Sonhos. Projetos. Esperança. Recomeços. Um novo ciclo, um novo ano. Mais um é chegado e, mais uma vez, colocamos toda a nossa expectativa. Já viu como é algo, digamos, "mágico"? Por que todo esse fulgor em prol de algo que acontece todos os dias: a virada de um dia para o outro? Ao mesmo tempo, já viu como é bom? Poder deixar as frustrações, mágoas e desilusões lá atrás e buscar começar de novo? Ter em mente coisas novas, projetos novos.Em busca de novidade, celebramos o ano novo ansiando justamente o novo. Após 12 meses de luta, comemoramos os outros 12 meses, de muita luta, que estão por vir. E quão desolado seria se não sonhássemos e buscássemos a concretização de sonhos, de coisas novas.
É uma pena que muitos (todos?) se esquecem dos seus projetos para o novo ano logo na segunda semana do primeiro mês. E tudo se torna ordinário novamente. E, assim, esse discurso se repete todos os anos; de novo e de novo. Há 19 anos o escutando, já estou enfadado dessas histórias (da dona carochinha).
O que nos peculiariza de todos os animais, o poder de raciocinar, abstrair, criar o metafísico, é o que também nos aproxima, a ignorância de não usá-lo em sua totalidade. O metafísico foi criado para se tornar físico. Mas temos uma tendência em só sonhar, em só pensar, em só querer, e só. O realizar, o agir, o tornar real, físico fica no abstrato. Pois assim, humano, demasiado humano. Mortais, meros mortais.











