INTRODUÇÃO
Aquela raça de humanos era composta por seres
selvagens e irracionais.
A questão da origem do planeta e da humanidade era, de
fato, extremamente delicada naquele estágio evolutivo primitivo em que se
encontravam os habitantes. O direito residia na força. Foi assim que no
princípio as feras chamadas homens foram contidas e guiadas e, só mais tarde,
foi criada a lei, que é essa força mascarada.
A Elite não reconhece nenhuma lei moral que, de
qualquer modo, prejudique a liberdade de seu plano de ação. A Ciência e a Religião
tinham como objetivo serem instrumentos de dominação. Desde então, e
sistematicamente, têm ocultado e distorcido, ao longo da historia, informações
sobre a origem do homem naquele planeta.
A Ciência afirma que o homem evoluiu progressiva e
naturalmente de um tipo de primatas que inclui os macacos e o homem; em seu
estágio primitivo, apresentava cérebro grande e desenvolvido, face capaz de
expressar emoção, olhos voltados para frente, um par de mamas e dedos com unhas
achatadas, eram diurnos e viviam nas árvores ou no chão.
Essas afirmações baseavam-se na implantação da ideia
de que um processo de seleção natural fora responsável pelas mutações das
diversas espécies de animais, para se adaptarem as mudanças geofísicas sofridas
pelo planeta no passado. Assim, os seres poderiam sofrer qualquer transformação
para se adaptarem. Seguindo essa linha de pensamento um símio perdeu os pelos,
a cauda, ergueu a coluna vertebral e se tornou homem de maneira natural. Tem
sido chamado de "teoria da origem das espécies".
Quanto à constituição mental, eram dirigidos pelos
Instintos que designam predisposições inatas para a realização de determinadas
sequências de ações - comportamentos - caracterizadas, sobretudo por uma
realização estereotipada, padronizada, predefinida e inconsciente. Os maus
instintos eram mais numerosos que os bons instintos.
Todos sabiam que os instintos são a origem da energia
psíquica que se acumula no interior do ser humano, gerando uma tensão que exige
ser descarregada. Essa descarga deveria realizar-se de maneira construtiva e
dirigida. O objetivo do indivíduo seria, assim, atingir um baixo nível de
tensão interna. Os meios eram oferecidos pela Elite.
Os líderes religiosos, seguindo uma interpretação do ‘Livro
Sagrado’, asseguravam que o homem foi criado a partir do pó, entre seis e oito
mil anos atrás e ganhou vida após ser soprado o fôlego em suas narinas.
A melhor maneira de se controlar aqueles povos foi
deixa-los sob o governo de líderes escolhidos entre eles. Dentro deste
contexto, esses líderes eram nomeados pela Elite, como uma maneira de
estabelecer sobre os homens um controle indireto.
Desde o princípio, um único líder dos Selvagens não
fez o juramento de posse com a mão sobre o Livro sagrado da Elite. Ao assumir o
cargo, de acordo com uma lenda, ele colocou as mãos sobre outro livro,
conhecido como a ‘Bíblia’, para indicar a quem pertencia sua lealdade.
EP. Gheramer
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Escrevo E vírgula
Imagem: web
Escrevo. E vírgula,
Escrevo pra espantar
a onda que surgiu furiosa
Rugidos!
Tudo ruiu. No ar uma energia perniciosa.
Por segundo fiquei presa na teia fétida...
Ao correr para dentro do peito de minha alma
consegui fôlego e fui soprando, soprando.
♪ Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída ♪
Pudera eu ler as entrelinhas de corações alheios
Entrego a Deus...Para Ele ir sarando,
Escrevo. E virgula,
Claudiane Ferreira
♪ Titãs - Enquanto houver sol
FRAGILIDADE
Labels:
Marco Tisi,
Poema
FRAGILIDADE
É mais uma
Primavera que se inicia,
mas, tenho
duvidas se será muito Florida,
eis que
vislumbro muita Fragilidade
neste jeito
de ser da humanidade.
São tantos
os atos de torpeza,
já não
causa nenhuma estranheza,
há muita
aspereza,
dos maus se
aproveitando
dos demais
com suas fraquezas,
são atos de
nenhuma nobreza.
Cá aqui em
nossas terras,
já virou
rotina, quase todo dia,
noticias de
chacina.
Lá no Leste
Europeu,
ver tanto
sofrimento
de Refugiado
Sírio,
pelo
insidioso tratamento,
em resposta
a busca desesperada,
pelo mínimo
de acolhimento.
Pois é, é
de se pensar,
como alguns
povos
não tem
memória,
se esqueceu
da historia,
como da 2ª
guerra,
que deixou
estes mesmos povos,
em absoluta
miséria,
e muitos se
refugiaram,
inclusive cá
em nossa Terra,
e foram
muito bem acolhidos,
não, não
foram preteridos.
Mas é assim
que é,
a Filosofia
mesquinha,
dos espertos
individualistas,
de viver só
o “ presente “,
não existe
passado,
não existe
consequência,
desde que se
obtenha
frutos com a
conveniência.
Vislumbro
Primaveril Fragilidade,
nesta triste
Desumanidade,
não haverá
Fraternidade.
( 23/09/2015
)
O AMOLADOR DE FACAS
Labels:
Crônica,
EP. Gheramer
Finalmente,
atendendo pedidos, o ‘porco’ havia tomado banho.
Um casal debruçado à
janela observa o movimento na rua. Cada um olhando para lados opostos. Ele, um
idoso na faixa dos sessenta e ela, dez anos mais jovem. O movimento na rua era
o de sempre. Em pouco menos de uma semana, um acontecimento viria afetar suas
vidas, embora de maneira muito diferentes. Para ele, seria o princípio da
realização de seu sonho; para ela, não. Era o sonho dele, ela apenas pegara uma
carona desde que se conheceram há nove anos. Nos últimos tempos, muita coisa
mudou na vida dela.
Por exemplo, tomara
consciência de que os sonhos dela não eram os sonhos dele. Mas, qual era seu
sonho? – Um dia ela se perguntou e respondeu que não eram os dele. Ouviu-se ao
longe o som do Amolador de facas. Aquele zumbido da lâmina de aço na roda de
ferro do carrinho que ele empurrava, já fazia parte do bairro assim como o
toque do sino da igreja na praça às dezoito horas.
O Amolador,
empurrando seu carrinho, passava todos os dias pela rua e as pessoas saiam de
suas casas, trazendo facas e tesouras para serem amoladas. As donas de casa
costuram muito e para algumas, ser costureira era uma profissão.
Mas, hoje já não
mais era assim. Começou a mudar aos poucos. O Amolador de facas, que passava
todos os dias começou a passar dia sim e dia não. Depois, só passava de vez em
quando, talvez uma vez por semana. E não demorou muito para ninguém mais ouvir o zunido do Amolador. Sua
passagem foi escasseando lentamente, até o dia em que ele parou de passar.
Ninguém notou isso. Só o Amolador.
Da janela, olhando
para um dos lados, Ernesto, por menos que quisesse, não deixava de pensar no
que poderia acontecer naquela semana que começava. A realização de seu sonho
estava em jogo; só dependia da resposta que viria naquela semana. Àquela
altura, o que o inquietava era a resposta. Um ‘sim’ ou ‘não’ decidiria o rumo
de sua vida. Considerava a hipótese de um não, mas, neste caso, havia o plano
B. Sim, havia outro plano, mas, neste caso, teria que esperar por mais tempo e
ele já estava com sessenta e sete anos. Daria tempo? Ele se perguntava. Viveria
até lá? E se vivesse, ainda estaria em condições físicas – e até mentais, por
que não? – de realizar e aproveitar? Neste momento, seus pensamentos foram
interrompidos por uma gritaria entre duas vizinhas que discutiam por alguma
coisa.
Dona Amélia
acompanhara desde o início, a desavença entre as duas vizinhas. O que motivara
tudo foi que fulana colocara o saco de lixo na calçada de sicrana que achou um
abuso e chutou o lixo para a calçada de fulana e daí em diante aconteceu o que
acontece sempre, quando as pessoas não têm nada melhor para fazer. Amélia só
percebeu tudo porque era para aquele lado da rua que estava olhando.
Dia quente aquele.
Ambos queriam sair dali e mudarem para um lugar tranquilo, afastado dessas
‘coisinhas’.
Mas Dona Amélia iria
à carona dos sonhos de Ernesto. Não eram exatamente os seus sonhos, mas era
parecido e, enquanto ela não descobrisse quais os seus, viveria os dele ou
talvez apenas com ele. Só o tempo diria.
E só com o tempo
Amélia descobriria os próprios sonhos, pois, se não fosse por um detalhe –
pensava ela – seus sonhos poderiam ser iguais.
Ninguém sabia o nome
do Amolador de facas e tesouras e nem se interessou em saber.
Lá de dentro da casa
veio o choro do cachorro que eles tinham. Já velho, morria aos poucos deitado
sobre panos acolchoados. Com os olhos já saltando das órbitas e sem forças
param se locomover, era mantido vivo ali. Remédio para dor, comida líquida que
ingerida através de uma seringa. Bolinha, que fizera xixi no pé de Amélia
quando ela chegou para morar com Ernesto, nove anos atrás, ia morrendo aos
poucos. Enquanto assim fosse, Amélia cuidaria dele; Bolinha precisava dela. Ele
não podia morrer. Pelo menos ainda não, era preciso que ele precisasse dela.
Ninguém mais mandava
amolar facas ou tesouras. Agora, comprava-se um amolador elétrico e de fácil
uso, que ficava a um canto da cozinha e era facilmente usado. Mas, até mesmo as
facas e tesouras eram descartáveis, de tão baratas que passaram a ser e, além
disso, os modelos mudavam a toda hora e a TV não deixava de anunciar isso.
Ninguém mais precisava do Amolador que antes passava todos os dias, empurrando
seu carrinho e parava de vez em quando, girava sua roda de ferro e encostava
uma lâmina de aço e desse encontro saíam faíscas e um zunido longo – era o
Amolador que estava chegando.
Ernesto precisava
realizar seu sonho para poder continuar vivendo. Ele espera um ‘sim’; ele e
outros precisavam disso. Mas havia o plano B, mas ele não queria esperar...
Poderia não dar tempo.
Ernesto não estava
inerte, ficara fazendo algo muito importante: estivera esperando um ‘sim’
durante toda a sua vida para continuar vivendo. Sua espera já durava mais de
cinquenta anos. Todos sabiam. Somente
ele não sabia.
EP. Gheramer
árvores
Labels:
Poema,
Vinícius Siman
árvores
meus pés pisam árvores
e as folhas entram na fresta de meus
dedos
árvores
minha boca beija árvores
e as folhas são meu beijo
árvores
minha pele são troncos de árvores
e minha libido, raiz e praguejo
árvores
(´)
ar
vo(r)e(s)
árvores
meus braços são galhos de árvores
e neles os passarinhos passarinham
sem dono
árvores
meu peito bate árvores
e exala ar puro, e meu coração sente
outono
À DERIVA
Labels:
Marco Tisi,
Poema
À DERIVA
Tá tudo À
Deriva,
tá
esquisito esta Vida,
não
vislumbro prerrogativa,
na verdade
tá sem perspectiva,
não há a
mínima chance de ter alternativa,
não há o
que se possa ter tentativa,
meu barco
adernou, esta À Deriva.
O Tempo tá
demorando,
o mar tá
calmo demais,
as coisas
estão tão iguais,
desse jeito,
não aporto em nenhum cais,
mas também,
pra que aportar
se tudo não
mudara jamais,
não, não
haverá sinais.
O barco da
Vida tá À Deriva,
mas ainda
bem que há muita especiaria,
pra fazer
uma comida sem melancolia,
tentar
melhorar a ortografia,
pra
desopilar com uma singela Poesia .
( 20/09/2015
)
experimento
a todos os amigos autores do tubo de ensaio - laboratório das artes
em especial a claudiane e dulce
entro
e quase desmaio
no tubo de ensaio
do meu experimento
sento
de janeiro a maio
no tubo de ensaio
em dezembro, desalento
espero
experimento que quero
ciência avançada
da arte do nada
da poesia no balaio
no blog do tubo de ensaio
Silêncios
Labels:
Manuel Marques,
Poema
a culpa é da fronteira que nos separou
era meu o teu corpo e a tua alma…
E no silêncio mais fundo do nosso amor
ardo no fogo dos teus olhos
deixo correr as lágrimas…
E no fim quando só restar o silêncio
e não ouvir o canto dos pássaros
voltarei a sonhar…
Manuel Marques (Arroz)
Ser humano (ser ) é energia
Imagem: José Zuzza Suassuna
Ser humano (ser ) é energia
Corre a procura de coisas vãs?
mude sua escrita mental, sintonize!
Aprimore-se. Evolua urgente!
Claudiane Ferreira
Publicado originalmente em http://dankamachine.blogspot.com.br/
" Quem não conhece a verdade não passa de um tolo;mas quem a conhece e a chama de mentira é um mentiroso!"
Bertolt Brecht
CHAMA AZULADA
Labels:
Marco Tisi,
Poema
CHAMA
AZULADA
Azulada
Chama, que já não inflama,
muito menos
clama,
pois já não
há a minima azáfama,
enfim, é a
Azulada Chama
que não tem
muita flama.
Imaginou-se
que haveria Perenidade,
restou pra
Azulada Chama Severidade,
mas da
passada Tempestade,
agora é
muita Serenidade.
A Chama se
mantem Azulada,
eis que para
tanto há pra admirar,
o Cantar da
passarada,
o delicioso
Aroma da Florada,
as vezes uma
Aurora Dourada,
e o
principal, uma noite Enluarada,
Não há
envolvimento,
muito menos
ressentimento,
não é
Renunciamento,
no
inevitável Distanciamento.
Melhor ter
arrefecimento.
A Chama é
Azulada,
feito
orvalho na Invernada,
na noite
Enluarada,
pra manter a
Vida Temperada.
( 16/09/2015)
Aurora
Labels:
Isa Lisboa,
Poema
O BOM SELVAGEM
Labels:
Crônica,
Maristela Ormond
O
homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe.
(Jean
Jacques Rousseau)
O Bom Selvagem
(Por Maristela
Ormond)
![]() |
Lounge.obviusmag.org |
A frase citada
por Rousseau nos remete a uma questão singular. Se o homem nasce bom como pode
deixar a sociedade o corromper com tal facilidade?
Na realidade
somos criados, sim criados, pois temos um criador que segundo as escrituras,
somos nós feitos a sua imagem e semelhança. Nosso Criador é bom e não há o que
lhe corrompa os atos ou pensamentos, portanto deveríamos permanecer no bem.
Há quem diga que
o mal nunca vence para sempre, o bem acaba por suplantá-lo.
Ligando minha
tevê fico abismada com tanta maldade praticada pelo homem, não só em relação
aos bens materiais, mas com o próprio ser humano, que mata sem dó nem
piedade... E não digo matar com armas ou atos que possam levar o outro a óbito,
mas em relação a matar as relações humanas, matar o psicológico de alguém
através de frases mal faladas, preconceitos, etnias, desacordos religiosos, etc.,
etc.
Outro dia parei
e assisti ao filme Noé, daquele Noé antigo e isso me deu saudades do tempo em
que eu acreditava realmente que o bem sempre vence. Ao terminar o filme parei e
fiquei analisando. Por que será que Deus já não fala mais conosco com aquele
vozeirão dizendo-nos o que temos que fazer, como devemos proceder como falou
com Noé? Fiquei um tanto que angustiada pensando que eu é que não ouço...
Tal qual foi
minha surpresa, quando um grande amigo que costuma sentir as minhas dores e
compartilhar coisas bonitas que me elevem o espírito, mandou-me um vídeo
dizendo que Deus queria falar comigo e eu deveria ouvi-lo. Bem, aí veio a velha
frase que diz que “antigamente o castigo vinha a cavalo, agora ele vem a jato”.
Então percebi o quão ingrata também sou quando penso que Ele não fala comigo...
Mas voltando ao
assunto de Rousseau, fico observando as crianças que quando na idade de brincar
com um amiguinho pobre não tem problema nenhum, ou se o amigo for de outra
religião ou de outra etnia, criança não faz distinção até que... Até que um
adulto lhe advirta que não deve brincar com o outro por causa de sua religião,
ou por causa de sua pobreza ou até por causa de sua cor... Interessante isso
não?
Sim certamente o
homem é corrompido por essa sociedade que aí está. E digo que isso não acontece
somente em nosso país, é um problema mundial. O mundo se corrompeu de tal
maneira pelos bens materiais e pela posse de poder que estamos assistindo ao
caos absoluto em relação à procura de lugar favorável para se viver
simplesmente em paz, que é o caso dos imigrantes que morrem diariamente em busca
dela. Por esse motivo estão assustando o mundo que não quer dividir com eles a
sua economia, o seu pedaço de terra, no temor de ficar sem o espaço vital que
talvez não seja tão vital assim.
Podemos ver o
pavor nos olhos das crianças junto a seus pais, podemos perceber o desespero
dessas pessoas que procuram por algo e que se não encontrarem em algum lugar do
mundo, certamente se tornarão rebeldes animalizados pela sobrevivência porque
fome, frio e morte animalizam a qualquer um fazendo dele um bárbaro!
O homem precisa
tomar uma atitude em relação a tudo o que está acontecendo e isso é emergencial
para que não se estabeleça um caos maior do que a este que estamos assistindo
confortavelmente em nossos lares. É a própria Babilônia que se reergue diante
de nossos olhos.
Não seria esta a
forma que nosso Criador está nos mostrando que estamos no momento de rever
nossas atitudes e tornarmo-nos realmente um só diante do mundo em que vivemos
para que se preserve o ser humano que poderia estar em extinção? Pensemos,
pensemos nisto. Os fatos não deixam de existir somente porque insistimos em
ignorá-los.
Sobre uma asa e flores
Imagem: Web
Receita para um arranjo especial
Antes de colher o que não provoca mais vibe, faz-se urgente a vivência dessa dor...
O despertamento acontecerá somente quando cuidarmos do nosso jardim interior...
Ao compreendermos que somos únicos, sem divisões... Não mais procuraremos equilibrar nossa própria desarmonia com nada de fora.
A partir daí fica fácil colher os desencantos que um dia lá longe eram encantamentos, amassá-los com carinho, transformando em flores.
Acima do arranjo especial convém grafar uma citação vibrante.
" Todos os efeitos são recíprocos e nenhum elemento age sobre outro sem que ele próprio tenha se modificado"
Essa seria a que eu grafaria ou será que já grafei? Gostaria muito de conhecer a citação que cada um de vós supostamente grafaria.
Claudiane Ferreira
" Como posso ser substancial sem dispor de uma sobra? Eu também preciso ter um lado escuro, se quiser ser inteiro; e, tornando-me, consciente de minha sombra, lembro-me, novamente, que sou um ser humano como qualquer outro."
As citações pertencem ao médico pensador suiço Carl Jung
QUEM SABE
Labels:
Marco Tisi,
Poema
QUEM SABE
É uma terça
feira de manhã muito chuvosa,
saiu de casa
logo cedo,
vou fazer
uma coisa bem gostosa.
Vou lá pra
estação Tamanduateí,
vou andar de
Trem.
E pensar que
por esta linha,
já teve um
Trem que ia
de Santos a
Jundiaí !!!!!!!!!
Assim como
não tem mais
o Trem que
ia pra São Roque.
Logo, nem dá
pra ir lá num domingo,
acompanhar
com um bom vinho
um suculento
prato de Nhoque.
Mas graças
aos “ Milicos Destrutivistas “
essas linhas
acabaram ,
para agradar
a famigerada industria automobilística,
que ainda
hoje, juntamente com o empresariado nefasto,
financiam os
atuais “ Destrutivistas “ no Poder,
para
congestionar tudo, através dos automobilistas egoístas.
Mas, por um
tempo, vou sair logo cedo,
não sei se
acompanhado de uma manhã chuvosa..
para fazer
uma coisa bem gostosa,
que é ir
pegar o Trem, lá na estação Tamanduateí,
e “ Quem
Sabe “ , do nada surgir uma composição,
pra eu
escolher se vou pra Santos ou Jundiaí.
( 08/09/2015
)
Moinho
Labels:
Adriano Yamamoto,
Poema
Moinho
(Imagem: Mãos livres – Daniel Zanini – Fonte: Flickr)
Roda, acorda, torna a girar
Incansável moinho
Ingrata água, se deita no mar
Papel de parede noturno
Onde se penduram a lua
As estrelas e até saturno
Enxadas que marcam o chão
Esporas que ferem a pele
Os frutos que sempre se vão
Arrancaram da mão a palma
Tudo escorre, sempre corre
Hoje acordei e não vi minha alma
Mas calma, amanhã, tudo roda
Acorda e torna a girar
Vou derrubar o céu na madrugada
Quero ver desabar os astros
A lua se sustentar numa jangada
SINERGIA
Labels:
Marco Tisi,
Poema
SINERGIA
Outro dia ao
responder um comentário Especial
sobre uma
minha Poesia, ficou uma duvida !!!!
afinal o que
faço ???? Poema ou Poesia ???
Disse que Eu
também não sabia, mas o que sei
é que se
tiver por Elas Empatia, eis ai a Sinergia
para que eu
as faça com mais Energia .
Fazer Poemas
ou Poesia, hoje em dia,
já evito o
que me causa Saudades com Dor,
apesar de
inevitável as vezes fazer
pra me
desintoxicar de algum dissabor.
Prefiro
agora fazer Poema ou Poesia
sobre o
cotidiano, tipo falar da Carestia,
da falta de
melhoria,
não haver
muita Parceria,
e abusar da
Analogia,
Com muita
Fantasia.
Mas agora o
melhor escape,
é fazer
Poema ou Poesia,
e se houver
um Comentário Especial,
alias como
todo Comentário o é,
pra ficar um
afago no Memorial.
É Assim Que É,
não entendo
nada de técnica
de Poema ou
Poesia,
o máximo é,
por mais que
muitos não gostem,
é terminar
com Rima.
Enfim é
fazer Poema e/ou Poesia,
na esperança
que haja Empatia,
e nessa
Sinergia, me alimentar,
para faze –
las com mais Energia.
( 07/09/2015
)
Que a noite guarde sempre os nossos sonhos...
Labels:
Manuel Marques,
Poema
Num Céu de fogo e amor
escuto ansiosamente os sons da noite
Toco-me na memória
a tua boca será sempre dos meus beijos
O nosso amor navega no tempo…
Que a noite guarde sempre os nossos sonhos
sonho amor, sonho-te a ti
E na memória de cada noite
Guardarei a memória do teu amor …
Manuel Marques (Arroz)
QUE PENA...
Labels:
Maristela Ormond,
Poema
QUE PENA
(Por
Maristela Ormond)
Neste
mundo consumista.
Vale
o que diz o economista.
Tudo
tem um preço, não insista,
Que
lhe façam fiado uma simples revista.
O
que vale muito e o que lhe dizem que invista.
O
ter não é algo de que se desista.
O
ser é ser intimista.
Se
não tiver, será pessimista.
Neste
mundo consumista,
O
poder impede de ser socialista.
E
o homem se destrói e revive o pensamento nazista.
E
o que diz o espiritualista?
O
amor não é algo de que se desista.
É
o mais caro mandamento em vista,
Que
pena que o homem não insista...
TRISTE ESTRELA
Labels:
Marco Tisi,
Poema
TRISTE
ESTRELA
Desponta no
firmamento.
Mais uma
triste Estrela,
Ela é uma
Linda Criança,
de três
anos de idade,
que numa
realista fatalidade,
virou
mundial notoriedade,
eis que é
noticia,
pois urge lá
seu corpinho desencarnado,
naquela
praia, deixando a todos aterrorizados.
Esta Triste
Estrela tem nome,
AYLAN
KURDI,
que junto
com seus pais,
era mais um
refugiado Sírio,
que
desesperados
esperavam
acolhimento,
numa Europa
que esqueceu
o passado
recente,
e só
pratica agora o impedimento,
destes
pobres povos refugiados
que estão a
beira do perecimento.
Brilha lá
no firmamento,
mais uma
Triste Estrela,
que leva
junto sua inocência,
fruto da
intransigência,
do ignóbil
dogma fundamentalista,
que igual a
qualquer dogma,
que é
sempre um artificio,
para se
chegar ao Poder,
seja ele “
islâmico “, “ católico “,
“pentecostal
“ “ induísta “ ou
“ zen
qualquer coisa “,
e sempre o
resultado destes
ideais
odientos, que causaram,
mais Tristes
Estrelas,
feito AYLAN
KURDI ,
pra
desencarnar,
em alguma
praia Europeia,
e assim
virar noticia
pra
patuleia.
( 03/09/3015
)
Tendo tecido o casulo
Imagem: Shutter Stock
Não vou dançar esse outono ouvindo a melodia do "Logo, logo as cores irão surgir"
dançarei sob as minhas próprias folhas espalhadas pelo chão...
Sentirei o vazio, a dor gerada por cada transformação
chegando ao ápice dessa grande aventura...
Nem eu mesma serei capaz de impedir a renovação.
Claudiane Ferreira
" Repara que o outono é mais estação da alma do que da natureza "
Friedrich Nietzsche
Meu amor de amar...você
Labels:
Poema,
Ronaldo Savazoni
Tudo o que eu falo,
escrevendo,
do amor
não é verdade.
Não é
a minha verdade.
É apenas
o meu desejo
de que ele seja
da maneira
como eu desejo
que ele seja.
Não o sinto assim
como o desejo
sentir em mim;
talvez, até,
nunca o tenha
sentido assim,
nem mesmo
de outra maneira
qualquer;
não, nem nunca
o tenha sentido
de qualquer maneira
que se possa senti-lo.
Apenas
o meu desejo
em tê-lo,
assim,
dessa forma,
em mim,
é existente
desde sempre.
Apenas
o que eu sentiria,
se o sentisse,
é o que há
de verdade em mim.
Apenas
o que eu faria,
se o conhecesse,
pelo meu desejo
do que ele seja,
é verdadeiro
em mim.
Um dia,
talvez,
eu realize
esse desejo louco
de amar você,
loucamente;
Um dia,
talvez,
o meu amor
de amar não seja
tão impossível
em mim.
Quanto mais
cresce em mim
este amor
de amar,
mais me vejo,
distante,
amando;
mais impossível
meu amar
de amor é,
porque
eu não amo
na realidade
do que é real,
mas na realidade
do que é real
do meu amor
em mim.
Não é real
o que eu sinto
de amar;
é tanto o amor
que me preenche,
que me sufoca,
que me transborda
todo o meu ser e
que me afoga e
que me mata
de tanta vida
que me dá!
Nada sei de amar
apenas,
só sei amar
como meu amor
de amar...você!
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