Por uma alimentação melhor
Na infância, minha dieta se constituía de leite com Quick Morango e mais uma colherada de açúcar, gelatina do Bocão coberta de leite condensado, Tang, sopa instantânea Knorr, Choco Krisps. E essa era a parte nutritiva, conforme anunciavam os rótulos de que nunca duvidávamos: “fonte de vitaminas e sais minerais”. Depois ainda vinham os salgadinhos e as sobremesas, ingeridas pelo simples prazer gustativo: Cheetos, sorvete Kibon, bolacha Bono, bombons Nestlé. Os refrigerantes foram os únicos que não conseguiram enganar minha mãe e, felizmente, não entravam em casa. Mais tarde, já adulta e influenciada pelo crescimento do discurso pró-alimentação saudável, substituí essas coisas por Chocolate em pó Dois Frades, pudim de aveia Quaker, suco de soja Ades, chá gelado Lipton, barra de cereais Nutry, bolo integral Nutrella, granola Kellogs. Achava que assim havia revolucionado minha alimentação, que me tornaria mais saudável. Eu havia sido uma criança meio adoentada, sempre a primeira vítima d...