08 novembro 2007
17 dezembro 2010
Hora de Assar o Bacalhau
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Fim de ano, com a proximidade das festas, um espírito se fortalece e parece renovar dentro de nós as esperanças de que tudo de bom venha a acontecer.
Todas as comemorações nessa época parecem simbolizar essa renovação que se processa em nós. E de todos os símbolos que são associados a esse período — árvore de natal, presentes, panetone, castanhas, nozes, presépio, Papai Noel etc. — destaco o bacalhau, aquele que vai à mesa preferencialmente na ceia em que confraternizamos com nossos familiares e amigos.
Por isso, da mesma forma, acredito que nosso Vasco já está próximo de assar o seu bacalhau e com ele renovar as suas e as nossas esperanças por um ano bom, melhor que 2009, com participação em decisões e, lógico, conquista de títulos.
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Também desejo que todos nós resgatemos nosso “sentimento”, aquele que eclodiu quando mais foi preciso — disputa da série B —, e que ficou consideravelmente abalado pelos resultados deste ano que está se encerrando. Afinal, somos torcedores apaixonados e não podemos permitir que acidentes de percurso venham a abalar nosso apoio ao nosso time de coração.
Espero que em 2011 arranquemos de nossos corações esse grito entalado de “é campeão” que já nos aflige desde 2003 (propositadamente não estou contando com o título da série B porque se tratou de um típico “acidente de percurso” do nosso Vascão).
Aproveito e, nesse momento, desejo a todos da família Vascaína um feliz Natal e Próspero Ano Novo, com “muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender” além, é claro, dos títulos.
Tenham um bom dia.
“Todo vascaíno tem amor infinito”
J. K. Dimas
23 outubro 2010
Comprometimento Sinônimo de Responsabilidade
Tenho o sentimento de que muitos de nós, vascaínos, sentimos uma espécie de angústia com as notícias na mídia de que nosso CA19 foi visto na noite carioca, numa escola de samba, curtindo momentos de lazer e descontração.
Não fujo à realidade de que a vida de atleta é muito dura, cruel e exige muita dedicação e disciplina para ser levada adiante. E radicalmente rouba a juventude, melhor fase de nossas vidas e que acontece só uma vez. Pois somente se consegue ser atleta enquanto jovem. E jogador de futebol é, antes de tudo, uma forma de atleta.
Mas há, também, outra visão tão comum, principalmente entre os pais, de que ser jogador de futebol traduz riqueza, sucesso, fama e dinheiro. Muito dinheiro. No entanto, mal sabem que é muito baixo o percentual daqueles que se lançam nessa vida e atingem esse nível tão sonhado. Bem como desconhecem a dureza e as dificuldades dentro desse meio
Só que a dedicação e disciplina acabam sempre criando conflitos de consciência. Pois, como conviver com os que fazem parte de seu meio social, e que não são atletas, e resistir às tentações do prazer e da alegria?
E é justamente buscando responder a essa questão que procuro entender a atitude de CA19. Na situação dele, numa posição que honrosamente ele mesmo conquistou perante o torcedor vascaíno que vivia o momento delicado da série B, é preciso ser mais exigente consigo mesmo. Um ídolo, como ele é visto atualmente, precisa conscientizar-se de que exerce uma posição de influência acentuada na alma do torcedor. Desde os menores que vão começando a semear sua paixão clubística até os maiores que vão aos estádios, pois inegavelmente a presença do CA19 influencia na presença de público e também na expectativa de vitórias. E justamente por ser ídolo é que as exigências são maiores ainda. No caso dele, em que a produtividade nesse ano foi muito abaixo da desejada — dos 60 jogos de 2010 esteve presente em apenas 20 (33%) —, seria conveniente que observasse as orientações médicas para sua recuperação e que deveriam estar isoladamente em primeiro lugar no rol de suas vontades e prazeres. Que prazer maior para um ídolo senão voltar a jogar no clube que o acolheu tão bem?
Está chegando a hora de recomeçar a conquistar o amor da torcida do Vasco. Assim, ganhamos todos: Vasco, torcedor e, claro, CA19.
Tenham um bom dia.
“Todo vascaíno tem amor infinito”.
J. K. Dimas
27 novembro 2010
Obrigado!
Sábado passado escrevi aqui, nesta coluna, que qualquer que fosse a notícia, de agora até o final do ano, envolvendo o Vasco, especificamente aquelas relacionadas com contratações e dispensas do elenco de futebol, não teriam qualquer efeito nas minhas emoções exceto uma: “Rodrigo Caetano renova com o Vasco”.
Essa sim, a notícia que mais me deixava ansioso. Por tudo que representou o trabalho desse profissional ao longo dos dois últimos anos e por tudo o que pode representar para os próximos a sua permanência em São Januário, torna-se um fato determinante para o sucesso do Vasco a confirmação da continuidade de seu trabalho.
E, enfim, a tão esperada manchete surgiu na tela de meu computador. O que parecia um sonho tornou-se franca realidade. Li e reli a manchete várias vezes. Não custava nada ter certeza de que aquilo que estava lendo realmente estava escrito. Cada letra de cada palavra também parecia exercer um efeito hipnótico sobre mim.
E agora o momento é de agradecer.
Obrigado Rodrigo Caetano, pela confiança depositada no Vasco. O seu “sim” significou que ninguém melhor do que você para reconhecer que há campo para se trabalhar e conquistar vitórias marcantes num futuro próximo e basear todo o trabalho em planejamento e organização. Não fosse assim e você certamente teria zarpado do nosso porto.
Obrigado aos torcedores que promoveram o abaixo-assinado “Fica Caetano”. Mais agradecido ainda aos que tiveram a iniciativa de realizá-lo. Segundo o que lemos nos últimos dias, Rodrigo Caetano sensibilizou-se bastante com tamanha prova de reconhecimento ao seu trabalho. Há momentos que dinheiro e status não conseguem colocar suas forças acima das provas sinceras de carinho e reconhecimento. Às vezes um simples “muito obrigado” é capaz de fazer-nos sorrir e sentir interiormente bem melhor com a gente mesmo. Imagina, então, um abaixo-assinado com milhares de assinaturas, impresso e entregue na sua mesa de trabalho.
Obrigado aos que tentaram tirar Rodrigo Caetano do Vasco — e como não poderia deixar de ser, a diretoria do Fluminense e seu Big Brother patrocinador se incluíram nesse grupo. Pode não parecer, mas eles também exerceram fundamental importância. Suas investidas acabaram tornando claro o potencial profissional de Rodrigo Caetano, e tamanha abordagem saltou aos olhos da colônia diretora vascaína: “o cara realmente é bom mesmo, pra tantos quererem ele”. Isso, certamente, influenciou nas negociações para a renovação.
Obrigado aos integrantes do plantel do Vasco, pois a manifestação pública de alguns trouxe-nos o sentimento de que a permanência de Rodrigo Caetano era elemento fundamental para prosseguir o bom ambiente de trabalho e comprometimento com os objetivos do clube.
Depois da festa, hora de arrumar o salão.
E como não poderia deixar de ser, tal como ele é, Rodrigo Caetano já está pondo mãos à obra. É isso aí, Rodrigo. Contamos com você que hoje já é, pelo menos pra mim, a melhor contratação de 2010/11. Tenho o sentimento de que 2011 será um ano muito melhor.
Permita-me aproveitar este momento — melhor ainda se você estiver realmente lendo este texto — e pincelar seus planos com uma sugestão de torcedor: observe as possibilidades para contratar o zagueiro Rhodolfo, do Atlético-PR. Junto com Dedé, as estatísticas vêm mostrando que esta dupla de zagueiros consta entre os cinco primeiros (Dedé, em quase todas é o líder) roubadores de bola do campeonato brasileiro, considerando as listas mais indicadas. É também um zagueiro com um ótimo aproveitamento quando sobe ao ataque, com destaque para as bolas aéreas — basta rever alguns escanteios cobrados pelo Paulo Baier, onde ele parece saltar feito um felino tamanho é o seu aproveitamento — e chutes de fora da área — o próprio jogo contra o Vasco, esse ano, na Arena da Baixada, foi uma dessas evidências. As mesmas listas também indicam o Williams, do Flamengo, entre os cinco primeiros — ano passado foi o maior deles, em uma das listas —, mas aqui pesa ser ele jogador do nosso arqui-rival. Mas já pensou? Três dos cinco maiores roubadores de bola do campeonato brasileiro como titulares do Vasco? Aí é entregar a bola pro Felipe ou CA19 e partir pro abraço!
Só que a parada não vai ser fácil, não. Rhodolfo atrai a atenção de clubes do exterior. Já houve sondagens do Bayer Leverkusen (Alemanha) e Genoa (Itália) além de outras. Segundo a Rádio CBN, “o Genoa ofereceu 2,5 milhões de euros pelos direitos do zagueiro, mas o clube paranaense considerou baixa a oferta e fez um contraproposta: 4 milhões de euros por 80% dos direitos”.
É uma parada dura, sim. Mas quem sabe o Rodrigo Caetano não consegue operar mais um milagre com sua habilidade em negociar?
“Todo vascaíno tem amor infinito”
J.K.Dimas