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INTRODUÇÃO

Aquela raça de humanos era composta por seres selvagens e irracionais.
A questão da origem do planeta e da humanidade era, de fato, extremamente delicada naquele estágio evolutivo primitivo em que se encontravam os habitantes. O direito residia na força. Foi assim que no princípio as feras chamadas homens foram contidas e guiadas e, só mais tarde, foi criada a lei, que é essa força mascarada.
A Elite não reconhece nenhuma lei moral que, de qualquer modo, prejudique a liberdade de seu plano de ação. A Ciência e a Religião tinham como objetivo serem instrumentos de dominação. Desde então, e sistematicamente, têm ocultado e distorcido, ao longo da historia, informações sobre a origem do homem naquele planeta.
A Ciência afirma que o homem evoluiu progressiva e naturalmente de um tipo de primatas que inclui os macacos e o homem; em seu estágio primitivo, apresentava cérebro grande e desenvolvido, face capaz de expressar emoção, olhos voltados para frente, um par de mamas e dedos com unhas achatadas, eram diurnos e viviam nas árvores ou no chão.
Essas afirmações baseavam-se na implantação da ideia de que um processo de seleção natural fora responsável pelas mutações das diversas espécies de animais, para se adaptarem as mudanças geofísicas sofridas pelo planeta no passado. Assim, os seres poderiam sofrer qualquer transformação para se adaptarem. Seguindo essa linha de pensamento um símio perdeu os pelos, a cauda, ergueu a coluna vertebral e se tornou homem de maneira natural. Tem sido chamado de "teoria da origem das espécies".
Quanto à constituição mental, eram dirigidos pelos Instintos que designam predisposições inatas para a realização de determinadas sequências de ações - comportamentos - caracterizadas, sobretudo por uma realização estereotipada, padronizada, predefinida e inconsciente. Os maus instintos eram mais numerosos que os bons instintos.
Todos sabiam que os instintos são a origem da energia psíquica que se acumula no interior do ser humano, gerando uma tensão que exige ser descarregada. Essa descarga deveria realizar-se de maneira construtiva e dirigida. O objetivo do indivíduo seria, assim, atingir um baixo nível de tensão interna. Os meios eram oferecidos pela Elite.
Os líderes religiosos, seguindo uma interpretação do ‘Livro Sagrado’, asseguravam que o homem foi criado a partir do pó, entre seis e oito mil anos atrás e ganhou vida após ser soprado o fôlego em suas narinas.
A melhor maneira de se controlar aqueles povos foi deixa-los sob o governo de líderes escolhidos entre eles. Dentro deste contexto, esses líderes eram nomeados pela Elite, como uma maneira de estabelecer sobre os homens um controle indireto.

Desde o princípio, um único líder dos Selvagens não fez o juramento de posse com a mão sobre o Livro sagrado da Elite. Ao assumir o cargo, de acordo com uma lenda, ele colocou as mãos sobre outro livro, conhecido como a ‘Bíblia’, para indicar a quem pertencia sua lealdade.

EP. Gheramer

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Do amor


O segredo do amor?
- É a alma que, enfim, se acalma...
..., sem tirar nem por!

Gilberto de Almeida
26/09/2015


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Escrevo E vírgula



                                                                 Imagem: web


Escrevo. E vírgula,

Escrevo pra espantar
a onda que surgiu furiosa
Rugidos! 
Tudo ruiu. No ar uma energia perniciosa.
Por segundo fiquei presa na teia fétida...
Ao correr para  dentro do peito de minha alma
consegui fôlego e fui  soprando, soprando.

♪ Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída ♪

Pudera eu ler as entrelinhas de corações alheios
Entrego a Deus...Para  Ele ir sarando, 

Escrevo. E virgula,

Claudiane Ferreira


♪ Titãs - Enquanto houver sol






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FRAGILIDADE

FRAGILIDADE

É mais uma Primavera que se inicia,
mas, tenho duvidas se será muito Florida,
eis que vislumbro muita Fragilidade
neste jeito de ser da humanidade.

São tantos os atos de torpeza,
já não causa nenhuma estranheza,
há muita aspereza,
dos maus se aproveitando
dos demais com suas fraquezas,
são atos de nenhuma nobreza.

Cá aqui em nossas terras,
já virou rotina, quase todo dia,
noticias de chacina.
Lá no Leste Europeu,
ver tanto sofrimento
de Refugiado Sírio,
pelo insidioso tratamento,
em resposta a busca desesperada,
pelo mínimo de acolhimento.

Pois é, é de se pensar,
como alguns povos
não tem memória,
se esqueceu da historia,
como da 2ª guerra,
que deixou estes mesmos povos,
em absoluta miséria,
e muitos se refugiaram,
inclusive cá em nossa Terra,
e foram muito bem acolhidos,
não, não foram preteridos.

Mas é assim que é,
a Filosofia mesquinha,
dos espertos individualistas,
de viver só o “ presente “,
não existe passado,
não existe consequência,
desde que se obtenha
frutos com a conveniência.

Vislumbro Primaveril Fragilidade,
nesta triste Desumanidade,
não haverá Fraternidade.

( 23/09/2015 ) 


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O AMOLADOR DE FACAS



Finalmente, atendendo pedidos, o ‘porco’ havia tomado banho.
Um casal debruçado à janela observa o movimento na rua. Cada um olhando para lados opostos. Ele, um idoso na faixa dos sessenta e ela, dez anos mais jovem. O movimento na rua era o de sempre. Em pouco menos de uma semana, um acontecimento viria afetar suas vidas, embora de maneira muito diferentes. Para ele, seria o princípio da realização de seu sonho; para ela, não. Era o sonho dele, ela apenas pegara uma carona desde que se conheceram há nove anos. Nos últimos tempos, muita coisa mudou na vida dela.
Por exemplo, tomara consciência de que os sonhos dela não eram os sonhos dele. Mas, qual era seu sonho? – Um dia ela se perguntou e respondeu que não eram os dele. Ouviu-se ao longe o som do Amolador de facas. Aquele zumbido da lâmina de aço na roda de ferro do carrinho que ele empurrava, já fazia parte do bairro assim como o toque do sino da igreja na praça às dezoito horas.
O Amolador, empurrando seu carrinho, passava todos os dias pela rua e as pessoas saiam de suas casas, trazendo facas e tesouras para serem amoladas. As donas de casa costuram muito e para algumas, ser costureira era uma profissão.
Mas, hoje já não mais era assim. Começou a mudar aos poucos. O Amolador de facas, que passava todos os dias começou a passar dia sim e dia não. Depois, só passava de vez em quando, talvez uma vez por semana. E não demorou muito para  ninguém mais ouvir o zunido do Amolador. Sua passagem foi escasseando lentamente, até o dia em que ele parou de passar. Ninguém notou isso. Só o Amolador.
Da janela, olhando para um dos lados, Ernesto, por menos que quisesse, não deixava de pensar no que poderia acontecer naquela semana que começava. A realização de seu sonho estava em jogo; só dependia da resposta que viria naquela semana. Àquela altura, o que o inquietava era a resposta. Um ‘sim’ ou ‘não’ decidiria o rumo de sua vida. Considerava a hipótese de um não, mas, neste caso, havia o plano B. Sim, havia outro plano, mas, neste caso, teria que esperar por mais tempo e ele já estava com sessenta e sete anos. Daria tempo? Ele se perguntava. Viveria até lá? E se vivesse, ainda estaria em condições físicas – e até mentais, por que não? – de realizar e aproveitar? Neste momento, seus pensamentos foram interrompidos por uma gritaria entre duas vizinhas que discutiam por alguma coisa.
Dona Amélia acompanhara desde o início, a desavença entre as duas vizinhas. O que motivara tudo foi que fulana colocara o saco de lixo na calçada de sicrana que achou um abuso e chutou o lixo para a calçada de fulana e daí em diante aconteceu o que acontece sempre, quando as pessoas não têm nada melhor para fazer. Amélia só percebeu tudo porque era para aquele lado da rua que estava olhando.
Dia quente aquele. Ambos queriam sair dali e mudarem para um lugar tranquilo, afastado dessas ‘coisinhas’.
Mas Dona Amélia iria à carona dos sonhos de Ernesto. Não eram exatamente os seus sonhos, mas era parecido e, enquanto ela não descobrisse quais os seus, viveria os dele ou talvez apenas com ele. Só o tempo diria.
E só com o tempo Amélia descobriria os próprios sonhos, pois, se não fosse por um detalhe – pensava ela – seus sonhos poderiam ser iguais.
Ninguém sabia o nome do Amolador de facas e tesouras e nem se interessou em saber.
Lá de dentro da casa veio o choro do cachorro que eles tinham. Já velho, morria aos poucos deitado sobre panos acolchoados. Com os olhos já saltando das órbitas e sem forças param se locomover, era mantido vivo ali. Remédio para dor, comida líquida que ingerida através de uma seringa. Bolinha, que fizera xixi no pé de Amélia quando ela chegou para morar com Ernesto, nove anos atrás, ia morrendo aos poucos. Enquanto assim fosse, Amélia cuidaria dele; Bolinha precisava dela. Ele não podia morrer. Pelo menos ainda não, era preciso que ele precisasse dela.
Ninguém mais mandava amolar facas ou tesouras. Agora, comprava-se um amolador elétrico e de fácil uso, que ficava a um canto da cozinha e era facilmente usado. Mas, até mesmo as facas e tesouras eram descartáveis, de tão baratas que passaram a ser e, além disso, os modelos mudavam a toda hora e a TV não deixava de anunciar isso. Ninguém mais precisava do Amolador que antes passava todos os dias, empurrando seu carrinho e parava de vez em quando, girava sua roda de ferro e encostava uma lâmina de aço e desse encontro saíam faíscas e um zunido longo – era o Amolador que estava chegando.
Ernesto precisava realizar seu sonho para poder continuar vivendo. Ele espera um ‘sim’; ele e outros precisavam disso. Mas havia o plano B, mas ele não queria esperar... Poderia não dar tempo.
Ernesto não estava inerte, ficara fazendo algo muito importante: estivera esperando um ‘sim’ durante toda a sua vida para continuar vivendo. Sua espera já durava mais de cinquenta anos. Todos sabiam.  Somente ele não sabia.


EP. Gheramer


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árvores


     árvores
     meus pés pisam árvores
e as folhas entram na fresta de meus dedos

     árvores
     minha boca beija árvores
e as folhas são meu beijo

     árvores
     minha pele são troncos de árvores
e minha libido, raiz e praguejo

     árvores
    (´)
     ar
        vo(r)e(s)

     árvores
     meus braços são galhos de árvores
e neles os passarinhos passarinham sem dono

     árvores
     meu peito bate árvores

e exala ar puro, e meu coração sente outono

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À DERIVA


À DERIVA

Tá tudo À Deriva,
tá esquisito esta Vida,
não vislumbro prerrogativa,
na verdade tá sem perspectiva,
não há a mínima chance de ter alternativa,
não há o que se possa ter tentativa,
meu barco adernou, esta À Deriva.

O Tempo tá demorando,
o mar tá calmo demais,
as coisas estão tão iguais,
desse jeito, não aporto em nenhum cais,
mas também, pra que aportar
se tudo não mudara jamais,
não, não haverá sinais.

O barco da Vida tá À Deriva,
mas ainda bem que há muita especiaria,
pra fazer uma comida sem melancolia,
tentar melhorar a ortografia,
pra desopilar com uma singela Poesia .

( 20/09/2015 ) 


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experimento

a todos os amigos autores do tubo de ensaio - laboratório das artes
em especial a claudiane e dulce


     entro
e quase desmaio
no tubo de ensaio
do meu experimento
     sento
de janeiro a maio
no tubo de ensaio
em dezembro, desalento
     espero
experimento que quero
ciência avançada
     da arte do nada
da poesia no balaio
no blog do tubo de ensaio

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Silêncios

Uma lágrima solitária caminha no meu rosto
a culpa é da fronteira que nos separou 
era meu o teu corpo e a tua alma…

E no silêncio mais fundo do nosso amor
ardo no fogo dos teus olhos
deixo correr as lágrimas…

E no fim quando só restar o silêncio 
e não ouvir o canto dos pássaros 
voltarei a sonhar…

Manuel Marques (Arroz)

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Ser humano (ser ) é energia




                                                      Imagem: José Zuzza Suassuna


Ser humano (ser ) é energia

Corre a procura de coisas vãs?
mude sua escrita mental, sintonize!
Aprimore-se. Evolua urgente!

Claudiane Ferreira


Publicado originalmente em http://dankamachine.blogspot.com.br/


" Quem não conhece a verdade não passa de um tolo;mas quem a conhece e a chama de mentira é um mentiroso!"

Bertolt Brecht



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Meio dia


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CHAMA AZULADA


CHAMA AZULADA

Azulada Chama, que já não inflama,
muito menos clama,
pois já não há a minima azáfama,
enfim, é a Azulada Chama
que não tem muita flama.

Imaginou-se que haveria Perenidade,
restou pra Azulada Chama Severidade,
mas da passada Tempestade,
agora é muita Serenidade.

A Chama se mantem Azulada,
eis que para tanto há pra admirar,
o Cantar da passarada,
o delicioso Aroma da Florada,
as vezes uma Aurora Dourada,
e o principal, uma noite Enluarada,

Não há envolvimento,
muito menos ressentimento,
não é Renunciamento,
no inevitável Distanciamento.
Melhor ter arrefecimento.

A Chama é Azulada,
feito orvalho na Invernada,
na noite Enluarada,
pra manter a Vida Temperada.

( 16/09/2015)



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Aurora

Foto: Autor não identificado 


O mundo todo ainda dorme

Mais por dentro

Que por fora

E eu, acordada pelo improvável

Deixo-me levar pelo orvalho

Espero que o laranja surja

Estico os braços

Talvez tocar o céu

A medo ainda

Deixo as pétalas abrirem-se

E declaro:

“Sim, quero amanhecer!”

Isa Lisboa

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O BOM SELVAGEM

O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe.
(Jean Jacques Rousseau)

O Bom Selvagem
(Por Maristela Ormond)


Lounge.obviusmag.org

A frase citada por Rousseau nos remete a uma questão singular. Se o homem nasce bom como pode deixar a sociedade o corromper com tal facilidade?
Na realidade somos criados, sim criados, pois temos um criador que segundo as escrituras, somos nós feitos a sua imagem e semelhança. Nosso Criador é bom e não há o que lhe corrompa os atos ou pensamentos, portanto deveríamos permanecer no bem.
Há quem diga que o mal nunca vence para sempre, o bem acaba por suplantá-lo.
Ligando minha tevê fico abismada com tanta maldade praticada pelo homem, não só em relação aos bens materiais, mas com o próprio ser humano, que mata sem dó nem piedade... E não digo matar com armas ou atos que possam levar o outro a óbito, mas em relação a matar as relações humanas, matar o psicológico de alguém através de frases mal faladas, preconceitos, etnias, desacordos religiosos, etc., etc.
Outro dia parei e assisti ao filme Noé, daquele Noé antigo e isso me deu saudades do tempo em que eu acreditava realmente que o bem sempre vence. Ao terminar o filme parei e fiquei analisando. Por que será que Deus já não fala mais conosco com aquele vozeirão dizendo-nos o que temos que fazer, como devemos proceder como falou com Noé? Fiquei um tanto que angustiada pensando que eu é que não ouço...
Tal qual foi minha surpresa, quando um grande amigo que costuma sentir as minhas dores e compartilhar coisas bonitas que me elevem o espírito, mandou-me um vídeo dizendo que Deus queria falar comigo e eu deveria ouvi-lo. Bem, aí veio a velha frase que diz que “antigamente o castigo vinha a cavalo, agora ele vem a jato”. Então percebi o quão ingrata também sou quando penso que Ele não fala comigo...
Mas voltando ao assunto de Rousseau, fico observando as crianças que quando na idade de brincar com um amiguinho pobre não tem problema nenhum, ou se o amigo for de outra religião ou de outra etnia, criança não faz distinção até que... Até que um adulto lhe advirta que não deve brincar com o outro por causa de sua religião, ou por causa de sua pobreza ou até por causa de sua cor... Interessante isso não?
Sim certamente o homem é corrompido por essa sociedade que aí está. E digo que isso não acontece somente em nosso país, é um problema mundial. O mundo se corrompeu de tal maneira pelos bens materiais e pela posse de poder que estamos assistindo ao caos absoluto em relação à procura de lugar favorável para se viver simplesmente em paz, que é o caso dos imigrantes que morrem diariamente em busca dela. Por esse motivo estão assustando o mundo que não quer dividir com eles a sua economia, o seu pedaço de terra, no temor de ficar sem o espaço vital que talvez não seja tão vital assim.
Podemos ver o pavor nos olhos das crianças junto a seus pais, podemos perceber o desespero dessas pessoas que procuram por algo e que se não encontrarem em algum lugar do mundo, certamente se tornarão rebeldes animalizados pela sobrevivência porque fome, frio e morte animalizam a qualquer um fazendo dele um bárbaro!
O homem precisa tomar uma atitude em relação a tudo o que está acontecendo e isso é emergencial para que não se estabeleça um caos maior do que a este que estamos assistindo confortavelmente em nossos lares. É a própria Babilônia que se reergue diante de nossos olhos.
Não seria esta a forma que nosso Criador está nos mostrando que estamos no momento de rever nossas atitudes e tornarmo-nos realmente um só diante do mundo em que vivemos para que se preserve o ser humano que poderia estar em extinção? Pensemos, pensemos nisto. Os fatos não deixam de existir somente porque insistimos em ignorá-los.


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Sobre uma asa e flores


                                                                      Imagem: Web


Receita para um arranjo especial


Antes de colher o que não provoca mais vibe, faz-se urgente a vivência dessa dor...  

O despertamento acontecerá somente quando cuidarmos do nosso jardim interior... 

Ao compreendermos que somos únicos, sem divisões... Não mais procuraremos equilibrar nossa própria desarmonia com nada de fora.

A partir daí fica fácil colher os desencantos que um dia lá longe eram encantamentos, amassá-los com carinho, transformando em flores. 

Acima do arranjo especial convém grafar uma citação vibrante. 

" Todos os efeitos são recíprocos e nenhum elemento age sobre outro sem que ele próprio tenha se modificado"

Essa seria a que eu grafaria ou será que já grafei? Gostaria muito de conhecer a citação que cada um de vós supostamente grafaria.

Claudiane Ferreira

" Como posso ser substancial sem dispor de uma sobra? Eu também preciso ter um lado escuro, se quiser ser inteiro; e, tornando-me, consciente de minha sombra, lembro-me, novamente, que sou um ser humano como qualquer outro." 

As citações pertencem ao médico pensador suiço Carl Jung









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QUEM SABE


QUEM SABE

É uma terça feira de manhã muito chuvosa,
saiu de casa logo cedo,
vou fazer uma coisa bem gostosa.
Vou lá pra estação Tamanduateí,
vou andar de Trem.
E pensar que por esta linha,
já teve um Trem que ia
de Santos a Jundiaí !!!!!!!!!
Assim como não tem mais
o Trem que ia pra São Roque.
Logo, nem dá pra ir lá num domingo,
acompanhar com um bom vinho
um suculento prato de Nhoque.

Mas graças aos “ Milicos Destrutivistas “
essas linhas acabaram ,
para agradar a famigerada industria automobilística,
que ainda hoje, juntamente com o empresariado nefasto,
financiam os atuais “ Destrutivistas “ no Poder,
para congestionar tudo, através dos automobilistas egoístas.

Mas, por um tempo, vou sair logo cedo,
não sei se acompanhado de uma manhã chuvosa..
para fazer uma coisa bem gostosa,
que é ir pegar o Trem, lá na estação Tamanduateí,
e “ Quem Sabe “ , do nada surgir uma composição,
pra eu escolher se vou pra Santos ou Jundiaí.

( 08/09/2015 ) 

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Moinho

Moinho

(Imagem: Mãos livres – Daniel Zanini – Fonte: Flickr)

Roda, acorda, torna a girar
Incansável moinho
Ingrata água, se deita no mar
Papel de parede noturno
Onde se penduram a lua
As estrelas e até saturno
Enxadas que marcam o chão
Esporas que ferem a pele
Os frutos que sempre se vão
Arrancaram da mão a palma
Tudo escorre, sempre corre
Hoje acordei e não vi minha alma
Mas calma, amanhã, tudo roda
Acorda e torna a girar
Vou derrubar o céu na madrugada
Quero ver desabar os astros
A lua se sustentar numa jangada

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SINERGIA


SINERGIA

Outro dia ao responder um comentário Especial
sobre uma minha Poesia, ficou uma duvida !!!!
afinal o que faço ???? Poema ou Poesia ???
Disse que Eu também não sabia, mas o que sei
é que se tiver por Elas Empatia, eis ai a Sinergia
para que eu as faça com mais Energia .

Fazer Poemas ou Poesia, hoje em dia,
já evito o que me causa Saudades com Dor,
apesar de inevitável as vezes fazer
pra me desintoxicar de algum dissabor.

Prefiro agora fazer Poema ou Poesia
sobre o cotidiano, tipo falar da Carestia,
da falta de melhoria,
não haver muita Parceria,
e abusar da Analogia,
Com muita Fantasia.

Mas agora o melhor escape,
é fazer Poema ou Poesia,
e se houver um Comentário Especial,
alias como todo Comentário o é,
pra ficar um afago no Memorial.

É Assim Que É,
não entendo nada de técnica
de Poema ou Poesia,
o máximo é,
por mais que muitos não gostem,
é terminar com Rima.

Enfim é fazer Poema e/ou Poesia,
na esperança que haja Empatia,
e nessa Sinergia, me alimentar,
para faze – las com mais Energia.

( 07/09/2015 ) 

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Que a noite guarde sempre os nossos sonhos...

Num Céu de fogo e amor
escuto ansiosamente os sons da noite
pudesse agora dizer-te o quanto te amo…

Toco-me na memória
a tua boca será sempre dos meus beijos
O nosso amor navega no tempo…

Que a noite guarde sempre os nossos sonhos
sonho amor, sonho-te a ti
E na memória de cada noite
Guardarei a memória do teu amor …

Manuel Marques (Arroz)

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QUE PENA...

QUE PENA
(Por Maristela Ormond)
 
Imagem colhida na web
Neste mundo consumista.
Vale o que diz o economista.
Tudo tem um preço, não insista,
Que lhe façam fiado uma simples revista.
O que vale muito e o que lhe dizem que invista.
O ter não é algo de que se desista.
O ser é ser intimista.
Se não tiver, será pessimista.
Neste mundo consumista,
O poder impede de ser socialista.
E o homem se destrói e revive o pensamento nazista.
E o que diz o espiritualista?
O amor não é algo de que se desista.
É o mais caro mandamento em vista,
Que pena que o homem não insista...


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TRISTE ESTRELA


TRISTE ESTRELA

Desponta no firmamento.
Mais uma triste Estrela,
Ela é uma Linda Criança,
de três anos de idade,
que numa realista fatalidade,
virou mundial notoriedade,
eis que é noticia,
pois urge lá seu corpinho desencarnado,
naquela praia, deixando a todos aterrorizados.

Esta Triste Estrela tem nome,
AYLAN KURDI,
que junto com seus pais,
era mais um refugiado Sírio,
que desesperados
esperavam acolhimento,
numa Europa que esqueceu
o passado recente,
e só pratica agora o impedimento,
destes pobres povos refugiados
que estão a beira do perecimento.

Brilha lá no firmamento,
mais uma Triste Estrela,
que leva junto sua inocência,
fruto da intransigência,
do ignóbil dogma fundamentalista,
que igual a qualquer dogma,
que é sempre um artificio,
para se chegar ao Poder,
seja ele “ islâmico “, “ católico “,
“pentecostal “ “ induísta “ ou
“ zen qualquer coisa “,
e sempre o resultado destes
ideais odientos, que causaram,
mais Tristes Estrelas,
feito AYLAN KURDI ,
pra desencarnar,
em alguma praia Europeia,
e assim virar noticia
pra patuleia.

( 03/09/3015 ) 

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Tendo tecido o casulo





                                                         Imagem: Shutter Stock



Não vou dançar esse outono ouvindo a melodia do "Logo, logo as cores irão surgir"
dançarei sob as minhas próprias folhas espalhadas pelo chão...
Sentirei o vazio, a dor gerada por cada transformação
chegando ao ápice dessa grande aventura...
Nem eu mesma serei capaz de impedir a renovação.

Claudiane Ferreira

" Repara que o outono é mais estação da alma do que da natureza "
Friedrich Nietzsche









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Meu amor de amar...você

                                                                                                 
Tudo o que eu falo,
escrevendo,
do amor
não é verdade.
Não é
a minha verdade.
É apenas
o meu desejo
de que ele seja
da maneira
como eu desejo
que ele seja.
Não o sinto assim
como o desejo
sentir em mim;
talvez, até,
nunca o tenha
sentido assim,
nem mesmo
de outra maneira
qualquer;
não, nem nunca
o tenha sentido
de qualquer maneira
que se possa senti-lo.
Apenas
o meu desejo
em tê-lo,
assim,
dessa forma,
em mim,
é existente
desde sempre.
Apenas
o que eu sentiria,
se o sentisse,
é o que há
de verdade em mim.                                   
                                                                   
                                                                   Apenas
                                                                   o que eu faria,
                                                                   se o conhecesse,
                                                                   pelo meu desejo
                                                                   do que ele seja,
                                                                   é verdadeiro
                                                                   em mim.

                                                                                                        Um dia,
                                                                                                        talvez,
                                                                                                        eu realize
                                                                                                        esse desejo louco
                                                                                                        de amar você,
                                                                                                        loucamente;

                                                                   Um dia,
                                                                   talvez,
                                                                   o meu amor
                                                                   de amar não seja
                                                                   tão impossível
                                                                   em mim.

                                                                   Quanto mais
                                                                   cresce em mim
                                                                   este amor
                                                                   de amar,
                                                                   mais me vejo,
                                                                   distante,
                                                                   amando;
                                                                   mais impossível
                                                                   meu amar
                                                                   de amor é,
                                                                   porque
                                                                   eu não amo
                                                                   na realidade
                                                                   do que é real,
                                                                   mas na realidade
                                                                   do que é real
                                                                   do meu amor
                                                                   em mim.

                                                                   Não é real
                                                                   o que eu sinto
                                                                   de amar;
                                                                   é tanto o amor
                                                                   que me preenche,
                                                                   que me sufoca,
                                                                   que me transborda
                                                                   todo o meu ser e
                                                                   que me afoga e
                                                                   que me mata
                                                                   de tanta vida
                                                                   que me dá!

                                                                   Nada sei de amar
                                                                   apenas,
                                                                   só sei amar
                                                                   como meu amor
                                                                   de amar...você!

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