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Mostrando postagens de julho, 2012

Frase (I)

Fazer mestrado é exercitar a capacidade de argumentar e conhecer novas perspectivas para acabar não tendo assunto para puxar nenhuma conversa interessante.

Meu primeiro artigo publicado em revista acadêmica

O título já diz tudo. Se tiverem interesse, o artigo se chama Casa, caixinha: o mundo numa cabeça de alfinete . Nele analiso o conto Curtamão, relacionando ao conjunto de Tutaméia, último livro que Guimarães Rosa publicou em vida - e um dos mais complicados. Para lê-lo, acessem: http://www.uniandrade.br/mestrado/pdf/Scripta%20Alumni_N.%207_2012.pdf

Turn up the radio!

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Contagem regressiva para o show da Madge! Enquanto isso, vamos entrando no clima com o clipe de Turn up the radio. Quando ouvi essa música pela primeira vez, não havia dado muita bola, mas acho que o vídeo levantou a moral do som. Segue letra abaixo, que me surpreendeu pela ideia bacana: se a vida não tá aquelas coisas, não desanimem, bees, vamos nos divertir com as condições que temos. Beijos, sejam felizes! (Para Ana: homens de regata também podem ser sexies.) Turn Up The Radio Madonna When the world starts to get you down And nothing seems to go your way And the noise of a maddening crowd Makes you feel like you're going to go insane There's a glow of a distant light Calling you to come outside To feel the wind in your face and your skin And it's here I begin my story Turn up the radio Turn up the radio Don't ask me where I wanna go We gotta turn up the radio It was time that I opened my eyes I'm leaving the past behind Nothing's ...

Vou dormir...

... na expectativa de que os dias melhores cheguem logo. Entre as tantas músicas que têm me acompanhado nas últimas semanas, esta é a trilha do dia. Até! Olê, Olá Chico Buarque Não chore ainda não Que eu tenho um violão E nós vamos cantar Felicidade aqui Pode passar e ouvir E se ela for de samba Há de querer ficar Seu padre toca o sino Que é pra todo mundo saber Que a noite é criança Que o samba é menino Que a dor é tão velha Que pode morrer Olê olê olê olá Tem samba de sobra Quem sabe sambar Que entre na roda Que mostre o gingado Mas muito cuidado Não vale chorar Não chore ainda não Que eu tenho uma razão Pra você não chorar Amiga me perdoa Se eu insisto à toa Mas a vida é boa Para quem cantar Meu pinho, toca forte, Que é pra todo mundo acordar Não fale da vida Nem fale da morte Tem dó da menina Não deixa chorar Olê olê olê olá Tem samba de sobra Quem sabe sambar Que entre na roda Que mostre o gingado Mas muito cuidado Não vale chorar Não chore ainda não Que eu tenho a impressão Q...

O homem, a Mulher, o amante, a esposa do amante e um voyeur

Um casal que dorme em quartos separados. Aliás, importante mencionar, vivem numa base militar. Ele é major, bonitão embora um tanto retraído, corretíssimo em suas tarefas (a ponto de parecer maníaco). Treina expressões no espelho, por não saber como agir naturalmente. Observando melhor, os colegas militares não o respeitam. Quando cavalga, seu traseiro se move estranhamente, os outros riem. A Mulher tem em abundância tudo o que lhe falta. Extrovertida, falante, adora galopar com seu cavalo, o imponente Firebird, e não se incomoda com a nudez – a sua ou a alheia –, pelo contrário, excita-se. Ela tem um caso com o militar que mora na casa vizinha. Aparentemente todos sabem, mas não comentam. A esposa do amante, essa sim, é motivo de piada na base. A pobre é paranoica e pajeada por um filipino supergay (seus passatempos consistem em dançar balé e pintar aquarela). Num passado recente, a companheira cortou os mamilos com uma tesoura de jardinagem, conta o marido e completa: não consegue su...

Friday night

Pilhas de coisas para ler. Tantas páginas por escrever. Tenho tempo para fazer tudo isso enquanto a greve perdura, mas não quero. Vontade de. De jogar videogame até o dedo descamar. De ler um romanção daqueles que param em pé. De por salto alto e ir a um barzinho de classe. De chorar uns dois litros. Mas não vou fazer nada disso. Vou é escrever a dissertação. Infelicidade alimenta a vida acadêmica.

Duas divas da MPB

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Mansidão Gal Costa Vasto céu, diminuta luz estelar brilha entre as nuvens Esta voz que o cantar me deu é uma festa paz em mim Violão deita em minha mão, acordar algumas notas Colocar com exatidão na sombra o clarão sem fim Um amor que já me fez chorar agora não fará, não sofro mais assim Pois está tudo onde deve estar, nada será ruim Mansidão, luminosa paz, minha voz e aquela estrela Vasto chão, sensação feliz, seda, linho, lã, cetim Fonte: http://www.vagalume.com.br/gal-costa/mansidao.html#ixzz1zycnnmLP -- Após fazer um comentário mau (mas não injustificado) sobre Marisa Monte alguns posts atrás, gostaria de compensar aqui postando um vídeo no qual ela está linda. O problema não é a pessoa, é a produção. Fica aí minha reparação.

Texto em andamento (IV)

Daí vêm me dizer que nosso controle sobre os fatos é muito limitado, principalmente quando envolve os outros. Ah, sim, naquele dia também estava o outro. O um. Ninguém. Sensata, concordo, conformo-me. Mas peraí: qual é a forma ao qual estou tentando me adaptar? Essa pequenininha? Sei não, acho que vou transbordar... E se essas arestas refugadas forem justamente o que me era mais caro? Prazer, meu nome é Acre. (Por que alguém quis dar um nome assim a um estado brasileiro?)

Texto em andamento (III)

Aquele dia. Disso posso falar com segurança, é algo concluído. Não é? Engraçado, cada vez relembro de um jeito, já não tenho certeza de qual versão é a mais fiel aos fatos. “Todas elas”, diz-me a Literatura. Joguei a blusa no chão. Alguém a pegou e pendurou na lixeira. É tudo o que sei, o resto são especulações e desejos frustrados.

Texto em andamento (II)

Como falar de um fim que ainda não chegou? Aliás, dá para narrar algo em pleno curso, este interminável presentificar? Mas eu tenho tanta necessidade de transformar em história o sofrimento, dar alguma beleza para meu morrer diário! Visto de dentro da lama, tudo é lama. De fora talvez pareça só uma poçazinha. Não sei, desconheço essa perspectiva.

Texto em andamento (I)

Por três dias a blusa vermelha ficou pendurada na lixeira do outro lado da rua. Molhava, secava, balançava com o vento, feito fantasma. Depois nunca mais a vi. Ficou só outra imagem – eu agachada chorando, chorando –, que se renova todos os dias. Começo a desconfiar de que essa não desaparecerá.

O que você quer saber de verdade

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Acima, clipe de "Ainda bem", música do último CD da Marisa Monte. Alguns comentários breves e descuidados. - Fotografia bonita. Esses clipes simples estão na moda pós-"Born this way" e similares, né? Gosto mais de flagrar uma troca de olhares linda como a encenada em "Ainda bem" do que um monte de esfeitos especiais. Lembrei daquele clipe do Paul McCartney, "My valentine", maravilhoso também. - Anderson Silva está bem sexy. Ela, em compensação, está com cara de bruaca de novela mexicana. Roupa horrorosa (que bojo mal feito é esse? Assuma a magreza, menina!) e escova caseira - NOT! - Essa é uma das músicas mais alegres do CD, junto a "Seja feliz". Mas elejo este o álbum o top 1 pra curtir uma fossa. Sugestões: "Depois", "Lencinho querido" e "Aquela velha canção". - Quando tiver gasto uns dois dígitos de reais em Kleenex ("guardo o lencinho branco que esqueceste ao me abandonar"), ouça a m...