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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Isto dos Afectos


 






Isto dos afectos tem muito que se lhe diga. E pouco para explicar. Sente-se. Dá-se. Faz-se. Vai-se estando na vida uns dos outros. Sempre que é preciso. Há quase 4 anos que é assim. Este sítio de partilhas culinárias deu-me uma amiga. Que mostra o seu afecto de mil e uma maneiras. Este ano,celebrámos essa data uma vez mais. Na sua casa. Numa canja. Em pratos variados com entradas reconfortantes. No bacalhau com natas que elogiei repetidamente. No Pudim Abade de Priscos que não tem comparação. Numa mesa que era um sonho. Celebrámos a vida, a amizade, o quotidiano e até antecipámos um bocadinho o Natal, com troca de presentes e mimos que as nossas mãos entregam generosamente. Foi um dia cheio. Com o frio todo lá fora mas muito calor ao nosso redor. Literalmente. Um amigo é um abraço. Embrulha-nos. Dá-nos força para continuar. Isto dos afectos é mesmo difícil de explicar, mas lindo de viver...







sexta-feira, 23 de maio de 2014

Nos compadres





Ser convidado também é bom ;) Mesmo para quem gosta de receber, como eu. Sabe bem um dia de folga e o carinho de ser recebido. Essa coisa da reciprocidade não tem de ser "olho por olho ou dente por dente", mas realmente sabe bem de vez em quando esse cuidado. Os meus compadres, padrinhos do Diogo, convidaram-nos para jantar. E não foi um jantar qualquer! O meu compadre esteve na cozinha e impressionou com os seus dotes culinários. Vim de lá satisfeita e com as receitas na mão, para um dia experimentar. Beringelas grelhadas com queijo feta, vinagre balsâmico e hortelã, caril de tamboril e gambas, crumble de frutos vermelhos com gelado. Um desfile de coisas boas... Obrigada, amigos!





sexta-feira, 25 de abril de 2014

Chá e Sushi











Chá, sushi e muito mais. Eu, que adoro peixe e arroz, vim de lá satisfeita! E foi a primeira vez que vim de uma viagem só com saudades da nossa sopa. Neste regresso não senti a falta do arroz. Pelo contrário, lá é comido a toda à hora: ao pequeno-almoço, às refeições principais, como snack a qualquer hora do dia, enrolado em algas secas com uma forma triangular. Arroz sempre! 

As experiências de sushi foram deliciosas. Desta vez não nos deixámos guiar pelas inúmeras referências dos guias de viagem. Por intuição, parámos aqui e ali, onde observávamos japoneses satisfeitos e azáfama nas cozinhas. E assim, jantámos em Kyoto num sushi bar memorável, daqueles com os pratinhos de sushi a passar por nós em tapetes rolantes e em Tóquio num pequeno restaurante junto ao mercado de peixe (que é só o maior mercado de peixe do mundo), que nos obrigou a comunicar por gestos mas com um resultado final fresco e delicioso. A sopa de noodles com carne, peixe ou tempura foi outra das boas surpresas. Comemos sempre bem, com variedade e muitos vegetais. 

A arte de servir o chá é outro dos aspectos a realçar. Rituais cerimoniosos, cuidados, demorados. Julgo que tem muito a ver também com a tal gentileza e afabilidade deste povo. Para simbolizar a humildade e simplicidade desta bebida, as taças em que se servem devem ser toscas e de cores que representem a terra. O elogio ao que é verdadeiro e simples. Muito belo.

Por último, uma referência aos cheiros e às cores dos mercados e das lojas de doces que aparecem a cada esquina. Uma profusão inesquecível!...

Sayonara, Japão!









quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quando Precisamos.





Ter um amigo é saber que quando precisamos ele está lá. Ou nos leva até ele, como foi o caso. O convite inicial até tinha sido o inverso. Era para virem. Mas a minha amiga foi mais generosa. Percebeu que talvez eu precisasse mais de ir. De comer comida feita por ela. De ser alimentada. Corpo e alma. E foi assim que aconteceu. Ao chegar, aquela sensação de sempre. Sermos recebidos sob a forma de abraços repetidos e mimos numa mesa. Bôla, chutney de manga e lascas de queijo, uma sopa quente. Carne que demorou a assar no forno e um arroz de cebola vermelha a acompanhar. À sobremesa, ananás assado com tomilho, pão-de-ló e morangos. É quando precisamos que notamos ainda mais. Como é bom, ter um amigo!...




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Comemorar






A nossa amizade nasceu há 3 anos. E isso era de comemorar. Este ano, no sítio onde fui encontrar a receita de lombo wellington que nos fez encontrar. Na casa da minha amiga com nome de água. Estes nossos amigos recebem-nos sempre de braços abertos. E com o coração inteiro. Uma mesa linda, acolheu-nos desde o primeiro momento. Aconchegou-nos um caldo de seguida. Purificador. Depois o arroz que era um presente de aniversário para o meu Zé. Doces conventuais para sobremesa e aqueles docinhos fofos com nome delicado para o café. À volta de uma mesa, a tarde prosseguiu. Com o calor da amizade sempre presente. E depois, mesmo antes da viagem de regresso, um chá para ajudar ao frio que veio com a noite que, por este mês, desce sempre demasiado cedo. Nas mãos, sacos com as coisas boas que a Serra tem para oferecer. No coração, as memórias de mais páginas escritas. Como um diário. A que se acrescentam as páginas vividas: 3 anos e alguns dias de uma amizade entre duas pessoas que se querem bem.