Eu gosto de compras. Eu gosto de
compras ponto final. E gosto mais ainda de compras que não me dão trabalho, que
não me fazem andar a pé, que não me fazem experimentar roupa em cubículos apertados.
Ou seja, se eu gosto de compras, eu adoro compras on line. Foram criadas
certamente à minha semelhança. Permitem escolhas ponderadas, com tempo, no
sofá. Permitem guardar e ir ver outros sites e só depois decidir.
Se eu já era fã de sites de
compras, com o nascimento do Guilherme, fiquei ultra viciada. O que é grave,
pois o senão destas compras, é que não se sente o dinheiro “a sair” do porta
moeda e como tal, “olho que não vêm, coração que não sente”, ele vai a uma
velocidade quase catastrófica.
Adiante. Ou seja, eu sou
consumidora frequente de compras on-line, sejam elas lojas ditas normais, como
a Zara, Uterque etc, sejam lojas negócios de “facebook”. E é aqui que começa o
drama de hoje.
Já aqui escrevi sobre isto e de
nada adiantou pois continuo a comprar, ou a utilizar os serviços, mesmo tendo a
noção que não deveria.
Com a dita crise, instalada em Portugal
nos últimos anos, muitas foram as pessoas, com ou sem vocação, que meteram
pernas (e mãos) ao caminho e montaram pequenos (ou não) negócios.
Até ai??Nada! Excelente! Hoje em
dia, deverão ter, a meu ver, negócios com rentabilidades de verdadeiros salários.
Até ai? Nada! Excelente. Agora pergunto eu…E faturas? Passam estas pessoas faturas?
Nunca tal vi. Já comprei dezenas de pulseirinhas e camisolinhas e colares na
net e até ao presente dia, nunca recebi uma única fatura de nada. Nem uma.
Serviços que contratei? Igual!
Nunca recebi nada. Não que para mim sirva de alguma coisa, além de pagar
impostos para o meu País, mas sinceramente acho que os inspetores das finanças andam
a dormir. Eu vejo as imagens dos acuais “mercaditos”
que devem movimentar milhares e milhares de euros e os avisos que não há multibancos
e pergunto-me: mas há faturas?
Custa-me ver isto tudo. Mas muito
mais que isto, e friso bem, custa-me não ter um sítio para reclamar a falta de
profissionalismo com que alguns destes negócios trabalham. Solicitei um
trabalho no passado mês a um site do fb. Um trabalho que no meu entender era
bastante bem pago. Não reclamei sequer (nem podia!) e nem sequer ponderei o
preço porque gosto do trabalho da pessoa em questão e porque sou defensora que
o trabalho criativo deve ser bem pago.
Não tive resposta. Feita burra
(aliás muitooo) tornei a solicitar o preço. À segunda, respondeu com email “feito”
e tabela de preços. Aceitei. Pedi nib e condições de efetuar o dito trabalho.
Resposta? Zero! Tornei a insistir (burra+ursa) e até avisei que afinal queria
dois trabalhos!!! Obtive como resposta,
que se encontrava ausente do pais e como tal só na semana seguinte me poderia responder.
Desde esse email, datado de 1 de Abril, nunca mais houve palavra. Nem sequer respostas
aos meus posteriores emails.
Pergunto…e agora, queixo-me a
quem? Ser boa no que faz é suficiente? Onde está a educação, o
profissionalismo? Se fosse uma loja, eu resolvia o assunto. Assim, limito-me a
um simpático email de resposta, tendo no intimo a certeza que o mesmo, provavelmente
é lido, com a mesma falta de respeito com que todo o assunto foi tratado. Conclusão, faz-me muita falta um livro amarelo on-line.