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20/07/2015

Largo Agostinho da Silva: lixo, urina, abandono





Um levantamento fotografico realizado hoje, domingo à hora do almoço, do Largo Agostinho da Silva.
Embora as imagens dispensem comentários, não quero deixar de destacar os problemas de higiene urbana que cronicamente se vê neste espaço, assim como a triste degradação e abandono da fonte pombalina (sem água, sem torneiras, cheia de lixo). Todo o largo cheirava a urina e restos de bebidas alcoolicas. Bem sabemos que este é mais um dos locais usado como improvisada instalação sanitária nas noites de fim de semana, e não só. Atenção ainda para o vandalismo a que parece ter sido sujeita uma parte da fonte cujo alçado lateral está negro pela acção de um fogo. Não é de admirar que tenha encontrado este largo vazio, deserto, sem gente.

02/10/2013

Contra os carros na zona histórica, marchar. Todo o meu apoio:


In O Corvo (2.10.2013)
Texto e fotografia: Luís Filipe Sebastião

«MENOS CARROS NOS BAIRROS HISTÓRICOS DE SANTA CATARINA E BICA

Alargamento da zona de acesso condicionado deve entrar em funcionamento ainda este mês, mais de dois anos após decisão do executivo municipal. Só entram veículos autorizados ou de moradores.

Plásticos negros cobrem os sinais de trânsito, mas a antena de “portagem” e a câmara de vigilância deixam antever que a circulação automóvel vai passar em breve a ser condicionada na envolvente dos largos Barão de Quintela e do Calhariz. O ainda vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, adianta que se trata do alargamento da zona condicionada de Santa Catarina/Bica.

A zona de acesso automóvel condicionado de Santa Catarina/Bica foi criada pela Câmara de Lisboa em Maio de 2004. Ano e meio depois do condicionamento do acesso a veículos no Bairro Alto e Alfama, esta zona histórica da cidade passou também a ser controlada, através de pilaretes retrácteis, a veículos estranhos. Daí para cá, a autarquia alargou a medida ao Castelo e Madragoa, bairros históricos da capital onde a entrada de viaturas é reservada para moradores e casos excepcionais, como as cargas e descargas....»

22/12/2010

E assim se destrói património





À custa de uma bem intencionada ideia de abrir uma creche neste palacete do Príncipe Real, confirmam-se as piores suspeitas: já deram cabo dos tectos pintados do andar nobre e forro a madeira de vários dos gabinetes, e provavelmente já se foi também a escadaria.

O palacete é da CML (é o tal que a gestão Carmona queria ter dado a conhecida loja maçónica regular ... será que os maçons destruiriam os tectos? provavelmente, não), o projecto da creche é da Santa Casa da Misericórdia, e foi aprovado por despacho pelo vereador do Urbanismo. Será que alguma vez entrou ali e viu o que ali havia? Como é possível que se destrua património à custa das crianças? Já vi muita desculpa mas creche é a primeira vez.

Tinha feito o aviso ali ao lado. Em vão.


Fotos: Leonor Areal

30/11/2010

Pista de gelo para patinagem no Rossio afinal é feita de plástico


In Público (30/11/2010)
Por Ana Henriques e Carlos Filipe

«Câmara de Lisboa contratou empresa de eventos para animação natalícia no centro da cidade. O seu único patrocinador, a Misericórdia, contribuiu com 70 mil euros

A pista de patinagem instalada no Rossio para animar a época natalícia é, afinal, de plástico, e não de gelo, ao contrário do que foi anunciado pela Câmara de Lisboa.

Uma nota de imprensa da autarquia anunciou que, até 9 de Janeiro, o Rossio vai beneficiar da animação de "uma pista de gelo e de um carrossel francês". No site da câmara também se fala num "ringue de patinagem no gelo". Só que o gelo em causa é, afinal, constituído por um derivado de plástico. "Trata-se de publicidade enganosa", observa o atleta de patinagem no gelo Manuel Magalhães.

"Está lá afixado que se trata de uma pista artificial", contrapõe o promotor que diz ter sido contratado pelo município para promover a animação de Natal no Rossio, Manuel Rocha, da empresa de eventos Premium Act Leading. "Ainda chegámos a falar com um fornecedor de pistas de gelo real. Mas nem havia patrocínios para isso, nem a câmara tinha dinheiro para a pagar". Segundo Manuel Rocha, o único patrocínio conseguido pela PA Leading limitou-se aos jogos da Santa Casa da Misericórdia, razão pela qual o programa inicialmente previsto ficou reduzido ao ringue de gelo artificial, a um carrossel e a um comboio articulado que transporta os automobilistas vindos dos parques de estacionamento em redor. A Misericórdia contribuiu com 70 mil euros para o evento, explica o porta-voz da instituição, Pedro Pinto. Questionado sobre se a Santa Casa sabia que a pista não era de facto de gelo, Pedro Pinto limita-se a responder: "Não patrocinámos pista nenhuma, mas todas as iniciativas de Natal da Baixa". A PA Leading não confirma estas afirmações.

"Chamar pista de gelo àquilo é enganar as pessoas. Não permite de forma nenhuma as mesmas sensações", diz também o responsável por uma empresa do sector, João Pedro Pinto Ribeiro, da Iber Ice. "Numa cidade que já teve pistas de gelo a sério, é defraudar as expectativas das pessoas". Como no ano passado, a empresa está uma vez mais a montar uma pista de gelo real em Óbidos para o Natal.

O promotor recorda como a população de Matosinhos se indignou em 2007 quando sucedeu algo de semelhante: uma iniciativa camarária chamada Põe-te a mexer no gelo era, na realidade, realizada numa pista de fibra. O vereador da CDU Honório Novo acusou a autarquia de estar a vender gato por lebre e apresentou uma queixa na associação de defesa do consumidor Deco.

O PÚBLICO tentou ontem obter esclarecimentos sobre os vários aspectos desta questão junto da porta-voz da Câmara de Lisboa, mas esta nunca respondeu aos contactos efectuados.»

...

Num país do faz-de-conta, uma pista de gelo do faz-de-conta. Qual é a novidade?

27/08/2010

Santa Casa pagou 32 milhões por edifícios que se mantêm vazios 2 anos e meio depois

In Público (27/8/2010)
Por José António Cerejo


«Compra era urgente por razões de segurança. Concurso para obras de remodelação só em 2011. Trabalhos custarão mais 7, 7 milhões. Vendedores ainda têm os prédios à venda no site

A opção "mais adequada" das três existentes
492 milhões de euros

O edifício da Rua das Taipas onde funciona o Departamento de Jogos da Misericórdia de Lisboa tem graves problemas estruturais que determinaram a necessidade da transferência urgente daqueles serviços. A compra das novas instalações, na Av. José Malhoa, foi negociada em 2007 e concretizada em Março de 2008. Até hoje, porém, nada aconteceu na R. das Taipas, nem na José Malhoa. E a mudança só acontecerá, na melhor das hipóteses, no fim do próximo ano.

Na Rua das Taipas, onde os serviços do Totobola e da Lotaria Nacional foram instalados há dezenas de anos, as fissuras nas paredes e os sinais de assentamento das fundações surgiram em meados de 2007. Nessa altura estavam em curso as obras de reforço do túnel do Rossio, que passa a pouco metros do edifício da Misericórdia. Os trabalhos tinham sido retomadas pela empresa Tecnasol em Janeiro, meses depois de o então ministro Mário Lino ter afastado a Teixeira Duarte da empreitada, por alegado incumprimento contratual.

Constatada a ausência de condições de estabilidade do edifício e verificada, através de uma auditoria da British Standards Institution, a sua desadequação às normas internacionais de segurança da informação relativa aos jogos - aplicáveis às entidades que exploram jogos sociais, designadamente o Euromilhões -, a Misericórida decidiu avançar para a instalação do Departamento de Jogos noutro local.

A solução foi encontrada ainda em 2007, tendo a escritura de compra de um bloco de três edifícios, situados na Av. José Malhoa (3 a 9), à sociedade Imoholding, controlada pelo empresário Aprígio Santos (presidente do clube Naval 1.º de Maio, da Figueira da Foz), sido celebrada em Março de 2008. O complexo, que em tempos alojou a seguradora Bonança, dispõe de uma área de 11.800 m2 e de 132 lugares de estacionamento subterrâneo e custou 32 milhões de euros.

De então para cá, as deficientes condições de segurança no prédio das Taipas - que obrigaram à colocação de extensores metálicos para suporte de vigas de betão no seu interior - não sofreram qualquer evolução positiva, mas a mudança para a José Malhoa está longe de se concretizar. No local, aliás, ainda se vê, numa das montras, um enorme cartaz com o logótipo da Imoholding. Esta empresa, que já nada tem a ver com os edifícios, ainda os mantém na primeira página do seu site, como se fossem seus e estivessem para venda. Segundo um dos seus responsáveis, contactado pelo PÚBLICO, trata-se de "um lapso".

De acordo com o assessor de imprensa da Misericórdia, José Pedro Pinto, tem estado em curso, nestes dois anos e meio, a elaboração dos projectos de alteração dos edifícios, por forma a que estes possam acolher o Departamento de Jogos, parte dos Serviços Centrais da Misericórdia e mais de 500 trabalhadores. Paralelamente têm sido efectuados testes e ensaios, prevendo-se o lançamento de um concurso público internacional para a realização das obras em Janeiro de 2011. Os trabalhos, estimados em 7,7 milhões de euros, deverão estar prontos no final desse ano. »

27/05/2010

Reabilitação urbana?

Projecto APROVADO em 27.5.2010










A Misericórdia (que diria D. Leonor desta misericórdia?) abandonou 4 prédios no centro de Lisboa, ao Saldanha: 2 prédios de pequena dimensão na Rua Actor Taborda 2 outros dois, bem mais imponentes e que deviam estar no Inventário Municipal de Património anexo ao PDM, na Avenida Casal Ribeiro, Nº 37 a 55.

Os inquilinos foram saindo um a um e desde há poucos anos todos estão devolutos, com janelas abertas, telhas a começar a desaparecer, etc., the usual stuff.

A dita Misericórdia, travestida de Fundbox-Soc-Imobiliária - de acordo com o painel que cobre parte da fachada - apresentou 2 Informações Prévias, respectivamente Proc. Nº 757/EDI/2006, que foi chumbada, e Proc. 2/URB/2007 (loteamento/emparcelamento), uma autêntica bizarma, de que o telão ainda ali afixado é prova.

Só que já este ano, submeteu à CML um novo pedido de construção nova, Proc. 1334/EDI/2009 formalmente "em apreciação", ou seja não foi aprovado.

É este tipo de reabilitação que se pretende para Lisboa?
Porque não reabilitar os prédios, pelo menos os da Casal Ribeiro?

Pede-se o favor, portanto, de levar este processo a reunião de CML!




Fotos: Gesturbe e AMC

19/10/2008

CEPOS DA CAPITAL: Largo Trindade Coelho

Quem disse que um cepo é inútil?

Pois neste cepo, junto da Igreja de São Roque, já foi visto, várias vezes, uma bica pousada. O robusto e direito cepo serve habitualmente de "mesa de café" de apoio aos clientes do Quiosque S. Roque.

É mais um caso em que, após o abate da árvore morta, a CML tardou a arrancar o cepo e a plantar um novo exemplar como é seu dever.

Agora, com o iminente projecto de remodelação do largo, a propósito da reabertura do Museu de São Roque, este cepo vai finalmente desaparecer. Resta saber se o projecto vai incluir a plantação desta e de mais árvores ou se será mais um daqueles espaços públicos, tão ao gosto dos portugueses, em que abundam as superfícies impermeabilizadas e duras e faltam as árvores de sombra. Até admira não terem ainda proposto um parque de estacionamento subterrâneo.

12/09/2008

Misericórdia de Lisboa. Procura aos serviços de emergência social aumentou 6% só no primeiro semestre

In Sol Online (12/9/2008)

«O número de pessoas a recorrer aos serviços de emergência social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) aumentou seis por cento só no primeiro semestre do ano, de acordo com o provedor da instituição

Em entrevista à agência Lusa, Rui Cunha afirmou que o crescimento da procura não parece ter origem "nos chamados pobres tradicionais", como os sem-abrigo, mas sobretudo na classe média, que está a enfrentar mais dificuldades.

"As pessoas aparecem nas situações mais diversas: ou porque deixaram de ter possibilidade de pagar a renda, ou porque caíram no desemprego, ou porque o agregado familiar se desfez, com consequências complicadas, na maioria das vezes para o elemento feminino", precisou o provedor da SCML, que hoje toma posse para um novo mandato de três anos à frente da instituição. (...)»