitário que opera um projetor de filmes, encontra seu único consolo em uma mulher desconhecida que vê em um rolo de filme. Depois que o carretel é destruído em um acidente e ele encontra outros rolos, Eliseo decide encontrar a mulher nos lugares mais remotos e pobres da República Dominicana.

QUANDO O CELULÓIDE REVELA A VERDADE.

Mais uma vez volto a ressaltar o quão gratificante é “garimpar” filmes de todo o mundo, e a lista de submissões para o Oscar de Melhor Filme Internacional é uma ótima mina de pérolas da sétima arte, pois, espera-se que cada país envie o que tem de melhor no ano de referência. O filme em destaque vem da República Dominicana, um país que muita gente não sabe nem que existe, e representou o país no Oscar 2020. Trata-se de uma obra que homenageia o cinema de uma forma já vista em outras obras como “O homem das estrelas” (1995), “Cinema Paradiso” (1988), entre outras, evidenciando o amor por essa arte tão especial, e, no caso específico do filme em tela, fazendo com que o protagonista simplesmente ame o intangível, notabilizando o poder que uma simples imagem advinda de um projetor, mesmo antigo, possui.

Ao continuar o ofício de seu falecido pai, Eliseo sai de cidade em cidade nos rincões da República Dominicana projetando filmes para a alegria das populações de tais localidades – e tudo isso é feito à moda antiga, com equipamentos obsoletos e infraestrutura precária. Em determinado momento, ele é apresentado à modernidade do cinema, mas refuta prontamente, delineando um direcionamento nostálgico e romântico que o filme apresenta em relação à arte chamada cinema. Quanto a esse tópico, não se pode deixar de ressaltar que o filme não se furta de promover aquele velho embate entre o cinema tradicional e a evolução tecnológica – mesmo apresentando riscos já ultrapassados, como a TV, por exemplo, pela condição social que o país apresenta – que tanto prejudica a continuidade das salas de exibição de todo o mundo hoje em dia. Nesse sentido, a cena em que Eliseo provoca uma queda de energia na cidade, para que os moradores deixem de assistir TV e vão à sua exibição em praça pública, é hilária e muito especial.

Mas não só de homenagens à sétima arte e temáticas correlatas vive o filme, senão seria apenas mais do mesmo. “O projecionista” possui uma narrativa intrigante desde o início, pois apresenta seu protagonista interagindo de forma obsessiva com gravações antigas descobertas dentre as coisas de seu pai – mais especificamente com uma mulher que nunca viu pessoalmente em toda a sua vida, e pela qual aparentemente cultiva profundo amor. A curiosidade automaticamente vem à tona e várias elucubrações vêm à mente do espectador após a apresentação desse ponto de partida, inclusive algum tipo de loucura que Eliseo porventura possa ter. Esse é o fio condutor da história, pois, em determinado momento, após a descoberta de novos rolos de filme, ele volta as atenções para procurar a misteriosa mulher novamente pelo país – algo que ele já tinha feito há muito tempo. Assim, vários aspectos concernentes à família tomam corpo, resultando em uma reviravolta espetacular no desfecho do filme, que deixa até o desejo de ter havido um desenvolvimento mais aprofundado das situações reveladas, pois, ao fim, resta a necessidade de algum grau de interpretação, principalmente no tocante aos sentimentos vivenciados pelo protagonista. De qualquer forma, há aspectos simbólicos que embelezam bastante a experiência proporcionada, mesmo ante a bomba atômica que a narrativa lança mão.

Outra personagem interessante que o filme trabalha é a jovem Rubi, que acaba embarcando na jornada de Eliseo para fugir de sua realidade difícil. Ele concede muito vigor ao filme, por seu comportamento proativo, contestador e desafiador, fazendo um contraponto ao ranzinza e solitário Eliseo, que prefere continuar “tocando o intangível” e levar a vida no automático, de forma até melancólica. O espectador mais atento notará que, a partir da curiosidade da moça, que resulta em um comentário aparentemente despretensioso, o filme dá pistas importantes sobre o que acontecerá em seu desfecho, e, a partir de algumas de suas ações, o protagonista abre os olhos para nuances importantes dentro da narrativa. É uma personagem muito importante!

Através de seu filme, José Maria Cabral, diretor do primeiro filme dominicano a “rodar” em festivais pelo mundo, “Carpinteros” (2017), consegue alcançar vários objetivos: continuar sua carreira promissora; introduzir mais uma vez seu país no mapa da sétima arte a nível mundial através da qualidade de sua película; homenagear o cinema e desenvolver um roteiro surpreendente. “O projecionista” não é uma obra-prima, mas é um filme que merece ser visto com olhos admirados.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Quem é projecionista e o que ele faz?



Publicação compartilhada do site [fashion pt decorexpro]

Quem é projecionista e o que ele faz?

Descrição da profissão

História

Responsabilidades

Requisitos

Ensino e perspectivas

O salário

O clima na sala de cinema e o estado de espírito do público durante a exibição do filme dependem em grande medida da experiência e profissionalismo dos especialistas responsáveis ​​pela operação dos equipamentos de som e audiovisual - os projecionistas. Freqüentemente, os representantes dessa difícil profissão precisam servir sozinhos a vários cinemas ao mesmo tempo. Vamos ver mais de perto quem é o projecionista, o que ele faz, que conhecimentos e habilidades ele deve possuir, quanto ganham os representantes dessa profissão.

Descrição da profissão

Projecionista - um especialista técnico que controla a operacionalidade e o funcionamento ininterrupto do equipamento audiovisual e de som durante a demonstração da imagem na sala de cinema. Um representante desta profissão é responsável não só pelo estado do equipamento cinematográfico, mas também pela qualidade da exibição do filme. Fornecer exibição de filmes de alta qualidade é a principal responsabilidade funcional do projecionista. Em termos simples, este especialista é responsável pelo brilho, contraste e reprodução de cores da imagem, bem como pelo volume e clareza do som na sala.

De facto, todo o trabalho do projeccionista visa garantir que cada espectador sentado na sala de cinema desfrute da imagem, da plenitude das suas cores e da riqueza do som.

Em um esforço para garantir a exibição da mais alta qualidade de filmes, técnicas o especialista é obrigado monitorar simultaneamente o estado do equipamento que lhe foi confiado. Por exemplo, um aumento repentino no volume do som pode levar a um aumento acentuado na pressão do som no cinema.Isso não só causará sentimentos extremamente desconfortáveis ​​para o público, mas também criará sobrecargas críticas na operação de equipamentos acústicos que podem desativá-lo. O trabalho de um projecionista está inextricavelmente ligado com a implementação de um grande número de monótonas funções.

Ao mesmo tempo, não pode ser atribuído a tipos de profissões chatas e rotineiras. Homens que são capazes de multitarefa, são bem versados ​​na tecnologia do cinema moderno e os princípios de seu trabalho costumam vir para o campo desta atividade. As mulheres raramente escolhem esta profissão devido a requisitos bastante rígidos de conhecimento profissional e condições de trabalho específicas.

Deve-se destacar que os mecânicos do cinema são pessoas financeiramente responsáveis. Isto significa que se o desempenho impróprio das funções laborais provocar a avaria do equipamento confiado ao especialista, este terá de indemnizar as perdas do cinema à custa dos seus fundos pessoais. O nível de conhecimentos e habilidades profissionais do projecionista deve permitir-lhe realizar não só a instalação e ajuste do equipamento, mas também a sua reparação. Além disso, em caso de força maior, é frequente o representante da profissão descrita ter de reparar o equipamento de imediato, num período de tempo extremamente curto.

O trabalho de um projecionista requer uma pessoa a presença não apenas de estreito conhecimento profissional, mas também de boa memória, resistência ao estresse, resistência física e moral.

Além disso, a regular modernização dos equipamentos de cinema, o surgimento de equipamentos cada vez mais potentes e de alta tecnologia, exige que um especialista esteja pronto para a melhoria contínua do conhecimento profissional e expansão de horizontes.

História

Antes da era digital, os projecionistas trabalhavam com projetores de filmes volumosos. Seu serviço requer de especialistas não apenas habilidade e reação extremamente rápida, mas também alta resistência física.

Uma das principais tarefas os projecionistas que trabalhavam com esse equipamento iam enchendo o filme em projetores, dos quais havia pelo menos dois em uma sala de cinema. Na era do cinema pré-digital, o filme era armazenado em bobinas grandes e massivas. O peso de um desses porta-aviões poderia chegar a 40 quilos, o que exigia notável força física e resistência dos projecionistas da época. Ao mesmo tempo, um rolo geralmente continha de 300 a 600 metros de filme, o que correspondia a apenas 10 a 20 minutos da duração de um filme.

As funções do projecionista incluíam substituição oportuna de bobinas por filme com a menor pausa entre os episódios do filme. Um sinal da maior habilidade de um especialista era considerado invisível para o espectador, uma transição suave de uma parte do filme para outra. No caso de uma quebra repentina do filme, o técnico tinha que consertar o problema com urgência, restaurando a exibição da imagem em alguns minutos. A profissão de projecionista que trabalha com projetores de filmes exige de uma pessoa não apenas uma força física impressionante, mas também uma saúde excelente. Os representantes dessa complexa profissão, de plantão, muitas vezes tinham que entrar em contato com filmes tratados com compostos químicos especiais que podiam causar reações alérgicas e doenças respiratórias.

Como em nossos dias, na era pré-digital, os projecionistas trabalhavam em turnos. No entanto, a duração de um turno de trabalho de um especialista era de pelo menos 12-14 horas. A maior carga de trabalho dos projecionistas surgiu durante o período de estreia, quando os espectadores eram atraídos para os cinemas em um fluxo interminável.

É importante notar que, apesar de todas as dificuldades específicas de suas atividades, os projecionistas não ganhavam mais do que outros representantes de profissões de colarinho azul.

Os cinemas modernos usam tecnologia de cinema digital. Um projetor de cinema digital demonstra uma imagem não de uma mídia cinematográfica, mas de servidores de vídeo.O dispositivo e o princípio de operação de tal equipamento são radicalmente diferentes dos projetores de filme, portanto, o equipamento de cinema digital é geralmente classificado como uma classe de tecnologia separada e independente. Durante a exibição do filme, o projetor digital recebe informações do servidor de vídeo, que descompacta o filme do disco rígido. Problema do Projecionista - para fornecer reprodução contínua do filme, mantendo imagens e som de alta qualidade.

Com o advento do equipamento digital, a carga de trabalho dos projecionistas que fazem a manutenção do equipamento inteligente caiu significativamente. As tecnologias digitais modernas permitem que um especialista controle e gerencie as exibições em 10-15 cinemas ao mesmo tempo... Além disso, um projecionista moderno executa todas as ações necessárias a partir de uma pequena sala com um servidor de vídeo instalado.

Agências de recrutamento acreditam que as modernas É desejável que o projecionista conheça os princípios de funcionamento não só do equipamento digital, mas também do cinema cinematográfico. Essa exigência se deve em grande parte ao fato de que, após o surgimento nítido das tecnologias digitais no cinema, nem todos os representantes da indústria foram rápidos em abandonar os projetores de filme de alta qualidade. Por exemplo, nos Estados Unidos, cerca de 10% dos cinemas ainda usam esse tipo de equipamento. Na Rússia, o número de salas onde tipos de projetores de filme são usados ​​é muito maior.

Responsabilidades

Descrição do trabalho de projecionista cobre uma ampla gama de responsabilidades, a principal das quais é a exibição de filmes de alta qualidade. Um representante desta profissão se reporta a um engenheiro ou administrador de cinema em seu trabalho. A demonstração de filmes não é a única responsabilidade funcional do projecionista.

Além de realizar esta tarefa, ele também deve realizar o seguinte: 

realizar a manutenção regular do equipamento de cinema e seu exame preventivo;

realizar uma verificação abrangente, ajuste, ajuste e reparo de projetores de filme, equipamento de som, equipamento de sincronização, dispositivos de fonte de alimentação;

realizar trabalhos de instalação e substituição de equipamentos de cinema;

efectuar inspecções técnicas e testes de novos tipos de equipamentos de cinema, bem como de equipamentos que tenham sofrido grandes reparações.

Além disso, a função de projecionista prevê o cumprimento estrito dos regulamentos internos e das precauções de segurança. Este especialista também é responsável pelo cumprimento das normas de segurança contra incêndio.

Requisitos

A lista de requisitos para os candidatos ao cargo descrito é desenvolvida pela direção do cinema ou por representantes do departamento de pessoal. Normalmente de candidatos a emprego não é apenas necessário um alto nível de conhecimento e habilidades profissionais, mas também a presença de certas qualidades pessoais.

Qualidades pessoais

Uma das qualidades pessoais importantes que um projecionista deve ter é tolerância ao estresse... O calendário de exibições e estreias de filmes é muito instável e flexível, o que exige que um especialista esteja preparado para horários irregulares de trabalho. Os horários de maior movimento são geralmente nos finais de semana e feriados. Alguns cinemas abrem à noite. As observações mostram que nem todos os candidatos ao cargo de projecionista estão satisfeitos com tal horário de trabalho.

Uma característica específica desta profissão é o que fornece trabalhe em ambientes internos sem luz natural e ar fresco. Por esse motivo, os empregadores muitas vezes exigem que os candidatos estejam pessoalmente preparados para trabalhar em condições restritas e nem sempre confortáveis. O projecionista deve ser profundo pessoa responsável e executiva. Na verdade, não apenas a facilidade de manutenção de equipamentos caros, mas também o humor de várias centenas de pessoas sentadas no corredor depende da qualidade de seu trabalho e profissionalismo.Nesta profissão, a negligência com os deveres e o desrespeito às regras da ordem interna não são permitidos.

Calma e discrição são outras qualidades pessoais importantes que um projecionista deve ter. Mau funcionamento repentino do equipamento, picos de energia - essas e outras circunstâncias de força maior não devem causar pânico em um especialista. Boa memória É uma das vantagens competitivas que muitas vezes torna o candidato o principal candidato ao cargo de projecionista. Nos primeiros dias de trabalho, um especialista terá que enfrentar um fluxo colossal de informações que precisa ser memorizado.

Pode estar relacionado com os princípios e a sequência de operação do equipamento, a localização do equipamento principal e auxiliar e outras nuances específicas. Muitos empregadores acolhem com agrado o interesse genuíno dos candidatos a emprego pela cinematografia e áreas afins da atividade humana. Saber a lista de estreias e novos filmes será uma vantagem adicional para o candidato.

Conhecimento e habilidades

O Profstandard apresenta a seguinte lista de requisitos básicos para o conhecimento profissional e as habilidades de um projecionista:

conhecimento do dispositivo, princípios de operação, ajuste e reparo de projeção de filmes e equipamentos de som;

conhecimento do dispositivo e princípios de operação de um projetor de cinema digital;

conhecimento da estrutura e princípios dos servidores de vídeo;

a capacidade de trabalhar com mídia digital e cinematográfica.

Este especialista deveria ser capaz de carregar dados digitais de forma independente para o servidor de vídeo no formato DCP, bem como carregar e usar chaves eletrônicas para abrir esses arquivos. Ele deve ser capaz de ajustar independentemente a intensidade da luz, som e outras opções do projetor de cinema na ausência de um modo de configuração automático. Projecionista moderno deve ser um usuário de PC confiante que possa trabalhar com mídia de armazenamento digital.

Se necessário, esse especialista deve ser capaz de eliminar de forma independente os erros que surgem ao trabalhar com um servidor de vídeo, um computador e software profissional.

Ensino e perspectivas

Você pode fazer um treinamento e aprender todos os segredos de trabalhar como projecionista em Instituto Estatal Russo de Cinematografia. S. A. Gerasimova (Moscou). A duração do estudo na universidade é de 4 anos. Nas regiões, esta profissão é ensinada em instituições de ensino secundário especializado - colégios e escolas técnicas.

Você pode dominar esta especialidade em especializado cursos... Para ingressar nos cursos, é necessário ter formação técnica de nível médio especializado. Esta profissão proporciona um ligeiro crescimento na carreira. Com o tempo, um projecionista trainee pode se tornar um projecionista sênior. No total, são 3 categorias de trabalho neste ramo de atividade.

O salário

Nos cinemas da capital os projecionistas ganham cerca de 30-40 mil rublos por mês. Em São Petersburgo os salários dos especialistas variam de 25 a 35 mil rublos. Nas regiões os representantes desta profissão ganham de 17 a 20 mil rublos por mês.

Texto e imagens reproduzidos do site: fashion-pt decorexpro com

terça-feira, 12 de março de 2024

Você sabe o que faz um projecionista?



Fotos: Cido Marques/SMCS.

Publicado originalmente no site BANDAB, em 07 de março de 2024

Você sabe o que faz um projecionista? Conheça uma das únicas mulheres que atuam na área em Curitiba

Ela é a primeira mulher do cinema de rua mais amado da capital a ocupar o cargo de projecionista

Por Redação 

Você já parou para pensar como funciona por trás das telonas do cinema? Como é exibido o filme e qual o controle de qualidade que é necessário ter para que tudo saia como o planejado? No Cine Passeio, em Curitiba, uma das poucas mulheres à frente dessa área, que sempre está nos bastidores, é Vanessa Borges de Lima. Ela é a primeira mulher do cinema de rua mais amado da capital a ocupar o cargo de projecionista. 

A curitibana, de 42 anos, é uma das poucas mulheres na cidade que comandam cabines de projeção nas salas de cinema, uma função historicamente realizada por homens. Apesar da predominância masculina na área, Vanessa não hesitou quando apareceu a oportunidade de trabalhar nesta função no Cine Passeio. 

“Desde a época das locadoras eu já era louca por filmes e quando apareceu essa oportunidade de entrar no ramo eu caí de cabeça, com medo, mas fui” comentou Vanessa.

Antes de chegar às cabines, a projecionista já havia começado a trilhar seu sonho de trabalhar com filmes no andar de baixo, abrindo as portas para receber o público que entra nas salas do Cine Passeio. A possibilidade de trabalhar com projeção surgiu depois de dois anos como funcionária do Cine Passeio. Sua determinação, bom humor e coragem para mergulhar em uma área até então desconhecida foram decisivos para ser contratada. 

Neste ano, Vanessa completa um ano na nova carreira e comenta com muita alegria todas as atividades que realiza para entregar a melhor qualidade de filmes para o público.

“Para os apaixonados, os mínimos detalhes fazem diferença, por isso sempre deixamos tudo cem por cento bonitinho, preparamos o filme que chega em um HD, conferimos a legenda, o volume, a imagem” conta. 

Além de Vanessa, outros dois projecionistas também trabalham no Cine Passeio e juntos eles passam às próximas gerações os conhecimentos da arte de projetar nas telonas, profissão que não possui curso de formação. A projecionista diz ter orgulho de fazer parte dessa categoria profissional.

“Não entrei aqui para bater de frente com ninguém, apenas quero meu espaço e mostrar que sou capaz, sendo mulher ou não. Meu próximo sonho é estar por trás das câmeras de verdade, vamos ver até onde eu consigo chegar” declara.  

 Texto e imagens reproduzidos do site: www bandab com br

domingo, 3 de março de 2024

Quem é projecionista e o que ele faz?


Artigo compartilhado do site FASHION

Quem é projecionista e o que ele faz?

O clima na sala de cinema e o estado de espírito do público durante a exibição do filme dependem em grande medida da experiência e profissionalismo dos especialistas responsáveis ​​pela operação dos equipamentos de som e audiovisual - os projecionistas. Freqüentemente, os representantes dessa difícil profissão precisam servir sozinhos a vários cinemas ao mesmo tempo. Vamos ver mais de perto quem é o projecionista, o que ele faz, que conhecimentos e habilidades ele deve possuir, quanto ganham os representantes dessa profissão.

Descrição da profissão

Projecionista - um especialista técnico que controla a operacionalidade e o funcionamento ininterrupto do equipamento audiovisual e de som durante a demonstração da imagem na sala de cinema. Um representante desta profissão é responsável não só pelo estado do equipamento cinematográfico, mas também pela qualidade da exibição do filme. Fornecer exibição de filmes de alta qualidade é a principal responsabilidade funcional do projecionista. Em termos simples, este especialista é responsável pelo brilho, contraste e reprodução de cores da imagem, bem como pelo volume e clareza do som na sala.

De facto, todo o trabalho do projeccionista visa garantir que cada espectador sentado na sala de cinema desfrute da imagem, da plenitude das suas cores e da riqueza do som.

Em um esforço para garantir a exibição da mais alta qualidade de filmes, técnicas o especialista é obrigado monitorar simultaneamente o estado do equipamento que lhe foi confiado. Por exemplo, um aumento repentino no volume do som pode levar a um aumento acentuado na pressão do som no cinema.Isso não só causará sentimentos extremamente desconfortáveis ​​para o público, mas também criará sobrecargas críticas na operação de equipamentos acústicos que podem desativá-lo. O trabalho de um projecionista está inextricavelmente ligado com a implementação de um grande número de monótonas funções.

Ao mesmo tempo, não pode ser atribuído a tipos de profissões chatas e rotineiras. Homens que são capazes de multitarefa, são bem versados ​​na tecnologia do cinema moderno e os princípios de seu trabalho costumam vir para o campo desta atividade. As mulheres raramente escolhem esta profissão devido a requisitos bastante rígidos de conhecimento profissional e condições de trabalho específicas.

Deve-se destacar que os mecânicos do cinema são pessoas financeiramente responsáveis. Isto significa que se o desempenho impróprio das funções laborais provocar a avaria do equipamento confiado ao especialista, este terá de indemnizar as perdas do cinema à custa dos seus fundos pessoais. O nível de conhecimentos e habilidades profissionais do projecionista deve permitir-lhe realizar não só a instalação e ajuste do equipamento, mas também a sua reparação. Além disso, em caso de força maior, é frequente o representante da profissão descrita ter de reparar o equipamento de imediato, num período de tempo extremamente curto.

O trabalho de um projecionista requer uma pessoa a presença não apenas de estreito conhecimento profissional, mas também de boa memória, resistência ao estresse, resistência física e moral.

Além disso, a regular modernização dos equipamentos de cinema, o surgimento de equipamentos cada vez mais potentes e de alta tecnologia, exige que um especialista esteja pronto para a melhoria contínua do conhecimento profissional e expansão de horizontes.

História

Antes da era digital, os projecionistas trabalhavam com projetores de filmes volumosos. Seu serviço requer de especialistas não apenas habilidade e reação extremamente rápida, mas também alta resistência física.

Uma das principais tarefas os projecionistas que trabalhavam com esse equipamento iam enchendo o filme em projetores, dos quais havia pelo menos dois em uma sala de cinema. Na era do cinema pré-digital, o filme era armazenado em bobinas grandes e massivas. O peso de um desses porta-aviões poderia chegar a 40 quilos, o que exigia notável força física e resistência dos projecionistas da época. Ao mesmo tempo, um rolo geralmente continha de 300 a 600 metros de filme, o que correspondia a apenas 10 a 20 minutos da duração de um filme.

As funções do projecionista incluíam substituição oportuna de bobinas por filme com a menor pausa entre os episódios do filme. Um sinal da maior habilidade de um especialista era considerado invisível para o espectador, uma transição suave de uma parte do filme para outra. No caso de uma quebra repentina do filme, o técnico tinha que consertar o problema com urgência, restaurando a exibição da imagem em alguns minutos. A profissão de projecionista que trabalha com projetores de filmes exige de uma pessoa não apenas uma força física impressionante, mas também uma saúde excelente. Os representantes dessa complexa profissão, de plantão, muitas vezes tinham que entrar em contato com filmes tratados com compostos químicos especiais que podiam causar reações alérgicas e doenças respiratórias.

Como em nossos dias, na era pré-digital, os projecionistas trabalhavam em turnos. No entanto, a duração de um turno de trabalho de um especialista era de pelo menos 12-14 horas. A maior carga de trabalho dos projecionistas surgiu durante o período de estreia, quando os espectadores eram atraídos para os cinemas em um fluxo interminável.

É importante notar que, apesar de todas as dificuldades específicas de suas atividades, os projecionistas não ganhavam mais do que outros representantes de profissões de colarinho azul.

Os cinemas modernos usam tecnologia de cinema digital. Um projetor de cinema digital demonstra uma imagem não de uma mídia cinematográfica, mas de servidores de vídeo.O dispositivo e o princípio de operação de tal equipamento são radicalmente diferentes dos projetores de filme, portanto, o equipamento de cinema digital é geralmente classificado como uma classe de tecnologia separada e independente. Durante a exibição do filme, o projetor digital recebe informações do servidor de vídeo, que descompacta o filme do disco rígido. Problema do Projecionista - para fornecer reprodução contínua do filme, mantendo imagens e som de alta qualidade.

Com o advento do equipamento digital, a carga de trabalho dos projecionistas que fazem a manutenção do equipamento inteligente caiu significativamente. As tecnologias digitais modernas permitem que um especialista controle e gerencie as exibições em 10-15 cinemas ao mesmo tempo... Além disso, um projecionista moderno executa todas as ações necessárias a partir de uma pequena sala com um servidor de vídeo instalado.

Agências de recrutamento acreditam que as modernas É desejável que o projecionista conheça os princípios de funcionamento não só do equipamento digital, mas também do cinema cinematográfico. Essa exigência se deve em grande parte ao fato de que, após o surgimento nítido das tecnologias digitais no cinema, nem todos os representantes da indústria foram rápidos em abandonar os projetores de filme de alta qualidade. Por exemplo, nos Estados Unidos, cerca de 10% dos cinemas ainda usam esse tipo de equipamento. Na Rússia, o número de salas onde tipos de projetores de filme são usados ​​é muito maior.

Responsabilidades

Descrição do trabalho de projecionista cobre uma ampla gama de responsabilidades, a principal das quais é a exibição de filmes de alta qualidade. Um representante desta profissão se reporta a um engenheiro ou administrador de cinema em seu trabalho. A demonstração de filmes não é a única responsabilidade funcional do projecionista.

Além de realizar esta tarefa, ele também deve realizar o seguinte:

realizar a manutenção regular do equipamento de cinema e seu exame preventivo;

realizar uma verificação abrangente, ajuste, ajuste e reparo de projetores de filme, equipamento de som, equipamento de sincronização, dispositivos de fonte de alimentação;

realizar trabalhos de instalação e substituição de equipamentos de cinema;

efectuar inspecções técnicas e testes de novos tipos de equipamentos de cinema, bem como de equipamentos que tenham sofrido grandes reparações.

Além disso, a função de projecionista prevê o cumprimento estrito dos regulamentos internos e das precauções de segurança. Este especialista também é responsável pelo cumprimento das normas de segurança contra incêndio.

Requisitos

A lista de requisitos para os candidatos ao cargo descrito é desenvolvida pela direção do cinema ou por representantes do departamento de pessoal. Normalmente de candidatos a emprego não é apenas necessário um alto nível de conhecimento e habilidades profissionais, mas também a presença de certas qualidades pessoais.

Qualidades pessoais

Uma das qualidades pessoais importantes que um projecionista deve ter é tolerância ao estresse... O calendário de exibições e estreias de filmes é muito instável e flexível, o que exige que um especialista esteja preparado para horários irregulares de trabalho. Os horários de maior movimento são geralmente nos finais de semana e feriados. Alguns cinemas abrem à noite. As observações mostram que nem todos os candidatos ao cargo de projecionista estão satisfeitos com tal horário de trabalho.

Uma característica específica desta profissão é o que fornece trabalhe em ambientes internos sem luz natural e ar fresco. Por esse motivo, os empregadores muitas vezes exigem que os candidatos estejam pessoalmente preparados para trabalhar em condições restritas e nem sempre confortáveis. O projecionista deve ser profundo pessoa responsável e executiva. Na verdade, não apenas a facilidade de manutenção de equipamentos caros, mas também o humor de várias centenas de pessoas sentadas no corredor depende da qualidade de seu trabalho e profissionalismo.Nesta profissão, a negligência com os deveres e o desrespeito às regras da ordem interna não são permitidos.

Calma e discrição são outras qualidades pessoais importantes que um projecionista deve ter. Mau funcionamento repentino do equipamento, picos de energia - essas e outras circunstâncias de força maior não devem causar pânico em um especialista. Boa memória É uma das vantagens competitivas que muitas vezes torna o candidato o principal candidato ao cargo de projecionista. Nos primeiros dias de trabalho, um especialista terá que enfrentar um fluxo colossal de informações que precisa ser memorizado.

Pode estar relacionado com os princípios e a sequência de operação do equipamento, a localização do equipamento principal e auxiliar e outras nuances específicas. Muitos empregadores acolhem com agrado o interesse genuíno dos candidatos a emprego pela cinematografia e áreas afins da atividade humana. Saber a lista de estreias e novos filmes será uma vantagem adicional para o candidato.

Conhecimento e habilidades

O Profstandard apresenta a seguinte lista de requisitos básicos para o conhecimento profissional e as habilidades de um projecionista:

conhecimento do dispositivo, princípios de operação, ajuste e reparo de projeção de filmes e equipamentos de som;

conhecimento do dispositivo e princípios de operação de um projetor de cinema digital;

conhecimento da estrutura e princípios dos servidores de vídeo;

a capacidade de trabalhar com mídia digital e cinematográfica.

Este especialista deveria ser capaz de carregar dados digitais de forma independente para o servidor de vídeo no formato DCP, bem como carregar e usar chaves eletrônicas para abrir esses arquivos. Ele deve ser capaz de ajustar independentemente a intensidade da luz, som e outras opções do projetor de cinema na ausência de um modo de configuração automático. Projecionista moderno deve ser um usuário de PC confiante que possa trabalhar com mídia de armazenamento digital.

Se necessário, esse especialista deve ser capaz de eliminar de forma independente os erros que surgem ao trabalhar com um servidor de vídeo, um computador e software profissional.

Ensino e perspectivas

Você pode fazer um treinamento e aprender todos os segredos de trabalhar como projecionista em Instituto Estatal Russo de Cinematografia. S. A. Gerasimova (Moscou). A duração do estudo na universidade é de 4 anos. Nas regiões, esta profissão é ensinada em instituições de ensino secundário especializado - colégios e escolas técnicas.

Você pode dominar esta especialidade em especializado cursos... Para ingressar nos cursos, é necessário ter formação técnica de nível médio especializado. Esta profissão proporciona um ligeiro crescimento na carreira. Com o tempo, um projecionista trainee pode se tornar um projecionista sênior. No total, são 3 categorias de trabalho neste ramo de atividade.

O salário

Nos cinemas da capital os projecionistas ganham cerca de 30-40 mil rublos por mês. Em São Petersburgo os salários dos especialistas variam de 25 a 35 mil rublos. Nas regiões os representantes desta profissão ganham de 17 a 20 mil rublos por mês.

Texto e imagens reproduzidos do site fashion-pt decorexpro com

Pelos deuses do analógico! Os projeccionistas regressam ao grande ecrã


Publicado originalmente no site FILMSPOT, de 13 de fevereiro de 2023  

"O Síndrome do Vinagre" por Samuel Andrade

Pelos deuses do analógico! Os projeccionistas regressam ao grande ecrã

A figura do projeccionista de cinema regressa como personagem num conjunto de filmes recentes.

Seja por coincidência, ou pelo espírito de nostalgia analógica de que o "sabor dos tempos" parece infundido, facto é que a produção cinematográfica, internacional e contemporânea, tem dedicado particular tempo de metragem à figura clássica do projeccionista de cinema – ou seja, o responsável pelas bobines de película de 35mm iluminadas por bastões de carbono a arder em arcos voltaicos e a laborar no interior de exíguas cabines.

Não que estejamos perante uma tendência esmagadora, mas, no espaço de sensivelmente dois anos, "Last Film Show" (2021, Pan Nalin), a curta-metragem "Horror Anthology: "The Projectionist" (2021, Daniel Marks), "Pearl" (2022, Ti West), "Império da Luz" (2022, Sam Mendes) ou, de forma mais velada, "Os Fabelmans" (2022, Steven Spielberg) e "Babylon" (2022, Damien Chazelle), apresentam, com maior ou menor relevo para o argumento, um projeccionista como personagem.

Historicamente, na Sétima Arte, o estilo de vida, as especificidades e "manias" profissionais do projeccionista granjearam um variado conjunto de exemplos.

Desde Buster Keaton em "Sherlock Jr." (1924) ao famoso Alfredo de "Cinema Paraíso" (1988, Giuseppe Tornatore), do part-time de Tyler Durden em "Clube de Combate" (1999, David Fincher) a Mélanie Laurent em "Sacanas Sem Lei" (2009, Quentin Tarantino), a títulos mais obscuros – onde projeccionistas são, de facto, os protagonistas – como "The Projectionist" (1970, Harry Hurwitz), "O Círculo do Poder" (1991, Andrey Konchalovskiy) e "Vão-me Buscar Alecrim" (2009, Benny Safdie e Josh Safdie), poder-se-ia quase redigir um livro inteiro sobre a relação entre narrativa cinematográfica e projecção analógica.

Neste particular, a novidade é a proximidade temporal da estreia dos filmes já citados durante os últimos dois anos e a "reciclagem" de temas e pormenores que outras obras dedicaram ao projeccionista de cinema (e, por inerência, aos próprios fundamentos da arte cinematográfica).

A gramática dos 24 fotogramas por segundo e da persistência da visão, a inflamabilidade da película de nitrato, o encanto pueril de uma criança perante a máquina de projecção, o corte/roubo de fotogramas de uma cópia em 35mm, ou o "charme" que, habitualmente, se confere à vivência de quem transporta um filme da celuloide para o ecrã, continuam a ser aspetos de realce.

Não que daí advenha qualquer prejuízo; talvez essa realidade seja apenas outra manifestação (paralela às sequelas e aos reboots da Marvel e DC Comics?) da reciclagem narrativa e temática que tanto apraz à produção cinematográfica.

Na verdade, é impossível não observar "Last Film Show" – centrado na amizade entre uma criança de uma pequena aldeia indiana e o projeccionista do cinema local – como uma versão de "Cinema Paraíso", actualizada para o público do século XXI. Ou que o longo monólogo de Toby Jones, o projeccionista do Empire Cinema em "Império da Luz", sobre a ilusão de óptica subjacente à fruição da imagem em movimento, mais não seja do que o necessário lembrete, junto de novas e futuras gerações, sobre as origens dos fenómenos audiovisuais que ocupam (e ocuparão) os seus quotidianos.

Texto e imagens reproduzidos do site: filmspot pt/artigo

O projecionista ideal (no tempo das revistas)



Publicado originalmente no site FILMSPOT, de 18 de março de 2023  

"O Síndrome do Vinagre" por Samuel Andrade

O projecionista ideal (no tempo das revistas)

Durante o século XX, a projeção de cinema chegou a ter várias publicações que lhe eram inteiramente dedicadas.

Uma das consequências menos propaladas da crise na imprensa é, a meu ver, o "afunilamento" de géneros e temáticas. No caso das revistas, a padronização e as mudanças tecnológicas levaram à extinção de uma enorme quantidade de títulos e ao desaparecimento de um alargado leque de temas que passaram a ser meras lembranças de eras e modelos de sociedade onde o escrutínio jornalístico se envolvia nas mais variadas áreas da atividade humana.

A alma mais curiosa (sobretudo, a que agora redige estas linhas) encontra um bom exemplo disso nas publicações periódicas de há muitas décadas dedicadas ao mister da projeção de cinema, tal como a conhecemos ao longo do século XX. Em concreto, ficaram para a história as revistas 'The Motion Picture Projectionist', 'International Projectionist' e várias páginas da britânica 'The Bioscope'.

Editada em Nova Iorque, entre 1927 e 1933, e de tiragem mensal, a 'The Motion Picture Projectionist' foi pioneira na criação de uma revista direcionada aos profissionais das cabines de projeção dos Estados Unidos da América.

Tratando-se, provavelmente, de uma resposta da indústria à crescente popularidade do cinema naquela época – não por acaso, a sua edição inaugural inclui uma "mensagem aos projecionistas" assinada por Thomas Alva Edison, um dos inventores da câmara de filmar –, assim como pela perceção da figura (e qualidade) do projecionista enquanto elemento diferenciador numa lógica de concorrência comercial, a 'The Motion Picture Projectionist' fomentou, ao longo de 48 números, diversos textos de cariz técnico e tecnológico subjacentes a projeção de cinema.

De 1933 até junho de 1965, também com redação em Nova Iorque, a 'International Projectionist' foi a publicação mais longeva dedicada ao tema. À semelhança da sua antecessora, os artigos exaustivos sobre as especificidades técnicas da profissão ocupam parte substancial da revista; aqui, a principal novidade foi mesmo o apelo "mercantil" que marcas e fabricantes (Kodak, Simplex, Essannay Electric, Motiograph, Philips...) imprimiram às suas páginas, por intermédio de anúncios sui generis em absoluta harmonia com a atmosfera publicitária da sua época.

Do outro lado do Atlântico, a londrina 'The Bioscope' foi, até à última edição, em maio de 1932, uma revista semanal devotada à atualidade, noticiosa e generalista, da Sétima Arte, tendo, a certo momento, reservado espaço para a abordagem ao trabalho do projecionista.

Conforme as suas congéneres norte-americanas, o foco dessa secção (designada "Modern Cinema Technique") recaía sobre considerações técnicas muito específicas, tais como o funcionamento de máquinas de projeção, a utilização dos primeiros dispositivos para filmes sonoros, ou o apropriado manuseamento das propriedades inflamáveis da película de nitrato.

Para os curiosos em consultar estes periódicos, fiquem com a certeza de que encontrarão um infindável conjunto de "jargão" técnico: uma genuína avalanche de artigos subordinados a mecânica, ótica e acústica, a conceitos como inspeção de cópias para projeção, amperagem e geradores elétricos, retificadores, distância focal, hastes de carbono, arcos voltaicos, lâmpadas de xénon e Cruz de Malta, ou esquemas e diagramas de engenharia civil em prol da construção de cabines de projeção.

Ali, encontrará frases tão "insondáveis" como "uma tela iluminada por um arco de 120 amperes não causará o efeito de parecer duas vezes mais brilhante do que uma tela iluminada por um arco de 60 amperes". Em suma, não será exagerado afirmar que, com a literatura publicada nestas revistas, poder-se-ia conceber, de raiz, uma sala de cinema...

Bioscope

Do ponto de vista historiográfico, folhear as várias edições da 'The Motion Picture Projectionist' ou da 'International Projectionist' é, também, observar a evolução da própria arte do cinema.

Consoante a época em consulta, vislumbramos o impacto que o advento do filme sonoro, da película a cores, dos grandes formatos (70mm, CinemaScope, Cinerama...), das primeiras experiências em estéreo, ou do mercado dos cinemas drive-in, conferiram ao quotidiano laboral do projecionista.

Apesar desta quantidade e qualidade de conteúdos técnicos, as revistas sobre projeção de cinema nunca descuraram o lado humano daquele ofício. Em cada número, é possível encontrar referências a boas práticas e segurança de trabalho, classificados de compra e venda de maquinaria de projeção cinematográfica, correspondência enviada para as redações e, de modo particular, a referência à atividade sindical afeta aos projecionistas norte-americanos.

Pelo meio, há ainda a possibilidade de fruir da prosa dos vários articulistas destas publicações, e resgatar, por exemplo, o cariz singelo deste parágrafo escrito por Harry Rubin, supervisor de projecionistas para a cadeia de cinemas Publix Theatres, publicado a janeiro de 1928 na 'The Motion Picture Projectionist':

"Por regra, nós, os projecionistas, não nos consideramos como artesãos. Vendamos a nós mesmos a ideia da nossa própria importância. Somos o espetáculo e, quanto mais cedo acordarmos para esse facto, melhor. Todos ouvimos falar, uma e outra vez, sobre o poder do projecionista para "fazer ou desfazer um espetáculo". E esse ditado é absolutamente verdade; o projecionista tem o trabalho mais importante da sala de espetáculos, seja ela na Broadway, ou na Main Street."

Atualmente, quando a qualidade (ou a sua ausência) na exibição cinematográfica já invoca "textos de desagrado" em sites culturais, recuperar os periódicos citados assinala, também, o (re)encontro com uma época onde o investimento na formação e divulgação técnica do projecionista era encarado como um garante, humano e comercial, para a valorização da experiência do cinema em sala.

Texto e imagens reproduzidos do site: filmspot pt/artigo

sábado, 24 de fevereiro de 2024

A primeira mulher projecionista do Cine Passeio


Legenda da foto: Vanessa Cine Passeio Vanessa é a 1ª mulher projecionista do Cine Passeio - (Crédito das fotos: Alessandra Pastuch)

Publicação compartilhada do site BEM PARANÁ, de 9 de janeiro de 2024 

Por Isabelle Gesualdo, especial para o Bem Paraná 

Bastidores da sétima arte: saiba quem é a primeira mulher projecionista do Cine Passeio, em Curitiba

Além de colocar os filmes na telona, Vanessa Borges precisa cuidar de todos os detalhes técnicos durante as sessões

Ao longo dos seus 128 anos de existência, o cinema, considerado a sétima arte, passou por mudanças e adaptações, que vão desde a exibição por meio de imagens em movimento até a projeção digital.

O ofício do projecionista é tão antigo quanto a história do cinema. Contudo, é uma profissão que está em extinção, já que a projeção digital dominou as cabines. Desde o século 19, quando a Kodak criou a película 35 milímetros, as exibições dependiam dos operadores de cabine, que manuseavam as películas nos projetores analógicos.

No entanto, a troca dos projetores analógicos por equipamentos digitais mudou a rotina de trabalho dos projecionistas. Isso porque tornou-se possível automatizar as exibições dos filmes. Assim, apenas um profissional pode programar várias exibições simultaneamente, sem a necessidade de fazer as substituições dos rolos.

Apesar das evoluções tecnológicas, ainda há cinemas que optam por não automatizar totalmente as exibições, mas, sim, deixar com que o trabalho fique à disposição dos projecionistas. Um exemplo é o Cine Passeio de Curitiba, onde trabalha a projecionista Vanessa Borges. A curitibana, de 42 anos, soma três anos de trabalho no Cine, dos quais dois foram de atendimento ao público.

Desde o surgimento desse cinema de rua, em 2019, três projecionistas atuam nas cabines. Quando um deles desligou-se, Vanessa demonstrou interesse na vaga e isto foi suficiente para que ela se tornasse a primeira mulher projecionista do Cine Passeio.

Ela não tinha especialização na área, o que não foi um impedimento, pois não há curso profissionalizante para exercer o ofício. O conhecimento sobre projeção geralmente é repassado dos profissionais veteranos para os novatos.

Antes do atual ofício, Vanessa trabalhou em farmácias e em salão de beleza, mas conquistar a vaga de projecionista foi a realização de um sonho. Nos anos em que trabalhou como atendente do Cine Passeio, almejava atuar nas cabines de exibição. A paixão por filmes iniciou quando ainda era jovem. “Eu sonhava em trabalhar em locadora de filmes, achava um máximo. Agora, estou na projeção. É um sonho que vivo todos os dias”, conta Vanessa.

Os espectadores podem até pensar que o trabalho de quem fica nas cabines se resume apenas à projeção dos filmes. Vanessa, Allan Valach e Luciano dos Santos, que atuam como projecionistas do Cine, precisam estar atentos a todos os detalhes técnicos durante as sessões, como o monitoramento de luz, imagem e som.

Os projecionistas trabalham em oito sessões, das 13 às 22 horas, nas salas Ritz e Luz. Eles põem a mão na massa, administrando os modernos equipamentos para recepção de filmes em formato Digital Cinema Package (DCP). O trio também é responsável por fazer a montagem da playlist, as mudanças de cartazes acontecem sempre às quartas-feiras.

Apesar de o ofício ser ameaçado pela tecnologia, os projecionistas têm um papel essencial na experiência cinematográfica. “Tiram o homem da função, mas a gente permanece. Embora muita gente não saiba que estamos ali por trás”, diz Vanessa.

Cine Passeio

Localizado no Centro de Curitiba, em um prédio onde antes funcionava um quartel do Exército, o Cine Passeio possui uma proposta diferente dos cinemas de shopping, pois resgata a tradição dos cinemas de rua da cidade.

Outra característica do Cine é o atendimento humanizado, por meio do qual a equipe se aproxima dos espectadores, para que eles desfrutem da magia do cinema. O local dispõe de cafeteria, um espaço para cursos na área do audiovisual e cinema a céu aberto.

O Cine Passeio é administrado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, a Fundação Cultural de Curitiba e o Instituto Curitiba de Arte e Cultura.

Texto e imagens reproduzidos do site: www bemparana com br

sábado, 7 de outubro de 2023

Sessão de "Retratos fantasmas" em BH enfrenta pane-relâmpago

Legenda da foto: Marcelo Amâncio dos Santos trabalha como projecionista há 45 anos e costuma se referir às décadas passadas de acordo com os filmes que as marcaram - (Crédito da foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)

Publicado originalmente ESTADO DE MINAS, de 17 de setembro de 2023

Sessão de "Retratos fantasmas" em BH enfrenta pane-relâmpago

Interrupção momentânea da projeção do filme sobre fim de salas de rua fez projecionista se lembrar dos tempos do "projetor a carvão"; longa tenta vaga no Oscar

Por Lucas Lanna Resende

Na sessão vespertina do documentário “Retratos fantasmas”, no UNA Cine Belas Artes, na última quarta-feira (13/9), dia seguinte ao anúncio da escolha do filme de Kleber Mendonça Filho para ser o representante brasileiro no Oscar 2023, aproximadamente oito pessoas estavam presentes. Como de praxe, na hora marcada para o início do filme (14h), as luzes se apagaram e os trailers começaram a ser exibidos. 

Subitamente, a tela escureceu, e a sala ficou no breu. Alguns espectadores viraram a cabeça, olhando em direção à janela da cabine de projeção, a fim de entender o que havia acontecido.

Lá dentro, o projecionista Marcelo Amâncio dos Santos, de 66 anos, mexia em uma coisa aqui e outra ali no equipamento de projeção, dizendo: “Eu sou do tempo do projetor a carvão, dava muito mais trabalho do que isso aqui. Não é possível que eu não vou consertar”.

Não era exagero. Até meados dos anos 1980, os projetores funcionavam movidos a carvão ativado. Eram colocados nos aparelhos dois tipos do vegetal, que, quando se friccionavam, geravam uma luminosidade que projetava o filme na tela. Hoje é a lâmpada de xênon que faz isso.

Não levou nem dois minutos, e o problema já estava resolvido. “Era a lâmpada, que não acendeu. Quando isso acontece, o filme para de ser projetado”, explicou o projecionista.

Vida dedicada ao cinema

De seus 66 anos de idade, Marcelo dedicou 45 ao cinema. Quando começou, trabalhando como assistente de projeção no Cine Brasil (atual Cine Theatro Brasil Vallourec), os filmes eram rodados em películas de 35mm e divididos em mais de um rolo. 

Por isso, cada cabine tinha dois projetores. Quando um rolo chegava ao fim, o segundo já começava a rodar no outro projetor. Se o segundo aparelho não fosse ligado no tempo certo, a exibição parava.

Não dá para dissociar a vida de Marcelo do cinema. Suas referências ao tempo não são por datas, e sim com base nos filmes que exibiu. Quando se refere a acontecimentos dos anos 1970, por exemplo, ele lembra de “Marcelino pão e vinho”, de Ladislao Vajda - embora o longa seja da década de 1950, ele voltou a ser exibido nos cinemas brasileiros nos anos 1970. 

Já quando vai falar sobre meados dos anos 1980, cita “As minas do Rei Salomão” (1985), de J. Lee Thompson. E, se tem alguma história dos anos 2000, diz: “Foi na época que rodei ‘O senhor dos anéis’”.

História dos cinemas de rua 

Assim como os personagens de “Retratos fantasmas”, Marcelo acompanhou parte do auge e da derrocada dos cinemas de rua da metrópole - no caso do filme, trata-se do Recife.

O projecionista cita que, em Belo Horizonte, fecharam as portas os cines Metrópole, Pathé, Art Palácio, Progresso, Pax, Amazonas, Nazaré, Guarani, entre outros.

“Antigamente, as telas ficavam atrás de uma cortina fechada. Na hora em que o filme ia começar, a gente abria a cortina. Aí, vinham as notícias de futebol do Canal 100 e, em seguida, os trailers”, recorda o projecionista.

“Lembro que a vinheta de uma distribuidora era uma ave voando e pousando no telhado. Sempre que ela aparecia, as pessoas tentavam tocá-la, jogando chinelos e tamancos… Era engraçado demais”, diz, rindo.

Marcelo, no entanto, não é exatamente um saudosista. Conta episódios do passado com a satisfação de quem viveu os tempos áureos do cinema na cidade, ao mesmo tempo que entende as mudanças que vieram com a tecnologia.

Sua preocupação, contudo, é com os colegas de profissão. “Posso contar nos dedos os projecionistas que temos hoje. Esse número é menor ainda, se considerarmos aqueles que sabem trabalhar com película de 35mm”, afirma. “Assim, nossa profissão também vai acabando.”

Filme representa o país no Oscar

O documentário “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar. Um total de 28 filmes nacionais se inscreveu para a seleção.

Com estreia mundial em Cannes e exibido pela primeira vez no Brasil na abertura do Festival de Gramado, “Retratos fantasmas” une memórias do cineasta e a trajetória das salas de cinema de rua do Centro do Recife.

O filme está em cartaz em Belo Horizonte no UNA Cine Belas Artes (Sala 1, 14h e 18h) e no Centro Cultural Unimed-BH Minas (Sala 2, 18h10). A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood deverá divulgar a lista de indicados ao Oscar em 23 de janeiro de 2024.

Texto e imagem reproduzidos do site: em com br

terça-feira, 21 de julho de 2020

Público desconhece trabalho de operadores cinematográficos


Publicado originalmente no BLOGUNIARA, em 19 de dezembro de 2014

Público desconhece trabalho de operadores cinematográficos

Post de Bruna Bortoloti

Com os avanços tecnológicos, a forma como os filmes no cinema são projetados fica esquecida e, muitas vezes, o público não se lembra que existe uma pessoa atrás da janelinha de onde vem uma luz, trabalhando para que o filme seja exibido.

Poucas pessoas sabem como realmente funciona o cinema. Os mais jovens nem imaginam que não há relação com o princípio de funcionamento de um aparelho de DVD e muito menos com um vídeo cassete, e quando descobrem ficam encantados. Poucos sabem que os filmes são fitas iguais aos filmes fotográficos das antigas máquinas.

A gerente do Cine Lupo, Ana Elisa, conta que “as pessoas quando veem os meninos, operadores, passando com os rolos de filme perguntam: o que é aquilo? ninguém imagina”, diz.

Os filmes chegam até o cinema em vários rolos chamados de partes, aí começa o trabalho dos operadores cinematográficos. Eles unem estas partes, de acordo com o sentido indicado na fita, formando assim um grande rolo. O filme está pronto para ser exibido.

O operador cinematográfico Leandro Rodrigues Nogueira, que há quatro anos está na profissão, diz que sempre que assiste aos filmes antes da primeira sessão. “Todos os filmes novos, temos que assistir antes da sessão de estreia, para verificar a montagem”.

Everton Oliveira Antonio, que tem apenas duas semanas na profissão de operador cinematográfico, não sabia como era uma cabine de projeção. “Imaginava o funcionamento do cinema totalmente diferente e pensava que fosse como um DVD ou uma fita de vídeo.”

Os filmes são passados para grande tela branca através de um equipamento chamado projetor, que é uma grande cápsula metálica constituída basicamente de uma lâmpada especial, motores elétricos e um conjunto de lentes, onde a película que tem um quadro após o outro de imagens em sequência passa e, através das lentes, é ampliada para tela as imagens em movimento, fazendo a magia do cinema acontecer.

Segundo Nogueira os dias de mais trabalho são as quintas e sextas-feiras, pois são nestes dias que acontece a troca dos filmes. “Todas as quintas temos que desmontar os filmes que saem de cartaz, e na sexta é o dia de montar os filmes de estreia”, conta.

Durante as sessões, o operador cinematográfico tem que ter o dobro de atenção, pois qualquer barulho estranho na cabine de projeção pode significar problema.

No cinema em que Nogueira trabalha, existem três salas de exibição e, em seu horário de trabalho, toma conta de todas sozinho e tem sempre que estar passando em cada máquina para garantir uma boa exibição.

“Durante a projeção, preciso ficar atento aos projetores, verificar se o enquadramento e o foco estão bons e se o som está no volume ideal. Tudo isso para garantir sempre uma boa apresentação”, finaliza.

Por: Fernando Cesar Lopasso Zavanella

Texto extraído da Ageuniara (Agência Experimental de Notícias da Uniara).

Coordenação do curso de Jornalismo: Profª Elivanete Zupolini Barbi

Professores Editores: Luiz Carlos Messias da Silva
Márcio Cesar B. Martinelli

Texto e imagem reproduzidos do bloguniara.wordpress.com