Ultimamente, além de ter de pensar nas inúmeras dificuldades que surgem no dia a dia, é como me sinto cada vez mais.
Tenho um menino de 10 anos que vai para o 5º ano, que sabe ler e escrever, sabe fazer contas, aprende bem e memoriza. As terapias motoras são as mesmas, não vamos investir, desmesuradamente, nesse campo, porque, nesta fase, o resultado não é tão evidente e há mil e uma coisas que ele gosta e quer aprender.
Adora inglês, adorava aprender programação ou robótica… voltar à natação e afins.
Na próxima semana, teremos o desafio de apresentar este menino, tão diferente, a 10 professores.
E ainda uma cadeira eléctrica, em espaço escolar, e todos os desafios que implica esta criança tão diferente. Coordenação do transporte escolar, ATL...
Preciso de respirar fundo, só de escrever estas palavras.
Estamos com esperança de continuarmos a ter a sorte que tivemos, até ao presente, mas com muitas dúvidas que seja mesmo assim.
Eu olho para o JP e vejo uma das maiores riquezas da minha vida. O seu irmão perfeitinho (até à data), é igualmente especial e importante. Nenhum deles ocupa mais espaço no meu coração, pois continuo,e sou, completamente apaixonada pelos dois.
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Olho para as amizades que ele faz e comparo-me, a mim própria, na idade dele.
Muito mais fechada na minha concha, não conversava com adultos, com facilidade, com inúmeras intrigas à minha volta, invejas de colegas e conflitos de adolescente.
Não tenho dúvidas que apesar de ele por vezes estar um pouco mais sozinho, relaciona-se de uma forma muito saudável com todos. Já tentei concluir se é da natureza dele, se foi da educação esmerada e atenciosa por ter sido o primeiro, se foi do Colégio onde andou que era muito voltado para os afetos, inteligência emocional e reflexões (Colégio - O cantinho dos amigos).
Talvez a conjugação dos 3, tenha feito dele o doce de menino e persistente que é.
Sim, tem graves problemas de desmotivação, por vezes, e nessas alturas tenho de ir lá abanar o coraçãozinho dele, mas temos conseguido estar muito felizes e levar a nossa vidinha o mais normal possível.
Estou contente até onde chegámos....sim. Podia sempre estar mais. Natureza humana, acho.
Mas, no geral, muito feliz com o meu menino especial. Amo-o com todas as células do meu corpo.