Mostrando postagens com marcador Oswaldo Montenegro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oswaldo Montenegro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

RASURA


Me desculpe o mesmo gesto
Meu constante gesto insano
Que por mais que a mente negue
Teu coração ele marcou
Como a lógica dos fatos
Que eu traí a todo instante
Rasurando nosso branco
Com a mistura que eu sou
Me desculpe o gesto louco
A aspereza da loucura
Inda queima no meu calmo
Doido e calmo coração
Mas por que, se a gente é tanto
Nosso amor sofreu rasura?
Nosso inconfundível gesto
eu desfiz na minha mão
Me desculpe, ou melhor, não
Me abrace e comemore
Que a rasura que foi feita
Foi perfeita na sua hora
E mais que o mais perfeito
Rasurar valeu a pena
Como esteve rasurado
O primeiro original
Do mais lindo poema

OSWALDO MONTENEGRO

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cigana




Eu me vesti de cigana Pra cantar o sol

Fiz comício e deu cana Pra cantar o sol

Ah, que riso bacana Pra cantar o sol

Virtuosa e sacana Pra cantar o sol

Dança, dança, dança pra cantar o sol
Todo amor que emanar, pra cantar o sol
Dança, dança, dança pra cantar o sol
Todo amor que emanar, pra cantar o sol

Fui quem se dava e se dana Pra cantar o sol

Quem não mente, te engana Pra cantar o sol

Quem teu hálito abana Pra cantar o sol

Virtuosa e profana Pra cantar o sol

Dança, dança, dança pra cantar o sol
Todo amor que emanar, pra cantar o sol
Dança, dança, dança pra cantar o sol
Todo amor que emanar, pra cantar o sol

Fiz do meu corpo cabana Pra cantar o sol

Fiz de um ano semana Pra cantar o sol

Fiz do amor porcelana Pra cantar o sol

Fui cigarra e cigana Pra cantar o sol


Dança, dança, dança pra cantar o sol

Todo amor que emanar, pra cantar o sol

Fui tua mão que me esgana Pra cantar o sol

O que o brilho não empana Pra cantar o sol
Meu amor tinha gana De cantar o sol

Virgem santa e sacana Pra cantar o sol

Dança, dança, dança pra cantar o sol

todo amor que emana

pra cantar o sol




Oswaldo Montenegro