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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Nicolás Guillén (1902-1989)



Cana


O negro

junto ao canavial.

O ianqui

sobre o canavial.

A terra

sob o canavial.

Sangue

nos vai! 

(Nicolás Guillén) 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Descubra as diferenças


Não resisti a adaptar, traduzir para português de Portugal e escolher melhores fotografias, para fazer a minha “versão” de uma farpa política que me chegou via correio electrónico.
Seria ocioso estar, nesta altura do campeonato, a esclarecer quaisquer preferências ou simpatias. Quero apenas, lembrando um velho jornal, que “descubra as diferenças” nesta imagem da realidade actual.
Ele, o Eduardo, um jovem norte-americano, divulgou um crime continuado, cometido pelas secretas dos EUA, que andam pela surra a espionar o que dizemos, escrevemos, gostamos ou partilhamos em blogues, facebook, etc. Os senhores da CIA (e derivados) nem se deram ao incómodo de negar que o fazem. Limitaram-se a mostrar a sua cega e ameaçadora irritação.
          Resultado: o Eduardo está fugido dos EUA, teme pela vida... e, pelo menos nos próximos tempos, só poderá voltar a casa... provavelmente, dentro de um caixão.
Ela, a Yoani Sanchez, blogueira cubana, é paga directamente pela máfia cubana de Miami (e não só) para escrever o que escreve no blogue... e para correr mundo, dando entrevistas e conferências em que trata de denegrir o Governo de Cuba, o mais das vezes recorrendo a mentiras tão descabeladas, que podem ser desmontadas em poucos minutos.
          Resultado: vive em Cuba, onde gere o seu blogue... e de onde sai para as suas “vistosas missões”... regressando, incólume, a casa.
A realidade é tramada!!!

terça-feira, 27 de março de 2012

Bento XVI – Apenas insolente... ou senil?


Já passaram mais de 50 anos sobre um crime hediondo cometido contra o povo cubano. Foi planeado e levado a cabo pela CIA e pelo Vaticano, com o empenhamento pessoal dos padres católicos a operar em Cuba, nessa época maioritariamente de origem espanhola e franquistas. O crime ficou conhecido como “Operação Peter Pan.
A partir de um boato, apoiado num “documento” forjado, segundo o qual o governo revolucionário se prepararia para aprovar uma lei que tiraria aos pais a tutela sobre os seus filhos menores de idade, conseguiram, com o infeliz apoio de milhares de familiares, sequestrar quase quinze mil crianças, que foram enviadas (principalmente) para os EUA.
Em teoria, esse “exílio” duraria apenas até à vitória da invasão da Baía dos Porcos e a planeada liquidação da Revolução... só que, como sabemos, essa “vitória” da contra-revolução transformou-se numa humilhante derrota, tanto para os anti-revolucionários cubanos, como para o próprio governo de Kennedy. Na sequência dessa humilhação, os EUA fecharam o espaço aéreo entre os EUA e Cuba, o que resultou no “extravio” definitivo desses milhares de crianças cubanas.
Apenas algumas foram recuperadas pelas famílias, regressando a Cuba. Quase todos os outros ficaram à mercê da fome, maus tratos, trabalho escravo, gangs, droga, mortes violentas.
Lembrei-me desta negra página da História ao ler sobre as declarações do senhor Ratzinger, chefe de estado do Vaticano e da Igreja Católica Romana que, antes de rumar a Cuba, um dos destinos desta sua visita à América Latina, teve o desplante (e pouca inteligência!) de afirmar que os cubanos deviam abandonar o marxismo... porque está ultrapassado e por mais isto e aquilo e porque torna e porque deixa...
Atendendo a que, presentemente, as relações da Igreja Católica com Cuba atravessam um bom clima... este tipo de “deslize” é mais estúpido do que os pés que arrastam “sua santidade”.
Ainda no México, o outro destino da viagem, o Papa reuniu-se com vítimas do narco-tráfico e «pediu protecção para as crianças».
Fez muito bem... e fez-me também recordar uma certeira frase de Fidel, há tempos divulgada num cartaz:
“Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana!”
Por fina ironia do destino, é exactamente o marxismo, a tal ideologia que o Papa que ver erradicada de Cuba, que, contra ventos e marés, com acertos e erros, vitórias e desaires... tem, de uma forma exemplar, protegido as crianças cubanas do destino de milhares de outras em todo o mundo, como as do México: a violência, a morte nas ruas, o abandono, a fome, a falta de cuidados de saúde, de educação...
Tenha vergonha na cara, senhor Ratzinger!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sara González (1949-2012) – Sem lágrimas...


A mais recente visita ao blog do Sílvio Rodriguez trouxe uma má notícia sobre a minha companheira de cantigas, a cubana Sara González.
Viveu um pouco mais de sessenta anos. Quase todos cantando a Revolução. Grandes e históricos anos, em que o seu país passou (e passa) por tudo aquilo que pode desafiar e demonstrar a fibra de um povo... contra ventos e marés.
Com Sílvio Rodriguez e Pablo Milanés (entre um bom punhado mais de companheiros) fundou, em finais dos anos sessenta do Século XX, o movimento da Nova Trova Cubana, um movimento que reivindicou e conquistou para a canção, um lugar de destaque na Revolução e na História da música.
Só a vi e ouvi, ao vivo, numa ocasião... mas foi uma grande ocasião! Sara González foi uma das “estrelas” que ajudaram a tornar a primeira Festa do Avante num momento luminoso. O brilho dessas horas fantásticas, vividas na FIL em 1976, definiram e moldaram os 35 anos de Festa que se seguiram, mais os muitos que se seguirão.
Sara Gonzáles, ao contrário de muitos, manteve-se fiel à sua História... por toda a vida.
Como diria Brecht, foi um dos tais seres humanos imprescindíveis!
Son de Cuba y Puerto Rico” – Sara González
(Pablo Milanés)


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Não podemos...


Não podemos apertar o cinto e baixar as calças ao mesmo tempo!
Não faço ideia de onde é que o Sílvio Rodriguez (sim, o das cantigas) foi desencantar esta fotografia de um cartaz que alguém empunhou algures... mas a mensagem não podia ser mais certeira e actual.
Já que surripiei a imagem ao Sílvio, um dos grandes da Nova Trova de Cuba, fica-me bem dizer que a encontrei aqui, no seu blog, “Segunda cita”.
É um blog pessoal, que retrata bem a popularidade de que goza o cantautor cubano, quanto mais não seja, pelo volume de comentários que cada um dos seus textos suscita, quase sempre na ordem das centenas.
É um blog que, tal como o seu autor, está com a Revolução, tendo deixado bem claro que ali não se dá guarida a propaganda contra essa mesma Revolução.
Isso não impede que, muitas vezes, tanto nos próprios textos escritos ou selecionados pelo dono do blog, como nos comentários que ali chegam de toda a América Latina, Espanha, etc., se encontrem opiniões que dão lugar a debates em que se questiona este ou aquele aspecto da política, sobretudo da prática política, levada a cabo em Cuba, seja no campo cultural, seja onde for.
O que quer dizer, para quem quiser ver, que para ter, em Cuba, livremente, um blog que coloque dúvidas, questione políticas concretas, apresente soluções alternativas, dê ideias... não é preciso ser-se financiado pela CIA, ou pelos narcotraficantes cubanos de Miami, como a famosa bloguer e feroz anti-revolucionária Yoani Sanchez.
Adenda: Não vale a pena vir comentar que eu estou do lado de tudo o que venha de Cuba, de Fidel e companhia. É uma perda de tempo e não é verdade. Não “simpatizo” com algumas das realidades da vida cubana... independentemente da discussão sobre a quem cabe a responsabilidade da sua existência.
Só que os reparos que eu possa ter, não me impedem (para utilizar a imagem usada pelo embaixador de Cuba em Portugal, quando lhe perguntaram se há indignados em Cuba) de também pertencer aos “indignados” cubanos, que são aos milhões. Como eles, estou indignado com décadas de criminoso bloqueio dos EUA, indignado com as tremendas dificuldades e privações de toda a ordem impostas àquele povo magnífico, indignado com a prisão injusta dos “Cinco de Cuba”, indignado com a insultuosa presença do crime continuado na base de Guantánamo...
Como não ficar indignado?

domingo, 20 de novembro de 2011

Sílvio Rodriguez – Canción del elegido


La ultima vez lo vi irse
entre el humo y metralla
contento y desnudo:
iba matando canallas
con su cañón de futuro.”
(Sílvio Rodriguez – letra completa aqui)

Descobri a música cubana (que verdadeiramente me interessa) apenas depois de Abril. Curiosamente, primeiro, pela voz da muito jovem castelhana exilada em Paris, Elisa Serna, descoberta, produzida e acarinhada por vários dos seus amigos e companheiros da canção de intervenção de Espanha, como Paco Ibañes. Uma das faixas do seu disco de 1972, “Quejido” editado pela lendária editora “Le Chant du monde” era a canção de Pablo Milanés, “Pobre del cantor”... em que fiquei “viciado”.
Depois, exactamente com Pablo e Sívio Rodriguez, foi a descoberta do mundo da “Nova Trova”, com que mantenho um namoro até hoje.
Sílvio Rodriguez gravou em 1978 um grande disco. Chama-se “Al final de este viaje”. Sem orquestrações, sem enfeites, sem contemplações. Apenas voz e guitarra. Fazem parte desse belíssimo trabalho canções como “Ojalá”, uma pérola chamada “Oleo de mujer con sombrero”, “La era está pariendo un corazón” (uma das várias canções que durante a sua carreira foi dedicando ao “Che”)... e esta coisa tremenda que é a nossa cantiga de hoje, “Canción del elegido”.
Esta canção não tem “explicações” nem “manual”. Ouve-se até ao fim, de um fôlego, e fica-se sem grande coisa a dizer... a não ser que é pena ter acabado.
Bom domingo!
Canción del elegido” – Sílvio Rodriguez
(Sílvio Rodriguez)



sábado, 17 de setembro de 2011

Cuba – Contra ventos e marés...


Primeiro, li a notícia no blog “Cravo de Abril”. Logo a seguir, quanto mais não fosse para não dar a notícia “como adquirida” e cair sob a ira de um dos meus mais recentes comentadores, parti por esse mundo virtual em busca de confirmação. Lá estava! Em muitos e muitos órgãos de informação (curiosamente, até à hora em que escrevo, nenhum português) dá-se conta do relatório da UNICEF em que se afirma, preto no branco, que Cuba reduziu para ZERO o número de crianças mal alimentadas. É um caso único em toda aquela região do globo.
Como já comentei quando li pela primeira vez a notícia, se esta revelação não resolve os muitos e variados problemas com que Cuba e o seu povo se debatem, é um belo rombo na retórica contra Cuba. Tal como são os números da saúde. Tal como são os números da Educação... mais uma boa mão cheia de conquistas e características distintivas daquele povo admirável. Isto apesar das tremendas dificuldades provocadas pelo criminoso bloqueio dos EUA, apesar da (quanto mim, inevitável) tensão política de uma Revolução em permanente estado de guerra - guerra em que é a vítima – o que acaba fatalmente por ter consequências ao nível de tudo...
Como disse, esta notícia não resolve todos os problemas de Cuba... mas, mesmo assim, não resisto a “adaptar” uma famosa frase de um ainda mais famoso e idoso cidadão cubano (cujo nome começa em Fidel e acaba em Castro):
Hoje, dia 17 de Setembro de 2011, mais de 140 milhões de crianças, espalhadas um pouco por todo o mundo, irão deitar-se com fome.
Nenhuma delas é cubana!”

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Médicos cubanos – Ainda se ao menos fossem “competentes”...




Não há volta a dar-lhe! Por mais que a medicina cubana e os seus profissionais sejam elogiados internacionalmente, por mais que os números relativos aos cuidados de saúde pública em Cuba façam corar (fariam, se houvesse vergonha) países do “primeiro mundo”... tudo isto independentemente do que se pense sobre o regime político daquela grande ilha das Caraíbas, já que não é esse o assunto deste post, a verdade é que os médicos e médicas cubanas são olhados com desconfiança em muitos lugares... quem sabe, com medo que entre um curativo, uma pequena cirurgia, ou uma simples consulta, eles assumam o papel de espiões, ou de “evangelistas” da Revolução. Portugal não é exceção.
Independentemente das reais intensões com que o disse, o senhor doutor bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, lá foi dizendo que, “sem desprimor e sem xenofobia” (claro, claro!), era natural que certos extratos da população portuguesa estivessem “satisfeitos” com os médicos cubanos... já que antes não tinham médico nenhum, isto apesar, acrescentou, de esses clínicos não terem as «competências adequadas» para exercer a função.
E lá fiquei eu, numa das minhas divagações costumeiras, a imaginar e a tentar enumerar as «competências» que os amigos e amigas cubanas não têm... e de facto, se pensarmos nisso, existem várias:
- Não têm a “competência” de passar atestados médicos para 25 polícias, todos no mesmo dia, meterem baixa de saúde fraudulenta.
- Não têm a “competência” de passar as férias em estâncias balneares de luxo, no estrangeiro, a pretexto de passarem meia dúzia de horas dessas férias a ouvir os senhores que lhes pagam as estadias, fazerem propaganda a mais uns novos medicamentos que eles devem passar a receitar... tendo ainda a suprema lata de chamar a isso “congressos”.
- Não têm a “competência” de montar clínicas vistosas, com consultas a custarem 100 euros (ou muito mais), mas que ao primeiro exame dispendioso que for necessário, mandam o doente ir ter à consulta que também têm num qualquer hospital público, onde farão o exame gratuitamente, ou quase... para depois continuarem o “tratamento” (e os pagamentos, obviamente!) na clínica privada.
- Não têm “competência” para, nas consultas do Serviço Nacional de Saúde, “cheirarem” os doentes que têm disponibilidade financeira para contornar as esperas e demais incómodos do serviço público, passando, a seu conselho, para a clínica privada onde têm o seu biscate paralelo.
Poderia continuar, mas estes poucos exemplos já dão para ver o quanto estes médicos e médicas cubanas são “incompetentes”. Tão “incompetentes” como as centenas e centenas de médicas e médicos, enfermeiras e enfermeiros portugueses que, no SNS, fazem o seu trabalho com amor, competência e honestidade. Todos longe, muito longe do milionário universo em que se movem os barões da medicina... e da Ordem.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

“Público” – Pronto, pá! Não se pode reparar em tudo...


Cada vez mais, é verdadeiramente confrangedor o nível de alguns dos trabalhos, chamemos-lhes assim, jornalísticos, do “Público”. Provavelmente como forma de homenagear o campeão da venda a retalho e dono do jornal, Belmiro de Azevedo, alguns funcionários daquele diário fazem jornalismo como se fossem, também eles, “merceeiros”.
Num trabalho sobre a recente visita a Cuba do ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, e na descrição das andanças, encontros e declarações deste, prenderam-me a atenção três pormenores de incompetência... ou má fé:
1. Conseguiram não reparar nesta declaração em que Jimmy Carter diz ser fundamental retirar Cuba da lista de “países fomentadores do terrorismo”, lista inventada pelos EUA... por essa acusação «não ter qualquer fundamento».
2. Dizem que uma das várias personalidades da oposição cubana com quem Carter conversou foi «o bloguer Yoani Sanchez», parecendo não saber, aqui muito provavelmente por ignorância em estado puro do escriba, que Yoani Sanchez é uma mulher, autora do blogue inimigo da Revolução Cubana mais conhecido na blogosfera... sendo ela própria quase tão famosa quanto a Coca-Cola com Rum, limão e gelo. Perder esta oportunidade de fazer propaganda contra Cuba e, na passada, a promoção da Yoani Sanchez... nem parece do “Público”!
3. Dizem que Raul Castro foi inamovível na decisão de manter preso o tal conselheiro americano condenado em Cuba por trabalhar num “projeto sensível”... mas não lhes ocorreu falar da inamovibilidade do regime de Obama, que se recusa terminantemente a comentar, sequer, a situação dos “Cinco de Cuba”, injustamente presos nos EUA, condenados a penas absurdas, nalguns casos, de mais do que uma pena de prisão perpétua... para uma só pessoa. Presos, precisamente por lutarem contra o terrorismo planeado e executado a partir dos EUA.


Adenda: "Reagindo" ao comentário do "Salvoconduto", sobre o bloqueio contra Cuba nem falei... pois neste momento, nas Nações Unidas, já apenas três países não votam contra esse crime contra o povo cubano, cometido ininterruptamente nos últimos cinquenta anos: os próprios EUA, claro, Israel, obviamente... e as "ilhas das não sei quantas"... coitados!
Desde os tempos em que prometia via a ser um jornal de referência, longa ladeira tem descido este lamentável jornal “Público”!