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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Felicidade alheia, areia nos seus olhos




Você é um merda. “Como é que é?”. Você nunca será feliz. “Oi?”. É, porque se você, meu caro, mesmo que nos seus pensamentos mais profundos quando se depara com a felicidade das pessoas, pense: “Porque diabos ela/ele está tão feliz? Ela/ele é muito mais feliz do que eu e não merece tanto assim. Também tenho mérito…”. 
Pronto, você acabou de assinar o atestado que realmente não merece essa felicidade que tanto está invejando e tem que se fuder mesmo. Mania maldita essa que os humanos têm de se deparar com a felicidade alheia e logo começar a jogar areia nos olhos das outras pessoas sobre determinados pontos que julgam ser importantes. Pontos esses que às vezes não são nem um pouco importantes para o outro. Tenham a absoluta certeza que se você está feliz em determinado assunto, espere, que logo virá alguém pra falar alguma coisa.
O que ninguém entende é que na porra desse mundo têm espaço suficiente para todos serem felizes o bastante. Mas o humano é um merda que ainda não aceita muitas coisas e prefere invejar, fazer intriga e principalmente julgar. Ah!, como nós humanos gostamos de julgar como se fossemos deuses da razão.
Não costumo escrever dessa forma, até poderia usar palavras menos agressivas, mas é que de fato só entendemos as coisas se for aponta pés, se for dor. Procuramos entender os sentimentos extremos, ainda mais se este for puro sofrimento do que qualquer outro.
 Desde todo o principio desse mundo temos grandes histórias sobre traição, intriga, julgamento, é de nossa “natureza” ser assim. Mas convenhamos que isso não seja bom, todos nós devemos pelo menos tentar melhorar, se policiar, prestar mais atenção no que falamos e fazemos. Sempre acreditei que as pessoas tendem a melhorar, por mais que muitos atos afirmem o oposto. Uma forma simples é passar a cuidar um pouco mais só da sua vida. O que acham?

Artigo escrito para o blog: "Machos de Respeito"



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cegueira,


A vida é tão bela, mas afundados em nossa ignorância e ilusão deixamos de perceber muito do que há em nossa volta. Viveria outras existências para contemplar o quão tudo é divino.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Absurdos,


Em um mundo que há pouco mais de 190 países, vasto em riquezas, cultura e afins. Existem 20 grandes religiões disseminadas sem contar suas ramificações e sem citar as pormenores. 
Desculpe caros amigos, longe de mim querer faze-lo crer na verdade que carrego, mas o maior absurdo que ouvi nessa pequena existência é a ideia de que o homem tem apenas "uma" única chance diante de toda a eternidade, diante da perfeição Divina e do Amor, fazer-se/ provar-se merecedor.  
Bem, caros amigos, se essa for a verdade, olhando pra todos nós, estamos longe de merecer qualquer coisa que seja... 
          

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Navegues,




 Nós somos navegantes além mares
Descobridores de outras águas
Nós somos navegantes em meio ao mar de pessoas
Que querem nos naufragar.




terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um cigarro,


Ele retirou a carteira de cigarros do bolso, ofereceu ao amigo, puxou um e o acendeu. Tragou. Estavam sentados ao ar livre, na gramado que começa a ficar mais verde por causa das chuvas dos dias anteriores. O céu estava nublado, talvez ameaçasse mais alguma chuva.



- Estou fatigado...
- Hm?
- Estou fatigado dessa vida.
- E o que pretende?
- Nada, aliás, se pudesse escolher... Morreria.
- Por acaso acredita em “céu”?
- Que pergunta é essa?! É claro que não...
- Se não acredita em céu, não deseje morrer, meu caro. Sabe se o lugar para onde vai é melhor do que aqui?




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

(im)Possibilidade do "Nós",


- Então vocês estão juntos?
- Estamos sim...
- Todos irão apontar o dedo pra vocês.
- Mas...
- Mas o quê? É a verdade...
- Isso não importa, ele me da muito mais do que dedos e mãos. Com ele sou corpo e alma.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

#ML05: Casulos,



Não existe rotina na vida real. Bom, eu digo, porque não existe mesmo. E eu não sei quanto à vocês, mas eu tenho a leve impressão de que nós nem sempre vivemos esse lado mais palpável da vida. E eu vou dizer o porquê.

A maioria das pessoas vivem em "casulos sociais", habitats tranquilos, em que pouca coisa foge ao padrão pré-estabelecido, e quando foge...é sempre dentro de um plano, sabe. Seja lá quão lunático ele for. A modernidade e a relativa estabilidade na qual o mundo se encontra nos fez esquecer que a Terra, assim como todo o Universo são só outras inconstantes dentro do Caos. Me perdoem os mais fervorosos, mas não há escapatória da máxima de que "tudo tende ao Caos".  E tende mesmo.

Nossas vidas são como um tiroteio de cegos, você nunca sabe em quem vai dar um encontrão qualquer hora, quem vai acabar salvando sua vida sem saber, ou em quem vai atirar: até que você atire, até que você salve, até que você encontre.

E pros amigos maquiavélicos de plantão, más notícias. Eu também achava que eu podia mexer as cordinhas e coordenar todo o espetáculo, mas não dá. Você também se torna o espetáculo. O palhaço devora o circo, enquanto você pensa que ele estava rindo pra você.

A rotina é algo anti-natural, cientificamente falando mesmo. Ainda assim, todos nós somos propensos a sermos engolidos pelo seu apetite voraz. Porque ela é mansa, e cria uma falsa sensação de que hoje está tudo bem, seguindo a mesma fórmula, amanhã estará tudo bem e assim indefinidamente. Mas as coisas vão desembestar, porque é isso que as coisas fazem.

E eu acho que é por isso que todo mundo tem tantos problemas nesse século, sabe. Vivemos todos em micro e macro casulos, e quando vez por outra batemos de cara com a realidade, não sabemos o que fazer. E a coisa só piora nos grandes centros urbanos e/ou nas classes sociais mais favorecidas.

É, muito provavelmente você, classe média, atoa na internet, esteja inserido nesse contexto, mesmo que não assuma. Não se preocupe, eu também estou. Somos todos prisioneiros aqui, de uma forma ou de outra.


Por Igor  Carvalho
twitter: @igovinil



segunda-feira, 1 de agosto de 2011




                                       às vezes aves voam
                                          para longe
                                            e jamais retornam
                                              a sua origem
                                                 migram para outros lugares
                                                     vitais a sua  sobrevivência.





terça-feira, 12 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Nossos gênios desmerecidos,

"O mundo da arte é uma expressão profunda da vida, do que está vivo com todas suas ambigüidades e valores. A arte expressa o que somos (nossa interioridade) e o que queremos ser e não ser...".
(Gabriel Izquierdo Maldonado)


.

As bocas são muitas e o falatório é adverso. Mas a maioria concorda e diz que estamos estacionados no tempo. Esta reclamação é voltada principalmente para a área artística. A discussão é que não há novos movimentos revolucionários – assim por dizer - literários, filosóficos ou musicais. Alguns dizem que é um século em vão. Não há nada novo ou extraordinário. Os mais pessimistas dizem que passaremos esse século em branco.


Não há nada comparado às escolas filosóficas da Antiguidade ou ao Impressionismo que surgiu no séc. XIX do francês Monet. E se tratando de literatura temos o romancista brasileiro Álvares de Azevedo com seus belos poemas. Talvez jamais haja algo que se iguale ao rock clássico dos Beatles nos anos 60, ou a Bossa Nova que se iniciou no final dos anos 50, com os genais: Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes entre tantos outros. Os gênios são inúmeros.


A questão é que hoje há nomes que se destacam em qualquer dessas áreas. Mas dizem que nada parece ser bom o suficiente para criar um novo modo de visão ou estilo de vida que atinja a toda a massa ou provoque falatório geral. Isso é um fato. Obviamente nós sofremos influencias artísticas, o humano necessita estar conectado a arte de alguma forma, mas nada de grande magnitude.


O mundo não deixou de ser mundo, estamos apenas em épocas diferentes. Agora há uma maior concentração de pessoas e conseqüentemente uma “competição” mais acirrada. Nossos pequenos gênios não deixaram de existir, estão todos espalhados por aqui para dar novas perspectivas conforme as nossas necessidades.

O grande problema é que não parece haver espaço suficiente para todos eles e o poder da mídia – por nosso consentimento - coloca em evidência poucos. Alguns nem mesmo recebem o destaque que mereciam. Se estamos visivelmente estagnados em algum movimento artístico que seja, grande parte da culpa é nossa que não abrimos nosso campo de visão para o novo e o que há de vir. Somos nós que de inúmeras maneiras e formas não damos o valor que estes merecem.


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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sintonia,

.
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 - Talvez nossos olhares já tenham se cruzado antes, mas dessa vez nós nos encontramos, estávamos na mesma sintonia. Aqueles olhos silenciosos me falaram e eu o ouvi. Aliás, aqueles olhos sorriram para mim. Eu sei, houve um certo encantamento entre nós....

 - Any, você está escutando tamanha loucura que está dizendo? Você mal o conhece...

 - É, eu sei. E o que há de errado? Eu também mal me conheço. Mas acho que nós - eu e ele - podemos descobrir juntos.





sábado, 2 de julho de 2011





Analiso seus olhos silenciosos e sei o que eles querem me dizer.



quarta-feira, 29 de junho de 2011

ML#04: Todo o ódio da vingança de Jack Buffalo Head,


        
   Ninguém sabia ao certo se suas histórias eram verdadeiras, mas todos os respeitavam. Era um respeito concomitante com medo.


     - Não é possível que um simples homem seja capaz de tantas proezas; resmungavam copiosamente os homens da velha cidade de Missoula, em Montana.


Alto, robusto. Suas longas barbas ruivas mostravam sua etnia estrangeira e o seu total desleixo com a aparência. Sempre usava uma vestimenta empoeirada. Seu odor era insuportável. Nunca sorria. Sua expressão facial mostrada parcialmente à sombra de seu chapéu revelava uma pessoa fria, que carregava uma dura carga de rancor e ódio. Mas aquele dia, algo estava diferente. Uma brisa assoprava anunciando que alguma tragédia iria acontecer. Todos que o temiam sentiram um calafrio ao vê-lo naquele dia. Vagarosamente, como se estivesse sendo levado pelo destino, ele entra no saloon onde era freqüentado por todos os maiores foras da lei das redondezas. Seu retrato na parede de procurado sempre o deixava orgulhoso. Procurou uma mesa ao canto. Removeu sua cartucheira com 2 revólveres e a colocou em cima da mesa. Revólveres únicos, instrumentos de uso de tantos feitos, que pertenciam ao atirador mais rápido do Velho Oeste. Passou a mão no bolso, e retirou um cigarro completamente amassado. Ele o acendeu como em um ritual pessoal. Todos observam silenciosamente tentando decifrar o que estava de errado. Jack Buffalo Head, como era conhecido.

Ao retirar seu surrado chapéu, seu rosto deixa uma lágrima escapar. Seus olhos avermelhados entregavam-no a um certo torpor. Fitou o garçom, este que sem pestanejar lhe serve com a melhor garrafa de Rum do estabelecimento. Uma tragada do seu cigarro, um gole do seu Rum. Jack se rendia aos pensamentos rancorosos e vingativos. Sua alma estava sedenta por sangue. Toda aquela dor que emanava de um coração destruído lhe dava forças para completar seu último feito. Talvez o seu maior feito.

A primeira garrafa já estava no seu fim. Jack, ajeitando o cinto, resolve juntar-se à mesa de poker.  Era também conhecido por ser um grande apostador. Tudo que sabia, aprendera com Nightrider, uma lenda. Mas algo estava errado naquele dia. Perdera tudo. Silenciosamente levantou-se da mesa, pegou mais uma garrafa de Rum e começa a se preparar.

- Se preparar para o quê?

O relógio da igreja badalou 12 vezes, anunciando a chegada do trem. Jack se mostrava perdido em tantas lembranças, mas sempre preparado. Sua fama o precedia. Passos vinham em direção ao saloon. O som era conhecido. Uma botina com solado em madeira nobre, revestida por couro de crocodilo, com esporas que aterrorizavam muitos bandidos. Era o xerife da cidade que voltara. Temido, impiedoso e muito sagaz. Ao entrar no recinto, Jack arruma o seu chapéu, acende mais um cigarro e o encara dentro dos olhos, como se estivesse ameaçando-o. O xerife, com o seu ar autoritário e prepotente para diante a porta e diz:

- Não se incomodem com a minha presença. Continuem a fazer o que estavam fazendo.

Jack vira-se para o balcão e dá um sorriso. Sua espera acabara. Foram 10 longos anos até finalmente encontrar o xerife James Franklin. Seu coração pulsava freneticamente. Era a oportunidade que ele almejava. James encosta no balcão, sempre com um sorriso cínico no rosto. Reconhece Jack. Procurado em mais de 40 estados. A tranqüilidade de Jack irritava James. Como que um bandido procurado por tamanha extensão territorial não esboçaria nenhuma reação ao ver um dos xerifes mais temidos do Velho Oeste?

- Jack, Jack, Jack. Finalmente eu o encontrei.

- Eu não estava escondido, Senhor Xerife.

- Como prefere resolver isso?

- Sabe xerife, estive pensando nisso a manhã inteira.

- E a qual conclusão que chegastes, Jack Buffalo Head?

- Eu gostei da idéia de lhe matar com esta garrafa de Rum.

- Me matar? Há há há. E por que o Sr gostaria de me matar?

Nesta hora Jack deu um longo suspiro, e em apenas 1 segundo viu toda a sua vida passar diante seus olhos. Lembrara da sua infância na fazenda, cuidando de criações e plantações. Lembrou de como era feliz com seus pais e seus irmãos. Lembrou dos seus brinquedos, dos seus amigos e de seu primeiro e único amor: Elizabeth. Lembrou de como foi o seu primeiro beijo. Sempre comparava ao doce sabor do mel. Lembrou dos cabelos encaracolados de Liza, sempre perfumados como as flores dos campos. Lembrou de seu sorriso encantador, que o hipnotizava facilmente. Lembrou dos carinhos, dos afagos que o adormeciam sempre que estivera doente. Sorriu marotamente, recordando de como era feliz tendo o amor da mulher mais encantadora que pisaste em solo. Jack era como um menino ao lado de Liza. Dia após dia, não sabia se estava sonhando ou estava acordado. Não se julgava merecedor de tantas bênçãos, mas zelava por elas. Lembrou-se de seu casamento. Mais uma lágrima cai do rosto de Jack. Acabara de recordar do exato momento em que Liza havia lhe dito que estava grávida e que torcia muito para ser um menino, pois dizia que o mundo precisava de homens como o futuro papai. Uma paz se instaurava internamente com lembranças utópicas, porém reais. Até que cessaram-se as lágrimas. O semblante muda completamente. Há 10 anos atrás, há exatamente 10 anos atrás, Jack lembra-se perfeitamente de encontrar e apanhar sua esposa em seus braços, banhada em sangue, chorando demasiadamente. Jack, abraçando-a, escuta suas últimas palavras:

- Faça-o pagar!

- QUEM, LIZA? QUEM?

- James Fraklin!


Jack ficara sem reação. Afinal, tratava-se do xerife da cidade, o homem mais poderoso da região. Este que sempre fora apaixonado por Liza, que sempre o rejeitava para viver o mais doce e recíproco amor com Jack. Ao cessar o brilho dos olhos de Liza juntamente com o seu último suspiro, cessara também a vida de Jack. Morria ali um homem puro, meigo, apaixonado. O silêncio o consumia. Com a última pá de terra jogada sob sua única mulher, Jack sela sua promessa:

- Perdi duas vidas, assim como perderei a terceira. E essa terceira vida que perderei, será para vingar a sua morte Liza, e a de nosso filho.

Jack pegou o seu cavalo, uma trouxa de roupas e partiu. Fez seu nome. Tornou-se o bandido mais perigoso e procurado de toda a região, pois sabia que somente assim o xerife iria a seu encontro. Reza a lenda que certa vez Jack Buffalo Head cravou seu nome com balas no teto de um cassino. Mas finalmente, sua espera acabara. Ao acordar de tantas lembranças, Jack pega a garrafa de Rum, quebra-a instantaneamente no balcão, segura o pescoço do xerife com uma das mãos e com a outra enfia-lhe a garrafa na barriga. O bar se agita. Jack, sentindo a pulsação da jugular de James ficando cada vez mais fraca, susurra em seu ouvido:

- Elizabeth!

James recorda. Em meio a tosses e vômitos de sangue, provoca-o:

- Cof, cof. Liza? Devia tê-la a visto implorando pela vida. Nunca comi uma mulher tão gostosa como ela. Pena que tive que matá-la, pois se ela não fosse minha, não seria de mais ninguém.

Jack exterioriza todo o seu ódio acumulado por anos. Solta um grito, arremessa James em um canto, saca a sua arma e mostra porque era o maior fora da lei da região. Em seu momento de fúria, começou a disparar em todos que ali estavam. Um por um foi caindo, manchando o chão recoberto por areia de sangue. A cada corpo caindo sem vida no chão, Jack se sentia mais leve. Poupastes apenas a vida do dono do saloon, este que saira correndo quando Jack acenou-lhe com a cabeça para sair. Ofegante, olha para o bar e se alegra com tamanha destruição. Acende um cigarro, dá uma única tragada e arremessa em meio as garrafas quebradas de conhaque. Jack sabia que não lhe restava muito tempo. O fogo o denunciaria antes mesmo de chegar ao teu último destino. Assim sendo, teve pressa.

Já fazia muito tempo, mas ele se lembrava exatamente onde enterrara sua esposa. Era perto da capelinha onde haviam se casados. Capelinha construída por ele. Parou ao lado, livrou o cavalo de todos os apetrechos e despediu do seu fiel companheiro de tantos anos. Trêmulo, ajoelhou-se diante o túmulo de sua esposa com o sentimento de dever cumprido:

- Voltei meu amor, voltei para ficar.

Inclinou-se até repousar sobre o solo. Ao deitar junto a sua esposa, um sentimento de conforto e paz o envolta. Uma última lágrima escorre em seu rosto, esta enxugada pela sua esposa que trazia consigo o tão amado filho.


Por Renatto  Neves do blog  "Machos de Respeito"




terça-feira, 28 de junho de 2011

O Abraço,






Entregar-se, de alguma forma, é necessário.
Entregar-se de alguma forma, é necessário.





sexta-feira, 17 de junho de 2011

ML #03: Samsara,




Surpreendeu-se com o colapso repentino do instante
E tentou, em vão, deter a realidade do sonho que ruía
Não queria deixar tudo cair novamente no esquecimento
Mas as suas mãos escorregavam através das sombras...

Como esperado, o sol invadiu o céu rompendo toda a escuridão, iluminando toda a terra. Hoje não é um dia diferente, mas também não quero dizer que seja igual, talvez apenas mais um dia rotineiro.

Na verdade, nenhum dia é como o outro, nem mesmo as horas se igualam. Até  o sol nasce em pontos diferentes todos os dias. E engana-se quem acha que ele permanece ali no mesmo lugar, sempre.

Hoje é a primeira manhã das centenas de manhãs que passarei aqui neste veleiro preso em águas congeladas da Antártica. E é assim que eu começo as minhas pesquisas: reafirmando que nada, nem por um segundo, se repete... tudo está mudando incessantemente.

Surpreendeu-se com o colapso repentino do gelo
E tentou, em vão, deter a tempestade que surgiu
Não podia desistir de seu sonho mesmo que longe
Mas as suas mãos afundavam na profundeza do mar...

Como esperado, o sol invadiu o céu rompendo toda a escuridão, iluminando toda a terra. Hoje não é um dia diferente, mas também não quero dizer que seja igual, talvez apenas mais um dia rotineiro...


 Por:
Jerônimo Sanz do Blog "Sonho no Sonho"/ twitter @jeronimo_sanz
Má Khalil / twiiter @odeavida





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Felicidade,



Dizem que “o sofrimento é o intervalo entre duas felicidades”, aliás, Vinícius de Moraes, sabiamente nos deixou esse presente entre tantos outros e a maioria de nós, repetimos aos ventos essas palavras, agarramos essa idéia até as raízes como uma verdade. O fato de haver mais felicidade do que sofrimento nos faz seguir em frente, nos faz acreditar que de alguma forma após o nascer do sol, tudo poderá ser melhor.
Tantos outros já nos falaram sobre a felicidade. Mas se tratando de Vinícius, não quero contradizê-lo, longe de mim. Imagine!; Jamais cometeria este tipo de pecado. Entendo quando Vinícius diz que nenhum sofrimento é eterno, mas gosto de acreditar em um segundo tipo de felicidade.
Não me refiro a essa felicidade que vivenciamos dias sim, dias não. Aliás, não é nem um “segundo estilo”, porque não há como ou o quê classificar. E se houvesse e me fosse permitido, diria que esse é um “primeiro estilo”, porque aponto para uma felicidade plena, que está um pouco além de tudo que é substancial, não está presa em momentos ou em conquistas, ou presa ao sim ou não.
 É uma felicidade presa a nós e que está em nosso poder, uma felicidade simples, que vem de dentro pra fora e transforma o meio. Que exige dos insensatos um punhado de paciência para se conquistar. É uma paz que emana tranqüilidade dos poros. É a felicidade plantada nos seus olhos e transferida para outros sorrisos. É simplesmente uma felicidade compartilhada.


twitter: @odeavida
contato: ode.a.vida@hotmail.com


quinta-feira, 9 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ML #02: Trago,



Não gostava, mas decidiu sentar-se ao sol. Afastou a grande bolsa para o lado, cruzou as pernas desajeitadas. Tomou o pequeno isqueiro vermelho entre os dedos pequenos, domou-o. Ajeitou o cigarro entre os lábios pintados e, com um fogo tímido, acendeu a ponta. A tragada forte inundou-lhe o espírito de fumaça e ocultou-lhe o frio, por um instante. Tomou um gole do chá – já estava morno. Viu sua sombra à frente, o cabelo pareceu-lhe bonito. Baixou os olhos e viu, no fundo do copo plástico, os dedos segurando o copo. Os dedos coloridos, cor de mate, “uma cor bonita pra se ter”, pensou. O chá estava no fim. A fumaça do cigarro voava esparsa no vento e circundava-lhe o pescoço, como um bonito cachecol de vazio e monóxido de carbono. Respirou fundo. Deu um trago.

Olhou para frente; viu uma obra, alguns prédios, viu pessoas ao sol, viu o céu azul e limpo. Viu que sua realidade não se comovia com suas acepções sobre o mundo, viu que sua existência era um nada consumado, viu que seus desejos eram incompletos e inconstantes. Viu-se desmerecida do que tinha, viu-se sozinha sob o sol. O vento soprou-lhe as costas, a blusa de lã não ofereceu qualquer resistência contra o frio. O corpo estava frio, os pés estavam frios, as mãos estavam frias. O coração frio como se não houvesse amor, o pensamento frio como se não houvesse fantasia. A alma fria de quem não conheceu a satisfação se ser. O chá frio. Protelou o último gole e deu um trago.


No céu, andorinhas desavisadas buscavam o verão. Pensou na tolice maniqueísta de suas justificativas para o fracasso. Pensou no frio. Fechou os olhos e tentou lembrar-se de uma tarde quente, mas nenhuma lembrança calorosa fez sentido. Lembrou-se então das dúvidas que tinha no peito, vastas como um campo aberto, enquanto flores de esperança brotavam-lhe na garganta. Respirou a brisa que vinha de dentro, cheirava a angústia de abismo. Um arrepio vindo do precipício estremeceu-lhe a espinha, o cigarro ameaçou cair. Sentiu medo. Não sentiu mais nada. O pensamento se refez em aurora rósea, sem luz ou sombra que tocasse o chão. Abriu os olhos. Deu o último gole no chá gelado. E deu um trago.


Por Thalita  Martins
do Blog Sem Ser Mais (CLIQUE AQUI)



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mistura Literária #01,



“Como você me dói de vez em quando...”

O tempo passou tanto desde a última vez que esbocei os traços do seu rosto naquele papel delicado que escolhi. O tempo passou, os ventos passaram, mas não tombei.
E nos nossos sorrisos constaram a certeza de caminhos distintos. 
O tempo, quando passou. Brilho nos olhos, voos alçados, devaneios, noites. Eu vi bem de perto as suas mãos tocando as minhas numa rapidez infinita.
Os mesmos ventos que trouxeram as boas notícias e levaram consigo as raspas de grafite, deixaram no meu rosto a marca de um tempo que passou. Me fiz mulher.
Não posso negar que essa calma curiosa que há por debaixo dos meus pés são um dom. Você mesmo admira isso em mim. Como também admira o movimento leve dos meus pés e das minhas mãos. Em mim, o tempo também passa.
Provei o gosto da boemia.
Senti o gosto dos beijos.
Poesia.
Você passa o tempo. E diz tantas coisas, escreve do seu mundo, se esforça para dominar o turbilhão de sentimentos que tem dentro, mas só eu posso te dizer com toda a minha tranqüilidade que alcancei a paz de viver a vida de cada olhar e de cada respiração.
Nesses dias calmos e tênues você procura os meus olhos em outros olhos. E talvez nos esbarremos por uma ou outra rua e não nos reconheçamos. Mas não! seria impossível; acho até que os olhos e o sorriso são demasiadamente fiéis, eles jamais mudariam. É como se o tempo não passasse.
Mas passa. E passará mais leve e intenso. A nossa virtude ficará estampada ainda mais forte em nossos corpos. E não teremos como negar aquilo que vivemos senão a certeza do sorriso em mais um alvorecer.
Eu sou o tempo que passa. 
E hoje, sou eu quem chove sobre os campos que você buscou.



Autores:

Pedro Vinícius do Blog "Clube dos Dispersos: A gente quase sempre soube..." (clique aqui)
 e Mariana Khalil





Nota: Mês de Junho é o mês come-
morativo "10 mil visitas do Ode à 
Vida"As próximas postagens se-
rão intercaladas com as "Misturas 
Literárias". Grata pelas visitas. E
bons sonhos. ;D 



terça-feira, 31 de maio de 2011

Erotic,



Ela pediu para que ele deitasse sobre os lençóis claros
pousou delicadamente os lábios sobre as costas dele
E subiu devagar em uma leve brincadeira
Enquanto ele sorria
Ela se divertia com o arrepio
As mãos se encontraram
Os dedos se entrelaçaram
Ela observou a nuca milimetricamente desenhada
De uma forma perfeita
E afogou-se nos lábios que ali desejavam por ela.