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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Descrição das Barracas de Peniche.





Com base numa mensagem anterior sobre as barracas de Peniche, uma breve descrição destas habitações que foram elevadas em Peniche de Cima, num terreno baldio onde por vezes chegava a maré.

As barracas serviam de residência ou depósito de peixe, assente em alvenaria ou cimento, sendo estas compreendidas por três tipos:

- Em 1910 foram construídas duas barracas em cima de rodas de peças de artilharia, que foram compradas à fortaleza, para o caso de a maré chegar muito perto estas barracas poderem ser movidas pela força dos homens. Estas barracas ainda existiam em 1931;

- Como não podiam fazer as barracas sem licenciamento foram feitas algumas barracas em cima de embarcações - 1910;

- Barracas assentes em estacas, a cerca de 1 metro do chão para evitar que as águas das chuvas apodrecessem o chão. A entrada era realizada por uma tábua com ripas transversais para não se escorregar. No ano de 1934 ainda existiam algumas barracas.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Quando o peixe era muito...

(Casa Grandela Foz do Arelho - Ano 1914)
 
No ano de 1973 a Lagoa de Óbidos era conhecida pelas grandes quantidades que pescado que alimentava muitas localidades da região. A lagoa era conhecida por ter uma fonte inesgotável de enguias. Fornecia robalos, linguados, solhas e algum camarão. Hoje a situação é calamitosa, tudo desapareceu e são muito poucas ou nenhumas as espécies que ainda por alí andam. O único sustento ainda existente parte do berbigão, ameijoa e algum choco. Embora seja uma área semiprotegida tendo legislação própria deveria ser feito muito mais, restringir completamente a pesca e repovoar seriam boas ideias.
 


quarta-feira, 26 de março de 2014

Peniche e França.

 
Peniche pertenceu a dois franceses. No ano de 1167, o rei D. Afonso Henriques oferece a dois cruzados franceses o foral da Atouguia. Entre muitas regalias uma delas era a entrega de parte do peixe capturado nas nossas águas.
 
Possivelmente alguns habitantes desta região serão descendentes de franceses.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Peixe nunca visto.

 
Em 22 de Abril de 1575 peniche ficou marcada na história. Um estranho peixe morto deu nesta costa tendo alarmado toda a população e mesmo o mundo pois a notícia passou por muitos locais longiquos.
 
"A 22 de Abril de 1575 lançou à praia de Peniche um peixe morto, de forma nunca vista: tinha 40 covados de cumprido; o couro pelo lombo era preto, e pela barriga branco, e nella tinha a boca; de altura tinha 15 palmos, a cabeça levantava 4 covados em alto; os olhos com um de roda, e cada orelha de oito: tinha 16 dentes de cada banda, cada um de meio covado em redondo; de um dente a outro um palmo de distância. Nem antes nem depois houve notícia de que se visse no mar outro peixe semelhante"
 
Que peixe seria este? Quatro covados corresponde a 1,8 metros, logo o dito peixe teria cerca de 18 metros de comprimento, para não falar do resto do peixe...


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pesca em Peniche no ano de 1969

 
(Lota antiga - Lagostas)
 
No ano de 1969 havia em atividade no porto de Peniche 380 embarcações de pesca. Destas, 14 possuiam entre as 51 e as 100 toneladas de arqueação, 50 possuiam motores com potências entre os 201 e os 500 cavalos.
 
Relativamente aos pescadores, o porto de Peniche registava um total de 4771 pescadores inscritos, dos quais 2843 faziam-se ao mar regularmente.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Naufrágio na Figueira da Foz.

(Rasca)
 
Em 1859 dois naufrágios ocorrem na barra da Figueira da Foz. Desta vez o infortúnio calhou à rasca "Gloria" que iniciava viagem para a cidade do Porto com carga de aguardente e ao cahique "Isabel" que levava sal para o porto de Peniche. Nos dois casos todos os tripulantes foram salvos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pesca lúdica - Douradas.


O Porto de Peniche atualmente é uma maternidade. Não é preciso muito tempo para quem observa a água, encontrar douradas, carapaus, safias, salemas, robalos, etc., todos eles de pequeno tamanho. A abundância de peixe que cai das embarcações quando em descarga proporciona uma fonte elevada de alimentação e juntando a proibição de pescar no interior do porto veio proporcionar o crescimento destes juvenis e assim ajudar a proliferar as espécies nas imediações.
 

Mas nem todos os pescadores lúdicos têm a dignidade de deixar crescer para reproduzir e assim apanhar mais e maior. Não é muito difícil ver de vez em quando uns "anormais" a pescar para o interior do porto. O que apanham? Todos os peixes que estão acima referidos e na sua quase totalidade sem tamanho. Muitos deles excedem pouco dos 10 centímetros, tal como estas douradas com tamanho médio de 15 centímetros. A dourada tem que ter pelo menos 19 centímetros de comprimento e o robalo 36. Estes tamanhos mínimos são definidos pelos biólogos, pois apenas com estes tamanhos o peixe se reproduz. É fácil fazer contas, se eles não chegam a este tamanho não se reproduzem, logo o peixe desaparece.
 
 
Mas a Polícia Marítima tem intervindo nesta questão, já tendo aplicado coimas a alguns "inergumeros" que nunca são abaixo dos 250 euros.