Os mitos à volta da cozinha, apenas me desafiam a entrar num ambiente que sempre gostei. Comer é um prazer, um acto social. Gosto de experimentar novos sabores e novas formas de cozinhar. Recordo os cheiros e sabores da infância, assim como após as minhas viagens venho para casa tentar reproduzir ou adaptar pratos que provei de outras culturas. Ouse e surpreenda os seus convidados ou a si próprio. Cozinhe,... sem tabus!


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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Figos em Massa Filó





Já que estive a mexer em farinha de alfarroba para fazer umas trufas (receita de ontem), decidi combiná-la com figo. Para descobrir o fruto recheado é preciso desbravar algumas camadas de massa filó, a qual deixei ficar bastante estaladiça. Um figo recheado de surpresas.

Ingredientes:

Massa filó
4 figos
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de farinha de alfarroba


Preparação:

Compre uma embalagem de massa filó, eu utilizei uma parte de uma que tinha congelada. A massa filó para quem não conhece é muito fina e parecida à massa dos pasteis de Tentúgal. Existe nos hipermercados junto à massa folhada e quebrada.

Corte a massa em quadrados que cubram uma forma de queque. Utilize dois quadrados sobrepostos mas desencontrados por cada figo. Forre desajeitadamente as formas de queque.




Lave os figos e corte o topo de forma a que fique com umas tampas. Retire o interior da fruta com cuidado para não perfurar os figos.





Misture a polpa do figo com o açúcar, canela e a farinha de alfarroba. Volte a encher os figos.




Coloque-os dentro da massa filó e acomode-a de modo a que fique a ver-se a ponta do fruto.




Disponha as formas de queque com os figos em massa filó num tabuleiro de ir ao forno. Deixe cozer 10 minutos aproximadamente em temperatura de 175º-180º. Deixe tostar bem a massa para que fique muito estaladiça e com cor dourada. Vigie o forno porque um minuto pode fazer a diferença e a massa passar a queimada.

Sirva morno ou fria mas não muito tempo depois de terminar esta sobremesa, senão a massa perde o efeito estaladiço e os sucos do figo humedecem a base. Uma opinião final: acho que o figo liga bem com a farinha de alfarroba (por exemplo em tartes), com figos frescos também gostei da mistura, não esquecendo também o toque da canela. Esta sobremesa é que se pode mesmo chamar de "um figo".




terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cenouras Doces, … Cenourinhas








Estas cenourinhas fazem-me lembrar os doces de maçapão do Algarve com aspecto de frutos. O tamanho delas é semelhante à cenoura baby, no entanto nem são de maçapão nem de são as baby. São uma delícia calórica e visualmente muito atractivas para festas.

Ingredientes:

500 gr. de cenoura
150 gr. de açúcar
½ lata de leite condensado
1 pau de canela
Raspa de ½ laranja


Preparação:

Descasque e rale as cenouras. Junte o açúcar e o pau-de-canela e leve ao lume. Mexa de vez em quando com uma colher-de-pau até que toda a calda que se forma desapareça. Adicione depois o leite condensado e a raspa de laranja, envolva e, em lume brando, não deixe de vigiar.

Quando a mistura começar a secar e formar uma bola que desliza ao inclinar o tacho estará no ponto. Retire o pau-de-canela e unte um prato ou travessa com um pouco de óleo. Deite a massa de cenoura e deixe arrefecer completamente.

Para moldar as cenourinhas molhe a ponta de um dedo em óleo e passe pela palma da mão. Pegue num pouco de massa de cenoura, molde uma pequena bola e dê-lhe no final a forma de uma cenoura. Volte a molhar o dedo em óleo entre cada cenoura. Pode-lhe parecer um pouco complicado moldar a massa dado que é pegajosa mas com algum jeito consegue-se.

Role as cenourinhas em açúcar e disponha-as em formas de papel frisado. Para ficarem mais atractivas, use os pecíolos de ameixas, cerejas ou pequenos ramos de salsa com uma a duas folhas. Guarde no frigorífico em caixa bem fechada. Durarão alguns dias.

Esta receita vi no blogue “Pão, Bolos e Cia.”, fiz metade da receita (rendeu 26 cenourinhas). Apenas juntei um pau-de-canela que acho que enriquece o paladar final.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Arroz Doce Merengado II (com Compota de Framboesa)


Aproveitando a receita de ontem, Arroz Doce Merengado, em algumas das porções resolvi dar-lhes uma apresentação e mistura de sabores diferente. Juntei um pouco de compota de framboesa.

Tinha visto aqui nos blogues culinários uma receita de um arroz doce que tinha misturado frutos vermelhos, e de uma apresentação de uma receita da Nigella com iogurte e framboesa, combinei as duas e entre o arroz doce coloquei uma colher de chá de doce. Finalizei com o merengue e foi ao forno uns minutos breves.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Arroz Doce Merengado


Após alguns dias de ausência, no regresso a casa apetecem coisas bem Portuguesas. Que tal um arroz doce? Mas este é merengado.

Ingredientes: (para 12 porções)

400 gr de arroz carolino
300 gr açúcar
3 gemas
2 claras
1,3 lt leite meio gordo
2 paus de canela
3 tiras de casca de limão


Preparação:

Coza o arroz em água com uma pitada de sal de modo a que não fique totalmente cozido. Escorra a água que resta no arroz. Entretanto já tinha colocado o leite a aquecer com os paus de canela e a casca de limão. Junte o arroz ao leite quente.

Deixe apurar uns 20 a 25 minutos em lume fraco. Vá mexendo de vez em quando. De preferência use um tacho anti-aderente. Se vir que fica seco junte mais leite quente.

Por fim adicione o açúcar, envolva e junte as três gemas ligeiramente batidas. Envolva com cuidado e deixe cozê-las uns 2 a 3 minutos. Retire de lume. Deve ficar ligeiramente líquido dado que depois ao secar tem tendência a ficar rijo.

Distribua em seguida em porções individuais e polvilhe com canela. Para o merengue bata as duas claras com duas colheres de sobremesa de açúcar. Com um saco de pasteleiro cubra as taças de arroz doce e leve ao forno uns 5 minutos para o cozer. Assim que começar a ficar acastanhado retire. No final polvilhe o merenge com um pouco mais de canela em pó.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Panqueca Enrolada com Canela


Esta panqueca enrolada é uma delícia, servida ainda morna com o seu sabor a canela e limão fica sublime com aquela camadinha de açúcar em que é passada. Para um lanche e para um daqueles dias em que nos apetece fazer disparates... podemos sempre dizer: "era o meu nível de glicemia que estava baixinho" (mentira, mentira,...).

Ingredientes: (por panqueca)

1 ovo
2 colheres de sopa cheias de farinha
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de água
raspa de limão
canela a gosto

Para cobrir: açúcar misturado com canela

Preparação:

Junte os ingredientes todos de uma vez e bata energicamente com uma colher até obter uma massa homogénea e borbulhante.


Frite em lume brando num pouco de manteiga. Enrole como se tratasse de uma omeleta. Entre cada volta vá pressionando com um garfo. Distrai-me um pouco e ficou mais tostada que o meu ponto habitual. A última volta deve selar a panqueca.



Corte em fatias da grossura de um dedo e passe-as por açúcar misturado com canela. Estão prontas a comer.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Torta de Cenoura com Canela


Esta é a clássica torta de cenoura com canela. No final decorei com groselhas frescas e lâminas de amêndoa que servem também como marcador das fatias.

Ingredientes:

500 gr. de cenoura
400 gr. de açúcar
4 ovos
4 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
1 laranja

Preparação:

Descasque as cenouras e coza-as com uma pitada de sal. Escorra e passe-as pelo passe-vite ou reduza a puré com a varinha. Junte o açúcar, a raspa e sumo da laranja e os ovos inteiros. Incorpore bem com uma batedeira. Por fim junte a farinha e bata um pouco mais.

Deite este preparado num tabuleiro rectangular forrado com papel vegetal (untado e polvilhado com farinha). Deixe cozer uns 20 minutos em lume médio. Não deve cozer demasiado, é preferível que fique tipo pudim ligeiramente húmida. Teste com um palito.

Deite a torta sobre um pano polvilhado de açúcar. Retire o papel vegetal, polvilhe com uma boa camada de canela e em seguida com a ajuda do pano enrole a torta delicadamente, alisando e dando-lhe a forma com as mãos. Na última volta role-a  directamente para a travessa.

Decore a gosto com uns pauzinhos e canela, com rodelas de laranja, cerejas em conserva, etc... Nesta usei groselhas e amêndoa laminada. Esta foi uma torta levada para um lanche no local de trabalho, para distrairmos um pouco deste pesado ambiente de crise e anúncios de aumentos de impostos :(  :(. Verdade, verdade é que as minhas colegas já me perguntavam à algum tempo "quando é que trazes aquela tua torta de cenoura?"

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Doce de Morango com Especiarias


Antes que deixe escapar a época dos morangos e aproveitando os preços que agora estão mais acessíveis, fiz a minha compota com pau de canela e flor de anis.

Ingredientes:

1 kg de morangos
800 gr. açúcar
sumo de 1/2 limão
2 paus de canela
4 estrelas de anis

Preparação:

Retire os pés aos morangos e lave-os bem. Coloque-os inteiros numa panela alta. Junte o açúcar, o sumo de limão e as especiarias. Ligue o lume no mínimo e misture um pouco até que tudo se dilua na calda que se forma.

Mantenha a panela destapatada porque vai-se formar espuma. De vez em quando vigie a cozedura, mexa um pouco. Vai demorar aproximadamente uma hora até que o líquido reduza substancialmente. Retire uma colher de compota para um prato e deixe arrefecer. Se verificar que fica consistente no chamado ponto estrada então está pronta. Desligue o lume, retire as especiarias e deixe arrefecer um pouco. Acondicione em pequenos potes de vidro que possa fechar hermeticamente.

Os morangos inteiros acabam por de desfazer embora fiquem alguns meios inteiros. A canela e o anis dão um toque muito aromático e perfumado a esta compota. Experimentem!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Delícia Dourada


Embora não seja a sobremesa mais barata, é mesmo para gulosos e gulosas. Faço-a com quantidades a olho e resulta muito bem.

Ingredientes:

Para o creme de ovos:
8 gemas, 8 colheres de açúcar e 8 colheres de água
1 caneca de amêndoa (com pele) mal moída
1 caneca de fios de ovos
Canela

Preparação:

A porções que indico são apenas indicativas. Faço sempre começando pelo creme de ovos, misturam-se muito bem as gemas, o açúcar e a água. Vai a lume brando mexendo sempre com colher-de-pau até engrossar. Desligar o lume.

Depois junto mais ou menos a mesma porção de fios de ovos, amêndoa mal moída e canela a gosto, incorpora-se tudo muito bem no creme de ovos. Se necessário ligar o lume mais um ou dois minutos. Deverá ficar com a consistência de um doce de colher.

Pode colocar em tacinhas individuais ou apresentar, por exemplo, num prato de barro decorado com mais alguns fios de ovos à volta. Não esqueça: um pauzinho ou dois de canela para decorar ou umas bolinhas douradas também ficam bem. É de comer e chorar por mais!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Laranja com Canela


Conhece a laranja? E a canela? Vai-me dizer que sim. Mas já se lembrou de misturar as duas?
Proponho-as para uma sobremesa muito simples: fruta fresca. Laranja descascada e cortada em rodelas, à qual simplesmente se polvilha canela a gosto do freguês.
Gosto especialmente de saborear esta laranja colocada (já com a canela) uns minutos no frigorífico para que fique bem fresca. Usem laranjas do Algarve, daquelas grandes e sumarentas, óptimas para cortar em generosas rodelas. Como diria um anúncio de uma marca conhecida de sumos: "já comeste fruta hoje?"

Curiosidades sobre a canela:




Estas imagens são de uma viagem ao Sri Lanka à uns anos atrás. O arbusto da canela (Cinnamomum zeylanicum) é oriundo desse país. Cresce abundantemente nas margens da ilha com folhas largas e altura até 10-15 metros. Só depois de ver localmente e imaginar o que é preciso para uns pauzinhos estarem disponíveis no supermercado, muitos de nós não fazem ideia do valor da canela, que chegou a ser trocada por ouro.

Num dos dias efectuei um tour com uma visita num pequeno barco que me levou por canais de uma zona muito florestada. Ao descer num certo ponto o guia disse-nos de imediato: "cortem um folha destas árvores e levem à boca, mordam e digam-me o que sentem? Todo o grupo identificou de imediato o sabor a canela. Atravessando por um caminho estreito de terra batida entre todas aqueles arbustos densos, as caneleiras, chegamos à casa de uma família (um casal e uma criança) que subsistiam exclusivamente da apanha da canela, da qual recebiam uns míseros trocados para o seu sustento. Enquanto, nos explicou o guia, o mesmo produto é vendido no mercado internacional a preços que podem ser 50 a 100 vezes mais do que aquele aldeão recebe!

Da caneleira são cortados galhos com a grossura de um dedo ou um pouco mais, com 1 a 2 metros. Depois são rapados para ser extraída a camada superficial (2ª foto). Em seguida com um canivete é feito um corte longitudinal e com alguma pressão do canivete e dos dedos humanos, descola-se uma camada desse tronco e elimina-se o pau central. Os pau de canela não é mais que essa camada seca, da qual as pontas encarquilham para dentro e dá aquele aspecto enrolado dos pauzinhos de canela. Ela é vendida aos molhos de 1,5 a 2 metros de comprimento, que cabem debaixo de um braço. O preço a que é vendida e a respectiva qualidade dependem da grossura dos paus e da sua uniformidade.

Depois desta experiência passei a respeitar a canela, existem pessoas no Sri Lanka que vivem exclusivamente da apanha destes galhos, no entanto são muito mal pagas para o seu trabalho, e sofrem de uma brutal desigualdade de quem a produz e de quem a consume.
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