Este blog é meu livro aberto. Um espaço em que abro as páginas das minhas leituras para comentar, criticar, debater, questionar e dividir com vocês minha paixão por literatura. Bem-vindos à minha estante.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Qual será o futuro das livrarias? - Opinião e Notícia
Qual será o futuro das livrarias? - Opinião e Notícia
Uma reflexão necessária para o momento atual. Estará o livro, como o conhecemos, com os dias (anos) contados?
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
O austríaco que amou o Brasil. Stefan Zweig, Uma Biografia.
Um homem sério,
introspectivo, obcecado pelo saber. Atormentado por fantasmas interiores e
desejos nem sempre confessáveis. Um homem que amava mais o processo de
criação do que a própria obra. Que se sentia sempre menor entre seus
pares. Por trás de uma aparência serena e circunspecta, trazia na alma um
turbilhão de paixões. Infatigável na busca de conhecimento, não queria apenas
saber mais e mais. Queria transmitir. Um pacifista por natureza. E um eterno
insatisfeito.
Esse é o homem
retratado pela escritora francesa Dominique Bona na obra "Stefan Zweig - Uma biografia",
publicado pela Editora Record, em 1996.
Nele, a autora faz
uma cuidadosa análise da vida do maior autor austríaco, da juventude tranquila
em Viena até a maturidade, com intensa produção intelectual, que o tornou um
dos escritores mais lidos do mundo.
Filho de uma abastada família judia, Stefan Zweig (1881-1942) fez da primeira metade de sua vida uma viagem constante, passando temporadas hospedado na casa de amigos intelectuais.
Filho de uma abastada família judia, Stefan Zweig (1881-1942) fez da primeira metade de sua vida uma viagem constante, passando temporadas hospedado na casa de amigos intelectuais.
Em 1902, publicou
sua primeira obra, Silberne Saiten (Cordas de Prata), uma
coletânea de poemas. Desde então, não parou mais de produzir. Traduziu
para o alemão obras de Keats, Morris Yeats e Verlaine. Foi amigo de Rainer
Maria Rilke, Roman Rolland, Rimbaud,Thomas Mann e Sigmund Freud. Tendo por
estilo as narrativas curtas, especializou-se em novelas, gênero onde se revelou
um verdadeiro gênio.
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Stefan Zweig e Friderike |
Escritor profícuo,
em 60 anos de vida produziu inúmeras obras, entre novelas, biografias, peças de
teatro, óperas e incontáveis palestras na Europa e América. Entre algumas de
suas principais obras estão "Cartas de uma desconhecida"(1922 ),
"24 horas na vida de uma mulher" (1922), Angústia (1925), Confusão de
Sentimentos (1927) e Amok (1922). Como autor dramático, obteve sucesso com
peças como "A Metamorfose da Comédia" e "A Mansão à
Beira-mar". Muitos de seus romances foram transformados em filmes,
até hoje considerados atuais.
Já o homem Stefan
Zweig era, antes de tudo, um curioso da natureza humana.
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Zweig e Lotte |
Colecionava
romances e, aparentemente, não se entregou verdadeiramente a nenhum. No
entanto, casou-se duas vezes. A primeira, em 1915, com uma escritora divorciada
de olhos negros, Friderike Maria Von Winsternitz, mãe de duas filhas. E a
segunda, em 1939, com Charlotte Altman, polonesa radicada na Inglaterra,
26 anos mais nova, de saúde frágil, que se tornou sua sombra. Mesmo casado,
nunca renunciou a outros romances, que chamava “episódios”. Paixão mesmo, só
pelos livros. E pela alma humana. Na amizade, entretanto, era o mais fiel
dos amigos.
A vida tranquila de
Stefan começou a ruir com a ascensão do nazismo. Quando, em 1938, a
Alemanha anuncia oficialmente a anexação da república austríaca e a converte
numa província do III Reich, um estupefato Zweig percebe que o mundo no qual
acreditava não mais existia.
“Seus livros são
retirados das livrarias e bibliotecas, proibidos de ter qualquer publicidade e
de ser comentado na imprensa.”
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A casa de Petrópolis |
Ele renuncia à
nacionalidade austríaca e torna-se cidadão britânico. Sem pouso certo, passa a
percorrer países defendendo a causa pacifista. “Sempre com a pena na mão, entre
um artigo e um folhetim, entre a redação de uma conferência e uma tradução,
tudo o que faz não tem senão um objetivo: a paz entre as nações.”
Deixando a Inglaterra,
o escritor mora na França, em Nova York e finalmente no Brasil, onde desembarca
em 1941, com sua segunda esposa, Lotte. Decide viver na cidade de
Petrópolis, Rio de Janeiro, que lembrava sua terra natal. Encantado com o povo,
a natureza e o potencial do país, aqui escreve "Brasil, País do
Futuro."
Stefan Zweig - Uma Biografia
Dominique Bona
Editora Record
384 páginas
Dominique Bona
Editora Record
384 páginas
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Noites Tropicais. Solos, improvisos e memórias musicais (Nelson Motta)
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Décadas depois, ele destila um conhecimento sobre fatos, estrelas e mitos do mundo da música brasileira, inversamente proporcional ao seus 1,67m. E parece ter estado presente exatamente na hora e no local onde tudo aconteceu nos últimos 50 anos.
Viu nascer a Bossa Nova, o Tropicalismo, a Jovem Guarda, tomou drinques com Vinícius, namorou Elis, participou dos famosos Festivais da Canção, foi íntimo de Tim Maia, comandou a lendária discoteca Dancin´Days, criou trilhas para novelas da Rede Globo (quem não lembra da introdução grudenta "Abra suas asas...Solte suas feras..."?) e deu a maior força para o rock brasileiro. Isso pra ficar só num resumo da produção desse compositor, crítico musical, produtor artístico, revelador de talentos e por aí vai.
Essa capacidade de estar presente onde tudo acontece (o lugar certo na hora certa) fez dele uma testemunha ocular de fatos relevantes em nosso cenário musical, que ele conta com bom-humor e elegância em "Noites Tropicais. Solos, improvisos e memórias musicais", lançado em 2000 pela Editora Objetiva.
Enriquecido por belas fotos em preto e branco, o livro é uma espécie de guia para o leitor que quer saber quem é quem nesse segmento onde o Brasil, país do futebol também é um verdadeiro craque.
Da primeira à última página, qual um show que não pode parar, ele conta tudo que viu, ouviu e produziu em quase meio século, usando sua posição privilegiada para apresentar, um a um, quem fez história no fértil terreno musical do país.
Entre outros (muitos outros) assuntos ficamos sabendo como Carlos Imperial, de chinelos e camisa havaiana, um belo dia chamou ao palco do seu programa "Clube do Rock", que comandava na extinta TV Tupi, um conterrâneo capixaba, que "imitava escancaradamente João Gilberto". Seu nome? Roberto Carlos.
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Passamos pelos Festivais da Record, que lançaram nomes como Chico, Caetano, Gil, Elis e Geraldo Vandré. Caetano já estava ficando famoso por sua participação no programa "Essa noite se improvisa", quando encanta o público com sua sonora e "caleidoscópica" Alegria Alegria. Que, como lembra Nelson Motta, "não falava de alegria e sim de liberdade".
Gil , acompanhado pelos alegres e anárquicos Mutantes - a então lourinha Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sergio Antunes - atraem aplausos pela "cinematográfica" Domingo no Parque. E Chico Buarque, com seu ar de bom moço é ovacionado por sua girante "Roda Viva". Pouco tempo depois, Chico driblaria a censura inúmeras vezes com versos cada vez mais politizados nos anos negros da ditadura.
Mas,
como relata Nelson Motta, o Festival também fez história com as vaias da
multidão, que feriam quase mortalmente jovens artistas em busca de seu
lugar ao sol, como o próprio Caetano que não conseguiu seguir adiante com sua
amalucada "É proibido proibir". E é claro, Sergio Ricardo que, recebendo
do auditório uma ensurdecedora vaia por sua "Beto bom de bola" (que o
público detestara), não apenas desistiu de cantá-la como destruiu o violão no
palco e o lançou em direção à plateia: "Vocês venceram".
Mas o show tem que continuar e nas páginas seguintes descobrimos o homem espetáculo Simonal que hipnotizava o auditório nos programas de TV com músicas dançantes tropicalíssimas. Ele conquistará um país inteiro até que -num momento delicadíssimo da história do pais - será irremediavelmente acusado de dedo-duro e amigo da ditadura. De uma fama meteórica, acabou falecendo, anos depois, quase no ostracismo.
Mas o show tem que continuar e nas páginas seguintes descobrimos o homem espetáculo Simonal que hipnotizava o auditório nos programas de TV com músicas dançantes tropicalíssimas. Ele conquistará um país inteiro até que -num momento delicadíssimo da história do pais - será irremediavelmente acusado de dedo-duro e amigo da ditadura. De uma fama meteórica, acabou falecendo, anos depois, quase no ostracismo.
Completamente apolítico, o debochado Tim Maia
envolverá legiões de fãs com seu suingue irresistível. E os festivais universitários
revelarão compositores "cabeça" como Ivan Lins, Aldyr Blanc e
Gonzaguinha.
Sempre pelos olhos de Nelson Motta, vemos a agora ruiva Rita Lee sair dos Mutantes para criar sua própria banda, a Tutty Frutty. Isso, anos antes de conhecer Roberto Carvalho, sua cara metade.
Sempre pelos olhos de Nelson Motta, vemos a agora ruiva Rita Lee sair dos Mutantes para criar sua própria banda, a Tutty Frutty. Isso, anos antes de conhecer Roberto Carvalho, sua cara metade.
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Está tudo lá, contado tim-tim por tim-tim por um baixinho que sabe muito bem do que está falando. Não é que Nelson Motta seja um gênio musical, nem mesmo um mestre das palavras. Mas escreve com graça e de forma tão divertida e entusiasmada que é difícil desgrudar do livro, que tem projeto gráfico agradável, assinado por Luiz Stein, e é recheado de fotos históricas.
No fim dessa viagem musical, já é 1992 e o Brasil está em pleno processo de impeachment. Nelson Motta então se veste preto e, no calçadão de Ipanema, junta-se a um mar de gente "de luto" gritando pela saída de Fernando Collor de Mello. Horas depois, embarca para Nova York "para começar tudo de novo". Aplausos.
Noites Tropicais
Nelson Motta
Editora Objetiva
464 páginas
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
A Autobiografia de Alice B. Toklas (Gertrude Stein)
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Vindos dos EUA e de alguns países da Europa e radicados na capital francesa, no período da 1a Guerra Mundial, esses jovens intelectuais buscavam novas formas de fazer arte e literatura. E descobriram, no célebre sobrado da Rue de Fleurus, 27, onde Gertrude Stein morava com sua companheira, Alice, um ambiente propício para debater suas aspirações.
Foi nesse endereço que esse jovens, ávidos por aprender, criar e inovar, passaram a se reunir nos famosos jantares de sábado à noite. E é em torno dessa época mágica que se passa "A Autobiografia de Alice. B. Toklas". Publicado em 1933, trata-se de um jogo literário em que Gertrude Stein dá voz à sua companheira de décadas, a também norte-americana Alice ((1877-1967). Sob o pretexto de contar a vida de Toklas, Stein vê a oportunidade de a narrar a história de uma geração. E, é claro, falar de si mesma.
O resultado é um divertido panorama de um dos períodos mais ricos da produção cultural do século XX.
No movimentado sobrado, recoberto de quadros de Matisse, Picasso, Renoir e Cézanne, Gertrude e Alice recebiam todo tipo de gente interessada em cultura: pintores, escultores, músicos e escritores. O que começou como ponto de encontro de jovens talentosos em início de carreira, acabou se tornando o palco de um movimento espontâneo e de vanguarda que modificou o jeito de pensar e fazer cultura no mundo: o modernismo.
"Em qualquer vilarejo onde existisse um rapaz ambicioso, mal ouvia falar no número 27 da Rue de Fleurus e, desde então, não se pensava noutra coisa a não ser chegar lá."
Ao escrever "A Autobiografia de Alice B. Toklas", Gertrude queria, antes de tudo ser lida. Já havia escrito "The Making of Americans" e "Three Lives", dentre outras obras, algumas compostas de mais de 900 páginas, que muita gente de seu círculo nem chegou a ler. Na área da poesia, sua produção consistia em experimentos sonoros, que tinham por recurso a repetição. Ela sabia que seus escritos nem sempre eram compreendidos - publicá-los constituía uma missão- e que sua figura era mais admirada que sua obra. Ao sugerir que Alice escrevesse uma autobiografia, imediatamente tomou para si a tarefa, deslumbrando ali uma forma original de contar sua própria vida.
Acertou em cheio. A obra foi a primeira produção de Gertrude Stein a se tornar um best-seller. Com uma linguagem peculiar e quase informal, a "Autobiografia" divide-se em sete capítulos, onde, sem muito respeito à ordem cronológica, Gertrude/Alice conta como foi a sua vida antes e depois de se radicar em Paris e como conheceu (e influenciou) nomes que, posteriormente, o mundo inteiro acabaria por admirar. Entre detalhes do cotidiano, como os afazeres domésticos ou passeios pela vila, desfilam pelas páginas, ao bel prazer da narradora, Pablo Picasso, com suas mulheres e seus quadros, Henri Matisse, Georges Braque, Juan Gris, Guillaume Apollinaire, a livreira Adrienne Monnier, Sylvia Beach ( fundadora da primeira versão da Livraria Shakespeare e Company); o jovem escritor Ernest Hemingway.
Pela voz de Alice, descobrimos que Rousseau era "um francesinho baixo e insosso, de cavanhaque"; que Guillaume Apollinaire tinha "traços bem-feitos e faces rosas"; Juan Gris " era uma pessoa atormentada e não muito simpática" e seus quadros eram "sombrios". Já Picasso era "baixinho, de movimentos ágeis, mas não irrequietos, os olhos possuindo a estranha facilidade de se arregalarem e absorverem o que queriam ver".
"Eu me lembro muito bem da impressão que tive de Hemingway, naquela primeira tarde. Era um rapaz extraordinariamente bonito, de vinte e três anos de idade. Faltava pouco tempo para todo mundo ter vinte e seis. (...) Pelo visto era a idade ideal para aquela época e lugar."
"Matisse e Picasso, apresentados um a outro por G.S e o irmão, ficaram amigos, apesar de inimigos. Hoje não são nem uma coisa nem outra. Naquela época, eram ambos."
A autora não desperdiça a oportunidade de, pela voz de Alice, compor um retrato generoso de si mesma:
"Posso dizer que só três vezes na vida encontrei gênios [...] Gertrude Stein, Pablo Picasso e Alfred Whitehead"."
Em dado momento, revela-se ter sido Alice que extraiu de um poema de Stein a famosa frase com a qual ficaria eternamente conhecida - "rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa" - para mandar gravá-la nos papeis de carta oficiais da escritora. Coube a Alice, também, o privilégio de ter Picasso pintado os motivos de seus quadros em almofadas para que ela pudesse bordá-los. Graças a um pedido de Gertrude, que se revela uma modelo muito requisitada pelos amigos escultores e pintores. Para Picasso, a quem chamava "Pablo", chegou a posar mais de 90 vezes para o famoso retrato (que ilustra a capa dessa edição) que, na época, ninguém achou parecido com Miss Stein. Resposta de Picasso: - Mas vai parecer.
Igualmente interessantes são os relatos das viagens que as duas faziam na Europa, para passar temporadas em casas de amigos e suas aventuras como voluntárias na Guerra, transportando suprimentos para soldados nos hospitais, num velho fordeca apelidado Titia (Auntie), em referência a uma tia de Gertrude que, embora adorável, vez ou outra a deixava na mão. Foram tão compenetradas nessa missão, que receberam a condecoração Reconnaissance Française, pelos serviços prestados.
Em alguns trechos do livro, a voz de Alice se faz sentir mais forte: "Eu tinha estado na Rue de Fleurus todas as noites de sábado e ficava lá bastante tempo. Ajudei Gertrude Stein com as provas de Three Lives e depois comecei a datilografar The Making of Americans.""Eu sou muito boa dona de casa, muito boa jardineira, muito boa bordadeira, muito boa secretária, muito boa editora, muito boa veterinária para cachorros e tenho de fazer tudo isso ao mesmo tempo, acho difícil ser uma escritora muito boa"
Mas não se engane quem pensa ser esta a história de Alice. Trata-se da vida de Gertrude, com seu peculiar senso de humor e suas particularíssimas opiniões. E é ao redor dela que tudo acontece.
O casal Gertrude e Alice não poderia ser mais diferente, o que não impediu que vivessem juntas por 39 anos, até a morte da primeira. Enquanto Gertrude era rechonchuda e simpática, Alice era baixinha, magra e sem graça. Gertrude acostumou-se a ser servida, Alice a servir. Cabia a Gertrude, criar. A Alice, cuidar de assuntos práticos, como contratos ou passaportes. Mulher simples, preferia ficar à sombra da companheira, cozinhando, bordando e revisando seus manuscritos, ao passo que Gertrude adorava ser o centro das atenções,especialmente. Enquanto Gertrude se ocupava dos amigos "gênios", como Picasso ou Hemingway, Alice se limitava a conversar e dar atenção a suas esposas, exatamente como faria um tradicional casal da época.
É interessante perceber tais diferenças, acompanhando as histórias, sob a ótica de Alice, tendo a sombra de Stein, o tempo todo, dirigindo o espetáculo. O que, muito provavelmente, era o que ela fazia na vida real.
Ainda que "A Autobiografia" seja uma brincadeira literária de Stein, acabou se tornando seu mais bem-sucedido livro e o mais digerível de todos. É compreensível. Mais do que a história de Alice (ou Gertrude), trata-se do registro (bem-humorado) do surgimento de uma verdadeira revolução cultural. Um documento que descortina e nos torna espectadores in loco de uma época inesquecível da nossa história.
A Autobiogafia de Alice B. Toklas
Tradução de Milton Persson
Coleção LPM Pocket
264 páginas
Gertrude Stein nasceu em 1874, em Alleghany, Pensilvânia e faleceu em 1946, em Paris. Radicada em Paris desde 1903, para onde se mudou com seu irmão Leo, pouco tempo depois conheceu Alice B. Toklas, também norte-americana que foi sua companheira até o fim da vida. Autêntica, original e nada modesta, buscava em seus romances e poemas formas alternativas de expressão. Acolhendo um grupo de jovens artistas e escritores da Europa e EUA, acabou sendo mentora do surgimento de uma nova forma de arte: o modernismo. Entre outras obras, escreveu: The Making of Americans, Three Lives e A Autobiografia de Todo Mundo.
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