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O TEMPO
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Jessica Morgan,
Poema
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O que sabemos sobre o tempo?
Que ele passa e com ele leva e traz
Amigos
Amores
Dores
Alegrias
Decepções?
Que nada permanece imutável
Diante da força do tempo?
Mas o que sabemos sobre o tempo?
Que ele é uma repetição
De momentos vividos?
Que traz e leva
Emoções na mesma proporção?
Dizem que nos leva a jovialidade
Que nos deixa maduros
E sábios
Dizem também que cura tudo
Mas de quanto tempo
Estamos falando?
E se o tempo não tiver todo esse poder?
Não cura
Não Leva
Não traz
Não muda
E se o tempo
Só for uma criação
Da nossa imaginação
Para pormos datas em tudo?
O que sabemos sobre o tempo?
Que só ele pode
Trazer-nos as respostas
Que almejamos?
Ou que com ele as respostas
Que almejamos, perdem as forças
E desaparecem?
O que sabemos sobre o tempo?
Creio que nada
Pois, passamos tempo demais
Esperando que o tempo
Resolva
Melhore
Cure
Modifique
Algo ou alguém
E quando se percebe
Não há mais tempo
Para nada
Nem perguntas
Nem respostas
Por Jéssica Morgan
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O poço dos desejos: a origem
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Conto,
Jessica Morgan
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Rio das águas uma cidadezinha no sul de Minas. Carrega uma lenda de há muito tempo atrás. Contam que na parte verde da cidade existe um poço dos desejos. O qual realizará os desejos de quem dentro dele entrar e deixar um pertence de valor pessoal e material.
Antigamente havia muitas suspeitas de bruxaria, até a condenação, as mulheres acusadas de feitiçaria eram colocadas em um poço, feito de pedras. Acreditavam que assim como o fogo, o poço era um ritual de purificação.
O poço úmido e frio era aquecido, quando nele eram derramados álcool e fogo. Para que queimasse as bruxas até a morte.
Esse poço era vigiado por um único homem, Cristovam. Um homem de meia idade, aparência desagradável, manco de uma das pernas e devido a isso sentia dores diárias. Um homem sem recursos financeiros que aceitara aquele emprego como única forma de sobrevivência.
Em uma de muitas noites, Cristovam desceu ao poço para levar a refeição, as mulheres, ali acorrentadas.
Delvine, uma jovem mulher de cabelos negros e crespos se aproximará dele para tentar ver sua face. Ele a afastou Chutando-a com a perna boa.
_Meu carrasco eis um monstro _sorria ao dizer, acorrentada, caída ao chão sobre a pouca luz da lamparina que ele carregara.
Cristovam afastava a luz de sua face, tentando esconde-se dos olhares._Cala-te maldita bruxa _ soou abafado.
Delvine se erguera, e gritara a ele: _posso realizar seus desejos, só basta dizer-me o que quereres, diga homem. Posso lhe trazer o amor que tanto sonha.
_Não me dirija à palavra, maldita bruxa, fique bem longe com suas feitiçarias. _Disse e subiu.
Ao longo das noites e dias, Delvine sempre o atormentara com a mesma ideia. Muitas das vezes do alto do poço, Cristovam podia ouvir sua voz, dizendo: _realizo todos os seus desejos...
Seus dias transformaram-se em um inferno, afinal, a ideia o perseguia dia e noite. Ter o que quisesse. Fascinaria qualquer um.
Cristovam era apaixonado por Suzane. Uma jovem moça, de boa aparência, filha de um comerciante. Eles nunca estiveram juntos, pois ele evitava o contato com as pessoas. Morava afastado da cidade. E evitava ir ao centro fazer compras de mantimentos, costumava pagar um garoto qualquer para fazer isso. Odiara sua aparência. Nunca se via no espelho e nem refletia sua imagem na água. Deixara a barba crescer para que escondesse parte de seu rosto, usara sempre um chapéu para se camuflar. Mas seu amor por Suzane era verdadeiro, mas nunca poderia tê-la, pois não tinha nada a oferecê-la.
Num certo dia de manhã, ao levar a refeição às três bruxas, Novamente fora atormentado por elas que insistiam que se ele tivesse uma feição melhor, sua vida seria muito feliz.
Ele também achava que se pudesse ter uma feição melhor, poderia conquistar a mulher de seus sonhos, e então, ser feliz. Diante desta certeza, não pode mais lutar contra as investidas das bruxas, e cedera.
Revelou seus desejos; de ser um homem de aparência agradável, sadia, e ter uma boa condição financeira.
A bruxa abriu uma exceção, dizendo que realizaria três desejos, em troca de um favor. Que na noite seguinte, ele esquecesse o poço aberto, e deixasse as chaves das correntes ao alcance de suas mãos. Ela barganhou, e ele aceitou. E havia mais uma coisa. Para que o desejo pudesse ser realizado, Cristovam precisava dar as bruxas algo de valor sentimental e material ao mesmo tempo. Ele pensou, e pensou. Olhou para mão esquerda e lembrou que a única coisa de valor que tinha na vida era o anel de ouro do casamento de sua mãe. Guardara para dar um dia, talvez, a mulher amada. Retirou o anel do bolso da camisa e entregou a bruxa, Delvine.
Quando chegou ao alto do poço, já pode perceber que não sentia qualquer tipo de dor. Fora em direção ao rio e fizera a barba ali mesmo, e assim se revelou um homem bem afeiçoado e interessante. Pulava como uma criança ao perceber que não arrastava mais a perna. Pisou em algo duro. E abaixou-se para alcançar. Era uma pedra rara e preciosa. A qual lhe renderia uma boa quantia em dinheiro. Tudo que sempre quis acontecera de forma rápida e precisa.
Na noite seguinte, Cristovam fez o combinado, lançou as chaves aos pés das bruxas e partiu deixando o poço aberto.
Mais em seu íntimo sabia que não podia deixar as bruxas a solta. Sabendo das acusações de mortes que carregavam. Aquelas eram as piores bruxas que já passaram pelo poço. Já tinha o que sempre quis a vida toda, e para sociedade era melhor as bruxas mortas.
Em uma emboscada avisada pelo próprio Cristovam. Alguns homens guardiões da lei da cidade alcançaram as bruxas em sua fuga. Houve muita resistência o que acabou tornando o ato mais difícil e cruel.
“Rege a lenda que para uma bruxa não voltar à vida necessita ser queimada”.
Mas não satisfeitos aqueles homens as esquartejaram vivas e as queimaram, para certifica-se de suas mortes. Somente Delvine fora levada de volta ao poço para ser queimada em praça pública. Para servir de exemplo. Mas diante das maldições lançadas, os homens decidiram acabar com aquilo e queimá-la dentro do poço.
Antes de ser jogada novamente ao poço, Delvine olhou Cristovam nos olhos e o segredou: _Maldito traidor, cuidado com aquilo que você deseja. E mesmo já dentro do poço, suas palavras se repetiam com fúria.
A bruxa fora queimada. E uma forte ventania acompanhada de ruídos estridentes, afastara os homens ali presentes.
Quando tudo estava mais calmo, esses homens tentaram voltar ao poço, mas não mais o encontraram. Parecia ter sido engolido pela terra.
Livre das bruxas, Cristovam fora atrás de conquistar seu grande amor. Comprou uma bela casa, uma carruagem, entrou como sócio nos negócios do pai de Suzane.
Não fora difícil conquistá-la, um homem jovem ainda, bem afeiçoado, com recursos financeiros, galanteado e apaixonado.
Em um tempo curto namoraram, noivaram e casaram.
Vivera em plena felicidade por um longo tempo até à tarde daquele fatídico dia, em que Suzane junto dos pais sairá para um passeio com a carruagem nova do marido. Ele que não os acompanhou, pois tinha que cuidar dos negócios.
Uma cobra de três cabeças atravessara a estrada, fazendo os cavalos se assustarem e perderem a direção. A carruagem rolou barranco abaixo, matando os pais de Suzane. Mas Suzane sobreviveu, mas nunca mais poderia dar filhos a Cristovam. O acidente deixara sequelas graves, na pobre jovem. Uma lesão no quadril a qual a fazia sentir muita dor, e com isso perdera a agilidade de seus movimentos, tendo que arrastar uma das pernas para se locomover. O rosto ficará deformado com as escoriações do acidente. Nem de longe, lembrara a linda jovem que fora um dia.
Cristovam gastava tudo que tinha tentando recuperar os movimentos perfeitos de Suzane, e melhorar sua aparência, assustadora. Mas nem todo dinheiro que ganhava era o suficiente para livrá-lo de tudo aquilo que ele mais detestou.
A mulher que amava, refletia nele, tudo que ele queria esquecer que foi um dia, um mostro.
O tempo passava e a cada dia Cristovam ficava mais rico, pois o que fazia era trabalhar. O tempo todo sem parar. Era uma fuga, pois não desejava mais voltar para casa e ouvir os gemidos de dor de sua esposa. Olhá-la se tornara um martírio.
Aos poucos percebera que de nada servira seu desejo, pois agora tinha boa aparência, saúde e dinheiro, tudo que sempre quis para conquistar o amor de Suzane, e sentir-se feliz. Mas ao contrário nunca havia se sentido tão infeliz na vida.
Estava preso a uma mulher não fértil, doente e monstruosa. E a culpa o consumindo dia e noite. Pois sabia que aquilo era um castigo das bruxas a quem o traiu.
Todas as noites a frase da maldita bruxa ecoava em suas lembranças:
__Maldito traidor, cuidado com aquilo que você deseja.
Dizem até hoje que se o poço for encontrado, o espírito da bruxa Delvine que lá habita, realiza o seu desejo em troca de algo de valor.
Mas você sabe o que realmente quer?
Cuidado, seu presente não representa seu futuro.
E nunca confie nas palavras de uma bruxa.
Pois nem sempre ter aquilo que deseja, pode te fazer uma pessoa feliz.
Cuidado com aquilo que você deseja, pois poderá se realizar!
Um conto de Jéssica Morgan
Olhos nos olhos
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Jessica Morgan,
Poema
Olho nos olhos
Daquele que me renegou
Daquele que um dia me fez chorar.
Olho e tento ver luz
Mas afundo-me em plena escuridão.
Reconheço aqueles olhos
De outro alguém.
São tristes
Revoltos
Melancólicos
Rancorosos.
Aquele olhar dói na alma, então,
Quem chora por ele, agora, sou eu.
Num Segundo
Divergem-se
E enfim posso ver luz
Naqueles olhos.
A sombra negra sobre ele desaparece.
Olho novamente
E o fio de esperança se esvai.
Era engano
A luz que vi
Era traços da luz do sol
Refletida
Sobre o espelho.
Por Jéssica Morgan
Reflexo
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Jessica Morgan,
Poema
Olho-me no espelho,
vejo um eu diferente,
quase não me encontro
por detrás daquela pele seca
e sem brilho,
por detrás de todas aquelas
marcas de expressões;
minhas pálpebras
já não se sustentam por si só,
os fios brancos de meus cabelos
deixam-me sem cor, pálida.
Olho novamente
e tento encontrar-me,
mostro os dentes
e vejo que estão amarelados,
meus lábios murchos...
Não sou mais eu,
sou outro alguém,
tento pensar em algo que fiz,
mas só consigo pensar no que não fizera,
tento pensar em quanto tempo ainda tenho,
mas meus pensamentos vão
em direção ao que não fizera
no tempo em que tive.
Fecho os olhos
e os abro novamente,
encaro-me e sorriu,
reconheço aquele olhar,
o mesmo de quando ainda menina,
cheio de vida e sonhos.
Sinto-me bem ao ver
o reflexo no espelho
de alguém que sei quem é.
E ainda esta em mim.
Por: Jéssica Morgan
Se Eu Soubesse
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Poema
que acabaria tão rápido,
teria vivido tudo de uma vez.
Se eu soubesse
que o tempo
nunca mais seria o mesmo,
que as pessoas seriam outras,
que eu seria diferente,
teria aproveitado
o que eu tinha,
naquela hora,
naquele lugar,
naquele tempo.
Se eu soubesse
que sorrir era melhor que chorar,
que amar era melhor que odiar,
que ouvir era melhor que falar,
teria chorado menos por odiar palavras ditas.
Se eu soubesse
que ter amigos era tão bom,
teria feito amizade com meus inimigos.
Se eu soubesse
como era bom amar,
teria amado antes,
amado mais.
Se eu soubesse
que antes de desistir,
era preciso ter tentado,
assim o teria feito.
Se eu soubesse,
que a vida era tão cheia de promessas,
teria as feito serem cumpridas,
antes de partir.
Por: Jéssica Morgan
Querer - Uma composição a quatro mãos
Quando vi o poema "Querer", da Jéssica Morgan, enxerguei um Candelabro.
Não resisti em colocar uma vela acesa sobre ele.
A Jéssica concordou e...
segue, então o resultado!
Querer
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Poema
há o querer,
desistir,
desaparecer,
fugir,
esquecer, morrer.
Na agonia do viver,
há o querer,
amar,
esperar,
vencer,
sorrir,
brilhar.
Na agonia do morrer,
há o querer,
viver,
há o querer sofrer.
Só sofre quem está vivo.
Só vive quem aprende a sofrer.
Só morre quem um dia quis muito viver.
A Constância da vida é a agonia do querer.
Por: Jéssica Morgan
O Jardim da Vida
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Flores
Todas brotam da terra
Espalham-se de forma harmoniosa
São de todas as cores
Formas
Beleza...
Há as cobertas de espinhos
Há as que requerem mais cuidados
Há as que parecem tudo suportar
Há as que não suportam uma brisa
Há as mais especiais
Há as de vida longa
E as de vida curta.
Algumas brotam de formas
inesperadas
E o mesmo acontece com as que murcham
E desaparecem para sempre.
Para que o jardim da vida se
renove
É preciso regar a terra
Esperar o sol nascer
Suportar a tempestade
Remover as pétalas marcadas pelo
tempo
E sobreviver a tudo isso
Carregando em si:
Carregando em si:
O sorriso das margaridas,
O perfume das rosas,
A simplicidade das flores do
campo,
E muitas das vezes é preciso ser como
A flor de lótus
A flor de lótus
Que mesmo emergida de águas obscuras
Mantém sua força e pureza.
Por Jéssica Morgan
A linha que separa a vida da morte
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Poema
A linha que separa a vida da morte
A vida e a morte
O começo e o fim
A luz e a escuridão
Onde começa um e termina o outro?
Onde são encontradas? Pergunto-lhe.
Ao nascer é possível contemplar a luz
Ao morrer a plenitude da escuridão
Ou será ao contrário?
É possível se ver luz na escuridão?
Ou será mais comum está sobre a luz, vivendo na escuridão?
Se a vida é a luz, e a morte a escuridão, quando ambas acontecem?
A vida e a morte
O começo e o fim
A luz e a escuridão
Ao dormir fecho os olhos e aguardo o fim do dia
Entrego-me à profunda escuridão, e morro.
Ao acordar abro os olhos entregando-me à luz
Sabendo que aquele é o começo de um novo dia, e vivo.
Chego à conclusão:
Morro e Nasço todos os dias.
Jessica Morgan
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