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O jackpot: há dias, numa corrida na encosta sobre a Covilhã, vi um esquilo trepar à pressa um pinheiro, mesmo junto a mim; pouco depois, a seguir a uma curva do caminho, uma raposa esgueirou-se entre duas giestas, ainda lhe vi os quartos traseiros e a cauda; mais tarde, perto da zona mais alta da colina, um coelho arrebitou as orelhas quando me viu e fugiu aos saltos, vinte metros à minha frente.
O primeiro prémio: ainda há menos dias, noutra corrida na mesma zona, bem cedo pela manhã, ouvi um restolhar pesado perto do caminho; parei, espreitei e vi que se tratava de um javali, ainda relativamente jovem.
O prémio que só paga a aposta: a fotografia que ilustra este post, tirada na mesma colina, mas em Janeiro deste ano, revelando sinais da actividade de um qualquer pequeno mamífero, em pleno Inverno. Será um rato? Um esquilo? Não sei. Mas notar estes sinais, num passeio pela serra, já é melhor que nada! E bem mas bem melhor do que notar os mamarrachos da Torre, ou o lixo que por lá abunda, com neve ou sem neve.