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terça-feira, 12 de julho de 2016

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Entretenimento: Diogo Piçarra - Dialeto



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Música e Letra: Diogo Piçarra
Produção: Diogo Piçarra e Karetus
Mistura e Masterização: Karetus

Autoria e concepção: Diogo Piçarra, Ricardo Reis, Lilia Costa
Realização e cinematografia: Ricardo Reis
Gaffer: Marco Lopes
Direcção de arte: Lilia Costa
Coreografia: Maurícia Barreira Neves
Bailarinos: Miguel Santos, Linora Cloter
Atriz: Ana Rangel
Imagem: André Piçarra, Diogo Pires, Ricardo Reis
Assistente de Imagem: Marco Lopes
Drone: Samuel Rodrigues
Edição: Ricardo Reis, Lilia Costa, Michel Alves
Efeitos especiais e matte painting: Eduardo Teixeira, André Reis
Make Up Artist: Melanie Jordão
Hairstyle bailarinos: Patricia Santos Silva
Making of: Gaspar Hotel, Marco Lopes
Assistente de Produção: Tatiana Bogomazova
Produção: Ricardo Reis, Lilia Costa
Agradecimentos : Carlos Silva, Joana Gonçalves / InsanePieces

Music video by Diogo Piçarra performing Dialeto. (C) 2016 Universal Music Portugal, S.A

quinta-feira, 30 de junho de 2016

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Entretenimento: Novo Lyric Video




Saiu o novo lyric video da música “Wall of Love” dos Karetus com o Diogo Piçarra

New single ‘Wall Of Love’ - Out Now. #WALLOFLOVE

Get it now: https://goo.gl/UKSd6a

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Autoria
Carlos Silva
Ricardo Reis
Lilia Costa

Realização e cinematografia
Ricardo Reis

Co-Realização
Lilia Costa

Imagens
Ricardo Reis
João Solano
Lilia Costa
Michel Alves

Edição
Ricardo Reis
Michel Alves
Lilia Costa

Efeitos Especiais
André Reis

Fotografia Mural
Vitor Duarte

Produção
Ricardo Reis
Lilia Costa

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

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110ª Entrevista do FLAMES: Diogo Piçarra (artista português)


Diogo Piçarra

A re-edição do primeiro disco de Diogo Piçarra, "Espelho" foi o pretexto para voltarmos a conversar com o músico português.
Este foi o resultado desta conversa.
Caso não tenham lido, vejam a entrevista anterior ao Diogo Piçarra aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2015/03/96-entrevista-do-flames-diogo-picarra.html

O CD será re-editado com um DVD extra. Este realizado por André Tentúgal e mostra Diogo Piçarra em interpretações acústicas, ao vivo, num universo que remete aos ambientes em que filmava os seus vídeos caseiros, com os quais foi aumentando a sua base de seguidores no seu canal de Youtube (com mais de 79 mil subscritores).

De todos os locais onde já levou o álbum “Espelho”, houve algum que considerou assim mais especial ou de diferente?
Todos os sítios onde toquei são especiais! Pelas pessoas, pelo palco... pela temperatura, o espaço, as cidades...! Qualquer sítio é especial à sua maneira. 
No entanto, há cidades e sítios que nos marcam mais. Um dos que me marcou um pouco mais este verão foi na Madeira, quando fui ao Funchal apresentar o disco "Espelho". Foi de uma grandiosidade que eu não esperava. Estavam milhares de pessoas à minha frente. Todas elas cantavam, gritavam e para mim foi inacreditável, não esperava nada. Há muitos, muitos outros, por exemplo, logo o 2º concerto no Porto, também foi muito especial. Senti que aquela casa estava, mesmo mesmo quente e acolhedora. 
Mas foi tudo especial, foi tudo bom, todos os concertos estavam cheios. Um concerto também muito engraçado e especial foi em Caracavelos na praia. Era um concurso de surf mas estava a chover e só vieram cerca de 30 ou 40 pessoas ao concerto. Eu percebi perfeitamente, não obrigo ninguém a vir aos meus concertos à chuva, mas foi um dos meus melhores concertos porque as pessoas estavam lá mesmo porque gostavam de mim e estavam à chuva. Eu senti isso e convidei-os para vir para cima do palco e juntaram-se ali 20 ou 30 pessoas em cima do palco. Soube-me muito bem esse concerto também.

Que giro! Parece ter sido muito engraçado… e diferente.
Relativamente ao "Espelho" qual é que foi assim o melhor elogio que já lhe fizeram sobre este trabalho em concreto?
O melhor elogio? Bem, eu devia ter preparado melhor estas respostas (risos), já me disseram tanta coisa...!
Tenho muitas pessoas nos concertos a virem falar comigo a dizerem que faleceu alguém a semana passada e aquela música tocou-o e veio ao concerto de propósito só para ouvir aquela música. E acho que desta maneira eu faço parte da vida das pessoas e em muitas pessoas tem acontecido isso. Infelizmente acontece-nos a todos, quando perdemos alguém... Há histórias inacreditáveis e uma delas é incrível! Havia um rapaz que estava em coma já há algum tempo e ele não reagia a nada, não reagia à fala dos pais e da família e lembro-me que eles contaram-me que colocaram os headphones com música e a música que estava a tocar era minha, e o rapaz começou a chorar e estando ele em coma... eu... eu nem queria acreditar nesta história! Parece que passado uns minutos ele faleceu... parecia que estava à espera daquilo, à espera da música, à espera que lhe colocassem música aos ouvidos para deitar uma última lágrima e ir-se embora e isso deixou-me sem palavras.

Até me arrepiei agora... nem consigo imaginar o que deve ter sentido quando soube da história...
Pois... eu fiquei todo arrepiado? Fiquei a segurar um bocadinho a lágrima porque... é forte! É muito forte mesmo. 
É claro que depois tenho outras coisas, não é? Tenho coisas muito mais alegres! As fãs seguem-me para todo o lado, dormem na rua... Vão às 9 da manhã para a porta do concerto e eu só estou lá no outro dia de amanhã. E depois é claro, elas cantam as músicas de início até ao fim! Identificam-se com as letras e isso é muito bom! É muito bom receber esse carinho.

Como é que surgiu a ideia desta reedição e o que é que podemos esperar de diferente deste álbum em comparação com o outro?
A reedição do "Espelho" teve mais como objectivo voltar às origens, à altura em que eu fazia covers e versões em acústico. O objectivo era esse! Eu antes “despia” as canções dos outros e agora vou “despir” as minhas canções, o meu próprio disco e vou tocá-las ao piano. Fiz os arranjos dos violinos também... Convidámos cerca de 20 pessoas, participaram num concurso para virem assistir às gravações e para mim o resultado foi lindíssimo. Foi acima daquilo que eu estava à espera! Foi numa casa abandonada... Por isso, quem ainda não viu compre o DVD. Acho que as filmagens estão lindíssimas. Podem já ver dois vídeos na internet, é o “Meu é teu” e o “Sopro” e aí já conseguem perceber mais a onda e o estilo da abordagem.
Acho que foi um grande grande feito e estou muito orgulhoso com o trabalho. Já estava orgulhoso com o “Espelho”, e agora estou orgulhoso com o DVD.



Se pudesse voltar atrás teria feito alguma coisa de diferente nestes últimos meses em que correu assim, o país de norte a sul?
Se eu voltasse atrás este ano?

Sim, sim, este ano.
Se calhar eu despedia-me mais rapidamente do meu trabalho para me dedicar mesmo a 100% ao disco e aos concertos ao vivo. Foi a única coisa que se calhar falhou. Não me dediquei a 100% porque eu tocava ao vivo e no dia a seguir ia trabalhar. Lá ia eu para a empresa e por isso foi muito cansativo. E de facto eu já andava de rastos, estava na empresa a trabalhar toda a semana e ao fim de semana ia dar um ou dois concertos. E se não tivesse trabalho, eu durante a semana descansava, trabalhava para melhorar ainda mais os concertos e depois ia tocar ao vivo outra vez. Por isso, é que se calhar a rotina alteraria um pouco.

Na última entrevista que lhe fiz, perguntei-lhe se está a pensar fazer uma nova tatuagem relacionada com esta nova fase musical e o Diogo respondeu que a faria se o álbum fosse um sucesso. Agora que o álbum é um sucesso, chegou a fazê-la ou não? 
Eu e o meu irmão fizemos um logótipo, que representa basicamente as minhas primeiras letras, as iniciais do meu primeiro e último nome, o D e o P, em losângulo. Sempre adorei aquela figura, adorei aquele logo e de facto representa-me. Só que nunca tive a oportunidade de o fazer. Gostava de a fazer com um tatuador que está no Algarve e que já me tatuou a maior parte do corpo. É o Mauro, e eu adoro o trabalho dele, só que nunca tive oportunidade. 
Agora os fãs é que já começaram a tatuar o logo e é lindo ver isso! Por vezes nas sessões de autógrafos lá vem uma rapariga com o braço esticado e o meu logo lá tatuado e eu “ai meu Deus, o que é que tu foste fazer, deixa lá ver se isto é mesmo verdadeiro” (risos). E é mesmo verdade, está mesmo tatuado! Já conheço pelo menos duas pessoas que já fizeram e conheço outra pessoa que escreveu no pulso também... e também conheci há uma semana uma rapariga no Porto, que tinha tatuado a letra do “Tu e eu”. Isso é inacreditável. 
Eu adorava tatuar as minhas letras mas acho um pouco egocêntrico da minha parte! Acho que não faria isso. No máximo faria o meu logo porque fui eu e o meu irmão que o fizemos, e quem sabe tatuar o nome "Espelho" ao contrário, também já pensei nisso. 
Mas eu não gosto muito de tatuar coisas relacionadas com a música, sabes? Como muitos músicos  e artistas fazem. Claro que tatuar uma clave de sol ou umas teclas de piano era o que eu adorava fazer mas ao mesmo tempo acho que não se deve tratar assim a música. Muita gente tatua uma clave de sol e nem sabe o que é, e eu sei ler música e sei escrever em clave de sol, mas não vou fazer isso. Faço as tatuagens como se o meu corpo fosse uma tela. Tento não confundir as coisas, tento criar uma divisão entre as duas coisas.

Nessa mesma entrevista disse “Ainda nem estou a pensar no disco como um sucesso, mantenho as minhas expectativas em baixo em relação ao meu trabalho”. Quando é que se começou a aperceber do sucesso que este álbum teve?
Quando comecei a perceber o sucesso… Hum... Na verdade nem sequer te apercebes. 
No primeiro dia, quando começou a dar nas rádios, eu estava a ir para o trabalho (risos), estava a ouvir rádio, estava preso no trânsito e comecei a ouvir a minha música e nem queria acreditar que a minha voz estava a passar ali naquele rádio. Até olhei para o rádio para ver se não era um CD ou um MP3 que estava ali por engano (risos)... foi mesmo emocionante. Passei para outra rádio e estava a dar outra vez a música e comecei-me a aperceber nesse momento que a minha música estava a tomar todas as rádios. Foi um bom sinal.
A seguir, apercebi-me dos seguidores a crescerem, dos comentários aos milhares... Acima de tudo comecei a reparar pelos seguidores do facebook que ainda continuam a crescer! Já ultrapassei os 212.000 no Facebook e ainda mais noutras redes sociais. É inexplicável... não sei... não sei o que é que hei-de fazer com tanta gente (risos). Acho que essa é uma prova da visibilidade que a música teve e dos milhares de pessoas a que a música chegou, especialmente a "Tu e Eu". Depois comecei a ver que realmente poderia ser ainda mais, e que iria crescer ainda mais com os concertos ao vivo. Logo nos dois primeiros tinha a casa cheia, com as pessoas a cantar o CD do início ao fim, em Lisboa no Armazém F e no Hard Club no Porto. Fiquei muito sensibilizado com isso porque não estava à espera... Primeiro fiquei sensibilizado com o facto de estar a casa cheia, em segundo lugar fiquei contente que as pessoas cantassem do início ao fim. E a partir desses dois concertos é que eu comecei a ver que se calhar ia ter um bom verão e que o disco tinha realmente corrido bem.

Agora o Diogo vai dar dois grandes concertos em Março? Um em Lisboa e outro no Porto. O que é que o público vai poder esperar desses dois concertos? Em que é que eles vão ser diferentes dos outros?
Acima de tudo vou apresentar o meu último disco “Espelho” em sítios lindíssimos. Só tive oportunidade de tocar num anfiteatro o disco "Espelho". Foi em Oliveira de Azeméis, no Caracas e aí não mudei o concerto, não mudei nada... mas mesmo assim o concerto foi diferente! Acho que tocar ao vivo, ao ar livre, o "Espelho" tem uma vida e ao tocar num anfiteatro, todo escuro, com as pessoas sentadas a ouvir o "Espelho", tem uma outra vida. 
Acho que só o facto de tocar no CCB e na Casa da Música já vai ser lindíssimo! Vai ser bom. As pessoas vão poder esperar do início ao fim um espectáculo de arrepiar. Acho que até eu próprio me arrepio só com aquele ambiente, de ouvir as pessoas a cantar ali ao pé de mim, sentadas. Agora o que podem esperar é, mais qualidade, algumas abordagens diferentes nas minhas músicas e eu adorava ainda se calhar tocar uma música nova, uma novidade ou outra... 
Por isso acho que vai ser especial! Vão ser mesmo especiais estes dois concertos! Vou tentar ainda marcar um outro, entre estes dois, outro concerto também num teatro, no norte do país, ainda não posso revelar qual é. Quem sabe, tocar dois concertos entre esses dois, seria em Lisboa no dia 10 de Março, dia 11 nesse outro sítio, dia 12 também noutro teatro e depois dia 13 no Porto, na Casa da Música.

Obrigada ao Diogo por mais uma entrevista. Desejamos que os concertos sejam FABULOSOS!

domingo, 29 de março de 2015

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Entretenimento: Espelho (o primeiro CD de Diogo Piçarra)


Espelho - Diogo Piçarra



Informações:
"Espelho” foi produzido por Fred Ferreira (Banda do Mar, Orelha Negra, Buraka Som Sistema) e mostra Diogo Piçarra enquanto intérprete, compositor e letrista.
O vídeoclip de “Tu e Eu”, também realizado e editado por Diogo Piçarra em parceria com o irmão, atingiu as 300 mil visualizações em apenas duas semanas no VEVO. Conta agora com mais de 350 mil visualizações.
Vencedor do concurso televisivo da SIC “Ídolos” em 2012, Diogo Piçarra reúne uma legião de fãs, que o segue e apoia nas redes sociais, e cujos números não páram de aumentar: 67 mil seguidores no Youtube (onde já conta com mais de 9 milhões de visualizações), 98 mil fãs no Facebook, quase 16 mil no Instagram e cerca de 10 mil no Twitter.

Editor: Universal Music Portugal 

Data de lançamento: Março 2015

Músicas
Breve
Tu e eu
Sopro
Verdadeiro
Café Curto
Longe
Falso Espelho
Não te vou esquecer
Margem 
Perfeito
Não me perco
Verdadeiro (Acústico)



Opinião:
O tão esperado CD de Diogo Piçarra, Espelho, faz jus ao seu nome e reflecte, de forma bastante positiva o esforço, trabalho e dedicação do cantor ao longo dos últimos anos. 

Diogo Piçarra demonstra, em cada música, que consegue ser original, talentoso, e versátil. De facto, todas as músicas têm boas letras e algumas delas distinguem-se claramente pelo diferente estilo musical. É o caso  da música "Falso Espelho" por exemplo, que se destaca não só pela batida como pela letra aguçada e inteligente. Para além do mais, Diogo não é apenas interprete neste álbum, mas é também letrista e compositor, daí o facto de acreditar que o seu talento é reforçado à medida que vamos ouvindo o álbum..

Diogo consegue tocar em qualquer um com as suas letras.. todos nós já passamos ou estamos a passar por determinadas situações na nossa vida. que nos fazem ouvir as músicas de forma totalmente diferente. Uma frase, um refrão.. uma música inteira é capaz de nos fazer viajar até a momentos da nossa vida, e nisso, mais uma vez, Diogo demonstrou que tem maturidade suficiente para construir letras que toquem nas pessoas. Do romance às redes sociais, Diogo Piçarra aborda o quotidiano dos portugueses num CD actual e versátil. 

Não é por acaso que o disco chegou rapidamente ao 1º lugar no Spotify.

Recordamos que a compra do CD na FNAC trás consigo uma excelente oferta.. uma entrada num dos concertos de apresentação do álbum.  


Em 3 palavras, posso dizer que acredito que este álbum, a par com o seu interprete, é:
Versátil 
Trabalhado
Original


segunda-feira, 23 de março de 2015

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96ª Entrevista do FLAMES: Diogo Piçarra (músico português)


Diogo Piçarra


O álbum de estreia de Diogo Piçarra chama-se "Espelho" e foi produzido por Fred Ferreira (Banda do Mar, Orelha Negra, Buraka Som Sistema). O álbum é composto por 11 canções. Diogo Piçarra foi compositor, autor e multi-instrumentista. “Tu e Eu”, o primeiro single de “Espelho”, serve de banda sonora à novela “Mar Salgado”. A passagem pelo programa Ídolos, onde se sagrou vencedor da edição de 2012, abriu-lhe um mundo de novas oportunidades. Além de um contrato editorial – o que agora assegura o lançamento de um primeiro álbum através da Universal Music em todo o Mundo – o triunfo levou-o a Londres, onde viveu uma experiência de retiro, de onde regressou com novas ideias e sonhos na bagagem. O álbum é, no fundo, o espelho de tudo o que viveu, musicalmente, nos últimos tempos. Em palco, no espectáculo ‘Espelho’ teremos Diogo Piçarra na voz, guitarra e piano, acompanhado por: Filipe Cabeçadas (bateria), Miguel Santos (baixo) e Francisco Aragão (guitarras e teclado).


A todos os músicos o FLAMES pergunta...

Roberta - Quais são os artistas que mais o inspiram?
Diogo - É difícil.. Essa pergunta é complicada.. sei lá, acho que como todo o público e como todo o artista, ouço de tudo e tento descobrir artistas todos os dias. Mas queres saber se calhar o do momento, ou o que me inspirou?...

Roberta - Sim, pode ser o que no momento o inspira mais.
Diogo - Posso começar por contar talvez as minhas influências. De rock, sempre fui muito de ouvir Green Day e coisas assim mais fortes. No entanto, ao crescer, não sei se foi da idade, comecei a acalmar um pouco e a descobrir bandas como os OneRepublic, The Weekend, James Blake... gosto imenso da Sia, Lykke Li... por isso acho que ouço um pouco de tudo e todos os dias tento descobrir mais música porque acho que é uma maneira de me inspirar, de ver o que tens lá fora e ao mesmo tempo tento expandir mais os meus horizontes, e ao compor acho que consigo contribuir com uma alma nova para a música portuguesa. Acho que na minha música, no meu novo disco, se consegue ver um pouco isso. Tento fugir um pouco ao usual, àqueles instrumentos mais básicos como a guitarra, tento tirar a guitarra das músicas, outras nem sequer coloco um prato da bateria, por isso tento explorar novos caminhos tal como se faz lá fora e acho que este disco tem imenso dessa busca.

Roberta - Qual é o local onde mais gostaria de actuar?
Diogo - Bem, gostava de tocar em tantos sítios... Até na Brodway, mas aí já foge um pouco ao meu estilo. Podia ser em sítios onde eu já estive como na Old Square Arena em Londres. Em Portugal adorava tocar na Meo Arena, ou nos Campos, no Campo Pequeno ou no Porto.. Por isso não sei, é provável que isso aconteça mas fica sempre aquele incógnita “Será que encheria o Meo Arena? Será que encheria o Campo Pequeno?”, não sei, mas sempre foi o meu desejo... era o alcançar de um sonho e um objectivo tocar nesses sítios. Claro que tocar em Londres é sonhar um demasiado alto...

Roberta - Nunca se sabe... Espero que sim! A seguir gostaria de lhe fazer uma pergunta que costumamos fazer a todos os artistas entrevistados e que normalmente acham um pouco estranha...
Diogo - Venha daí. (risos)

Roberta - Que cartaz ou mensagem gostaria de ver a ser erguido num dos seus concertos?
Diogo - (risos) Já vi alguns, é bem comum aquele “Faz-me um filho”, “á-me a tua camisola”, “dá-me a tua palheta”... humm é uma boa pergunta, fogo (risos), e os outros músicos costumam responder logo logo?

Roberta - Não, alguns até nem se conseguem de lembrar de nada...
Diogo - Até podia ser engraçado, ver assim algo do género “Preenches-me a alma”, ou “Preenche-me o coração”, algo mais profundo, algo que me preencha a mim também, uma coisa que seja mais do que apenas a minha imagem, não é? Às vezes é bom ver um cartaz engraçado mas também alguns com coisas assim mais profundas... posso até contar uma história, que não tem nada com um cartaz, mas uma vez, antes de um concerto começar, apareceu um senhor com a filha. Era muito pequenina, e ele apresentou-a. Ela veio ter comigo e começou-me a tocar na cara. Eu não estava a perceber o que é que ela estava a fazer e então disse-me: “És tão bonito”.  Foi então que percebi que ela era cega e estava a tentar perceber como eu era. Ela já me devia conhecer de cantar no youtube e doutros sítios mas esta era a primeira vez que ela estava à minha frente e não me conseguia ver... então quis tocar-me na cara para ver como eu era. E isso foi até hoje das coisas que mais me tocou e sensibilizou.

Roberta - Que bonito… Por acaso isso liga-se um pouco com a pergunta que ia fazer de seguida, que não é bem a mesma coisa, mas eu gostava de saber se alguma vez aconteceu alguma coisa assim divertida ou caricata... diferente num concerto.
Diogo - Num concerto? Fogo, não sei, também já dei tantos concertos… bem, costumo contar esta história que já deve estar em todo o lado... foram uns fãs que me deram Danoninhos porque acharam que eu era mais alto, mas afinal não sou assim tão alto quanto isso. Aconteceu também no norte do país, já não sei em que cidade é que foi, mas a entrada para o recinto era a minha entrada de palco e então tive de entrar na bilheteira e as pessoas estavam lá ao fundo no palco em frente e à medida que eu vou entrando elas vão-se apercebendo que eu estava a chegar ao recinto, então vieram todas a correr e pronto, deram-me uma cabeçada na boca, comecei a sangrar e… (risos) lá fui eu cantar com a boca toda inchada.

Ao Diogo Piçarra o FLAMES pergunta...

Roberta - O novo álbum chama-se “Espelho” e pelo que seu o Diogo acha que vem reflectir um pouco o seu percurso nos últimos anos, mas eu gostava de saber em que é que isso se traduz mais concretamente a nível musical.
Diogo - Bom, posso dizer este disco é baseado nas experiências que eu tive em primeiro lugar ao longo destes últimos 3 anos, portanto... baseia-se na minha ida para Londres, no facto de ter ido viver para Lisboa na fase em que estava a compor e a gravar o disco, essas mudanças de ares vieram-me inspirar a escrever músicas. Isto aconteceu tanto na “Café curto” como na “Não me perco” ou mesmo na música “Verdadeiro” também. Foi numa fase em que estava mais seguro e confiante com o meu trabalho. Em segundo lugar, o disco é influênciado pela própria música que eu tenho ouvido nestes últimos 3 anos e que me influenciou neste disco. Comecei a ouvir electrónica em Londres, o folk também estava bastante na moda e isso inspirou-se para a “Café curto” e a “Perfeito”, a “Foque” que surgiu e teve mais destaque, por isso, essas vivências e experiências também me vieram influenciar em baladas e amores e desamores, que me inspiraram assim para músicas mais românticas. Enfim... mais demorosas claro, que falam em relações terminadas... Por isso, estes últimos 3 anos foram intensos nestas experiências da procura de relações, da procura de outra pessoa, da outra metade, de experiências e de nova música ouvida.

Roberta - Este álbum é mais dirigido a um público específico, ou não?
Diogo - Não pensei muito nisso quando escrevi o disco. Tentei abordar e falar muito genericamente de temas como as redes sociais. Toda a gente tem uma rede social, e na “Falso Espelho” tento terminar com uma moral, uma espécie de lição de moral, em que o respeito não se compra e muito menos através das redes sociais. Tentei abordar outras coisas através também de outros temas, como a aceitação ou aquela procura do reconhecimento que nós fazemos, e acho que isso tudo se adequa a toda a gente. Toda a gente quer ser reconhecida pelo trabalho que faz não é? Tu como jornalista ou blogger e eu como artista, por isso na “Verdadeiro”, que é a música que fala disto, acho que também consigo atingir todas as pessoas: jovens, pessoas mais velhas. Na minha linguagem no disco, tanto musical como de letras, tentei ser o mais directo possível, não pensando muito nas idades mas mais nas temáticas e acho que aí todas as pessoas se conseguem identificar, porque todos nós na nossa vida tivemos desgostos amorosos, todos nós temos redes sociais, todos nós temos inseguranças, ansiedades, medos, por isso acho que esse foi mais o meu objectivo e não tanto a ida.

Roberta - Quando acabou o Ídolos havia a hipótese de ir para Londres, ou então a de gravar imediatamente um disco, o disco chegou agora. Acha que as pessoas se esqueceram daquele rapaz que todos os domingos aparecia nas galas e lhes entrava em casa através da TV, ou será que vai ser fácil reavivar a memória das pessoas?
Diogo - É uma pergunta um pouco difícil, é que eu tenho mantido algumas pessoas perto de mim e isto de certa maneira ofusca-me o facto de algumas pessoas se terem esquecido de mim. No entanto eu posso dizer que gostava que esse Diogo não desaparecesse da imagem das pessoas mas que fosse pelo menos superado por este novo Diogo no conteúdo dos originais. O Diogo como compositor, porque até aqui fui apenas intérprete, cantei covers, cantei versões diferentes de músicas conhecidas, por isso agora é uma nova fase, é um novo Diogo. E gostava que mesmo pessoas que se tenham esquecido de mim me ouçam agora de uma maneira diferente, que esqueçam que fui o rapaz do Ídolos e que agora sou um artista completamente novo e que me ouçam sem isso na cabeça, que me ouçam de mente vazia e que apenas julguem o meu trabalho pelo que sou agora e não pelo que eu já passei. Por isso desta maneira não me preocupo se já se esqueceram de mim ou não porque eu vou tentar reaparecer como um novo Diogo. O programa ajudou-me imenso, deu-me experiência e também me deu a vantagem da exposição e de aparecer todos os domingos, e de certa maneira isso ajudou-me a alcançar o nível em que eu estou hoje.

Roberta - Há pouco estávamos a falar das músicas, e o amor é um dos temas principais no álbum, na vida real também é uma pessoa romântica ou não?
Diogo - (risos) Acho que todos nós somos um pouco românticos, seja com outra pessoa, seja com o nosso trabalho... No meu caso, como eu já tenho alguém, já tenho uma pessoa, é claro que eu quero fazer essa pessoa feliz, por isso posso dizer que sim, que sou uma pessoa romântica no aspecto em que gosto de ser aquilo que ela sempre procurou, e não quero dar-lhe razões para ela me deixar. Por isso tento ser sempre a melhor pessoa possível para ela tanto como namorado, como amigo e como familiar. Não é apenas uma companheira, para mim é também a minha melhor amiga e sei que sou romântico nesse aspecto e vejo a relação dessa maneira. Não somos só namorados: somos também melhores amigos um do outro e temos que estar lá nos bons e maus momentos.

Roberta - Cantar em português, pelo que eu me apercebi, sempre foi um sonho para o Diogo, no meio musical em que parece que tudo o que vem de fora é melhor do que é nacional, porquê esta escolha? Porquê, o cantar em português?
Diogo - Cantar em português nunca foi assim uma escolha... foi um processo natural, foi um percurso natural que eu sempre tive a partir do momento em que comecei a tocar guitarra. A primeira música que me surgiu, ou a primeira letra que escrevi, foi em português. Por isso nunca escolhi esse meu desejo de escrever na nossa língua, e sim, tens razão, parece que tudo o que vem de lá de fora é que é melhor ou que é melhor produzido, ou melhor escrito... No entanto eu não concordo e nunca concordei com isso, porque sempre ouvi as músicas inglesas da mesma maneira que ouvi as portuguesas, e ao mesmo tempo que ouço uma letra mal escrita em português e critico, eu ouço a música em inglês e critico na mesma. Há muita música que se ouve em Portugal escrita em inglês e que é muito elogiada e no entanto eu não gosto, porque a mim não me transmite nada ou porque está muito mal escrita. Portanto eu ouço as duas da mesma maneira, não sei se também tive essa experiência por ter ido para Londres.. Mas encaro essas línguas diferentes da mesma maneira, não sei… Temos imensa música portuguesa boa, muito bem escrita, temos óptimos compositores e escritores e eu dou valor à nossa língua por ser muito mais romântica, por ser mais profunda, muito mais abstracta do que a língua inglesa, que às vezes parece mais limitada, ou então são os ingleses que a limitam. Parece que falam sempre do mesmo, acabam sempre com as mesmas expressões, acaba sempre em “the night”, começa sempre em “I”, parece ser muito comum e eu começo cada vez mais a dar valor à nossa língua, e por isso ainda bem que aconteceu eu começar a escrever em português. Claro que vou escrever uma ou outra em inglês para conquistar outros públicos, mas será meramente com esse objectivo. Gosto que as pessoas lá fora também entendam o que eu digo e o que eu faço, e ao escrever em inglês não estou a ignorar essas pessoas... é só mesmo com esse objectivo... tenho respeito às pessoas que me ouvem lá de fora.

Roberta - Uma das músicas que eu achei mais interessante foi “Falso espelho” e já falou um pouco sobre isso, tem a ver com as questões das redes sociais. As redes sociais foram muito importantes quando esteve nos Ídolos porque era uma maneira dos fãs mostrarem o apoio que lhe davam, mas neste álbum mostra com o “Falso espelho” um lado mais perverso desta faceta virtual. Como é que surgiu a ideia desta música?
Diogo - A ideia desta música surge também numa altura em que eu falava com imensa gente sobre as redes sociais, sobre novas gerações que viam as redes sociais como um escape ou como uma carreira. Isso faz-me um pouco de confusão, gente que usa a rede social como um dia-a-dia, para falar com amigos, mas parece que têm começado a encarar aquilo como uma carreira. Pensam na rede social do género“ah, hoje tenho que partilhar uma foto com os meus seguidores” como se aquilo fosse a vida deles, a vida de um artista conhecido. Parece quase que sentem como se fossem um escritor conhecido, mas não são, são uma pessoa normal que na mente delas são famosos ou que são conhecidos na rede social. E eu tenho vindo a falar com imensas pessoas mais velhas que sentem essa diferença, entre a geração de agora e da que vem aí. São pessoas que a primeira coisa que pensam quando saem de casa é “Onde é que eu vou tirar uma foto hoje?” ou “Vou ali àquele café tirar uma foto” e acabam por ir tomar café sem apreciar o momento, ou “Vou àquele jardim para tirar uma foto” e não vão para relaxar ou apanhar um pouco de sol… e essa mudança de perspectiva fez-me escrever essa música, onde também utilizei um pouco o lado feminino, em que digo “…cada vez menos roupas nas fotos e cada vez menos coisas na cabeça…” e falo também no lado masculino que é o culto ao corpo e à imagem, e cada vez que acorda só se interessa pelo filtro e pelo ângulo que vai tirar ao seu corpo... Por isso acabo o meu refrão, a dizer que isso é apenas um “Falso espelho” que é um engano, que o respeito não se compra, ainda muito menos através de filtros e de fotos na internet.

Roberta - Por acaso achei essa música muito interessante… Última pergunta, eu sei que gosta de tatuagens e normalmente algumas pessoas gostam de tatuar coisas que tenham um significado especial, estava a pensar se vai tatuar alguma coisa relacionada com esta nova fase musical.
Diogo - Grande pergunta, como é que eu não pensei nisso? Eu ainda nem estou a pensar no disco como um sucesso... Mantenho as minhas expectativas em baixo em relação ao meu trabalho, mas que me sinto orgulhoso, isso sinto! Agora, se eu tatuasse alguma coisa... se o disco tiver mesmo sucesso e for uma marca na minha vida é claro que vou tatuar! Até porque quero marcar essa experiência nesta minha tela, que é o meu corpo. Tenho imensa coisa tatuada e cada vez que olho para as minhas tatuagens me lembro dessas fases da minha vida. Ainda agora fui ao Brasil e tatuei algo que me fizesse recordar essa viagem de sonho... ir ao Rio de Janeiro... Também quando fui a Londres foi a minha primeira tatuagem e cada vez que olho para o meu lobo lembro-me dessa minha altura, dessa minha estadia em Londres... Por isso é bem provável que tatue algo relacionado com o disco, talvez alguma das minhas frases preferidas.. Mas vai ser difícil escolher porque fui eu que as escrevi. É provável que escreva “Espelho” mas isso farei mais para a frente, mas obrigado pela pergunta e obrigado pela ideia. (risos)

Muito obrigada ao Diogo pela disponibilidade! Eu já ouvi o disco e gostei muito, fiquei bastante impressionada. Muitos parabéns Diogo por este trabalho... Vai ser bastante sucesso, tenho a certeza.


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