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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

9 fatos mostram que David Bowie continua muito vivo na cultura pop

9 fatos mostram que David Bowie continua muito vivo na cultura pop

Um ano depois de sua morte, o legado do camaleão do rock segue mais intacto do que nunca


HÉCTOR LLANOS MARTÍNEZ
10 JAN 2017 - 01:41 COT



Com um disco recém lançado no mercado e as velas dos seus 69 ainda flamejando, a morte de David Bowie, em 10 de janeiro de 2016, deixou milhões de fãs em estado de choque. Até então, a doença de que ele sofria não viera a público. Um ano depois, sua presença na cultura pop continua quase tão viva quanto antes. O camaleão é lembrado por suas diferentes facetas e conquistas, mas a lista aumentou ainda mais postumamente. Veja, a seguir, nove fatos que demonstram como seu legado continua intacto:
1. Blackstar, o sexto álbum mais vendido do ano
Blackstar ocupa essa posição na lista dos álbuns mais vendidos de 2016, abaixo apenas de artistas bem mais jovens, como Adele, Beyoncé, Justin Bieber, Drakee Coldplay. Segundo o Media Traffic, site especializado em listas de sucessos musicais, o disco vendeu quase dois milhões de cópias.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Por que David Bowie foi tão necessário para esta galáxia?



Por que David Bowie foi tão necessário para esta galáxia?

Fomos perguntar aos seus principais cúmplices: o produtor Tony Visconti e o fotógrafo Mick Rock


Guillermo Arenas
11 JAN 2016 - 12:03 COT
No universo de David Bowie não há respostas, só interpretações. Foi assim desde 10 de fevereiro de 1972, data em que Ziggy Stardust se mostrou pela primeira vez na Terra. Antes, já tinha sido mod e hippie, mas suas seguintes personalidades e sua habilidade para detectar a estética e os sons adequados a cada momento se tornaram mais afiadas, gerando um impacto difícil de igualar. Nenhum outro músico viu sua influência se estender de tal forma a passarelas, salas de cinema, museus, karaokês e até à Estação Espacial Internacional, onde o astronauta Chris Hadfield entoou Space Oddity alguns anos atrás.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Segredos revelados da vida selvagem de David Bowie

David Bowie
Poster de T.A.


Segredos revelados 

da vida selvagem de David Bowie

O primeiro de quatro livros sobre o cantor a serem lançados neste ano fala do vício por sexo e cocaína




IRENE CRESPO
Madri 21 AGO 2017 - 17:56 COT

David Jones não quis ser artista ou simplesmente um músico; David Jones sempre quis ser uma estrela. Era a única forma de não voltar a ver a miséria que vivenciou quando pequeno. E acabou, de fato, sendo uma estrela, chamada David Bowie. “Vi gente desfavorecida ao meu redor, e crianças que iam à escola com sapatos rasgados, crianças pobres. Isso me impactou de tal forma que decidi que nunca iria passar fome nem estar no lado errado da sociedade”, disse o cantor certa vez a Dylan Jones, ex-diretor da edição britânica da revista GQ e autor da ainda inédita biografia David Bowie: A Life, um dos quatro livros sobre o cantor a serem publicados neste semestre.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Os mais excêntricos, os mais geniais


Salvador Dalí

Os mais excêntricos, os mais geniais

Existe uma estreita relação entre estranheza e criatividade. Quase tão estreita como a que parece existir entre genialidade e loucura


XAVI SANCHO
18 OUT 2014 - 08:40 COT


“A quantidade de excentricidade em uma sociedade é geralmente proporcional à quantidade de genialidade, vigor mental e valentia moral que ela contém. Que tão poucos se atrevam a ser excêntricos marca o principal perigo da época.” Isto foi escrito por John Stuart Mill em 1859, três anos depois da morte do célebre naturalista e geólogo britânico William Buckland, que dedicou grande parte de sua vida à nobre arte de tentar comer, pelo menos uma vez, todas as espécies do reino animal. Por causa de sua experiência, a alta cozinha nunca tentou experimentar toupeiras ou moscas azuis. “Têm um sabor abominável”, concluiu.

Vinte anos antes, Londres vivia escandalizada com as ideias do proprietário de terras John Mytton, célebre por chegar a jantares em cima de seu urso, ou por uma noite tentar deter um ataque de soluços colocando fogo em sua camisa. Oscar Wilde levava sua lagosta para passear, Graham Bell ensinou seu cachorro a andar sobre duas patas e Newton enfiou uma agulha em sua pálpebra com o objetivo de demonstrar que a percepção da cor é determinada pela pressão. Já no século XX fomos testemunhas das excentricidades de um tal Albert Einstein, que só enchia seu cachimbo com tabaco tirado de guimbas que pegava do chão. Ou de Salvador Dalí, capaz de aparecer para dar uma conferência em Londres vestido com escafandro e acompanhado por dois lobos das estepes. Mas, pouco a pouco, a chama da excentricidade como força motriz da criatividade de uma época foi se apagando e, talvez, voltando a suas origens aristocráticas.

Excentricidade e David Bowie são a mesma coisa. 
Aqui, com tesouras cujo propósito talvez seja
 melhor não saber. 
O mundo das artes tornou-se um negócio grande demais para deixá-lo nas mãos de uma turma de patetas e o da ciência mexia com máquinas muito caras para permitir que algum iluminado começasse a brincar com o acelerador de partículas. Por outro lado, o da política se encheu de bufões amadores como Boris Johnson, comediantes em ascensão, como Beppe Grillo, e comediantes em decadência, como Russell Brand. Questão de prioridades de cada época. Assim, quando hoje pensamos em um excêntrico, quase sempre terminamos citando algo sobre os foulards de Jaime de Marichalar ou sobre algum empresário pirado, como Dean Kamen, o inventor do Segway, um cara que criou um reino independente em uma ilha de Connecticut, onde mandou fazer sua própria moeda (o câmbio é calculado em unidades Pi).


O formulário de visto para entrar inclui um espaço para deixar as impressões digitais e outra na qual deve deixar as anais, além do que existe um Ministro de sorvetes e outro de nepotismo. “Suponho que isto acontece porque o dinheiro, a classe e os privilégios lhe dão total liberdade para ser você mesmo. E isso, bom, pode ser uma faca de dois gumes”, aponta Lady Alice Douglas, descendente da Marquesa de Queensberry, não por acaso uma das mais conflitivas e excêntricas linhagens da aristocracia britânica. Alice foi expulsa de 13 escolas diferentes antes de chegar aos 16 anos.

É preciso ter ‘hobbies’. Oscar Willde, por exemplo, era fã da literatura e dos passeios com sua lagosta.



Esses loucos geniais


Existem certos mitos ao redor da excentricidade que tendem a associá-la com aspectos que pouco ou nada têm a ver com sua verdadeira natureza. Um deles é a rebeldia. Como lembram no The Eccentric Club, uma instituição britânica que comemora esta atitude em relação à vida desde 1781, o verdadeiro excêntrico “não desafia a sociedade e suas normas. Paga o imposto que esta exige e encontra refúgio e consolo em fazer o que as leis permitam, mas da sua maneira e seguindo rituais criados por ele mesmo.” Outro mito ao redor da excentricidade que foi tratada com resultados díspares é o do precário equilíbrio mental daqueles que poderiam ser considerados como tais.

Tirando o fato de que escritor Quentin Crisp uma vez classificou a AIDS como “uma moda passageira”, o certo é que o mundo tende a se dividir entre aqueles que observam a excentricidade como o refúgio de quem se encontra profundamente insatisfeito com a sociedade e consigo mesmo, e aqueles que a admiram como a atitude de quem não se importa com nada e é capaz de encontrar a plenitude nas atividades menos suspeitas. Não há nada mais satisfatório que inventar uma pistola de hélio para abater abelhas e que o negócio não funcione.

Em 1995, com o objetivo de discernir para qual dos dois extremos se inclinam os excêntricos, o psiquiatra escocês Davie Weeks publicou um livro que era o resultado de uma década estudando gente peculiar, em sua maior parte anônima, porque, como insistem no Eccentric Club, “o verdadeiro excêntrico jamais precisa de audiência e muito menos que achem que possui algum valor prático. A associação entre criatividade e praticidade não tem nada a ver conosco.” Bem, depois de estudar mais de mil pessoas estranhas, entre eles alguns que hipnotizavam sapos na Califórnia e um indiano que só andava para trás, Weeks concluiu que seus objetos de estudo visitavam o médico 20 vezes menos do que o comum dos mortais e que, de todos os casos estudados, só 30 deles tiveram, em alguma ocasião, problemas com drogas ou álcool.


Um dos motivos pelos quais os excêntricos com tendência à criatividade, seja esta útil ou meramente recreativa, não precisem se intoxicar para chegar a outros mundos poderia estar em certa predisposição genética. Um estudo recente da doutora Shelley Carson, publicado no final de 2013 na revista Scientific American e intitulado A mente desamarrada: Por que as pessoas criativas são excêntricas, afirma que “os indivíduos que são criativos têm pensamentos estranhos, se comportam de forma peculiar. Tanto a criatividade quanto a excentricidade podem ser o resultado de certas variações genéticas que incrementam a desinibição cognitiva. O cérebro é capaz de filtrar certa informação que, para o resto seria estranha. Para quem é criativo não há nada estranho nela, não se sente esgotado pelo peculiar, o que o leva a experimentar visões e sensações muito mais profundas.”

EL PAÍS


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O luto de Brixton, o bairro onde David Bowie nasceu e era tido como herói

Lembranças ante o mural dedicado a Bowie em Brixton.

O luto de Brixton, o bairro onde David Bowie nasceu e era tido como herói

Moradores do popular bairro londrino prestam uma homenagem espontânea e festiva ao artista


Pablo Guimón
Londres 12 JAN 2016 - 10:39 COT
Perucas, brilhos, lantejoulas, rostos atravessados por raios de pintura vermelha. Na noite de segunda-feira, Brixton se tornou um desfile de Aladdin Sanes, de Ziggy Stardusts, de Major Toms, de duques, todos os alter ego de um morador ilustre que tinha acabado de retornar às estrelas de repente, sem se despedir. O popular bairro do sul de Londres onde David Bowie nasceu há 69 anos e três dias quis viver o luto como sua lenda merece.
Fãs diante do tradicional cinema Ritzy, que homenageava Bowie em cartaz


Em frente à estação de metrô, nos fundos de uma loja de departamentos, esperava a primeira parada da peregrinação. O mítico mural de Bowie, encarnado em Aladdin Sane, era um templo pagão onde se amontoavam flores, fotos, discos e velas depositados durante todo o dia. “Descanse em Paz, Bowie. Um homem das estrelas foi para o céu. Com amor de seu velho amigo”, dizia uma dedicatória junto a um buquê de rosas.

Mas, entrada a noite, ninguém ia contemplar as oferendas daquele templo. As pessoas se aglomeravam em torno de um punhado de jovens músicos, cantando em uníssono. Qualquer violão era o centro de uma festa. “Pode nos ouvir, Major Tom?”, perguntava ao céu uma multidão de improvisados cantores nascidos muitos anos depois de seu herói escrever Space Oddity em 1969. “Não acredito que haja muitos artistas capazes de congregar as pessoas de tantas gerações”, opinava Julia, designer gráfica de 32 anos. Contava que acordou feliz, escutando Bowie na rádio, até que entendeu por que todos os DJs punham sua música. “Passei o dia inteiro desolada”, explicava, “quando soube que as pessoas viriam aqui se despedir dele, não hesitei”.
Blogs locais e perfis do Facebook de pubs do bairro tinham incentivado as pessoas ao longo do dia a vir a Brixton para se despedir de seu morador marciano. Nem foi preciso insistir muito. A solidão em que Bowie tinha deixado a seus fãs convidava a procurar companhia, e na noite de segunda-feira Brixton era o lugar.
O painel na fachada do cinema Ritzy, que normalmente anuncia o filme em cartaz com enormes letras brancas sobre fundo negro, juntou-se à homenagem com uma frase sucinta que resumia o espírito da noite: “David Bowie. Nosso menino de Brixton”. Porque o artista global que viajou com suas canções até as estrelas e morreu em Nova York, nasceu e cresceu em Brixton, um bairro de periferia de Londres.
David Bowie




O cartaz do Ritzy presidia uma espécie de rave roqueira espontânea na rua, onde centenas de pessoas dançaram e cantaram em coro os sucessos de Bowie até a meia-noite. A música foi cortesia de amigos do bairro próximo de Surrey Quays, que vieram com sua van Volkswagen, equipada com um neon vermelho e transformada em eficaz sound system com potentes baffles e dois pratos para discos.
“Há algumas horas estava em casa pronto para ver um filme”, explicava Ed, que comprou a a van dois anos atrás com alguns amigos pelo eBay, porque viram nela um bom sistema para fazer festas nas ruas. “Meus amigos me telefonaram e me disseram que esta podia ser ser uma boa oportunidade para uma festa. Daí viemos para cá. Mas os vinis de Bowie já estão acabando!”.
Pode-se dizer que todos os pubs desse bairro mestiço tocaram Bowie na segunda-feira à noite. As longas filas nas portas comprovavam que era o que as pessoas queriam escutar. Talvez em nenhuma segunda-feira tenha sido tão difícil tomar um pint (um copo de chope) em Brixton. Por isso, e pelos violões espontâneos tocando incansáveis os acordes de Heroes, a festa se transferiu para as ruas, que começaram a se encher de garrafinhas de cerveja vazias. Mas ali estava Carla, moradora de Kennington, com sua original ideia de reciclagem improvisada horas antes. Oferecia finas velas vermelhas para colocar nas garrafinhas vazias e formar pequenos altares ao pé das árvores. “Se forem muitos”, acreditava Carla, “talvez David consiga vê-los das estrelas”.
EL PAÍS




RETRATOS AJENOS
David Bowie

FICCIONES

DE OTROS MUNDOS
Tony Scott / El ansia
Mick Jagger / Las relaciones sexuales con David Bowie y Carla Bruni
David Bowie / El devorador insaciable
Muere David Bowie a los 69 años
Iman llora la muerte de David Bowie
David Bowie / Con Ziggy Stardust llegó la ambigüedad
La importancia de llamarse David Bowie
Vuelve David Bowie (nunca se fue)
Franz Schubert / Piano Trio In E Flat / David Bowie
David Bowie / Cinco claves de su oscuro y retorcido nuevo disco
Iman y David Bowie / Eso que llaman amor
David Bowie murió sabiendo que iba a ser abuelo
David Bowie / Hombre de negocios
David Bowie / Quién es Coco Schwab
David Bowie / Así fueron los últimos días
Iman / David Bowie, en el recuerdo un año después
Diego Manrique / Un año con David Bowie
David Bowie / Una conquista póstuma
La colección de arte de David Bowie sale a subasta
El aura de Bowie impregna las calles de Londres
Las mil caras de David Bowie

DRAGON

RIMBAUD

DANTE

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

David Bowie / O mais eclético dos inventores do pop

David Bowie

David Bowie, o mais eclético dos inventores do pop

O crítico musical do EL PAÍS analisa a figura de David Bowie e sua influência em várias gerações





11 JAN 2016 - 13:41 COT
Diego A. Manrique

David Bowie faleceu em Nova York, após 18 meses de luta contra o câncer. De repente, tudo faz sentido: os vídeos sombrios ao apresentar seu novo trabalho, Blackstar, anunciado em um dia incomum para lançamentos: na sexta-feira, 8 de janeiro, quando completava 69 anos. Também explica o segredo em torno de sua pessoa nos últimos anos.

Sua figura abrange seis décadas de história do rock. Pertencia à geração que viu a Europa cinza do pós-guerra se iluminar com o surgimento do rock and roll. Uma música que, curiosamente, trazia outras mercadorias de contrabando: a beat generation, a atração pela vitalidade africana, a heterodoxia sexual.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

David Bowie contado em 12 canções


David Bowie

David Bowie contado em 12 canções

'Space Oddity', 'Where are we now', 'Life on Mars'... hits que marcaram toda uma geração

Morte de David Bowie apenas três dias após lançar novo álbum causa comoção


Rafa Cervera
Valência 

11 JAN 2016 - 13:43 COT
David Bowie aprendeu desde muito cedo que, num meio tão canibal quanto o pop, a única chance de sobrevivência imediata seria não dormir sobre os louros, procurar, mudar, surpreender, sobretudo surpreender-se a si mesmo. Mas, enquanto efetuava essa busca, e ao mesmo tempo em que tentava aproximar o rock de outras formas artísticas, nunca se esqueceu de fazer canções que o público pudesse recordar e que a história não pudesse ignorar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

David Bowie / O devorador insaciável

David Bowie

David Bowie, o devorador insaciável

Uma nova biografia do cantor o apresenta como um obcecado por sexo



O cantor David Bowie.
O mundo das biografias é um suculento negócio no qual com frequência o menos importante é que o personagem protagonista no livro tenha colaborado para que fosse escrito. Esse é o caso de Bowie, uma nova biografia não autorizada sobre o camaleônico e esquivo cantor britânico David Bowie que será lançada na próxima segunda-feira no Reino Unido, assinada por Wendy Leigh, uma escritora e jornalista que fez carreira na base das biografias (não autorizadas) de múltiplas celebridades. Autora de livros tão díspares comoPatrick Swayze: One Last Dance e A Vida com Minha Irmã Madonna, escrito em parceria com o irmão da cantora (também sem permissão da norte-americana). Leigh se concentra desta vez na agitada vida de um dos artistas mais geniais e heterodoxos dos séculos XX e XXI, dando ênfase à sua vida sexual.
Levando em conta que as biografias daquele que também é conhecido como O Duque Branco, Ziggy Stardust e Aladdin Sane se contam por dezenas, deve ter sido um grande desafio para Leigh revelar coisas novas sobre Bowie. Mas, segundo garante a autora, o livro traz à tona “o voraz e desinibido apetite sexual” de um cantor que de todo modo nunca negou que durante sua juventude a promiscuidade foi uma parte essencial de sua vida. Para alguém que se declarou gay, bissexual, heterossexual, o livro não deve ser uma surpresa.
“Ele e Angie eram célebres por tecer uma rede sexual ao redor daqueles de quem gostavam”, escreve Leigh sobre o Bowie dos anos setenta e sua primeira mulher, a modelo Angie. Ambos se conheceram precisamente enquanto tinham uma aventura sexual com o mesmo homem em 1969, “na época em que Bowie se tornou viciado na ligação com a elite gay de Londres”, ressalta Leigh.
O livro chega ao mercado britânico oito semanas antes do próximo álbum do cantor, um disco compilatório que curiosamente se intitula Nothing has Changed (Nada mudou), embora, a julgar pelo que conta o livro, muitas coisas tenham mudado para Bowie. Nele se incluem frases de conhecidos do cantor de sua época mais selvagem, os anos sessenta e setenta, que dizem coisas como: “Ele vai se tornar uma grande estrela ou ganhar um monte de dinheiro nos banhos públicos de Picadilly”. Isso é o que conta um deles, recordando os primeiros passos de Bowie em uma época em que aquela conhecida praça era um dos epicentros da prostituição gay londrina.
A biografia reúne entrevistas com amigos, gente da indústria da música e ex-amantes do cantor. Leigh descreve a vida de Bowie desde a infância, marcada por uma mãe fria e distante, um pai ambicioso e um irmão que passou seus dias encerrado em uma instituição mental. Segundo a autora, a busca do sucesso foi uma maneira, por um lado, de fugir da doença do irmão –que Bowie temia pudesse adquirir também– e, por outro, soltar as rédeas de seu voraz apetite sexual.

O artista sempre se declarou gay, bissexual e heterossexual
No livro se fala pela primeira vez dothe pit, que poderia ser traduzido comoburaco, em referência a uma cama de metro e meio de profundidade onde Bowie, sua primeira mulher e seus amigos organizavam suas orgias. “Angie e David costumavam organizar as melhores orgias da cidade, nas quais todo o mundo fodia com todo o mundo”, conta um amigo do casal no livro.
Leigh proclama que Marianne Faithfull e Bianca Jagger também mantiveram relações sexuais com Bowie. Até agora o parceiro de cama mais célebre com quem se relacionara era Mick Jagger, cantor dos Rolling Stones, embora também se conhecessem outras conquistas: Susan Sarandon, Tina Turner e, segundo Leigh, até Nina Simone.
Muitos dos entrevistados se referem a Bowie como um viciado em sexo que só depois de ter satisfeito todas as suas fantasias de cama esteve pronto para a monogamia: há 22 anos é o parceiro da modelo Iman, com a qual tem uma filha. Hoje, aos 67 anos, age como pai exemplar e continua rompendo barreiras como artista.




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