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domingo, 19 de agosto de 2018

Leituras no Metro - 990

Lisboa: Casa da Achada, imp. 2009

Foi uma belíssima ideia a que Eduarda Dionísio teve em conversar com o arquiteto Francisco Castro Rodrigues e dar a essas conversas a forma de memórias. Senão teria sido mais um caso dos muitos que têm muito para contar e não deixam rasto. Só o formato e o peso do livro é que não são os mais adequados. Cada vez odeio mais livros grandes e pesados. Mas este é interessantíssimo.
Francisco Castro Rodrigues nasceu numa família de anarquistas, frequentou a Escola Oficina n.º 1 na Graça, onde vivia. Foi comunista toda a vida embora tivesse estado poucos anos no PCP. Fez parte do MUD Juvenil, esteve preso no Aljube e em Caxias com Mário Soares, Manuel Mendes, Júlio Pomar, etc. Depois da prisão resolveu ir para Angola onde viveu no Lobito, de onde voltou em 1988 para ir viver nas Azenhas do Mar, onde a família tinha raízes.
Ele conta histórias delirantes sobre um diretor (alcunhado de Cunha Bruto) e professores da Escola de Belas Artes que eu já conhecia de outros frequentadores da mesma escola. E outras histórias da sua vida e da sua obra de arquiteto, bem como dos sítios onde viveu.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Clássicos em Cena na Casa da Achada


O Teatro Maizum apresenta, entre 9 e 12 de novembro, três versões de comédias portuguesas renascentistas, na Casa da Achada.
O ciclo de leituras encenadas, Clássicos em Cena, visa divulgar os clássicos portugueses e apresenta nos dias 9, 10 e 11 de novembro a encenação de um texto escolhido, sempre às 18h30, a que se segue uma tertúlia literária, às 19h30, e que conta com a presença de alguns especialistas da cultura nacional.
A abrir o programa, no dia 9, está o texto Os Vilhalpandos de Sá de Miranda, seguido de tertúlia com José Camões. No dia seguinte tem lugar a encenação da obra Comédia Ulysippo de Jorge Ferreira de Vasconcelos e à conversa estará Silvina Pereira. No dia 11 de novembro o texto escolhido é comédia O Cioso de António Ferreira, sendo que Vanda Anastácio fecha o ciclo de tertúlias.
A dar vida aos textos, dirigidos por Silvina Pereira, estão Augusto Portela, Carmen Santos, Daniel Albergaria, Elisiária Ferreira, Esmeralda Veloso, Eduardo Frazão, Isabel Fernandes, João Ferrador, José Gil, Júlio Martín, Margarida Rosa Rodrigues, Miguel Vasques, Rui Pedro Cardoso, Rogério Jacques, São José Lapa, Silvina Pereira e Susana Sá.
No dia 12 de novembro está planeada uma grande festa dos clássicos onde será apresentada a trilogia de textos, com os momentos encenados a acontecerem às 16h00, às 17h30 e às 19h00, de acordo com a ordem das suas anteriores leituras. A partir das 20h30 haverá espaço para o convívio e oportunidade de provar algumas iguarias.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

sábado, 16 de julho de 2016

Boa noite!

Mário Dionísio


Mário Dionísio nasceu há 100 anos. A Casa da Achada quer lembrá-lo todos os dias, não apenas hoje. Mas hoje também.
Durante todo o dia, entre as 10h00 e as 22h00, haverá actividades para todos na Casa e no Largo da Achada: oficinas, jogos, leitura de poemas, canções, comes e bebes. Estão todos convidados a vir passar este dia connosco; a levarem para casa um exemplar da Poesia Completa de Mário Dionísio, acabadinha de editar pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda; a verem o espectáculo Não se pode viver sem utopia, apresentado pelo Coro da Achada; a pegarem no megafone e contarem por onde é que pegam em Mário Dionísio, o que vos interessa nele, porque é que precisamos dele hoje, passados 100 anos.
Neste dia, fazemos saltar para a rua as nossas edições e mais uns tantos livros e objectos raros, sorteamos um tapete feito a partir de um quadro de Mário Dionísio e continuamos a campanha para a reedição d'A paleta e o mundo, actualmente esgotada. Não faltarão formas de ajudar a Casa da Achada a continuar o seu trabalho de tratamento e divulgação do espólio literário, artístico e pessoal de Mário Dionísio. Em exposição estará o quadro para cujo restauro pedimos apoio em Dezembro do ano passado, no fim-de-semana «Já não há papel», que já está restaurado!
Venham passar este dia connosco, ler um poema, cantar uma canção, estampar uma t-shirt, fazer um pin, jogar Gafanhoto caracol, ouvir uma entrevista, comprar uma serigrafia, comer, beber, conversar. Porque 100 anos é pouco tempo.

PROGRAMA:
– 10h30 – Quebrajum!
– 11h00 – Oficina «Faz a tua t-shirt»
– 12h00 – Jogo «Gafanhoto caracol» / Leituras em voz alta
– 14h30 – Oficina «Faz o teu pin» / Leituras em voz alta
– 16h00 – «Não se pode viver sem utopia» pelo Coro da Achada
– 17h30 – Oficina «Faz o teu pin» / Leituras em voz alta
– 18h00 – Lançamento da «Poesia Completa» de Mário Dionísio
– 19h00 – «Mário Dionísio – por onde é que eu lhe pego» - várias intervenções / Oficina «Faz a tua t-shirt»
– 21h00 – Sorteio do tapete de trapilho
Sem hora marcada: leitura de poemas e outros textos de Mário Dionísio, canções, projecção de entrevistas de Mário Dionísio, audição do programa CenteMário na Rádio Paralelo, exposição de um quadro de Mário Dionísio restaurado recentemente, bancas de edições, livros e objectos vários, comes e bebes.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Na Casa da Achada

Alguma liberdade se forjou nos cafés durante o fascismo? Que cafés eram esses? Onde ficavam? Quem os frequentava? Bebia-se, comia-se? De que se falava? O que se «conspirava»? Havia hora marcada? E hoje, ainda existem? Para esta conversa convidámos Jorge Almeida Fernandes, Lia Gama, Miguel Serras Pereira e outros. E também vamos falar das tertúlias de Mário Dionísio.

No ciclo «À mesa» a Casa da Achada propõe que se pense e se discuta a mesa - a sua importância e utilidade nas nossas vidas. A comida também é tema de discussão e os pratos uma parte importante na nossa alimentação, como estamos uns com os outros, como comemos em conjunto. Faltam-nos pratos e vamos fabricá-los nesta oficina de cerâmica com Susana Baeta. Para todos com mais de 8 anos. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

5 a 9 de Novembro: Pensamentos & Achados na Achada; cinema com 'A estrada do tabaco'; lançamentos da Hélastre; Condessa de Ségur por Saguenail


Oficina
PENSAMENTOS & ACHADOS NA ACHADA
de Amiens para Lisboa, um colóquio popular em francês
5 a 9 de Novembro
consultar programa completo
Acontece na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, entre 5 e 9 de Novembro, um encontro, promovido pela Associação Cardan (Amiens, França), de pessoas com dificuldades sociais, desempregados e de reduzida formação escolar, com a participação de pessoas que vivem em Portugal.
Em cada dia será abordado um tema diferente, com diversos participantes.
PROGRAMA:

- 2ª feira, 5 Novembro
tema: Emprego
10h - Trabalhos de trocas teóricas
14h - Trabalhos de trocas práticas, com convidados: Cláudio Torres, Joana Louçã, Joana Veloso, Manuel Brandão Alves.

- 3ª feira, 6 de Novembro
tema: Mobilidade
14h - Trabalhos de trocas teóricas e práticas, com convidados: Fernando Nunes da Silva, Filipe Moura, Jorge Falcato, Raul Moura.

- 4ª feira, 7 de Novembro
tema: Cultura

10h - Trabalhos de trocas teóricas
14h - Trabalhos de trocas práticas, com convidados: António Loja Neves, Joaquim Pais de Brito, Miguel Honrado.

- 5ª feira, 8 de Novembro
tema: Cidadania

14h - Trabalhos de trocas teóricas e práticas, com convidados: António Pedro Dores, Diana Andringa, Helena Roseta, Mirna Montenegro.

- 6ª feira, 9 de Novembro
tema: Aprendizagens

10h - Trabalhos de trocas teóricas
14h - Trabalhos de trocas práticas, com convidados: Ariana Furtado, David Rodrigues, Isabel Galvão, Manuel Arnaut.
Este encontro é a continuação do projecto «Recherche-Action» que aconteceu durante seis meses em territórios vizinhos da cidade de Amiens: 16 pessoas desempregadas ou que nunca tiveram emprego foram contratadas (20 horas semanais) para pensar, com o acompanhamento de animadores culturais e um filósofo, sobre emprego, mobilidade, oferta cultural, aprendizagens, cidadania.
Estas pessoas chegaram a conclusões que querem expor a outros. Querem confrontá-las com as ideias de outros, uns mais institucionais e outros menos. Querem fazer perguntas, umas mais concretas e outras menos, e ter respostas. Por exemplo: em que medida tivemos nós experiências semelhantes? Quais os meios de mobilidade dos portugueses? Quais os preços dos passes sociais? Como são processadas as ofertas de emprego? Há pólos de emprego como em França? A segurança social é extensível a todas as pessoas? Como se passam as visitas a museus e a edifícios históricos? Quantos monumentos estão inscritos na UNESCO? Como vivem os jovens detidos em centros de reabilitação? Porque é que foram detidos? Que ajudas lhes poderão ser dadas? Como é que se produz o vinho do Porto?
Durante o Encontro serão produzidos textos, quer pelos trabalhadores-pensadores da «Recherche-Action», quer por Regina Guimarães, «relatora» das sessões.
As sessões são abertas ao público. A língua do encontro será só o francês, dado que não há meios financeiros para a tradução simultânea.

Oficina
Mas, durante a semana há outras coisas a acontecer na Casa da Achada
CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 5 de Novembro, 21h30
Nesta sessão projectamos A estrada do tabaco (1941, 84 min.) de John Ford, a partir da obra de Erskin Caldwell.
Quem apresenta é Regina Guimarães.
O filme é legendado em português como é costume, e também em francês para os participantes do encontro «Pensamentos & Achados na Achada» vindos de Amiens.
O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Oficina
MEIO CAMINHO ANDADO
A Hélastre marca encontro na Casa da Achada
Quarta-feira, 7 de Novembro, 18h
Nesta sessão a Hélastre vem apresentar vários livros recentemente editados:
da autoria de Saguenail:
- Chatteries appuyées (com ilustrações de Regina Guimarães);
- (Se) debattre (com ilustrações de JAS e João Alves);
- Se trahir (com capa de Regina Guimarães);
- Un cantique des cantiques (com ilustrações de Alberto Péssimo);
- Ce que l'arbre cache (com ilustrações de Sandra Neves);
- Mots couverts (com ilustrações de JAS, João Alves, Abi Feijó e Regina Guimarães).

da autoria de Regina Guimarães:
- Caderno do poço e da gaveta (com ilustrações de Maio Afonso e João Alves).

Serão também projectados estes filmes produzidos pela Hélastre:
- Grand teint e Sans tain; ambos de Regina Guimarães.

Oficina
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Os romances da Condessa de Ségur
Sexta-feira, 9 de Novembro, 18h
Nesta sessão Saguenail vem falar-nos dos romances da Condessa de Ségur.
30.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

Oficina
Nas horas de abertura é possível:
  • Requisitar e consultar livros na Biblioteca da Achada, que tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc…
  • Visitar a exposição «Artistas amigos de Mário Dionísio - reconstituição das paredes duma casa» até ao dia 21 de Abril. A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Resende, Lima de Freitas, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

20 a 22 de Outubro: Na Casa da Achada

Casa da Achada - Centro Mrio DionsioActividades de 20 a 22 de Outubro

Oficina
MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Sábado, 20 de Outubro, 16h
Por motivos alheios a sessão de «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», programada para o sábado passado, foi adiada para este sábado, dia 20 de Outubro.
Nesta sessão António Carlos Cortez vem falar-nos sobre os dois últimos livros de poemas de Mário Dionísio: Le feu qui dort e Terceira idade.
Une pluie de taureaux est tombée sur la ville
Comme les autres peu à peu j'ai accepté mon sort
en creusant dans la chair 1'ennui de mon asile
Tout est tranquille enfin chez moi   Enfin tout dort
Les souvenirs et les désirs et les remords
tout doucement s'étiolent
Adieu les rêves et les colères qui s'envolent
sans amertume et sans regret
Mais sous la peau de tout mon corps
dans les replis les plus caches comment le taire
le feu qui dort est éveillé
Mário Dionísio, Le feu qui dort
Acaso interessa
a data do nascimento
ou a de agora?
A nossa idade é a do mundo
A dele a nossa
Ao longe lenta uma carroça
leva-nos mortos para o
fundo do tempo
E ele ali mesmo recomeça a
toda a hora
Mário Dionísio, Terceira idade

Oficina
OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 21 de Outubro, das 15h30 às 17h30
Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando» - que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.
A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.
Para todos a partir dos 6 anos.

Leitura Furiosa
CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 22 de Outubro, 18h30
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.
Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.
«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.
CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 22 de Outubro, 21h30
Nesta sessão projectamos Pagos a dobrar (1944, 107 min.) de Billy Wilder, a partir do romance de James M. Cain.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.
O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Oficina
Nas horas de abertura é possível:
  • Requisitar e consultar livros na Biblioteca da Achada, que tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc…
  • Visitar a exposição «Artistas amigos de Mário Dionísio - reconstituição das paredes duma casa» até ao dia 21 de Abril. A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Resende, Lima de Freitas, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 a 8 de Outubro: Na Casa da Achada

Casa da Achada - Centro Mrio DionsioActividades de 5 a 8 de Outubro

Oficina
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Sonetos de Antero de Quental
lidos por Antonino Solmer
Sexta-feira, 5 de Outubro, 18h
No dia da República acontece a leitura de sonetos escolhidos, acompanhados por projecção de imagens, de Antero de Quental por Antonino Solmer, com introdução de Eduarda Dionísio, e composições musicais de Pedro Rodrigues.
29.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
«Uma das minhas primeiras paixões poéticas, era então muito novo, foi Antero de Quental. Fiz sonetos aos milhares, até que cheguei à conclusão de que não era poeta: na altura não conhecia Pessoa. Nem a Presença (em cuja fase final, aliás, ainda colaborei). Coimbra era longe. E foi sobretudo a redescoberta dos espanhóis, Emilia Prados, Altolaguirre, e em especial Rafael Alberti e a antologia de José Bergamin (mas não Lorca, é curioso!) que marcou muito o meu regresso à poesia.»
Mário Dionísio, «Mário Dionísio: Memória da "Terceira idade"» (entrevista para o Jornal de Letras em 1982)

Oficina
OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 7 de Outubro, das 15h30 às 17h30
Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», que aconteceu em Agosto, com Pierre Pratt e Filomena Marona Beja.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar, com Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.
Para todos a partir dos 6 anos.

Leitura Furiosa
CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 8 de Outubro, 18h30
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Nesta sessão começamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia nos anos 30, por Rui-Mário Gonçalves.
«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.
CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 8 de Outubro, 21h30
Nesta sessão projectamos À luz do sol (1960, 118 min.) de René Clément, a partir do romance de Patricia Highsmith.
Quem apresenta é João Rodrigues.
O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Oficina

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Na Casa da Achada

Casa da Achada - Centro Mrio DionsioActividades de 6 a 10 de Setembro

Oficina
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
As borrachas de Robbe-Grillet
Quinta-feira, 6 de Setembro, 18h
Nesta sessão Eduarda Dionísio vem falar-nos de As borrachas de Alain Robbe-Grillet.
28.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

Oficina
OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 9 de Setembro, das 15h30 às 17h30
Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.
Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».
Nesta sessão, como entrada, vamos tratar de «Acentuação, pontuação e pronúncia». Nas sessões seguintes, o primeiro prato será sobre «Falsos amigos»; o segundo prato «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».
Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

Leitura Furiosa
CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 10 de Setembro, 18h30
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.
«(...) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses "três grandes", perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).
CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 10 de Setembro, 21h30
Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.
Nesta sessão projectamos Os canibais (1988, 98 min.) de Manoel de Oliveira.
Quem apresenta é Diogo Dória, que participa no filme.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

23 a 27 de Agosto na Casa da Achada

Casa da Achada - Centro Mrio DionsioActividades de 23 a 27 de Agosto

Oficina
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
O som e a fúria de Faulkner
Quinta-feira, 23 de Agosto, 18h
Nesta sessão Maria João Brilhante vem falar-nos de O som e a fúria de William Faulkner.
27.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

Leitura Furiosa
SILÊNCIO
um documentário de António Loja Neves
Sexta-feira, 24 de Agosto, 18h
Na sequência da sessão do ciclo «histórias da História» do mês de Julho, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira no norte de Portugal e na Galiza, em que contámos com a participação de Paula Godinho, projectamos O Silêncio, documentário de António Loja Neves, proposto pelo próprio durante a sessão.
Na sessão participam António Loja Neves e Paula Godinho.
«No comovente filme de António Loja Neves e José Manuel Alves O Silêncio, enrolado em si mesmo, numa posição quase fetal, um homem desfia um sofrimento longo, a partir dum acontecimento que viveu com 16 anos e que lhe mudou a vida, tornando-lhe os sonhos improváveis. Trata-se de Arlindo Espírito Santo, que viu grande parte da sua família ser presa em Dezembro de 1946, na aldeia de Cambedo da Raia, no concelho de Chaves, encostada à Galiza. Ali decorreu um episódio sangrento e tardio, ainda em resultado do golpe franquista em 18 de Julho de 1936.»
Paula Godinho, «Cambedo da Raia, 1946»

Oficina
MÁRIO DIONÍSIO, SOCIAL E POLÍTICO
Sábado, 25 de Agosto,  16h
Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Eduarda Dionísio vem falar-nos sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.
«Ouço o grande silêncio. Vejo-o. Toco-lhe quase. Estou sentado, no meio da cozinha lajeada, olhando lá para fora pela janela alta e estreita. A manifestação (com tiros!) em S. Pedro de Alcântara, éramos todos estudantes. Encontros nocturnos na cerca da Faculdade de Ciências, falava-se em voz baixa, muito baixa, com o portão fechado, quem é que tinha a chave? Um grito alegre na praia da Ericeira, alguém correndo, um abraço tão forte que nos deita ao chão, é o Ramos da Costa muito novo, que eu julgava ainda preso, «saí ontem!». E o Zé Gomes, o Carlos, o Cochofel, ainda antes da tertúlia do «Bocage». E as massas transbordantes do dia da Vitória: bandeirinhas dos aliados nas ruas, nas varandas, nas lapelas, excepto a da URSS, é claro, e por isso se gritava: «Todas! Todas! Todas!» E novamente a marcha cautelosa sob as águas. Sempre outra vez a marcha cautelosa sob as águas. Sacões de esperança: o Norton, o «Santa Maria» navegando envolto em lenda, apelando em vão ao mundo inteiro, o Humberto Delgado antes de lhe arrancarem as estrelas. Anos e anos de crime, digamos o que dissermos, consentido. Até ao tal amanhecer: Aqui, posto de comando das Forças Armadas. Escancarado o portão de Caxias. O regresso dos exilados perante mares de gente gritante e confiante, até parecia um povo. O primeiro 1.° de Maio em liberdade, nas ruas, nas janelas, nos andaimes dos prédios em construção. Seria mesmo um povo?

E outros momentos. Soltos. Deslumbrantes na opaca escuridão do que não volta mais. Cada um terá os seus, a sua história privada, a sua respiração. A última reunião da Comissão de Escritores do MUD, a que tinha pertencido toda a gente (faltavam às vezes cadeiras) e a que, por fim, já só compareciam, inutilmente renitentes, três pessoas: a Manuela Porto, o Flausino Torres, eu. Que coordenava o sector desde a própria ideia de o formar. Como o dos artistas (arquitectos, pintores, escultores, desenhadores, fotógrafos, publicitários) que, a partir de 46, fizeram juntos as suas Exposições num clima de entusiasmo e unidade como nunca houvera no país nem sei se, exactamente assim, terá voltado a haver.»
Mário Dionísio, Autobiografia (1987)

Oficina
OFICINA
INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 26 de Agosto, das 15h30 às 17h30
Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.
Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!
Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, em que se fabricaram animais a partir de objectos de cozinha; na segunda sessão fabricaram-se, a partir de objectos com forma de animais, personagens humanas. Na terceira sessão foram-se preparando os cenários para estas personagens. Nesta quarta sessão vamos acabar os cenários para inventar uma história para cada uma delas.
Para todos a partir dos 6 anos.

Leitura Furiosa
CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 27 de Julho, 18h30
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é Manuela Torres.
«(...) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses "três grandes", perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).
CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 27 de Julho, 21h30
Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.
Nesta sessão projectamos A flauta mágica (1975, 135 min.) de Ingmar Bergman.
Quem apresenta é João Paulo Esteves da Silva

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Leitura Furiosa

A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento de encontro de pessoas «zangadas com a leitura» com escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho. E isto acontece ao mesmo tempo em Lisboa (na Casa da Achada), no Porto (em Serralves), em Beja (na Biblioteca Municipal) e em Amiens (França).
Vários pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor, como entenderem fazê-lo. À noite, o escritor escreve um pequeno texto que oferecerá ao grupo quando, no dia seguinte, voltar a encontrar-se com ele. Passarão todos por uma livraria, por uma biblioteca. Os textos são ilustrados, paginados e os que vêm de França traduzidos. No domingo, terceiro dia do encontro, são tornados públicos numa sessão de leitura feita por actores e não-actores, alguns deles musicados e cantados, e publicados numa brochura.
Neste ano, juntámos um grupo do Recolhimento da Encarnação com a escritora Filomena Marona Beja, do Recolhimento de São Cristóvão com Jacinto Lucas Pires, do Centro Social Polivalente de São Cristóvão São Lourenço com Jaime Rocha, da Escola n.º 10 do Castelo com José Mário Silva, do Centro Social da Sé com Margarida Vale de Gato, da Escola Secundária Gil Vicente com Miguel Castro Caldas, do Centro de Apoio Social dos Anjos com Nuno Milagre, do Centro de Acolhimento para Refugiados do CPR com Rosa Alice Branco.
Os textos serão ilustrados por Bárbara Assis PachecoJosé Smith VargasNadine RodriguesNuno SaraivaPierre Pratt e Zé d’Almeida.
Na sessão pública, no domingo, 13 de Maio, na Casa da Achada, os textos serão lidos pelos actores e cantores Antonino SolmerDiana DionísioDiogo DóriaF. Pedro Oliveira, Inês NogueiraJoana CraveiroPedro Rodrigues e Suzana Borges.
Quem imaginou, há quase 20 anos, a Leitura Furiosa foi a associação Cardan, duma cidade do norte da França, Amiens, que trabalha para tornar o saber acessível àqueles que dele são excluídos, para quem o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade, para quem a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que não a praticam.

Sou fã desta Leitura Furiosa.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Na Casa da Achada, por estes dias

Casa da Achada - Centro Mário DionísioActividades de 12 a 16 de Abril
Oficina
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 12 de Abril, 18h
Cristina Almeida Ribeiro fala de A casa grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.
Esta é a 23.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
ENCONTRO DE GRUPO DE LEITORES
Sexta-feira, 13 de Abril, 15h
É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação do escritor Miguel Castro Caldas.
Oficina
ÚLTIMA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
SONHAR COM AS MÃOS - O DESENHO NA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO

Sábado, 14 de Abril, 16h

É a última oportunidade de participar numa visita guiada à exposição «Sonhar com as mãos - O desenho na obra de Mário Dionísio», que termina no dia 21 de Abril.
Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc.
Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.
Oficina
QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO
OFICINA DE ILUSTRAÇÃO

Domingo, 15 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril há três oficinas de fabricos diferentes. Na primeira sessão montámos missangas com a ajuda de Irene van Es.
Neste domingo, com Pierre Pratt, vamos fazer ilustrações.
Número máximo de participantes: 10. A partir dos 6 anos.
Oficina
CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 16 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.
«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores - alguns dispersos (1937-1990)
CICLO DE CINEMA
POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 16 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte - o cinema incluído - tem política dentro.
Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos Reds (1981, 194 min.) de Warren Beatty. Quem apresenta é João Rodrigues.
Oficina
CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS:
MÁRIO DIONÍSIO - VIDA E OBRA

Sexta-feira, 13 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta primeira sessão Rui Canário vai falar sobre Mário Dionísio, o professor.
As novidades do
Centro Mário Dionísio
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