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Ju Sobral

Blog com informações, dicas e atualidades sobre a dança do ventre, Voltado para alunas, profissionais e curiosos
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Friday, November 18, 2016

A Bailarina se torna Mãe (novamente)

Eu já compartilhei aqui minha experiência sobre ser mãe e conciliar esse novo universo no meu mundo profissional e pessoal aqui

Hoje, 7 anos depois, mais velha, com mais experiência no trabalho e outras vivências, novas reflexões e pensamentos tomam conta de mim.

Estou vivendo minha segunda gestação, dessa vez mais o menos planejada, e absolutamente diferente da primeira.

Como a proposta do Blog não é tratar de gestação, então vou me atentar a assuntos relacionados a minha profissão aproveitando o momento para escrever meus pensamentos sobre gestar e trabalhar.

Dança do Ventre, como todos sabem, tem um Universo basicamente feminino (digo isso pois muitos meninos têm se interessado em fazer parte dele), então, podemos concluir que tudo o que for relacionado a esse mundo será sempre bem vindo e aceito por todas as pessoas.

Ledo engano...

Minha cabeça tem girado em torno de pensamentos como:
- Ninguém quer fazer aula com gestante;
- Ninguém contrata gestante para show (sabia que um chá de bebe fica super bacana com uma bailarina grávida dançando?);
- Quando eu parar de dar aula para ficar com meu bebe recém-nascido será que vou conseguir retornar há tempo de ter meu lugar garantido?
- Será que meus alunos estarão lá quando eu voltar?

E daí: Poxa, eu trabalho basicamente com e para mulheres, vivo em torno de mulheres, mas, apesar de ser bem recebida e ter apoio, com relação ao trabalho, muitas dúvida pairam no ar.

Durante minha primeira gestação eu não refleti muito sobre o assunto, na verdade eu tinha pouco tempo para isso, e também não estava inserida no mercado como estou hoje.

E acredito que essas reflexões não permeiam somente as cabecinhas enlouquecidas das grávidas, mas também de mulheres que sonham e querem a maternidade mas pensam em todas essas questões e acabam empurrando a realização para frente, e para frente....

Eu que pensei que somente mulheres que trabalham no mundo corporativo tinham esse "problema". Ledo engano, meu...

De certa forma, se você trabalha no corporativo, com carteira assinada e tals, no mínimo, terá garantida através de estabilidade seu retorno à função.

Não, não. Não vamos discutir isso aqui. Lembre-se: sua profissão é escolha sua. Eu escolhi ser Bailarina e Professora de Dança do Ventre.

Sim, sim. Existem meios de tornar mais segura e estável nossa profissão. Você pode se inscrever no MEI, por exemplo. Recolher o INSS e garantir remuneração no período. 

Tudo bem. Mas e os alunos? E o local onde você trabalha? E o mercado? Se não temos alunos, local para trabalhar e não estamos no mercado (as vezes basta um mês fora do facebook e BOOM - quer ver?). Ser autônomo é isso. Trabalha - ganha. Não trabalha - não ganha.

No fundo, o que mais me deixa melancólica é que faltam oportunidades para a mulher gestante. Falta confiança no trabalho dela. Falta segurança profissional.

E quer saber? Podemos mudar esse paradigma!

- Ninguém quer fazer aula com gestante: Você sabia que durante a gestação é possível dançar quase tudo e que, por exemplo, muitas vezes aquela profissional que executava poucos movimentos lentos e redondos, agora os executa com primazia? 

- Ninguém contrata gestante para show: Sabia que um chá de bebe fica super bacana com uma bailarina grávida dançando?

- Quando eu parar de dar aula para ficar com meu bebe recém-nascido será que vou conseguir retornar há tempo de ter meu lugar garantido? Depois que o bebe nascer tudo pode acontecer. E se o lugar ou lugares onde trabalhava te substituírem, logo arrumará outro para exercer seu trabalho. Não desista!

- Será que meus alunos estarão lá quando eu voltar? O mercado anda sazonal mesmo. Eu, por exemplo, tenho alunos novos e poucos antigos. Eu amo todos e agradeço muito a eles, mas eles não são "meus" - não nesse sentido de posse - se você faz um trabalho bem feito e com amor, eles estarão lá. E se não estiverem, voltarão. E se não voltarem, tudo bem também. Segue o jogo.


Mulher, quer ser mãe, seja. Não coloque tudo no papel. Gestar não é racional, é emocional.

E se seu médico permitir: Dance! Sempre!



*Eu, dançando grávida do Enzo, em julho de 2009 durante festa da Nar Cia de Dança e Arte no Alibabar Itaim.


Beijo e até a próxima

Ju



Thursday, March 10, 2016

A pergunta que não quer calar

Para você, é pior:

a) Dançar sem cachê

b) Dançar com cachê baixo

c) Não ter onde dançar


Fiquem a vontade, inclusive para dar outras alternativas.
Mas vamos partir do princípio que sejam somente essas. Aliás, são as mais corriqueiras, não??

Me ajuda ai!


ponto de interrogação - Pesquisa Google:


Beijo

Ju


Thursday, February 11, 2016

Improviso Consciente



Olás!!

Sim, eu sei que todo mundo já falou sobre esse assunto, mas achei que devia escrever  e colocar minha opinião sobre o tema.
Improvisar é causa de tremedeiras, taquicardias, nervosismo e bloqueios de toda ordem em alunas (em profissionais também!).


IMPROVISAR:
fazer, arranjar de repente, sem preparação, organizar às pressas.

É o significado do verbo literalmente.
Podemos, adaptando para o universo da Dança, retirar o termo "sem preparação" e usar o restante, sem problema algum.

Não vou falar para você: ah, se joga! coloca a música e vai! NÃO!!!
A preparação é essencial para que o improviso aconteça.
Vamos então separar parte a parte:

1. COM preparação: Durante as aulas regulares o aprendizado se concentra muito mais na parte técnica do movimento. A cada aula você aprende um passo e como executá-lo. A repetição é importantíssima na medida que somente ela levará à execução perfeita do mesmo. À medida que você o faz ele vai ficando mais "orgânico", começa a sair sem que você "pense" para fazer.

2. Arranjar de repente: A Professora/Professor passou a parte técnica e solta um: AGORA VOCÊS. - pânico geral. Aproveite! Agora é a hora. Tem alguém que você confia olhando. Não tenha vergonha. Ser surpreendido nos faz agir mais rápido.

3. Organizar às pressas: Depois da surpresa, você precisa então, rapidamente, colocar a cabeça e o corpo para funcionar (ao mesmo tempo) e realizar o exercício. Mas não esqueça de respirar. Lembre do número 1.

4. Fazer: pronto. Você nem vai acreditar, mas estará dançando (sem estar coreografada/o). 

Veja, o improviso deve sim ser trabalhado desde o início, desde o Básico, desde sempre. O improviso aqui não deve ser tratado como algo complexo. É algo trabalhado, passo a passo. Dançar uma música inteira com apenas um conjunto simples e pequeno de passos sem que seja coreografia é sim improviso.

Outras dicas:

- Ouça muita música árabe!
- Exercite em casa também!
- Faça aulas extras!
- Sempre que for convidada/o: DANCE!

Bons estudos!

- inspiration for SexyMuse.com - ... wow... the movement...!!!:

Thursday, February 04, 2016

Vamos Trabalhar!!



Chegou 2016!
Pensando no ano passado, refleti muito sobre quais estratégias usar esse ano em termos de trabalho.
Não, o ano passado foi difícil.
Sim, esse ano não será fácil.
Mas não vou entrar aqui em detalhes financeiros, econômicos e tampouco políticos.
2016 é um ano para o trabalho. De verdade. Suado. Batalhado.
É para arregaçar as mangas e sair na luta.
É para fazer diferente. Para oferecer novidade.

Então:
Vamos estudar mais para oferecer mais e melhor!
A não ser que você queira ser engolida (o) pelo mercado que vem comendo pelas suas beiradas.
Eu continuo estudando. Sempre.
Faço pesquisas diárias de material, de sons, de novidades e de mercado. Sempre é bom saber o que está acontecendo a sua volta....

Você organizou seu ano?
Sabe onde quer chegar?
O que vai oferecer?
Compartilha comigo!!!


Muito sucesso em 2016!!!!

Beijo e até a próxima


desenhos animados - Pesquisa Google:

Thursday, November 26, 2015

Sobre certezas

Muitas vezes achamos que quando TODO MUNDO está num lugar ou numa situação ou tem um status bacana, desejamos estar, ser ou ter aquilo para nós.
Ocorre que, nem sempre funciona assim.
Você já se perguntou se quer mesmo aquilo?
Se deseja realmente estar naquele lugar?
Se quem está/tem/possui é de verdade feliz?
Essa realidade inventada por aquele que almeja o do outro é muito prejudicial.
Olhar o do outro e achar que ele está sempre melhor que nós é uma utopia.
O que o outro mostra, nem sempre pode ser o que realmente é.
Tente conversar com alguém que tenha ou esteja numa situação que você gostaria de ter ou ser. De preferência alguém que você tenha intimidade, porque senão pode ser que a pessoa não conte todas as verdades para você, dai voltamos para o começo.
Eu já quis muitas coisas porque muita gente as possuía. Tentei. Uma única vez. Cansei, de cara.
Não era para mim.
Não era o que eu queria. Era o que eu achava que os outros esperavam de mim.
Depois que me livrei dessa falsa meta, consegui enxergar muito além.
Conseguir ver oportunidades onde eu sequer tinha imaginado.
Foquei naquilo que definitivamente era para mim. Sou feliz agora. Estou no caminho certo para mim, certeza!

Beijo, tchau.



Thursday, November 12, 2015

Era uma vez um Pé

Era uma vez um pé.
Ele nasceu fofinho, parecendo uma bisnaguinha.
Dai ele cresceu e começou a se vestir, pois não podia sair pelado na rua.
Na verdade, ele só ficava pelado mesmo na hora do banho e para ir na praia ou piscina.
Um vez, o pé resolveu que queria dançar.
Na primeira aula colocou uma sapatilha. Se sentiu apertadinho.
Tempos depois, resolveu colocar salto. Nossa, no final do dia estava latejando, apareceram calor, bolhas e afins.
Então, ele encontrou um lugar onde era permitido dançar "peladinho"!!! Dai foi a Glória!
Ele nunca mais quis parar de dançar peladinho. Era na aula, era no show, lá estava ele: livre.
De vez em quando ele precisa se "vestir" - de sapato, sapatilha ou salto, mas só de pensar na liberdade de poder escolher sua roupa, ah, ele fica todo animadinho.

Fim.


Thursday, October 29, 2015

Estica e Puxa

Olás!

Olás especial para você que é puxa-saco, baba-ovo, bajulador/a, adulador/a.

Deus está vendo!

Pare de rasgar seda com o único e pouco louvável objetivo de conseguir algo para seu próprio benefício.

Salvo se você não estiver percebendo seus atos, vou te dizer: Para que tá feio!

Há diferença entre fazer porque é fofona, porque é educada ao extremo, blá, blá, blá (eu não suporto gente fofa demais - me parece falso) e fazer com intuitos escusos.

Eu sou uma pessoa pró-ativa, disponível, prestativa e educada, mas faço até onde acho que cabe no meu limite.

Por exemplo: a professora pergunta se você pode auxiliar na aula e participe dos ensaios. Você que não está morta diz: claro, só preciso ver minha agenda e minha disponibilidade. No que eu puder ajudar estarei presente. A professora agradece e vê em você uma parceira.
Agora, você que é puxa-saco responde: MAS É CLARO QUE SIIIIIIM! VOU COM O MAIOR PRAZER! SE QUISER EU MONTO A COREOGRAFIA, FAÇO CHAMADA, SIRVO CAFÉ, NÃO DURMO E ME FAÇO DE CAPACHO! - isso tudo assim mesmo, gritando, em êxtase. A professora agradece e vê em você uma otária.

Ora, deixa de ser ridícula....
Se respeite.
Para que tá feio (de novo).

Lembre-se que quando fazemos as coisas de maneira racional o resultado se mantém por muito mais tempo. Projetos que só levam a emoção em consideração, duram o famoso que seja eterno enquanto dure....


Beijo e tchau








Thursday, October 15, 2015

Panelinhas

Olá, tudo bem?



Você faz parte de alguma panela?
Você tem panelas?
Elas são necessárias?

Para todas as perguntas acima eu respondo sim.

Eu faço parte de panela. De várias aliás.
Tem a panela dos amigos (que não são de dança), tem a panela dos amigos (da dança), tem a panela do trabalho.
Existem vários modelos:
De pressão - considero a do trabalho: sempre em ebulição e pressão, como o próprio nome diz. É aqui que encontro aqueles que conseguem me ajudar a resolver os pepinos de trabalho. Na pressão o cozimento é mais rápido.
Caçarola - com os amigos da dança: aqui tenho pessoas que posso contar para dividir idéias, compartilhar projetos e estudos. Ela é redonda e grande, o cozimento é mais lento que a de pressão, mas existem "alimentos" que precisam ser curtidos antes de serem degustados, né?
Caldeirão - com os amigos de longa data: é uma panela grande que serve para cozimentos longos, assim como a caçarola, só que mais demorado. Estão aqui aqueles que estão comigo desde sempre, que me conhecem antes de qualquer profissão ou atividade. os "alimentos" ficam juntos curtindo o preparo por muito tempo, sem problema algum.
Notem que todas são grandes, assim, sempre que precisar, posso ir acrescentando mais. 
Ainda há a opção de se pertencer a mais de uma panela, por que não?
Não há problema algum de ter ou ser panela....Todo mundo precisa ter onde correr, com quem dividir, para quem perguntar e é mais fácil quando temos gente que se concorda sem concorrência, certo?
Afinal, o que seria do feijão sem a cebola ou o louro? Do macarrão sem queijo? Da salada sem azeite e sal?
Lembre-se só de um detalhe importante: use sempre alimentos de boa qualidade, de preferência orgânicos, para ter sua panelinha sempre saudável.

Beijo e tchau





Thursday, October 08, 2015

Tsc Tsc Tsc



Deixa eu contar uma coisa para vocês: Não pode furar o olho no trabalho também, sabia?

A expressão fura-olho é usada quando o/a amigo/a cobiça o/a namorado/a, parceiro/a, marido/a, etc...do amigo.

Vou usá-la aqui para identificar aquela/e que, sem noção nenhuma de ética, moral e educação, tenta (graças a Deus) sem sucesso - no meu caso - tomar para si o trabalho de outrem.

Ocorre que as vezes esse "ser"consegue.

Nossa profissão é um rala diário, sem horário, que estressa (é verdade!), cansativa, que cobra, que te obriga, que te suga. 

Dai vem uma pessoa, depois que você teve todo o trabalho do mundo para conseguir um "trampo", "atravessa" você e, se fazendo de boba, quer para si todo o louro do negócio.

Está certo isso gente? NÃO!!

É assim ó:

1 - Alguem te chama para fazer um show num lugar "x" que você conseguiu: NÃO PODE DEIXAR CARTÃO DE CONTATO PARA A CASA. O CONTATO É DE QUEM TE CHAMOU.
2 - Alguem te "contrata" para dar aula substituta: NÃO É PARA DAR CARTÃO DA SUA ESCOLA NO ESPAÇO DA OUTRA. NÃO PODE FAZER ALICIAMENTO DE CLIENTES.

Vale dizer que, existem casos em que as partes combinam as trocas e parcerias. Mas se isso não está claro, significa dizer: NÃO FAÇA!
Mais ou menos isso, certo?


Beijo e tchau




Thursday, September 10, 2015

Eu as vezes não sei

Todo mundo tem momentos de crise. De querer desistir. De se fartar das coisas e das pessoas. De achar que escolheu caminhos errados. Que está nos lugares errados.
Eu também.
Minha cabeça parece mais uma montanha-russa.
Eu penso já realizando e depois já penso em outra coisa, as vezes em duas ou três ao mesmo tempo. E daí realizo tudo ao mesmo tempo.
Alguma coisa dá errada mesmo.
Geralmente, eu adoro começar. Tudo. Começo a malhar, começo a escrever, começo a ler, começo, começo...
Depois, tudo me deixa entediada. Dai eu paro.
Logo mais, começo tudo de novo.
Com a dança acontece a mesma coisa.
Eu comecei a dançar (mais precisamente Dança do Ventre) há 10 anos.
Que legal que foi o começo...
Fazia mil aulas, comprava roupa, fiz amigas, saia com elas, tinha um namorado novo, logo comecei a fazer show. Maior legal!!!!
Dai passaram os anos.
Continuei fazendo aula. Menos.
Comecei a dar aula. Mais.
Mudei de emprego.
Conheci pessoas que nem imaginava um dia conhecer.
E dai começaram as neuras.
Quanto mais tempo estou nessa profissão, mas sinto a concorrência nos meus calcanhares. Mais sinto pressão. Me cobro muito mais.
Vendo numa ótica negativa, tudo isso é um saco! Isso não estava no pacote! Ninguem me falou que ia ser essa paranoia toda!
Se eu dou uma aula média, me sinto a última das pessoas! Quando meu solo é médio, tenho vontade de desaparecer da face da Terra. Não durmo. Me remoo. Quero jogar tudo para o alto.
É a parte não-tesão da profissão. Como qualquer outra ora bolas!
É trabalho? Precisa acordar cedo. Precisa se programar, ter agenda. Precisa estar alerta as novidades.
Não é fácil...
Dai eu me lembro da parte tesão da profissão: é arte, é delicioso dançar, é muito gratificante ensinar, consigo fazer minha agenda, me sinto um luxo nos figurinos, amo a música e fiz amigos trabalhando com ela.
Precisa mais?

PS: Sim, eu já quis desistir várias vezes....


Monday, June 22, 2015

Escolhendo o figurino

Oi gente!

Nesse post falarei um pouco sobre a escolha dos figurinos, sob meu ponto de vista.

1 - Comecei a dançar agora:
No início, não temos muita referência mesmo. Você escolhe o figurino de acordo com seu bolso (muitas vezes não queremos investir num mais caro ou melhor por não ter certeza do tempo que ficaremos nesse universo) ou de acordo com o gosto de sua professora/professor (esse é aquele que fazemos para dançar em grupo).
Caso seja a primeira opção, cuidado: mesmo não querendo investir muito, se for comprar novo, atenção onde compra, qual o material usado, etc...
Figurino de dança do ventre também segue tendência de moda e tecnologia de tecidos.
Observe se o figurino combinada com seu corpo, seu tom de pele, cabelo, etc. Eu por exemplo não uso cinto com muitas franjas ou penduricalhos, pois encurta minhas pernas.
E mais importante: se ele é confortável. Lembre-se que você ainda está no começo e aprendendo. Não pode ficar incomodada com sua roupa.
Comprou, chegue em casa e dance com ele antes de se apresentar. Sempre!


2 - Vou começar a fazer show:
Nesse caso, se você será escalada sempre para dançar no local, precisará ter uns 3 ou 4 figurinos para começar. Procure variar as cores e estilos, entre saias justas/sereia ou clássicas/rodadas. Lembre de ter um figurino folclórico (capa de khaleege ou galabia, por exemplo).
Se você vai fazer um único show, é convidada ou vai solar em algum momento especial, prepare o figurino de acordo com a música, o ambiente que vai dançar (é palco? é festa privada?).
Aqui você já conhece mais seu estilo, conhece uma figurinista que entende melhor seu gosto, etc. Fica mais fácil de montar seu guarda-roupa (sim, temos um guarda-roupa de dança do ventre - mas meu sonho mesmo é o closet!)


3 - Agora sou profissional:
Vai fazer book, certo? (Precisa). Variar o figurino e fotografar com roupas novas é essencial. Ter uns 5 figurinos bons é normal. Veja: vai fotografar para o book, vai fazer show, será convidada para dançar em alguns lugares, etc.. Precisa ter um guarda-roupa impecável e sempre pronto.
Geralmente, as profissionais têm uma figurinista do tipo "exclusiva". Geralmente nos tornamos fiéis a determinado atelier. Escolhemos, quase que definitivamente, um local onde faremos nosso figurino e de nossas alunas quando montamos coreografias.
Por que? Porque é mais confortável, é mais seguro, é mais confiável, cria fidelidade de ambos os lados.
Eu faço isso. Eu prefiro. Tem gente que não faz. 


Louca para comprar o seu? 
O que é importante aqui: 
- o figurino precisa ser bem feito (corte bom, bordado a mão - preferencialmente -, tecido de qualidade, acabamento decente), 
- tem que ser de acordo com seu corpo (esconda o que não gosta, valorize o que está bom), 
- escolha uma cor que fique melhor no seu tom de pele e cabelo
- deve ser confortável para dançar.
Para quem ainda não tem o seu, garanto: vestir um figurino nos transforma. É quando realmente nos sentimos bailarinas.


Até o próximo post!

Beijinhos

Ju Sobral



















Monday, June 08, 2015

Aula é na Sala de Aula

Oi!

Quem aqui não gosta de dar uma fuçadinha nos vídeos de dança no youtube ou mesmo no facebook e instagram?
Todo mundo olha!
Eu olho; direto...
Agora, usar isso como única fonte de estudo?! Não né?!
Para aprender ou exercitar qualquer atividade física é necessário prática presencial!!
Não dá para fazer a distância. Não dá.
Como complemento serve, mas como única fonte não. Definitivamente.
Vá a aula, aprenda, repita o movimento, tire suas dúvidas, mostre a/ao professora/professor sua dificuldade.
Chegue em casa, repita, pegue o vídeo gravado em aula e refaça.
Caso seja um improviso ou um solo que esteja tentando montar, de novo: faça na sala de aula, mostre ao/a professor/professora, receba uma avaliação.
Em casa, ajuste os acertos e erros. Use os vídeos como inspiração ou auxílio. Só.
Ficar limitada/o somente em vídeos de outras pessoas, sem o respaldo da sala de aula com professora/professor, vai limitar sua dança a ficar somente (e olhe lá) igual a dança do outro.


Vamos para a sala de aula gente!!


Beijo e até breve!

Ju




Tuesday, March 17, 2015

Para que tudo isso???!!!


Virou tendência: Acabou concurso lá vem a ladainha...zzzzzz

Qual é o problema das pessoas em fazer auê sempre que temos o resultado de um concurso?
"Ah, não merecia"
"A outra era melhor"
"Foi injusto"
"Não concordo porque blá blá blá"

Ora bolas!

Participar de concurso é escolha sua, você não é obrigado (a), lembra?

Desde que as inscrições para os concursos são lançadas, você tem ciência de como serão os procedimentos adotados. Sabe quantas serão as modalidades, quais os critérios para concorrer, quanto custa, onde será, horário, e as vezes, até quem será seu concorrente.
Claro que alguns poucos deixam a desejar sobre determinados aspectos, mas justamente por isso você pode escolher não ir.
Não ficou claro, NÃO VÁ!

Tudo bem. Daí você não vai e depois quer meter o pitaco? Como assim gente?!

Ainda leio e escuto pessoas dizerem:"Agora, TODO MUNDO vai acreditar que o certo é isso". Oi??
Você ainda acredita que TODO MUNDO é quem está no facebook?
Que mundo você vive?

E daí que quem ganhou vai aproveitar os 5 minutos de fama pela vitória?
E daí que será admirado/a por um universo de 100 pessoas?

Você já pensou que muitas vezes quem vai a concurso só quer isso mesmo?
Que não se interessa em dizer que o que faz é verdade absoluta?
Muitas vezes ir a concurso significa dar um "up" na divulgação do trabalho, aparecer, ver e ser visto. Só isso minha gente.
Ganhar faz parte. Perder também.

Além dessas questões, ainda resta o fato de que cada concurso tem sua banca. As opiniões são subjetivas. O gosto é pessoal. 
Não dá para agradar todo mundo o tempo todo.
Mesmo quem é considerada (o) "top" em nosso mercado não agrada sempre e tampouco a todos.

Se você não aceita o trabalho do outro, faça o seu da melhor maneira possível ou do jeito que achar melhor.
Construa um legado. Deixe sua marca. Importe-se com sua qualidade.

Todo mundo merece ser feliz!!






Monday, March 16, 2015

Quando seguir adiante


Que bom que você decidiu, e mais que isso, teve coragem de começar a aprender a dançar.
Muito mais que a vontade de vencer, é a coragem de começar algo novo.

Você passou pelo nível básico.
Aprendeu a transferir e trocar o peso, a pisar em meia ponta, os passos essenciais, braços, eixo, postura, despertou um corpo que nem sabia existir em você.
Se apresentou em grupo, numa coreografia montada pela professora/professor, fez o primeiro figurino.
Tirou foto. Foi filmada/filmado.
Sua família foi te ver.
Esse foi o começo de tudo. Foi mágico. 

Passou um tempo ainda nesse nível até seguir para o próximo: nível intermediário.
O intermediário. O meio. O médio. O nem lá nem cá.
Quem é você agora? Só sabe que não é básico e tampouco avançada.
A partir desse momento o que foi aprendido antes será usado, mas com outras experimentações. 
A coisa vai ficando mais difícil.
O corpo começa a ter outras respostas. Outras variações. Você se movimenta com mais desenvoltura. Reconhece alguns estilos. 
No começo, você estava aprendendo.
Agora você já sabe algumas coisas. Precisa usar delas para aprender as próximas.
Está ficando cada vez mais difícil.

Esse é o momento, a meu ver, crucial para quem aprende: e agora, vai ou racha?

Agora, a exigência é maior, afinal, você não quer ficar "para sempre" nesse nível e para ir ao próximo (Avançado), precisa estar pronta para executar leituras e variações mais rebuscadas, criar possibilidades, entender seu perfil na dança, entender seus limites.
Por isso, talvez, seja o nível que passamos maior tempo de aprendizado e ele não deve ser "pulado"!

Muito do que está sendo ensinado precisa ter absorção completa. E isso depende tanto da professora/professor quanto de você, aluna/aluno.
Isso exige tempo, organização, disponibilidade e vontade.

Então eu te pergunto: você quer? você está pronta?
Se a resposta é sim, ótimo! Siga em frente, mesmo com todas as dificuldades e obstáculos. Quem disse que seria fácil?
Se a resposta é não, ótimo, também! Siga em frente, encontre o que te dá prazer, viva com alegria e entusiasmo, mesmo com todas as dificuldades e obstáculos. Quem disse que seria fácil?
















Tuesday, August 12, 2014

Semeando....

Sabe quando você planta uma semente e ela demora a brotar?
Tem planta que é difícil mesmo...
Eu sei porque cuido e tenho muitas plantas em casa.
Quando usamos a lógica para a dança então.....

Descobri a muito custo que não adianta ter pressa.
Alcançar um objetivo depende muito mais de foco, de planejamento e qualificação.
Você tem?

Sabemos que durante muito tempo, só se era permitido o "sucesso" àquelas que eram daqui ou dali.
Hoje, vejo que não basta.

Antes, era "permitido" chegar mais rápido em alguns lugares, mas consegue mantê-lo?
Diria até que para quem alcança algo com mais facilidade, o trabalho de manutenção é ainda mais árduo do que de quem suou mais para atingi-lo.

O mercado da dança é tão concorrido, tão saturado, que professoras e bailarinas se desdobram em mil para "vender" algo inédito, diferente ou mais atrativo, no que diz respeito a aula, shows ou festivais.
O acesso para a aluna/cliente ficou tão mais fácil que ela quase não procura mais, é quase laçada para a sala de aula/evento.

A que preço?

A preço de fazer coisas que não cabem no seu perfil, que anulam sua criatividade, que nivelam você a qualquer coisa ou mais uma.
É importante ressaltar que nem sempre o que deu certo para uma pessoa dará para você.
Não fique inventando moda...

Então, primeiro, saiba o que você busca com seu trabalho, o que quer de sua profissão.
Saiba que muitas vezes demora mesmo.
Busque estar entre pessoas que ajudem você a crescer.
Ingresse em grupos que troquem e compartilhem ideias.
Quando for trabalhar ou vender seu trabalho, lembre-se: tem que ser legal para você também!

Semeie, regue, tome conta, vá cortando os galhos ruins e você verá que com o tempo, aquela semente se tornará uma linda planta que dará flores lindas e frutos carnudos....



Wednesday, June 04, 2014

Como ser uma Bailarina Comercial, sem perder a ternura - Parte 2


Bom, daí você aprendeu como se tornar comercialmente interessante e manter seus clientes fiéis.
Pois bem.
Agora é a hora de se manter fiel a você e a seus princípios.

Vou citar um exemplo de Bailarina que consegue aliar filosofia de vida com sucesso profissional.

Ju Marconato.
É excelente Bailarina.
É Professora espetacular.
Mantem uma escola de renome no interior de São Paulo.
Tem muitas alunas.
Faz sucesso em todo Brasil.
E: nunca deixou de lado seus princípios, tampouco deixou de ser, em primeiro lugar, uma pessoa de valores.

Não a conheço pessoalmente, mas tenho relatos suficientes para basear minhas afirmações.

Além dela, poderia citar algumas outras, mas vou ficar nesse exemplo (em todos os sentidos). Seu nome surgiu durante conversa com a Web Design Vanessa Veiga, da Agência Mitrah.
E então indagamos: por que Ju Marconato se mantem nesse patamar?
Ela consegue ter várias alunas e, sem perder a doçura, mesmo com um lado comercial tão apurado, faz uma dança de gratidão, de forma positiva, sem jamais esquecer do lado espiritual.
Quem mais faz isso?
De qualquer forma, é importante salientar que isso é dela.
Não estou dizendo que todo mundo precisa fazer assim agora porque vende, porque é legal, porque é bonito, e blá, blá, blá...
Só dá certo porque é dela. Porque é verdadeiro e genuíno.

Precisa transmitir algo que seja real para suas alunas.
Precisa firmar sua imagem como sendo única e verdadeira.

Agora veja eu, por exemplo: eu sou muito mais conhecida por ser engraçada ou espontânea do que qualquer outra coisa.
Adianta eu criar um personagem/imagem de Deusa do Olimpo ou Ser Inatingível só porque eu acho que as pessoas acham que é isso que elas procuram quando vão para a sala de aula?
Claro que não. Seria um tiro no pé.

Pensar assim funciona:
1 - Missão
2 - Visão
3 - Valores

Agregando os três pontos vai ter mais garantia de sucesso no futuro, com perspectivas de ganhos em todos os sentidos.
Você vai entender que se sua missão não é ser bailarina, não vai conseguir dizer isso ao mercado e se vender.
No final, mesmo que sua missão seja ser bailarina, mas com uma caricatura pronta e já manjada, também não vai conseguir vender.

Como disse minha amiga e consultora para assuntos especiais, Vanessa Veiga, da Agência Mitrah

"Diferencie-se! Ser igual a todo mundo só a torna mais uma no mercado; fazer algo diferente a transforma em estrela!"






Wednesday, December 05, 2012

Dança com Barganha


Chegou o "final de ano"!
Sabe o que isso significa para quem dança?
Mais trabalho, mais eventos, mais shows.
Sabe por quê?
Porque com a chegada das festas de final de ano, todo mundo quer contratar a bailarina para abrilhantar seu evento.
Que bom não é?!
Talvez....
O aumento da procura muitas vezes diminui o valor do pagamento. Lei da oferta e procura.
É muita gente querendo e muita bailarina dançando.
O que acontece a partir daí é que você é procurada para fazer um evento, dá seu preço e acaba ouvindo: "Desencana, o fulano/a fulana mandou um orçamento bem mais barato..." - Bem mais barato?????
Você acha que eu deveria então começar uma espécie de leilão? Quem dá menos por mais? Ou quem dá menos por menos ainda? Claro que não!
Eu não barganho cachê.
No cachê está incluso:
- Anos de aulas de dança (até hoje) a fim de aprimorar técnicas e atualizar a dança;
- Figurino;
- Acessórios (véus, espadas, candelabros, ou seja lá o que for);
- Maquiagem;
- Cabelo;
- Mão e pé;
- Depilação;
- Transporte;
- TEMPO
Só posso imaginar que aquele/a que barganha não está incluindo todos os itens citados acima. É pagar para ver.
Você que dança como eu, que vive disso, que gosta do que faz e faz bem feito, acha justo?
Eu trabalho com dança, minha profissão é bailarina, mas não é por isso que vou aceitar ofertas indecorosas pensando no: "Antes isso do que nada".
Se fizesse isso, estaria nivelando a profissão por baixo, desvalorizando as profissionais e abrindo precedentes. E mais: me torno menos competitiva.
Por outro lado, existem muitos contratantes que preferem escolher a que cobrou mais caro, já parou para pensar nisso?
Vou dar um exemplo: estava no shopping nesse final de semana e vi uma sandália rasteira por R$ 39,90 - me empolguei - entrei na loja e pedi para ver a sandália (que eu nem precisava). A sandália era HORROROSA! Mal feita, mal costurada, sem acabamento, um lixo. Não levei e ainda pensei: "Por isso que custa só isso".
Viu só? Basta trocar os "personagens"....
Agora, não precisa ficar desesperada porque não "pegou" o show para fazer.
Pense que o contratante que prefere pagar o mais baratinho é o mesmo que não se importa com o seu trabalho e sequer com você. Para ele tanto faz....
Pense que não "pegou" esse, mas que está com a consciência tranquila, pois outros dignos de sua presença aparecerão.
Pense que agindo assim, você não vai desvalorizar a classe, não vai se sujeitar a qualquer trabalho, não vai ser anti-ética.
Valorize-se!!!







Thursday, November 01, 2012

Mudança de hábito



O Blog está meio largado, eu sei, mas vou considerar que ando trabalhando demais, o que é super positivo.
Ainda assim, ando lendo e vendo tudo!
Observo, analiso e filtro.
Essa é uma nova postura.
Quando comecei a escrever, tudo o que via era colocado aqui de forma crítica e até devastadora.
O Blog tem posts de pesquisa, de curiosidades, sobre meus trabalhos e até emotivos, mas além desses, tem também aqueles mais "agressivos".
Esses são parte de outro momento de minha vida enquanto bailarina.
Antes eu ria de tudo; agora eu fico triste.
Nessa nova fase, que aliás é muito boa, procuro filtrar aquilo que antes mencionaria como chocante. Eu simplesmente não menciono mais.
Tenho meus momentos de graça, claro, até porque faz parte de minha personalidade ser irônica e extrovertida. Eu continuo assim, mas com classe.
Vejam, não estou aqui fazendo crítica a ninguém, apenas me posicionando.
Só acho realmente incrível como as pessoas continuam fazendo chacotas umas das outras, como um ciclo vicioso, e não entendem que o trabalho delas pode não agradar a todos. Coisa impossível.
O novo foco é: estudar, compartilhar e dançar. Ponto, acabou.
Acreditem ou não, essa nova energia gerada por um pensamento mais amplo e positivo, rendeu e rende resultados muito melhores.
Não perco mais meu tempo, que aliás anda bem escasso, com coisas negativas.
Dançar é tão bom, tão gratificante e tão maior que tudo isso, que eu espero, sinceramente, que possamos trabalhar com mais sabedoria e amor.





Monday, September 03, 2012

Eu, Ballet


Muito tem se falado sobre a constante utilização de passos de Ballet na execução da Dança Oriental/Árabe.
Existem muitas controvérsias, discussões e até mesmo a aceitação ou não desses passos em outra modalidade.
No entanto, o intuito desse post não é gerar mais "falatórios", e sim, entender como é possível e aceitável a contribuição do Ballet na Dança Árabe. Sem mais.
Desde o ano passado retomei meus estudos de Ballet por vários motivos: saudosismo (sim, fui bailarina enquanto criança), curiosidade e para dar mais qualidade a minha dança.
A começar pelo estilo da aula, posso afirmar que as duas modalidades são bem distintas.
A aula de dança do ventre é mais livre, solta, mais "bagunçada" até.
Já a aula de ballet é mais sisuda, formal, mais "tensa".
Todas vão uniformizadas. As cores das faixas de cabelo mudam de acordo com o ano.
O silêncio é essencial.
Mas e daí?
A concentração e disciplina que o ballet exige podem existir na dança do ventre também.
Aliás, concentração sempre foi um problema para mim, pois sou dispersiva, ansiosa e me acabo me distraindo facilmente.
Então ponto para o Ballet!
Me ajuda a conseguir a respiração, postura e foco necessários durante a minha dança.
Durante os exercícios de adágio (qualquer dança ou combinação de passos feitos para a música lenta. Sucessão de movimentos lentos que podem ser simples ou de caráter complexo) é preciso força e fluidez, tudo ao mesmo tempo, como quando executamos movimentos durante um taksim.
Mais um ponto para o Ballet!
Poderia ficar aqui horas divagando sobre os benefícios que o Ballet trouxe para mim, como por exemplo: execução de arabesques, giros e braços, mas vou deixar para outro post.
É um complemento importante e diferenciador de sua dança. Falo com experiência própria.
Dá para usar Ballet e Dança do Ventre, juntos, mas separados.....






Monday, May 21, 2012

O que a aluna quer?



Há algumas semanas venho realizando pesquisa de campo para saber com mais detalhes o perfil daquela que faz ou quer fazer aula de dança (árabe, ballet, jazz, etc.).
A pesquisa foi realizada com mulheres entre 25 e 60 anos, que já fizeram ou fazem aulas de dança.
Depois de muitos gráficos, planilhas e copia e cola de fórmulas, cheguei ao resultado. Por partes:

Qual o melhor período para fazer aula?
manhã: 10%
noite: 90%

Quais os melhores dias para fazer aula?
de segunda à sexta: 70%
sábados: 5%
qualquer dia da semana: 25%

O local das aulas de estar localizado:
perto do trabalho: 20%
perto de casa: 60%
indiferente: 20%

Quanto ao preço cobrado pelas aulas, eu procuro:
baixo: 20%
indiferente: 80%

Quantas vezes por semana seria o ideal?
uma vez: 40%
duas vezes: 60%

Quantas alunas a sala deve comportar?
sala cheia: 30%
sala vazia: 65%
faço particular: 5%

O professor deve ter?
paciência: 70%
técnica: 30%

O ambiente da escola de ser:
limpo e acolhedor: 85%
grande com várias pessoas circulando: 5%
indiferente: 10%


Qual dessas modalidades você não faz mas gostaria de fazer?
Danças Árabes: 30%
Dança Ativa: 30%
Jazz: 10%
Ballet: 30%

Qual dessas modalidades você faz e mais gosta?
Danças Árabes: 75%
Dança Ativa: 5%
Jazz: 5%
Ballet: 15%

O que você espera de uma aula de dança:
faço por orientação médica: 5%
técnica, mas não quero me profissionalizar: 75%
técnica, quero me profissionalizar: 20%

Temos aqui uma aluna que quer, basicamente: fazer aula de dança duas vezes por semana, perto de casa, num local limpo e agradável, com poucas alunas na sala de aula e que sua professora/professor tenha paciência (achei engraçado)
Está disposta a pagar o preço, desde que com as condições acima, mas não quer se profissionalizar, apesar de fazer questão da técnica.
Por outro lado, é praticante de determinada modalidade, mas está aberta a experimentar outras. (isso é muito bom!)
É exigir muito?
Não acho...
Quem dá aula e tem um negócio em dança sabe quanto trabalho dá manter o empreendimento nessas condições. Mas eu disse que dá trabalho, não que é impossível.
É por essas e outras razões que eu sempre falo que a professora deve se manter atualizada não só com a dança, mas com o mercado no geral.
Aqui em São Paulo, por exemplo, as pessoas têm condições de pagar as aulas, mas vários fatores acabam afastando a aluna da aula: trânsito, a agenda repleta de compromissos, filhos, marido, o próprio trabalho.
Outro fator importante: o ambiente de aula. Deve ser atualizado e ter as devidas manutenções constantemente. Modernize, coloque aparelhos de som que funcionem, clareie a parede, troque as cortinas, mantenha limpo. Ninguém quer frequentar ambiente caindo aos pedaços.
Trate as pessoas com educação, seja gentil e prestativa. Ofereça alternativas. Deixe as portas abertas. Divulgue-se decentemente.
E nunca se esqueça: seu cliente não quer saber dos seus problemas. Ele quer que resolva o dele.

ATENÇÃO! Essa pesquisa foi realizada tendo como base a região onde moro (São Paulo/SP). Pode ser que encontre outras respostas onde você vive; no geral, as alunas vão querer a mesma coisa, só que com intensidades diferentes. As dicas contidas no artigo são decorrentes de experiências pessoais, não só em dança, mas em vários tipos de serviços. Basta se adaptar, certo?

Vamos Dançar!





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