28 dezembro 2008

2000inove

Sonhos. Projetos. Esperança. Recomeços. Um novo ciclo, um novo ano. Mais um é chegado e, mais uma vez, colocamos toda a nossa expectativa. Já viu como é algo, digamos, "mágico"? Por que todo esse fulgor em prol de algo que acontece todos os dias: a virada de um dia para o outro? Ao mesmo tempo, já viu como é bom? Poder deixar as frustrações, mágoas e desilusões lá atrás e buscar começar de novo? Ter em mente coisas novas, projetos novos.
Em busca de novidade, celebramos o ano novo ansiando justamente o novo. Após 12 meses de luta, comemoramos os outros 12 meses, de muita luta, que estão por vir. E quão desolado seria se não sonhássemos e buscássemos a concretização de sonhos, de coisas novas.
É uma pena que muitos (todos?) se esquecem dos seus projetos para o novo ano logo na segunda semana do primeiro mês. E tudo se torna ordinário novamente. E, assim, esse discurso se repete todos os anos; de novo e de novo. Há 19 anos o escutando, já estou enfadado dessas histórias (da dona carochinha).
O que nos peculiariza de todos os animais, o poder de raciocinar, abstrair, criar o metafísico, é o que também nos aproxima, a ignorância de não usá-lo em sua totalidade. O metafísico foi criado para se tornar físico. Mas temos uma tendência em só sonhar, em só pensar, em só querer, e só. O realizar, o agir, o tornar real, físico fica no abstrato. Pois assim, humano, demasiado humano. Mortais, meros mortais.

27 dezembro 2008

Quase...

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do
talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda
estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não
amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel por essa maldita mania de
viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma
vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A
resposta eu sei de cor, está estampada na distância e
frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na
indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra
covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a
alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e
o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as
estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros
amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um
coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é
romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais
horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!!!

Luiz Fernando Veríssimo

06 novembro 2008

Desavesso

Já viu o mundo ao avesso? E o avesso do avesso do mundo? Uma roupa ao avesso já traz desconforto, tanto para quem usa quanto para quem vê. É uma agonia que sucumbe a mente, trazendo um transtorno incômodo. Quanto mais o mundo?
Todavia, vivemos ao avesso e ao avesso do avesso. A qualquer instante tudo pode mudar. Ora a bolsa cai, ora levanta. Ora temos republicanos no poder, ora democratas. Ora o avesso, ora o avesso do avesso, ora o avesso do avesso do avesso... E assim por diante. As forças se anulam, se multiplicam, se dividem. E, de tanto avesso as coisas acabam se ajustando.
O pior de tudo é que não decidimos a avessidão dos fatos. Quanto mais dos sentimentos ou dos acontecimentos diários. Seria bom colocar algumas coisas ao avesso, tirar outras. Colocar 'eu', tirar você.
Tem dias que você chega na sala e as cadeiras estão viradas ao contrário. Você desvira a sua e senta, mas mesmo que não tenha ninguém na sua frente é estranho ver tantas cadeiras "ao avesso", ao oposto do ritmo normal. Há uma sensação de "alguém está me observando". Até o vento parece mudar de sentido. Parece que venta mais. E quando os outros chegam, suas expressões também revelam a confusão de sentidos e estranheza.

E, ao avesso escrevo essa aversão de texto

Para o avesso do avesso do meu desavesso. (?!)

30 outubro 2008

Tempos Desritmados

Ontem eu te amo
Hoje eu te amarei
Amanhã eu te amei
Porque o nosso amor é abstrato como o vento e deslizante como a água que escorre entre os dedos.

Assim,
RAMARIM

=P
auishydauihdiuda

12 outubro 2008

Não sei falar espanhol
mas por você aprenderia até mandarim
tudo para não ficar assim
Matemática, física e química se tornam fichinha
perto desta tal linguística, que me deixa assim
Cadê o seu e-mail, o qual espero ansioso
Uma mensagem, um telefonema pro meu dia se alegrar
Tão pertos e tão distantes, nesse mundo virtual que nos uniu e separa
Disjuntos em nosso castelo mágico, d'onde parti e espero retornar
mas você nem tchum (tchan) pra mim
tudo bem, não me importo mais.

27 setembro 2008

Time goes by

"Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo..."

Eu não sei quanto à sua percepção sobre o tempo, mas a minha se alterou de uns tempos para cá. Estranho, o tempo parece estar tímido ou cansado ou, quem sabe, revoltou-se. Já viu como ele anda rápido, ou melhor, voa? Ao mesmo tempo em que voa, conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo. Que contradição! Porém, são 'várias coisas ao mesmo tempo' sem propósito algum, muitas vezes insípida. É o paradigma da pós-modernidade, reflexo de nosso sistema político, econômico e social, o capitalismo, que preza pela quantidade à qualidade; que nos torna feito máquinas na produção e consumo de produtos a todo instante em busca de lucro.
Com essa metáfora do tempo, teria ele personalidade competente a ponto de se auto-determinar ou mesmo 'rebelar-se', como supracitado? Ou seria mais uma das indagações subjetivas desse século? Quem nunca teve um dia repleto mas que no final não acrescentou nada à sua intelecção? E é assim, multitarefas do cotidiano que preenchem nossos dias, mas deixam uma sensação de ócio. Outro ponto que contribui a isso, é o "fazer imediato". Fazemos coisas com tanta rapidez devido às exigências, que essa pressão acaba impedindo o processo de aprendizagem e fixação do que foi feito. Exemplo disso é o ter que fazer resumos e pesquisas de livros sem antecedência; acaba-se por não fixar nenhum conteúdo.
Enfim, "só sei que nada sei", mas do pouco que sei é que a contemporaneidade é dotada de paradigmas e são esses que me instigam à filosofia. Respostas, respostas ou apenas o ato reflexivo por si só.

"E nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos..."
(Legião Urbana)


Abstraia.

03 agosto 2008

Fotos

As fotos são mais que uma arte meramente expositiva a ser apreciada. Elas permitem a construção no campo da subjetividade. Podemos interpretá-las, decodificar a proposta do fotógrafo, imaginar o ambiente em que foram criadas. Além de apreciar as belas representações criativas e as técnicas muito bem aplicadas. O clique no momento certo é um dos grandes desafios; faz toda a diferença. Trago algumas fotos que me chamaram a atenção hoje.



Foto: Ana Claudia Speck


Foto: Emanuel Couto


Foto: "Forever Blue"


Foto: Renato Santos


Foto: Guido Caldeira


"Asas para o inferno" - Foto: Nuno Lobito


Foto: Desconhecido


Foto: Joe Braga


Foto: José Santiago

28 julho 2008

Teatro dos vampiros

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos

Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.

07 julho 2008

Sometimes

Sometimes I hear whispers
Sometimes I see things
Sometimes the wind brings me closer
Sometimes my mind get confused
Sometimes my thoughts want to kill me
Sometimes I feel useless

Sometimes I'm scared about the future, bored about the present and unhappy about the past...
Sometimes I think my life is a great shit and all my dreams is nothing beyond dreams
Sometimes I look around and see that my way is not the worst
Sometimes I feel happy

Sometimes all I want is to scream and shout
Say to everybody: "go to hell"
Sometimes all I want is just to be loved
Sometimes I decide to be a bad person
Sometimes my biggest dream become my worst nightmare
Sometimes I feel sad

Sometimes I want to go away and let it go
Sometimes I wanna go to heaven and look like friendly
Sometimes I like pretending myself
Sometimes I want to rock'n roll and drunk my life over
Sometimes I feel hungry

Sometimes I see that I'm a human being
Sometimes I try to be a super-hero
Sometimes I hurt myself
Sometimes I feel angry

Sometimes I'd like to be another person
Sometimes I really love myself
Sometimes myself is the best friend of mine
Sometimes is the biggest enemy

Sometimes it makes me feel comfortable
Sometimes cannot become true because that's just 'sometimes'...

05 julho 2008

In every season...



Já percebeu como mudamos ao longo do tempo? Independente do que seja, algo sempre muda. As circunstâncias também. Nossa vida é dividida em períodos, e cada um traz consigo fases, estações diferentes. Anos atrás eu ouvia idéias desse tipo e não concordava com tais, mas é algo tão inato do ser humano que com a experiência acabei aceitando. Todos nós passamos por estações na vida, pois com elas adquirimos experiência e maturidade. A diferença é quanto tempo cada um permanece em cada estação. Bem, elas são inevitáveis, mas o tempo necessário para lidar com ela é determinado por nosso modo de encará-la. Às vezes continuamos em uma justamente pelo receio e medo que a vinda da outra pode trazer.

Cada uma é pré-requisito para a outra. O aprendizado deixado por uma será muito importante na resolução da próxima. Outono, Inverno, Verão e Primavera. Cada uma com suas peculiariedades. Qual delas você está?

Em cada estação é preciso renovar-se para permanecer e prevalecer. Nos tempos atuais, cada estação está mais tenebrosa que a outra e também mais proveitosa. Assim, extremos.

All of my life, in every season, You are still God...

15 junho 2008


Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o amor, e não o tempo, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;


Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

W. Shakespeare



07 junho 2008

A vida sem os sonhos seria um erro

Um dia um dos meus filósofos favoritos afirmou que nada nos pertence mais que nossos sonhos. Apesar de não estar de acordo com todas as suas afirmações, eu o admiro por alguns de seus escritos e, principalmente, por sua audácia e perspicácia. Essa relação paradoxal de crítica/admiração é importante, pois dela é possível abstrair, assimilar e fazer suas próprias construções. Quem disse que a discordância é ruim? Aliás, segundo ele - o filósofo apreciado- os conceitos de bom/mau, bem/mal são atribuídos por nós mesmos, são construídos culturalmente.
A afirmação por ele supracitada nos proporciona uma introspecção. Nossos sonhos são o resultado de desejos internos que pulsam a existência/realização de algo. É a abstração do querer, do ser, que se agrega à nossa mente e coração, e lateja para a sua concretização. Há pessoas que vivem em prol deles, outros os ignoram, e alguns os fantasiam, vivendo-os apenas no imaginário.
Nietzsche, sim ele é o referido, disse que a vida sem a música seria um erro. Concordo em parte, mas acho que o ideal seria: a vida sem os sonhos seria um erro. Não que eu não goste de música, pelo contrário; realmente, o que seria de nós sem ela?! O que quero dizer é que as consequências de uma vida sem sonhos seriam mais desastrosas que as de uma vida sem música. Enfim, a música é fruto de um sonho. São inspirações oriundas de nosso imaginário e que mexem com ele.
"Aquele que tem um porquê consegue suportar qualquer como", disse Friedrich Nietzsche. Então, o porquê nos impulsiona ao como, 'como' alcançar o sonho. Para quem está do lado de fora, pode parecer loucura, mas você sabe a finalidade, o 'porquê' desse 'como', e, com certeza valerá a pena. Quando realizamos um sonho, há uma sensação tão boa como se nos achegássemos a Deus. O sentimento de conquista, de vitória, faz-nos alçar vôos novos, num ciclo de luta/conquista. Nessa batalha em prol de um sonho a arma poderosa para vencer chama-se fé. É através dela que ativamos milagres e superamos barreiras.
E assim prossigo em busca de mais e mais sonhos até realizá-los e assim pensar em novos sonhos até realmente viver o maior de todos os sonhos... a terra prometida.

03 maio 2008

Geração do Ócio

Em parte, acho que nasci na época errada. Lendo tudo o que gerações passadas conquistaram, lutaram em prol de seus objetivos, todos os seus feitos, eu me pergunto: "What do We live for?" Infelizmente, minha geração é fútil, ociosa, é uma geração que tinha, e tem, tudo para ser a revolucionária, a geração para marcar a história, porque tem tudo, ou quase tudo, ao alcance das mãos, é a x-generation. Mas e... o que se tem feito?? Nada! Poderíamos mudar o mundo; mas mudar para quê? Em quê? Não se sabe.
Não se tem uma ideologia de vida, não se tem mais vontade, parece que estamos conformados com o mundo. Tudo é modinha, roupas e estilos "style", novos conceitos, mas todos sem conteúdo. O mundo se contorce em nossa frente e o que fazemos? Vamos escutar nosso ipod e acessar o myspace! O movimento estudantil não tem mais vida, é raro os casos que ainda se unem e vão à luta (Viva a invasão à reitoria!). Também não digo que apenas manifestações, badernas e coisas do tipo é que demonstram garra, força e determinação. Meu questionamento é: Cadê nossa identidade? Qual é a nossa virtude? As pessoas andam frias e cada vez mais egoístas, cada um no seu mundinho. A juventude quer ser ouvida, mas não tem nada a dizer.
O mundo espera algo de nós, pois somos fortes, a própria bíblia diz isso. Nosso tempo é curto e a juventude é um pulo. O que contaremos às próximas gerações sobre nossos feitos? O que diremos a respeito da nossa cultura jovem? Qual será nossa contribuição ao mundo? Qual é a nossa marca? Orkut, msn e flogs o tempo todo? São tantas histórias de outras gerações que me deixam fascinado.
Às vezes tenho saudade de coisas que não vivi, que não presenciei. Há momentos que parecem que eu estava ali naquela história, naquele tempo, naquela juventude. E só a saudade do desconhecido é que fica. Enfim, gostaria de ter feito parte de outros tempos, mas que tempos? Quero marcar o meu próprio. Sou um sonhador, sim. E essa é uma das minhas maiores virtudes, pois, são eles que me impulsionam diariamente. É hora de quebrar paradigmas, mostrar a virtude dessa geração.



"Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor...
Já estamos tão acostumados a não termos mais nem isso."

30 abril 2008

I wanna sing a song for you, Lord
for You I want to sing a song
and I want to lift my voice to heaven...
and listen to the angels sing along!

sing about Your love, your mercy,
your righteousness, your justice, your grace, your blood...

For all you've done
I offer You all my praise...