eu bem sei que sintomas são esses. e que sinais são aqueles. me sinto um oportunista. que só escreve quando está assim. implodindo. quando a desculpa da alma arrefecida e do bloqueio criativo não convencem mais. é preciso imprimir. dedilhar. orquestrar tudo aquilo que lateja. sufocar para não ser sufocado. daí empurro os atos na vã tentativa de adiar o inevitável. mas isso lá se adia? o ciclo, já anunciado, estende as mãos à outra ponta. é hora de encarar. enfrentar. guardar os brinquedos de quem não quis brincar. e vamos lá - de novo. recolher as roupas do varal, esperar a névoa passar. a parte mais árdua da missão - sem anjo sussurrando no ouvido - é essa da ficha que cai. pro resto, vamos de haikai.