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domingo, 12 de julho de 2009

Último filme visionado: Batman Begins

BATMAN BEGINS (2005) de Christopher Nolan

Finalmente um filme que penetra no lado mais negro, profundo e realista do super-herói Batman, criando um personagem que se não é totalmente plausível, pelo menos é persuasivo na forma como apresenta um homem que se veste de morcego e torna-se um vigilante. Apesar de na sua génese ser uma película de entretenimento, ela também funciona com uma forte carga dramática, ao contrário de outras adaptações realizadas no passado, onde se apostava marcadamente numa estética burlesca e jocosa. Batman Begins, mesmo honrando as origens do seu herói, consegue ser suficientemente fresco e inteligente para atenuar o velho sabor das outras fitas, inclusivamente as animadas. Podemos dizer que não se trata aqui do recomeço de Batman, mas sim da ressurreição de Batman. E o melhor ainda estava para vir…
(8/10)

sábado, 4 de julho de 2009

Último filme visionado: Mamma Mia!

MAMMA MIA! (2008) de Phyllida Lloyd

Muito sinceramente, um fenómeno de bilheteira difícil de explicar. Ou melhor, um sucesso de audiências só explicável devido à fama das magníficas músicas dos ABBA do que propriamente pelo filme em si. Das interpretações ao argumento, passando pelos vários números musicais sem a intensidade necessária, somos esmagados por um conjunto de lugares comuns e por uma autêntica procissão de clichés. A narrativa é mais do que previsível, os personagens clonados de outras películas e um final de bradar aos céus… Aquilo que poderia ser eventualmente o ponto forte da película, as coreografias dos momentos musicais, acaba também por desiludir fortemente. Apesar do referido acima, assumo que o filme tem a força de provocar um bater de pé, de estimular o espectador a cantar e até dançar. No entanto, não é o suficiente…
(5/10)

domingo, 28 de junho de 2009

Último filme visionado: The Fall

THE FALL (2006) de Tarsem Singh

Fotografia fantástica, é isto que The Fall tem para oferecer. Uma autêntica odisseia visual que transmite imagens de cerca de 20 países, fazendo esquecer o roteiro usado nos Indiana Jones e nos James Bond. Tratando-se de uma realização e produção de Tarsem Singh (The Cell), significaria que à partida esta palete de cores e locais, com o apoio de um simples argumento, seria capaz de preencher o filme. Infelizmente, não há aqui conteúdo capaz de acompanhar essa tal qualidade fotográfica: uma narrativa sofrível e monótona; interpretações medianas, para não dizer medíocres; cenas de acção amadoras e longas sequências emotivas que, por vezes, atingem o ridículo. The Fall transmite a relação simbiótica que existia entre a audiência e o narrador nos tempos do cinema mudo, todavia, todo o esplendor visual acaba por deixar o espectador um pouco de parte. Supostamente, todas as películas contam uma história, mas a massificação de imagens esplendorosas de The Fall oferece muito e, simultaneamente, não o suficiente.
(4/10)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Último filme visionado: 2010

2010 (1984) de Peter Hyams

2010 é a sequela do clássico 2001: A Space Odyssey de Stanley Kubrick, realizado pelo relativamente desconhecido Peter Hyams (Outland, The Relic e End Of Days). Tal como seria de esperar, este filme está a anos-luz da obra-prima de Kubrick, afirmando-se, de uma forma bem vincada, como uma película ao estilo dos anos de 1980. 2010 apresenta uma simplicidade desconcertante que destrói o sentimento de beleza e de antecipação transmitido no final do filme original. Apesar disso, mantém coerência na continuidade da história, ao mostrar muito pragmatismo na explicação das cenas mais estranhas e visionárias de 2001. Enquanto o primeiro filme permanece inviolável na sua mestria, 2010 oferece-nos técnica e diversão em detrimento de uma atmosfera sublime e enigmática. Seja como for, se for visto particularmente, não deixa de ser um bom momento de cinema.
(7,5/10)

domingo, 21 de junho de 2009

Último filme visionado: Hunger

HUNGER (2008) de Steve McQueen

O debutante realizador Steve McQueen apresenta-nos a história verídica de Bobby Sands e um grupo de activistas do IRA que, enquanto reclusos de uma prisão no Norte da Irlanda, fizeram uma marcante greve de fome no início da década de 1980. Confesso que a palavra arrepiante é muito pequena e simplista para caracterizar toda a brutalidade trazida ao ecrã por este filme. É verdade que os acontecimentos são filmados de uma forma artisticamente cinematográfica, mas em vez da utilização das mais do que batidas e monótonas técnicas do realismo social, McQueen opta por gravar longas sequências de uma beleza primorosa, em contraste com cenas da mais pura violência e desumanidade. Por seu lado, Fassbender, na pele do famoso activista do IRA, oferece-nos um desempenho muito mais profundo do que o físico: um personagem ultra magnético e teimoso mas, acima de tudo, um apaixonado capaz de empregar o corpo (vida) como manifesto da sua causa. Em último recurso, considero esta película uma extensa exploração dos limites do corpo e da mente humana.
(8,5/10)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Último filme visionado: The Conversation

THE CONVERSATION (1974) de Francis Ford Coppola

Rodado no mesmo ano de Godfather II, este é outro grande marco do cinema norte-americano dos anos de 1970 e um dos melhores e mais subvalorizados filmes do mestre Francis Ford Coppola. Um intenso e paranóico thriller sobre a exploração da privacidade, o poder das escutas e sobre a responsabilidade pessoal e social, numa época em que se assistia à problemática da intrusão tecnológica. Hal Lipset (que examinou as gravações do caso Watergate) fez parte da equipa de produção, trazendo um sentido acrescido de realismo que ainda hoje prevalece. Devo revelar que esta pequena, intimista e brilhante película acaba por constituir uma enorme surpresa na filmografia de Coppola, pois o argumento foi escrito vários anos antes do eclodir do famoso caso Watergate.
(9/10)

sábado, 13 de junho de 2009

Último filme visionado: Beneath The Planet Of The Apes

BENEATH THE PLANET OF THE APES (1970) de Ted Post

À primeira vista, uma sequela de Planet of the Apes (1968) pode parecer um desperdício de fita. O primeiro filme da saga tinha sido uma deliciosa mistura de ficção científica com uma forte componente de sátira social, pelo que o aparecimento de uma sequela seria perfeitamente dispensável. Como quase sempre, o peso do dinheiro terá sido um dos principais motivos para realizar Beneath the Planet of the Apes. Esta segunda película está longe de ser tão interessante como a primeira, em que o tema do confronto entre religião e ciência é substituído pelo conflito entre a ciência e a máquina de guerra dos gorilas. Apesar disso, não se pode considerar um mau filme pois apresenta uma ambiência mais tenebrosa, obscura e sombria. Teve, neste caso, a infelicidade de assumir-se como o seguimento de um clássico do cinema.
(6,5/10)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Último filme visionado: The Reader

THE READER (2008) de Stephen Daldry

The Reader revela-nos algo de significantemente diferente de outros filmes sobre os horrores da II Guerra Mundial: um olhar não só sobre os Judeus, mas também sobre os próprios alemães como vítimas do Holocausto e a interpretação do Nazismo mais como um produto de explicável ignorância do que de inexplicável malvadez. Ao mesmo tempo, reina permanentemente uma sensação de ambiguidade que torna a fita um manifesto brutal e honesto sobre o significado do amor e as suas pressuposições. Trata-se, sem dúvida, de um imaculado e esplêndido drama com uma mensagem central sobre o perdão e, acima de tudo, a humanidade. O fantástico elenco acaba por ser também uma mais valia, nomeadamente Kate Winstlet com um desempenho perturbador e desconcertante. Óscar inteiramente justo.
(8,5/10)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Último filme visionado: The Quick And The Dead

THE QUICK AND THE DEAD (1995) de Sam Raimi

Um western selvagem com laivos de comédia altamente grotesca e absurda, realizado pelas mãos do inconfundível Sam Raimi (Evil Dead e Spider-Man). Uma boa película de entretenimento, em que a personagem principal, ao contrário do habitual, é feminina. Sharon Stone é a estrela da companhia, uma pistoleira sexy que participa num desafio de duelos de pistola. Contudo, alguém se terá esquecido de transmitir à actriz que o objectivo aqui era acima de tudo divertir, sendo a sua interpretação séria e formal completamente contrária à dos restantes integrantes do elenco masculino. The Quick And The Dead é uma homenagem descarada ao spaghetti western de Sergio Leone, protagonizados normalmente por Clint Eastwood. No seu todo, o filme apresenta-se altamente interessante e divertido, no entanto, muito pouco convincente, talvez porque Sharon Stone também não é nenhum Charles Bronson. Uma palavra especial para Gene Hackman, ao fazer um papel muito semelhante àquele que interpretou no clássico e oscarizado Unforgiven.
(7/10)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Último filme visionado: Chinatown

CHINATOWN (1974) de Roman Polanski

Considerado por muitos como o melhor guião alguma vez escrito, Chinatown é um excelente thriller noir à maneira clássica, salpicado de alguns ingredientes modernos e sofisticados. O melodramático twister final revela uma subtileza extraordinária através da utilização de uma conspiração puramente urbana. Apesar do filme noir estar associado a ambiências tradicionalmente escuras e sombrias, o realizador privilegiou uma filmagem em tons claros e solarengos. Chinatown é uma película que não cansa, desenvolvendo-se a cada novo visionamento e ao conter variadíssimos intervenientes, diferentes situações, planos fantásticos e uma qualidade superior que ainda hoje, passados vinte e cinco anos, ainda ecoa.
(8,5/10)

Último filme visionado: Taken

TAKEN (2008) de Pierre Morel

Este poderia ser o típico filme de acção minimalista que Steven Seagal costumava participar nos anos de 1980 e 1990: uma filha raptada obriga o seu pai (agente da CIA reformado) a espalhar pancadaria em “mauzões” estrangeiros. No entanto, existem vários aspectos que tornam esta película ligeiramente superior e interessante: a forte presença de Liam Neeson com a sua obsessão quase robótica e implacável para com todos as situação que vai encontrando pelo caminho; a visão dura e crua da realidade da prostituição através do tráfico humano; e a elevada intensidade frenética do enredo. Como dizia alguém: “um bom filme é aquele que mostra aquilo que prometeu”. Pode não ser um grande filme, mas pelo menos corresponde às expectativas.
(7/10)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Último filme visionado: In The Mood For Love

IN THE MOOD FOR LOVE (2000) de Wong Kar Wai

Elegante e profundamente sensual de uma forma deliciosamente restrita. Talvez, um dos filmes mais românticos que já vi, em que aquilo que não é dito tem mais importância do que aquilo que é verbalizado pelos protagonistas. Uma história de amor absorvida em melancolia e no desejo proibido. Mais uma obra-prima de Wong Kar-Wai, um poema sublime em estado fílmico (como cheguei a referir também na crítica ao Chungking Express), onde o realizador mostra um filme, melhor, um cinema capaz de exceder o seu próprio argumento ou história.
(9/10)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Último filme visionado: Gran Torino

GRAN TORINO (2008) de Clint Eastwood

Gran Torino pode resumir tudo o que de melhor Clint Eastwood sabe fazer: realizar pequenas histórias intimistas acerca de pessoas comuns e acessíveis. O reputado realizador prova, novamente, toda a sua perícia ao construir um grande filme a partir de um argumento vulgar. Um filme magnífico sobre a problemática das relações sócio-culturais e familiares, neste caso, as marcas da guerra, os conflitos pessoais, o racismo, a perda dos valores, o papel da religião e a redenção. As personagens assumem-se como protótipos da sociedade actual, ou seja, todas elas espelham uma classe social e geracional bem definida. Neste filme, Eastwood volta a encarnar uma figura carregada com remorsos, um solitário e um durão muito ao seu já reconhecido jeito. Nota negativa, contudo, para as péssimas interpretações dos actores secundários, mas o talento de Eastwood é capaz de fazer esquecer os desempenhos menos conseguidos, apresentando uma das melhores representações da sua longa carreira.
(9/10)

Último filme visionado: RocknRolla

ROCKNROLLA (2008) de Guy Ritchie

Déjà vu. Não consigo inumerar a quantidade de vezes que vi esta história passar na tela. A grande novidade aqui reside na inteligente forma como ela é contada, apesar de reconhecermos automaticamente o estilo de Guy Ritchie dos seus anteriores filmes. O realizador vai esgaravatar novamente a fórmula que utilizou em Snatch e no Lock, Stock and Two Smoking Barrels (a sua grande obra-prima), adicionando uma faceta mais obscura, atabalhoada, desorganizada e, nalguns momentos, pouco clara. O humor e a nostálgica banda sonora acabam por se assumir como as grandes mais-valias da película, ao quebrar os periódicos momentos de monotomia da acção. Rocknrolla é uma cópia de uma cópia de uma valiosa obra original.
(6,5/10)

domingo, 10 de maio de 2009

Último filme visionado: Girl With A Pearl Earring

GIRL WITH A PEARL EARRING (2003) de Peter Webber

Este filme mistura cores, sabores, cheiros, transporta-nos para dentro de uma época, de um lar, de uma história. Esta história é de uma suavidade maravilhosamente repousante e sedutora, em que a leveza da acção faz com que tudo ganhe mais intensidade. A fotografia está bem conseguida, onde a luz incide sempre diagonalmente sobre quase todas as cenas. Apesar disso, a narrativa transmite a impressão contínua de que poderia ser muito mais explorada e as personagens melhor trabalhadas. De facto, fiquei com um sentimento de desilusão, pois o argumento é interessante e as imagens estão embebidas de uma beleza enorme, mas sem nunca extravasar.
(6,5/10)

Último filme visionado: Ratatouille

RATATOUILLE (2007) de Brad Bird

Outra colaboração entre a Pixar e Brad Bird, depois do excelente resultado de The Incredibles. Como não podia deixar de ser, toda a animação é fantástica, as sequências de culinária estão bem contruídas, o ambiente do restaurante auxília a construção do aparato digital, mas surpreendentemente o filme fica a dever muito aos seus originais e super hilariantes protagonistas. Infelizmente, à medida que a história se desenrola, somos confrontados com uma narrativa bastante previsível em que todas as restantes personagens não são mais do que peças decorativas. Ratatouille, em termos técnicos, está acima da média, mas no que respeita à história e ao humor é apenas e somente competente.
(7/10)

domingo, 3 de maio de 2009

Último filme visionado: Planet Of The Apes

PLANET OF THE APES (1968) de Franklin J. Schaffner

Posso estar enganado, mas tenho a noção de que este filme nunca ganhou muito respeito, quer pelo público, quer pela crítica. Talvez tenha sido pela imagem desgastada de Charlton Heston, em finais da década de 1960; talvez devido às inúmeras sequelas que originou; possivelmente poderá ter a ver com o seu sobejamente conhecido twist final; ou até por causa da estreia de 2001: A Space Odyssey no mesmo ano. Todavia, se olharmos para esta película de uma forma pura, centralizada e sem preconceitos, chegamos à conclusão de que se trata de uma excelente obra sobre importantíssimas questões sociais e políticas: religião, racismo, armas nucleares, guerra, futuro da humanidade, entre muitas outras. Não possuindo seguramente uma abordagem subtil sobre os temas atrás referidos, é realmente eficaz na transmissão das suas mensagens, catapultando o filme para além daquilo que poderia ter sido uma simples fita de acção.
(8/10)

Último filme visionado: Gomorra

GOMORRA (2008) de Matteo Garrone

Esta película tenta espelhar a crua realidade da máfia napolitana, mas acaba por sofrer um pouco pela falta de carga dramática e emocial. O objectivo é exibir e desmonstrar, de uma forma cansativa e repetitiva, o quanto as leis da máfia são complexas, obscuras e até assustadoras. A realização é bem conseguida, as interpretações são razoáveis, contudo o argumento e a coesão narrativa falham redondamente: Matteo Garrone resume-se a captar o que sucede, dificultando ao espectador o acompanhamento do relato do panorama integral da história. Certamente alguns serão atraídos por esta abordagem supostamente fresca e pouco usual do realizador, mas na minha opinião, trata-se somente de um pseudo-documentário ficcional muito distante da obra-prima que muitos quiseram transmitir.
(5,5/10)

domingo, 26 de abril de 2009

Último filme visionado: Slumdog Millionaire

SLUMDOG MILLIONAIRE (2008) de Danny Boyle

É impossível descrever o último filme de Danny Boyle em poucas palavras. É uma aventura exótica, uma história de amor, uma homenagem ao triunfo do espírito humano, um thiller de suspense, enfim, um grande espectáculo melodramático à boa maneira clássica. O verdadeiro protagonista aqui não é humano, mas sim a cidade de Mumbai: vertiginosa, excitante, colorida, massivamente populosa e alucinatoriamente contratante. Injectando a mesma energia frenética de Trainspotting ou 28 Days Later, o realizador apresenta-nos uma obra com uma liguagem universal e de carácter experimental, ao conjugar diversas influências culturais e ao construir um trabalho de montagem quase perfeito ao nível visual e sonoro. Aliás, a ambiência musical do ecléctico Pop Indiano é sem dúvida uma das mais valias da película, providenciada pelo veterano A.R. Rahman.
(8/10)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Último filme visionado: Chungking Express

CHUNGKING EXPRESS (1994) de Wong Kar-Wai

Chungking Express é poesia em estado fílmico. Um fabuloso exercício estético que não subverte o que tem para dizer. Drama, mistério e romance pleno de ironia, amargura e esperança. A sua mensagem, feita das várias personagens que nos vão aparecendo, é pura e comovente, acima de tudo inspiradora: os revezes na vida de cada um acabam sempre por acontecer, mas nunca para sempre... Com o quotidiano de dois bairros distintos de Hong Kong como pano de fundo, este é um filme visionário sobre pessoas para pessoas, cheio de preciosismos coloridos, um sentido estético perfeito e uma tremenda flexibilidade estilística. Dirigido ao eterno romântico que anseia por aquela voz que fala a sua linguagem ou aquele que tem uma boa razão para celebrar e pretende um bom cenário para a sua felicidade. Chungking Express não é um filme, mas sim um grande filme. Com esta obra Wong Kar-Wai imortalizou-se… Um filme de culto elevado aos altares do cinema dos anos de 1990.
(8,5/10)