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10.5.11

Porto - Paços: Estatística e notas breves

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- Para quem não viu, o resultado e o crédito que este Paços fez por merecer ao longo da época, darão uma ideia errada sobre o que realmente se passou no jogo. Ou seja, o empate é manifestamente penalizador para o domínio que o Porto conseguiu e o Paços esteve longe de ser das equipas que mais problemas colocou aos portistas.

- Apesar do Porto ter marcado cedo (numa bola parada repetida de outras ocasiões), a verdade é que foi no inicio que o Paços mais discutiu o jogo. Nesse período, foram potenciadas algumas perdas atípicas no meio campo portista, e houve alguma capacidade do Paços em dividir o jogo. Com o passar do tempo, porém, a situação tornou-se progressivamente mais descontrolada para o Paços. Aí, para além da já esperada qualidade do Porto em posse, sobressaíram alguns momentos de transição, potenciados a partir do pressing sobre a organização pacense.

- Depois da expulsão, deu-se a aparentemente paradoxal, mas não pouco habitual, situação de um acréscimo de domínio, chegando quase até níveis extremos (foi o jogo em que completou mais passes na Liga), e redução de proximidade com o golo. Isso, porém, não explica o empate do Paços, que apenas o conseguiu pelo rasgo de invulgar inspiração de Pizzi.

- Individualmente, nota para Souza. A par de Walter, eclipsou-se a meio da época sem que o seu rendimento o justificasse. Souza não terá a reactividade e capacidade de recuperação de Fernando, mas, parece-me, é a alternativa que melhor poderá render o "polvo" em termos de funções de "pivot". Guarin ganha pontos pela capacidade ofensiva que acrescenta, mas apenas isso.

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25.8.10

Porto - Beira Mar: Análise e números

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O resultado e o momento convidam a outro estado de espírito, mas julgo que não há ainda grandes motivos para euforias no Dragão. Isto porque, apesar das vitórias e da vantagem comparativa em relação aos adversários, o futebol do Porto está ainda longe de dar sinais de grande fulgor. Escrevi-o no fim de semana: mais do que tudo, o que existe são boas condições para evoluir e chegar a um patamar qualitativo mais elevado. Mas esse patamar ainda não foi atingido. De resto, um olhar mais frio para a recepção ao Beira Mar indica precisamente isso. Houve prudência, maturidade e inteligência. Mas ajuda muito marcar 2 golos nas únicas oportunidades que se constrói em 45 minutos.

Notas colectivas
Realmente, acabou por ser um jogo desinteressante do ponto de vista da análise. O Porto não teve uma grande entrada, não conseguiu desmontar facilmente a estratégia aveirense, mas teve a eficácia para chegar à vantagem nas raras oportunidades que teve. Depois, o próprio Beira Mar arriscou sempre pouco, permitiu uma circulação baixa e paciente antes de, nos últimos 15 minutos, perder níveis de organização e concentração que culminaram, aí sim, num grande número de desequilíbrios no seu último terço. Ou seja, não deu para ver um grande Porto em termos ofensivos, mas também não deu para testar a sua capacidade de o ter de ser sobre pressão.

O que dá para ver – e isto marca um pouco a diferença para os outros 2 grandes nesta altura – é que o Porto é uma equipa sóbria, que sabe bem o que não deve fazer e os riscos que não deve correr. Ora isto pode não garantir grande coisa em termos de arrojo ofensivo, mas garante, pelo menos, que a equipa sabe bem o que quer de cada jogo: ganhar, isto é.

A organização continua a centrar-se num 4-3-3 que é bem mais um 4-1-4-1 quando a equipa não tem a bola. Falcao é o leme do pressing que espera densamente na linha média por uma oportunidade para atacar. Não se viram muitas transições resultantes de recuperações altas, é certo, mas o Beira Mar também nunca facilitou. Depois, com bola, paciência, certeza e busca pelas combinações nos flancos.

Na verdade, é neste momento – de organização ofensiva – onde a equipa está mais fraca em relação ao passado. As combinações não são tão fluídas, o que pode ser normal em Agosto, e continuo a achar que há um défice de aproveitamento de Falcao e do apoio frontal. Voltou a ser pouco participativo na criação e penso que tem potencial para uma utilidade bem maior.

Enfim, enquanto se esperam mais entusiasmos dá pelo menos para dizer que todos gostariam de trocar de papel com os adeptos portistas neste momento. E esse é sempre o melhor indicador.

Notas individuais
Em termos de destaques, as conclusões são bastante triviais. Falcao não esteve muito participativo, mas esteve em 5 dos 7 desequilíbrios da equipa, marcando 2 golos. Álvaro Pereira teve uma participação enorme (que contraste com o lateral direito!) e acrescentou a isso uma influência positiva em termos ofensivos. Depois, Belluschi que foi decisivo, voltou a mostrar a sua apetência para recuperar e ser participativo mas voltou também a ser displicente em muitas ocasiões. Um aspecto que já abordei no passado e que tem a ver com a forma como foi “educado” a decidir.

Mas a nota que talvez mais interesse, é Souza. Entrou cedo e entrou muito bem. Um jogador discreto mas bastante participativo e útil. Não me parece que garanta ainda o mesmo nível de rendimento de Fernando na posição 6, especialmente na recuperação, mas talvez o possa vir a conseguir com o tempo. Vi-o jogar poucas vezes no Brasil, mas nunca nessa posição, por isso talvez seja preciso dar-lhe tempo de adaptação. Para já, porém, revela uma performance muito superior a muitos casos falhados no passado recente e no mesmo sector.

Outro apontamento para Ruben Micael. Obviamente que a altura em que entrou o beneficiou, mas voltou a mostrar como pode ser um jogador fantástico em determinados aspectos. Sempre com uma visão muito objectiva e abrangente do jogo, reflectida nos seus movimentos sem bola e na facilidade com que encontra a melhor opção. Esperemos que possa evoluir também fisicamente ao longo da época.



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