Neste blog, mais imagens do que palavras...
A fotografia é uma paixão que não requer ser cultivada, tão somente alimentada, pelo que uma imagem vale mais do que mil palavras!

In this blog, more pictures than words ...
The photography is a passion that does not require to be cultivated, nourished solely by that one picture is worth a thousand words!

SOMOS VISTOS E PROCURADOS NO MUNDO INTEIRO - ESTES OS PAÍSES QUE VISITAM O BLOG!

Flag Counter
Mostrar mensagens com a etiqueta Drave. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Drave. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Nas proximidades de Drave, a aldeia perdida no tempo, uns escritos surpreendentes...





Partilhar o sol todos os dias estes dias serão mil anos nas contas da tua vida e ao olhar o vale profundo, o céu agora é lá no fundo. Caminhando rumo à glória deixando Drave na história. Não te preocupes com o destino, preocupa-te com o caminho de BP vem o apelo a navegar maravilhas fez em mim, minha alma canta degozo, pois na minha pequenez se detiveram seus olhos caminhos do triunfo, a felicidade.


















         

Partimos com vontade de um dia aqui voltar. ser caminheiro nos rumos do homem novo. Amar é a partida, o sonho sem chegada. Quem não serve para servir, não serve para viver. Drave, a aldeia do quase nada que tem quase tudo.

Corre, salta, dança, voa vem dançar sobre o luar, ama agradece num sorriso quem te olha a chorar. Tu tens que dar um pouco mais do que tens. O que levas na mochila tu, agora que chegaste ao fim do teu caminhar? Vive, partilha e avança. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. O caminheirismo é a fraternidade do ar livre e do serviço. Estranho mundo dos sorrisos. O caminho é individual mas nunca solitário. ser caminheiro é estar preparado para o pior. Esperar o melhor e aceitar o que vier, Drave é o nosso pedacinho de céu.
A felicidade só é real quando partilhada. Levo a mochila cheia. Tenho tudo para dar, levo a luz do teu olhar...
Uns passos acima da aldeia desabitada de Drave, uma caixa em madeira com um molde estranho (sem saber em concreto qual a sua finalidade) e uns escritos que transcrevo para facilitar a tradução a quem o pretenda. Desconheço a autoria, provavelmente caminheiros ou relacionado com os escuteiros que nos meses de verão fazem por preservar algumas das habitações e vegetação envolvente à aldeia. Mais informações relativo à aldeia mágica, cliquem aqui.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Por instantes, regressou vida a Drave, a "aldeia mágica" sem habitantes, no dia 15 de agosto

Já por aqui falei nesta aldeia mágica (ver aqui) que nos atrai os sentidos e está desabitada. Mas (sim há sempre um mas) desta feita fui ao encontro deste recôndito lugar nas entranhas das serras da Freita, Arada e S. Macário, para estar presente na sua festa em Honra de Nossa Senhora da Saúde, é que apesar de desabitada, existem antigos habitantes, familiares e amigos, que fazem por manter viva esta tradição de no dia 15 de agosto se reunirem num encontro de gerações e emoções, sendo celebrada uma missa e uma pequena procissão que, pelo percurso de pedras, vai ao outro lado da aldeia ao pequeno cruzeiro e regressa à capela. 

É bem verdade que Drave cada vez mais ao longo do ano é procurada por curiosos, novos visitantes e outros que regressam. Como já referi anteriormente, o único acesso a esta aldeia é a pé e isso, não foi impeditivo de por mais um ano se reunir uma pequena multidão, segundo se ouvia, "mais gente este ano em relação ao ano passado", pelo que se sabe haviam sido cerca de 200 e este ano 300 +/-.
No local e nesta época de verão, estão acampados alguns grupos de escuteiros que vão realizando alguns trabalhos de recuperação e limpezas. Também eles fazem questão de marcar presença nas cerimónias.
Ao som de dois altifalantes ligados a uma bateria, é celebrada a Eucaristia. Recorde-se que em Drave não existe água canalizada, eletrecidade e apenas muito escassa rede móvel da Meo. 


Na procissão vão dois andores, um com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e outro com a imagem de Nossa senhora da Saúde - Padroeira da aldeia, delicadamente adornada com ouro dos antigos habitantes.
Oportunidade também, para neste dia se poder visitar a capela, uma interessante relíquia fechada durante todo o ano. 
As imagens valem mais que mil palavras, pelo que não deixem de ver o vídeo, um momento que perpétua uma parte daquilo que os nosso olhos vêm. Cliquem duas vezes abaixo para ver.

Mais uma vez, valeu a pena levantar bem cedo, fazer mais de uma centena de quilómetros, deixar o carro longe e fazer o percurso a pé. Valeu também pelo mergulho nas águas cor esmeralda de Drave, pelo pique-nique. O que custou mais foi o regresso e aqui alerto para que quem visite Drave nesta altura do ano, que tenha muito cuidado com as temperaturas elevadas, em redor da aldeia existem muitas sombras, mas atenção ao regresso às viaturas e à distância que têm de percorrer. Levem muita água e evitem as horas de maior calor.

sábado, 28 de abril de 2018

Drave a "aldeia mágica" desabitada, um local encantado que a todos desperta curiosidade...

Um lugar que nos faz sentir que estamos no lugar certo no momento certo, que a realização vem do balanço entre o dar e receber…
Situa-se no fundo de um encontro de vales entre as serras da Freita, de S. Macário e da Arada, a cerca de 600 metros de altitude.


Não é acessível de carro, o mais próximo que se chega por este meio é por um estradão de terra e muitas, muitas pedras com inclinação muito acentuada (algo arriscado ir até ao limite, mas é possível), sendo o restante (cerca de 700 metros) feito a pé por um caminho de pedra como a imagem acima demonstra. Não existe telefone, rede móvel (fraca da MEO), eletrecidade, água canalizada nem lojas, logo o dinheiro aqui de nada vale! A aldeia mais próxima é Regoufe a cerca de 4 quilómetros outra opção de acesso a pé de onde existe um caminho pelas encostas da serra até Drave e que é opção de muitas pessoas que visitam a aldeia.
Ao que se percebe, existem duas partes, uma que a imagem acima nos mostra e que seria onde viviam os habitantes e outra na imagem abaixo que presumo fosse para as alfaias  agrícolas e animais, podendo também lá ter eventualmente morado alguém.
A família Martins, Francisco e Maria, parece ter sido a que deu mais força à aldeia tendo chegado ao local e construído o seu solar no século XVIII. Os Martins persistiram até ao limite da existência de moradores e que ocorreu em 2000, na pessoa de Joaquim Martins. Existe na fachada do Solar uma lápide com a seguinte inscrição:
"Neste Solar dos Martins da Drave reuniram cerca de 600 dos seus parentes em 12-9-1946. A convite do Pe. João Nepomuceno Martins, Pároco de Carvalhais".
Manuel Martins da Costa é quem manda edificar a capela  de Nossa Senhora da Saúde em 1851. Para memória futura, estão também aqui duas lápides com inscrições. Por cima da porta principal "Nesta Capela do Solar dos Martins da Drave houve missa solene em 12-9-1946 pelos Martins vivos e defuntos. Foi celebrante o Pe. João Nepomuceno Martins, Pároco de Carvalhais. Assistindo cerca de 600 parentes".
Na lateral: "Por iniciativa de José F. Martins e esposa Maria N. Martins C. moradores em S. Pedro do Sul chegou o telefone a Drave a 15 de novembro e a energia solar a a 30 de dezembro de 1993. Homenagem a todos quantos tornaram possível este projecto. 17-03-1994". (Funcionou até ao ano 2000)


As casas são de xisto com telhados em lousa, salvo a capela que é caiada. Contudo, muitas já se encontram em ruínas o que é uma pena. Ao que se sabe, em certas alturas do ano, deslocam-se ao local escuteiros de Mafamude, Gaia e que vão realizando alguns trabalhos de conservação, mas ainda muito pouco, comparado com as necessidades.






Calcorreando os caminhos da aldeia, espreitando aqui e ali, tirando uma foto mais além, é certo que até podemos parar e pensar; afinal o que leva esta gente toda a vir aqui? Bom, de certa forma a curiosidade e é bem certo que uns somos mais que outros. A aldeia, convenhamos é fotogénica transmitindo esse aspeto mágico com que é reconhecida. 



Aliado a tudo que já foi descrito, temos recantos que são verdadeiros encantos, aqui a mãe natureza caprichou com alguma mão do homem à mistura. Pequenas cascatas e uma água transparente em tons esmeralda nos poços mais fundos, um verdadeiro oásis onde não faltam sombras e espaços para "piquenicar" e descansar sobre uma manta.  


Fui à descoberta de Drave no dia da Liberdade, 25 de abril de 2018. Foram muitas as pessoas que neste dia se deslocaram à aventura e a banhos, à descoberta ou simplesmente a repetir a façanha e que será também meu intento, sem qualquer sombra de dúvida. Também outras aldeias próximas mereceram a minha atenção, o meu olhar e em breve aqui chegarão, outras haverá que ficaram na lista para visitar futuramente. Até breve Drave!