BONITA E FRÁGIL
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Marco Tisi,
Poema
BONITA E
FRÁGIL
Ela é uma
Criança Bonita e frágil,
é herdeira
do extinto Império Inca,
na realidade
é exilada da miséria,
e vive cá
nesta Terra Tupiniquim,
onde seu
Destino é o estopim,
pois Ela é
mais uma Escrava
no trabalho
em confecções,
que são um
verdadeiro festim,
desta
exploração ruim.
Ela é uma
Criança Bonita e frágil,
veio pra cá
, na esperança
de em sua
vida haver alguma mudança,
mas em sua
mente inocente
só há
lembrança,
lá da sua
Terra, que as vezes
havia alguma
dança.
Mas Ela é
uma Criança Bonita e frágil,
faz roupas,
que em troca
se receber,
são alguns centavos,
que na loja
de grife,
são roupas
vendidas,
para os
abastados,
que não tem
o minimo interesse
em saber da
procedência,
que não tem
a minima refulgência,
não se
importando que para a Criança Bonita é frágil,
tal ato
causa a Ela a forçada abstinência,
do minimo
essencial de qualquer Providência.
Ela é uma
Criança Bonita e frágil,
herdeira do
extinto Império Inca,
mas cá
nesta Terra Tupiniquim,
seu destino
esta fadado a um triste naufrágil.
( 31/07/2015
)
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Coleção
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Josué Brito,
Poema
Ouvissem por um instante
Os sentimentos tantos que guarda o peito
Meu, que dor sente e que saudade sente e
Que amor sente...
Poucas são ao mesmo que são imensuráveis
As anuviadas declarações que são minhas,
Que são tuas... e que te buscam para o
Encontro com as palavras... Ganham sentidos
Os versos tão apaixonados.
Para fazer um afago constante, num eterno tão
Relativo... o profundo interior tão discreto, como
Gostaria que o raio de luz que te faz tão altiva,
Fosse por um instante tão próximo...
Não é de mim invenção nem tão pouco me pertence,
Se a expressão eu te amo, todavia não existisse,
Eu inventaria, faria uma coleção de amores tão próximos
E distantes para te dizer... Para te amar eternamente.
Josué Brito
Do amanhecer ao anoitecer busco Você
Imagem: José Suassuna
No amanhecer
busco contemplar a natureza
para melhor conhecê-lo
Entre o amanhecer e o anoitecer
vou deixando ser desenhada
pela fé e o amadurecer
Quando a noite chega
o cansaço se apronta...
Há a reentrega
Claudiane Ferreira
No amanhecer
busco contemplar a natureza
para melhor conhecê-lo
Entre o amanhecer e o anoitecer
vou deixando ser desenhada
pela fé e o amadurecer
Quando a noite chega
o cansaço se apronta...
Há a reentrega
Claudiane Ferreira
Tudo tem seu apogeu e seu declínio...
É natural que seja assim, todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!...
Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço!
Chico XavierÉ natural que seja assim, todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!...
Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço!
Pudesse ao menos eu afagar-te o rosto...
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Manuel Marques,
Poema
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assim como um rio rumo ao afluente
e a minha alma perdida não repousa...
Ainda sinto na pele os teus beijos
delírios!
Velhos desejos beijos mordidos...
E só no pensamento volto a ti
continuas a passar na minha ausência
pudesse ao menos eu afagar-te o rosto...
Manuel Marques (Arroz)
4 ART3 É 3R1NC4DEIRA!!!
- Que a arte é coisa séria? - É brincadeira!
Pensar na arte vítima do enfado,
polida, de terninho comportado,
sentada, concentrada, na cadeira...,
não posso - A arte, assim, é prisioneira!
Melhor que ela ande nua no cerrado,
sem pressa, de semblante iluminado,
com toda a liberdade que ela queira!
A arte é natural, é efervescente!
É vida incontrolável, sem abrigo
nas teias traiçoeiras da matéria.
É luz! Que mais é a arte, boa gente?
Por isso, assim brincando, quando digo
que a arte é brincadeira, é coisa séria!
Gilberto de Almeida
26/07/2015
26/07/2015
Viver não é previsível !
vem,
vem comigo!
regar
a semente...
proibido
pensar no amanhã sofregamente
Vem, vem comigo!
digitar o lampejo
o momento é de festejo
vem, vem comigo!
E
daí se virar árvore frondosa?
Nem toda utopia estaciona na prosa
Vem, vem comigo nessa reflexão!
“No fundo de toda utopia não há
somente um sonho, há também um protesto” 1
(1) Augusto campos
Imagem: José Zuzza Suassuna
August IX
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Josué Brito,
Poema
Da ilusão bem vestida... Luzes
Incendiárias no plenilúnio guardado
No peito que se fez de incontido.
Belas formas translúcidas dos olhos
Saltitando colorindo de selva
A quietude tão finita... para a
Serenidade esquecida se apaixonar.
Pela visão primeira, incansáveis
Jardins floresceram... era um novo
Dia, mais não apenas um dia, fizeste
Para a vida uma nova face...
Foi beleza, foi o céu que se enchia
De claridade... Houve luz de uma centelha
Tão pequena, surgiu o sol e nunca mais
O amor deixou de brilhar.
Poeta Josué Brito
Há uma montanha
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Isa Lisboa,
Poema
![]() |
Foto: sky-34536__180, www.pixabay.com |
Há
uma montanha
Num
sítio que ninguém sabe
Mas
que todos vêm
Há
uma montanha
Que
parece um homem
Dias
há em que parece
Que
dorme a sua tristeza
Dias
outros
Parece
que descansa a sua paz
Talvez
a montanha
Não
seja um homem
Seja
a mulher
Que
sou eu
E
os sentimentos sejam meus.
Poema do amigo
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Josué Brito,
Poema
![]() |
Imagem da Web |
Mentes para mim, eu sei. Vês com os olhos
Mais bonitos. Não concordas, podes dizer,
Mas apoias as loucuras do viver... És
O colo das lágrimas, o sorriso para sorrir.
Tu és a vida que espera o mundo mais
Feliz... Das contas que o dedo não faz,
Tu és a doce amizade... Não sei mais
Como era a vida antes de ti.
Ah como sofre todos nós... todavia dividir
Manias e dramas contigo, faz o
Mundo mais feliz e a tristeza
Menos sozinha...
Ouves com o silêncio falado e com as
Falas silentes. Para acalentar as infelicidades
Tantas que existem nesta vida, basta
Apenas que ouças e já fazes bem...
Quantos invernos são frios... quantas
Areias no céu. Posso contar contigo,
Podes contar comigo... É assim, até
O fim, toda amizade é para sempre.
Josué Brito
Vem ! Encontra-me se puderes...
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Manuel Marques,
Poema
Olho-te à distância e não consigo evitar a saudade
quanto mais longe maior a minha ânsia de te amar
para a minha sede apenas o teu amor chega...
Estranha saudade que me aprisiona no poema
és tudo aquilo que me transcende
deixa sossegar o meu amor sobre o teu ombro...
Imagino-te sorrindo quando pensas em mim
E há amor a envolver-nos
vem ! Encontra-me se puderes...
Manuel Marques (Arroz)
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quanto mais longe maior a minha ânsia de te amar
para a minha sede apenas o teu amor chega...
Estranha saudade que me aprisiona no poema
és tudo aquilo que me transcende
deixa sossegar o meu amor sobre o teu ombro...
Imagino-te sorrindo quando pensas em mim
E há amor a envolver-nos
vem ! Encontra-me se puderes...
Manuel Marques (Arroz)
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Enxergando perfeição no imperfeito
"Você se apaixona não quando encontra a pessoa perfeita, mas quando enxerga, com perfeição, uma pessoa imperfeita"
Sam Keen
No princípio perfeição
hormônio a vapor
dia-a dia regar a afeição
cuidar para não se indispor
Claudiane Ferreira
Nos sonhos, eu te encontro
Labels:
Josué Brito,
Poema
Quando meus olhos se fecham,
Em pálido sonho e em plácido
Encanto mergulha minha mente...
Encontro em minhas veleidades
Todas as realidades que vivo contigo.
Meus pés se enchem de brilho
E então caminho entre as galáxias...
Todas elas tão próximas e tão
Amigas... É lá onde te encontro,
Fulgurante e cheia de glória.
Encantado com os olhos que como
Sóis te iluminam a face, tampo
Meus olhos, pois não se fazem
Dignos de ver teus emblemas, te
Amo apaixonado e me entrego
Tão prontamente quanto me queiras.
Estrelas que não falam, mas que
Murmuram por um instante
Brandão veemente no interior do
Meu corpo... Como relógio desesperado
Pelo atraso das horas... Meu peito
Palpita em descompasso, simplesmente
Entendes e sabes quanto eu te amo.
Poeta Josué Brito
Escrevendo
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Crônica,
EP. Gheramer
Não me lembro de onde foi o
começo. Foi, por assim dizer, escrito todo ao mesmo tempo. Escrevi procurando
com muita atenção o que estava se organizando em mim e que, somente depois da
quinta paciente cópia, é que passei a perceber. Meu receio era o de que, por
impaciência com a lentidão que tenho em me compreender, eu estivesse apressando,
antes da hora, um sentido. Tinha a impressão de que, mais tempo eu me desse, a
história diria sem convulsão o que ela precisava dizer.
Cada vez acho tudo uma questão
de paciência; de amor criando paciência e de paciência criando amor.
Ele se levantou todo ao mesmo
tempo, emergindo mais aqui do que ali. Eu interrompia uma frase no capítulo
dez, digamos, para escrever o capítulo dois que, por sua vez, fora interrompido
durante meses, porque já escrevia o capítulo dezoito.
Esta paciência eu tive e com
ela aprendi a suportar, sem nenhuma promessa, o grande incômodo da desordem.
Mas, também é verdade que a ordem constrange. Como sempre, a dificuldade maior
era a da espera. Além da espera difícil, a paciência de recompor,
paulatinamente, a visão que fora instantânea. E como se isso não bastasse,
infelizmente não sei redigir; não consigo relatar uma ideia; não sei vestir uma
ideia com palavras. O que vem à tona, já vem através de palavras ou não vem. Ao
escrevê-lo, de novo a certeza só aparentemente paradoxal de que o que atrapalha
escrever é ter de usar palavras. É incômodo.
No mais, tudo o que no
criminoso foi violência é em nós furtivo e um evita o olhar do outro para não corrermos o risco de nos entender.
EP. Gheramer
Cuidado frágil
Um amigo virtual citou um poeta que nunca havia ouvido falar. Como sou uma pessoa curiosa fui logo pesquisar e descobri que o "Pierre Reverd" foi um dos poetas mais influentes do século XX e que no Brasil é pouquíssimo lembrado e traduzido.
Ao ler o poema "Bela Estrela" fui arremessada... O clima frio acabou ajudando também.
Deixo o poetrix que surgiu desse momento e quem sabe uma provocação...
triturado pela vida
inverno anexo de papel
verão esconde desolação
Claudiane Ferreira
Bela Estrela
Eu talvez tenha perdido a chave, e todos riem à minha volta e cada um exibe uma enorme chave pendurada no pescoço.
Eu sou o único que não tem como entrar em algum lugar. Todos eles desapareceram e as portas fechadas deixam a rua mais triste. Ninguém. Eu bato em cada porta. Insultos jorram das janelas e eu me afasto.
Então, não tão longe da cidade, junto a um rio e um bosque, eu encontrei uma porta. Uma porta simples como claraboia e sem fechadura.Eu fui para trás dela e,sob a noite que não tem janelas, mas tem enormes cortinas, entre floresta e o rio que me protegiam, eu pude dormir
POBRE TIETE
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Marco Tisi,
Poema
POBRE
TIETE
Passei por
cima do Rio Tiete,
que
tristeza, o lixo ali é um tapete,
pra
urubuzada é um banquete,
resultado
das “ ações “ de gabinete.
Aquela
imagem não saiu do pensamento,
não há ali
nenhum tratamento,
resolvi
fazer um levantamento,
dei um “
google “ e tá lá,
cerca de US$
3,6 bilhões foram
“ gastos “
, nos últimos 20 anos
para
despoluição do Pobre Tiete,
uma total
falta de planejamento.
Mas essa
dinheirama toda,
deve ter
sido “ assoreada “ ,
para os
bolsos putrefatos,
do império
que se perpetua
por cerca de
20 anos,
na “
Província Paulista ”,
”
anestesiada “ que esta
tão
adesionista.
Pobre Rio
Tiete,
que quando
passa pela Capital,
é uma
verdadeira vala fecal,
que teve
esse fim fatal,
só mesmo a
urubuzada,
junto com a
capivarada,
pra se
aproveitar
desta
perversa “ gestão “
que veio
causar ao Pobre Tiete,
sua triste
derrocada.
Esquecido
Assim é o tempo, cruel, indômito, impiedoso mesmo!
Antes eu era um Adônis, pele lisa, postura altiva,
supremo...
Hoje estou perdendo os pelos, músculos flácidos, com granjas
de galináceos circundando meus olhos, meio torto, meio estranho, um inteiro
dissabor...
Do que me resta nada me sobra, a não serem as sobras ou quem
sabe a sombra onde dormito, excluso que fui das graças da beleza.
Não fiz história nem de mim farão versos, vou ter de me
contentar com o anonimato.
Não fabricaram ainda uma máquina do tempo ou fonte da
juventude que preste, assim para mim não existe regresso, somente lembranças de
quando os holofotes buscavam minha fronte.
Só resta dizer adeus, melhor rabiscar, por não ter a quem o
dizer, e deixar de recado no mural do mercado com uma foto anexa, de quando eu
ainda era o máximo. Quem sabe alguém se compadeça e me leve uma tigela de leite
morno, para acalmar a minha pancinha* que não para de roncar.
Miau!
* Barriguinha
Borras de café
Labels:
Conto,
Isa Lisboa
O café está à minha frente.
A água escorre condensada pelos vidros, mas
posso ver quem passa. Não consigo ver-lhes as expressões nos rostos. Só aos
poucos que entram. A maioria dirige-se ao balcão e sai logo de seguida. Alguns
ocupam outras mesas, mas também não consigo decifrar-lhes o rosto.
Ontem tive um bloqueio na escrita, talvez
esteja bloqueado todo esse lado da minha mente.
O dia cinzento não ajuda, sinto falta da luz
do sol, de caminhar sem fugir da chuva. De sentir o calor a bater-me na cara…
O café, lembro então! Deixei-o esfriar, nem parece meu.
Peço outro, bebo-o. Sinto o forte amargo a
descer-me pela garganta e sinto mais coragem para ir. A cafeína funciona
sempre.
Ficaram borras de café no fundo da chávena.
Não as sei ler. Também, de que me serviria? Possivelmente tanto como estes
mergulhos no nevoeiro do passado.
A empregada levanta-me a chávena, já não vou
mesmo saber o futuro hoje.
Decido então sair, estou pronta para ser dia.
Ao abrir a porta, uma surpresa: o sol voltou!
Isa Lisboa
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