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Frankenthaler, Helen
living edge
1963
LAVAR A LOUÇA
E destruir todas as provas de uma noite:
dois copos, dois corpos, garfos espetados
nas costas, facas como palavras repetidas.
E acreditar que o mundo recomeça na água.
A circunferência certa dos pratos, a cor
absoluta do branco. E esquecer outra vez.
José Luís Peixoto, gaveta de papéis, 74
Enigma, return to innocence
14 comentários:
ámen
~
...que bom se ao usarmos a água, pudéssemos lavar tudo que nos incomoda...
Versos reflexivos...
Beijos de luz!!!
Sempre a insuperável receita, desta vez com um insólito vídeo...
:))
José-Carlos
animo, para el comienzo de la semana
saluditos
Do branco ao preto, do claro ao escuro, corta e voa; se fosse tão fácil: lavar as mãos e adeus, se ti vi já nem me lembro.
Dois a dois o versos vão caindo com uma grande carga de metáforas que deixam o assunto nas asas do tudo é possível.
Paro, parece que começo a filosofar e, sinceramente, não é o meu terreno adequado.
Bom trabalho, o teu
Cara Mdsol;
Se tudo se lavasse numa simples máquina de lavar a louça !!!!
Mas de certeza que o "branco" fica sempre mais branco... mesmo se nem sempre se destroem as provas de uma noite.
bjs.
gostei das palavras mas encantei-me com os contornos do branco...um trabalho perfeito
beijos e boa semana
Sensualmente feito de cores...
Doce beijo
*
mdsol
,
porque não,
se a agua é vida ...
,
conchinhas amigas,
,
*
uiii! se a água lavasse a alma...
Um branco em que sobressaem as cores, como as evidências que é preciso esquecer, mesmo lavadas...
Muito interessante
Qual máquina da louça?
.
Esta louça é para lavar à mão!
Dois garfos
Dois pratos
Duas facas
Dois co(r)pos...
.
E muita água fria!...
.
[Beijo...]
eu preferia no fim ,acreditar outra vez...
Eu nao quero ficar "branca" com o trabalho, a alegria, o sofrimento, a tristeza e a felicidade que costou acumular todas essas cores .... lavar tudo ??? NUNCA !
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