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quarta-feira, 2 de abril de 2008

A linguagem do Caos

Como todos já devem ter reparado, os fractais (do latim “fractus” que significa “quebrado”, irregular) exercem em mim um imenso fascínio: pelo que eles representam e pela sua omnipresença universal. Apreciá-los é um dos grandes prazeres que tenho na vida e, por isso, quero partilhar.

Desde os primórdios, a curiosidade e a inteligência humanas levaram-nos a procurar padrões naquilo que era aparentemente aleatório. Assim se foi construindo o conhecimento científico, descortinando a ordem que se esconde por detrás dos fenómenos naturais. A Teoria do Caos, ao contrário do que o nome possa sugerir, vem no seguimento dessa busca de um padrão em todo o comportamento irregular.

Podemos entender os fractais a partir da geometria fractal que busca, exactamente, padrões organizados de comportamento dentro de um sistema aparentemente aleatório. São as estruturas de auto-semelhança, quebradas, complexas, estranhas e belas desta geometria que conferem uma certa ordem ao caos, e esta é muitas vezes caracterizada como sendo a linguagem do caos.

O que é nos fascina então neste Caos, que veio destruir as aspirações humanas de ordem universal? É que ele é um velho conhecido do Homem: das suas emoções, das suas atitudes, das suas decisões. Ele representa aquilo que temos de espontâneo, mesmo quando tentamos ser racionais. Ele representa as incertezas de sempre, mesmo quando achamos que temos resposta para tudo. Mas também representa que temos algo a dizer sobre o nosso futuro, que as nossas acções, por insignificantes que pareçam no geral, podem ter um peso fundamental; que o devir não deixou de estar nas nossas mãos. Ele representa o próprio Homem, nunca esquecendo que somos partes semelhantes ao todo original…