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Desafio - Ilustrar o Poema Preferido do Amigo Claudio Castoriadis




Canção Amiga

Carlos Drummond de Andrade

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não se veem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem anda ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.





Meu sentir para ti Claudio...


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Primeiro aniversário do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes



Não me custou muito tempo para adquirir esse sentimento pelo meu querido amigo filósofo, Claudio Castoriadis. A leitura de seus escritos sempre me fizeram muito bem... a linguagem inovadora de seus textos também é um motivo muito forte para admirá-lo. Sua genialidade é ímpar, isto é, inigualável. Dentre todos do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes, Cláudio merece também, a admiração. Pessoalmente, essa pessoa me custou caro, pois não é qualquer um que recebe meus elogios... sou muito crítico, e o que é bom, me sinto obrigado a elogiar. Consegui comprá-la após uma análise profunda... na minha opinião, se é merecido.


Simon-Poeta


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Cabeça de semáforo


Quem tem cabeça de semáforo não hesita
Desenrola feixe de retroprojetores
 Que reprojeta o retrovisor
para avistar cores

Quem enfia na boca o próprio sonífero
Adormece quando rebobina
O sono no frasco da oração
Inserindo no cochilo dos lábios
A timidez da sutileza
Recolhida do ventre

Acima das árvores borralheiras
Um céu empoçado de tantos detalhes
Folhas secas insinuando conflitos
Sacos plásticos dançando conforme o vento
Rabiola de pipa perdida, avião de papel
Pálidos reflexos de lembranças ficcionais



Por Claudio Castoriadis 
Imagem: fonte web

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João da bodega que amava Teresa


Ser alguém, para alguém que ama outro é ser lista salivada nas diabruras do cordel encapetado. A palavra que hoje conhecemos de quem sabe e conhece o senhor João da bodega - que amava Teresa que amava Raimundo. Na verdade é diferente, João bodega amava a palavra, não amava a Teresa que agraciava sua penitência. Foi melhor assim, coisa boa de sentir, querer mais o querer que a dita querida, o sentido do evidenciado nada significa, apenas uma pedra, um detalhe, uma película provisória, uma palavra no barraco do sentido da crônica brega custosa. 


Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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Trocadilhos Ventilados


A soneca descansa os olhos, o olhar decora o descanso da vista, o que cansa na ideia precede o imagético decorado na paisagem para-brisa, escrevo pensamentos no espelho, minha sombra tem a minha cara, minha cara não parece com aquele cara; tem pijama que lembra casca quando sai do corpo descasca, algumas histórias começam pelo fim, desconfio de uma história com minha lembrança; toda cama tem coberta, toda coberta é cobertor, descoberta pode descobrir contornos, decerto contornando. 

A janela verseja, trocadilhos ventilados, folhas secas são parafernagens mágicas pousando e descolando, estrelas são sacudidas das árvores, sulcadas pelo nevoeiro invisível;

É certo que na linguagem de quem pensa- vocabula- um dicionário, colega diligente imaginário é ponto final na penúltima linha do seu diário - pertença, fustigada por sílabas na guarida de verniz.



Por Claudio Castoriadis

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Atirando cadeiras na lua


De ponto em ponto a consciência, pesa na impossibilidade da memória, vagando entre os rostos enquadrados na imagem fotografada, o esquecimento transgênico amarela a lembrança. O que se guarda explana o dom de quem insiste em colecionar, rostos, lugares, móveis e objetos de onde brota também a imaginação. 

***

As cores divergentes vigoram divagando ensaios eruditos, forjando na semente da alma um beijo, flor, e sujeito, fixa uma pétala que desperta intimamente a mudança sofisticada privilegiando a beleza projetada pela rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar;

***

Todos temos nossa manias, pouco importa se seja megalomania, sendo do bem, querendo o bem querer acontecendo na alegria de outrem, que ainda são tantos pedaços, fagulhas, grãos, folhas, linhas, açúcar e sossego para o mundo. Eu, que ainda sou lembrado, tiro a memória para dançar, em segredo, com caráter iconoclasta romântico e didático retardando o esquecimento. Atirando cadeiras na lua por traquinagem, cinismo de quem salta com entusiasmo; simplicidade quando se brinca amarelinha - primeiro segue uma pedrinha que tenciona o impulso, do corpo firmando os passos, de modo que o mundo se equilibre no tempo da brincadeira fácil de compreender a natureza do sorriso bobo amanhecendo no sol resfriado. 


Por Claudio Castoriadis
Imagem: eu

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Máquina de lavar sentimentos

É preciso congelar a situação, ter uma máquina do tempo, a máquina de lavar sentimentos que puxa uma ideia, dedilha outras ideias, que pulsa adrenalina e tarda no cobertor segunda pele que acoberta o gramado deitado, pairando visível na neblina depois que o sono adormece, sonolento e lerdo.  

Queres-te respirar, esfriar, o pôr do Sol? Resfriar o ar condicionado dilatado mudo modulado, a legitima unção do carinho, um abraço demorado, guardando o silêncio sob a tenda do céu cristalizado, transformado, compassivo, o caminho convalescente da grandeza adormecido entre os homens; é preciso uma máquina de lavar sentimentos. 




Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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Acabamento ( ilustração)

Cada espaço aveludado
Equilibrando desaguando
O corpo leve evaporado...
 


Por Claudio Castoriadis
Ilustração: Claudio Castoriadis

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Rabiscando o Tempo

Olá moçada,

Deixarei algumas ilustrações - aquelas ideias pingando na mente- bem aqui, nesse cantinho; poético espaço - lar. 




Ilustração: Claudio Castoriadis

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Linguagem embriagada


Não olhe, apenas se empolgue no mergulho paradidático, delicado em diferentes modos, ondulados extralinguísticos.

Não sofra pela gramática, o sentido, não aponte desapontando: falta-lhe o silêncio; analogias e metáforas, o reconhecimento da distância...A poesia equacional.

Possa o seu caminho oferecer lembranças, linhas animadas, sombras e esperanças; folhas amareladas, um livro plantado nas nuvens, soprado pela caridade dos pássaros, companheiros justos.

Desconsidere planos, longe o horizonte diz: nem tudo pode ser planejado.
Eu, talvez, um projeto arquitetônico, artificial, paraconsistente, articulado
por outra mente, iluminação suficientemente direcionada. 



Por Claudio Castoriadis
Imagem: Fonte web

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Um velho fantasma

O amor é um velho fantasma que vaga pelo
 Beco escuro assustando os solitários com suas
Correntes. Os poetas são ridículos quando dormem
 Com o mesmo escondido entre seus lençóis.



Conversa para dois no mesmo espaço

Por Claudio Castoriadis 
Imagem: fonte web

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O velho bom moço do lago


Silêncio atravessado no olhar cariado - aplicativo imóvel. Encontrei esse caminho, pendurado na idade adulterada pelo desgaste. Na estante deparei - me no mesmo instante com essa ideia, lancei mão da minha palavra falada cuspindo fora antes mesmo que ela fugisse engasgada. Já não sei quando observo, já não sei observar. E o tempo se fez amigo se faz comigo, abreviando os sentidos. O velho bom moço do lago tem uma careca na cabeça e duas orelhas segurando as pontas do sorriso soluçado.



Por Claudio Castoriadis 
Imagem: via web

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Desperta-dor


Por medo, a boca se calou,
A palavra não falou,
A lembrança capotou: o sonho foi engavetado
Riscado tombado no armário bagunçado.
A data não tem a idade do tempo
Formado no calendário
Envelhecido o corpo se enverga com o peso da consciência
Falta pouco, quem sabe um dia, menos velocidade, episódio inédito

— Que o despertador enfim desperte não apenas a gente: desperte a dor!










Por Claudio Castoriadis
Imagem: dispositivo móvel 

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Meditações de um cogito deslocado


Serei um satélite ou qualquer outro objeto fora, do ar, manchete, comercial – classificado que não se ler? Ao retroceder no tempo minha mente desajustada avança plugada em algo ligado, desligada do real recebendo uma carga de informações, parafernagens, bagulhos, rodando o barato; realidades indefinidas, uma fração que enverga, pressiona o rosto contra o papel divagando linhas retas, tortas, forma visual, carga semântica, metacomunicação, meta de intervalos, desesperança, propaganda, imprensa – milhares de vogais e/ou estrelas colocadas em órbita ao redor da minha cabeça.

Sonhos carbonizados, palavras sem laudo. Esqueça tudo, o eterno um alvo distante, o difícil foi chegar até aqui – 



Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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Improvisando um Halloween criativo

Imagem da web


                                                                     

Recolhi a maldad e
                           n
                           t
                           e r
                              r e i   a impunidade.
Caminho espalhando o BEM.

                                                       Claudiane 


Embora criança, essa maldade que vejo cá fora me recuso a olhar, então vou brincar no meu mundo pelo menos lá eu sei que posso ser má sem ninguém se machucar.

                                                                                          Danka Maia



Era uma vez...

Era uma vez
o medo dos anciãos
tentavam combater
à volta da fogueira
na noite em que diziam 
adeus à luz.

Era uma vez
uma oração oferecida
pelos pedintes que recebiam
bolos doces em troca
da salvação das almas perdidas.

Era uma vez
uma crença há muito esquecida
que matou inocentes
sedentes de liberdade.

Era uma vez
a tradição de esconder
dos pedintes e mendigos
o rosto atrás de uma máscara
para que nada saia da bolsa.

Era uma vez
travessias tão difíceis
que faziam desaparecer sem rasto
milhares de esperançosos 
em busca de um mundo melhor.
E o medo dos que haviam sobrevivido
que eles voltassem assombrar
as colheitas dos que tiveram mais sorte.

E hoje vivo eu
inocente e ignorante
do que aqui trouxe esta tradição.
E brinco de ser
o que outros tentaram esquecer.

Dulce Morais

Bruxinha serei
Pois hoje é Halloween
Amanhã também

                                                                                       Isa Lisboa


O desejo de não se entregar aos nossos sentimentos é semelhante ao nosso medo do mundo, das pessoas, de tudo que se encontra no escuro.Não é fácil distinguir alguém que vem ao nosso encontro, digo alguém, pessoa humana ( Que pecou quando deixou de ser criança). Parece loucura, mas nesse mundo ainda temos pessoas borbulhando de sonhos colados com inocência!!
                                                                                                Claudio Castoriadis






Dizem que as bruxas não são reais, por isso as invento, como alimento que dá alegria, e combate a demagogia daquela chata fada madrinha...

Carlos Moraes
Esse dia promete
doce,travessura e emoção
Ao novo, velho e ao mestre
alegrias e muita diversão

                                Cássia Torres




                     O segredo está em despertar o amor dentro de ti. (Cartas da Bruxas)


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Quadro quadrado




É estranho ser na primeira pessoa
 Algum texto em qualquer página
Linha, passo
 Quem sabe a vergonha 
Que passa na cara batida
 A imagem borrada da (foto retrato) 
De quem olha da retina outrora rotina
 Arquivando um momento 
Tempo passado a limpo retratado
 Parado, paralisado, parafraseado
 Quadro quadrado.


Por Claudio Castoriadis



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Pensamento chiclete




Um bom pensamento a gente não esquece

Gruda na mente tipo chiclete liguento que liga

Fixa o gosto que se faz presente no desejo que ocupa

Uma imagem que se desmancha com gosto de fruta retornando

Outra fruta do chão deitado para o céu caído no seu telhado

Repouso para lua pousar sua luz.    



Por Claudio Castoriadis
Imagem: fone web

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Sololetreando sobre o tempo

O bastante já me basta
Já é o suficiente
Coeficiente
O Básico
Basica
Mente
 Isso


Velocidade para quem corre
Tempo que transcorre
Pensamento é passatempo
Com o tempo a gente aprende

Sobre o tempo não é fácil de- escrever
 Inscrever, escrever o que tem sido
Só vendo, ter-sido, só sendo

(Tempo), pra que te quero?
É pouco, eu acho é pouco
Quando pouco se vive 




Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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Caixa de recado




Espero que o dia logo aconteça
O café se encontra fora da xícara
E as cadeiras estão na mesa. 



Por Claudio Castoriadis

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