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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vale a pena ler


A dificuldade da matemática e Parcerias público-privadas de João Pinto e Castro

O que devem fazer os jornais  de Paulo Querido que vai buscar Alan Mutter. Não concordo totalmente com Mutter: é preciso conciliar quantidade com qualidade e profundidade.
Pois. Nada fácil.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cortar a língua ao mensageiro...

... nunca resolveu problema nenhum. Criou problemas maiores, como aliás diz Fisher Sá Nogueira

A intervenção final do discurso de tomada de posse do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, defendendo a criação de um "órgão com poderes disciplinares efectivos" para os jornalistas assim como o ataque - mais do que criticas - que fez aos media acabam por dar razão a quem critica o funcionamento da Justiça.

Como António Barreto que se pode ler e ouvir aqui e aqui

Posso concordar com parte do diagnóstico que Noronha do Nascimento faz. Por exemplo, quando se refere aos efeitos perniciosos da concorrência num tempo em que o quadro em que se movia o negócio dos media está a mudar sem que ninguém saiba bem em que sentido (veja-se o debate aceso nos Estados Unidos e ainda a reflexão que ali se faz sobre as ameaças aos direitos dos cidaãos e sobre a liberdade da informação.

Não posso concordar com a solução. Nos media, tal como noutros universos da vida portuguesa, não é por falta de entidades reguladoras que não se cumprem as regras e as leis. O sector dos media, bem pelo contrário, está bastante policiado. O problema é mais vasto.

Mas se o problema é a violação da lei, a quem cabe fazer cumprir a lei? A resposta a esta pergunta que acaba por nos levar a concluir que o ataque aos media de Noronha do Nascimento acaba por ser um ataque à Justiça.

Declaração de interesses: Sou jornalista. Como jornalista, profissionalmente obrigada e treinada para o distanciamento na descrição e análise dos factos, fiz aqui também esse esforço e com cuidados redobrados.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ladrões de notícias ou trabalho (dos outros)

Um trabalho da Atributor que encontrei via FT revela que 75.195 sites usaram pelo menos um artigo de jornais norte-americanos sem autorização de 15 de Outubro a 15 de Novembro, realizando receitas com isso - e, obviamente, sem os respectivos custos.

No sector dos media terá de se fazer alguma coisa. As receitas não podem ser públicas e os custos privados, isto é, das companhias que produzem as notícias.

O Google e o Yahoo estão no top dos viabilizadores deste negócio de proveitos sem custos. Os blogues representam apenas 10%.

Revela o FT que o estudo enquadra-se no encontro da "Federal Trade Commission" subordinada ao tema "Como pode o jornalismo sobreviver à era da internet".

A conferência pode ser seguida no Twitter

Não é apenas a sobrevivência do negócio que está em causa. Com o negócio está em causa o jornalismo com toda a sua técnica que garante o rigor e distanciamento contra a má-língua e a propaganda, como registei aqui citando Robert W. McChesney e John Nichols do Washington Post.

Por aqui obviamente que ninguém está preocupado com isso. Uns protagonistas políticos estão contentes com a propaganda, outros com a má-língua.

domingo, 25 de outubro de 2009

Vale a pena ler...

a entrevista de José Manuel Fernandes ao Expresso. Na sua última semana como director do Público.

Ao longo de toda a entrevista mostra bem que nunca deixou de ser jornalista.

Sobre os tempos que temos enfrentado destaco:

José Sócrates tem um lado totalitário na relação com os media?
O termo é demasiado forte e próprio de um regime que não é o nosso. Tolera mal as críticas e vive mal com elas.

sábado, 24 de outubro de 2009

O excelente trabalho no Negócios

Desculpem-me por ser parte interessada... Mas é preciso reconhecer que o Negócios tem um excelente dossier online sobre o novo Governo.

Claro que reforça as preocupações com o futuro dos media como negócio. Hoje, no sector, "há notícias grátis". A economia do preço zero ou é a nova economia imposta pela internet ou é apenas uma fase de transição - muito difícil como vemos nos media de todo o mundo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ongoing, PT, BES... negócios II

" Banco Espírito Santo aplicou perto de 200 milhões de euros na Ongoing"

Os investimentos foram realizados nos fundos de 'private equity' e 'market capital' da Ongoing, revela ainda o Público num trabalho de investigação assinado por Cristina Ferreira e Ana Brito.

Veio-me à memória a entrevista ao director do Expresso Henrique Monteiro no Jornal de Negócios onde se refere a proprietários "ocultos" no sector dos media.

E a lei estabelece que a propriedade os órgãos de comunicação social deve ser transparente.

Depois da notícia de ontem no Publico que se seguiu a uma notícia do Negócios sobre o envolvimento da PT no financiamento da Ongoing, temos hoje o BES.

É preciso explicações como defende João Pinto e Castro . Mas é também preciso ver se as leis estão a ser cumpridas - e estas consagram o princípio da transparência na propriedade dos órgãos de comunicação social.

Empresas em que o Estado está presente - neste caso a PT - não podem dar o exemplo de violação de leis que têm como principal objectivo defender um dos pilares da democracia, a liberdade de imprensa.

Ongoing, PT, BES... negócios

Vale a pena ler

CGD pede explicações sobre investimento dos fundos de pensões e saúde da PT na Ongoing

Tenho-me lembrado - até pode ser um mito - de se afirmar que António Champalimaud comprou o banco com dinheiro... do próprio banco.

Caso TVI - O crime compensa

A ERC considera ilegal a decisão de acabar com o Jornal Nacional de sexta da TVI, que ocorreu a 3 de Setembro em pré-campanha eleitoral para as legislativas, como se pode ler aqui e aqui e aqui a deliberação.

Quais as consequências?
» Processo de contra-ordenação ou seja uma multa
» O facto terá ponderação negativa quando a licença de emissão da TVI voltar a ser avaliada.

Alguém espera que a contra-ordenação, a ser aplicada, seja tão grave que provoque um forte abalo na situação financeira da TVI? Obviamente que não.

Alguém espera que na avaliação ao cumprimento do contrato de concessão esta ingerência da gestão em matérias editoriais retire à Media Capital a concessão? Claro que não.

A violação de regras fundamentais que têm como objectivo proteger a liberdade de imprensa não têm qualquer sanção.

O que aconteceu na TVI mostrou como há crime sem castigo na violação da liberdade de imprensa em Portugal.

Os partidos que defendem a liberdade de imprensa, a começar pelo PS, têm a obrigação de alterar a lei. Para que se consagrem sanções bem mais elevadas que desincentivem actos como os que ocorreram na TVI.

Dizer que se defende a liberdade não chega. É preciso defender a liberdade de imprensa especialmente quando se considera que os media nos estão a prejudicar politicamente. E é preciso demonstrá-lo.

E o PS tem a oportunidade de o fazer mudando a lei. Com toda a certeza que terá mais do que um partido do seu lado no Parlamento.

É com estes pequenos passos que se iniciam as restrições à liberdade.