terça-feira, dezembro 11, 2007
segunda-feira, dezembro 10, 2007
O Fantástico apresenta agora uma nova geração de artistas da bola. Para eles, qualquer espaço serve para um jogo de futebol. Mas não é aquele futebol que a gente conhece não. As regras são outras e nem sempre o gol é o mais importante.
Qualquer espaço serve para um jogo de futebol que segue novas regras. E onde, nem sempre, o gol é o mais importante.
“Fui estudar cinema em San Diego, na Califórnia. Quando acabou a faculdade, eu queria fazer um filme de futebol aqui no Brasil. E aí eu tive uma idéia de fazer uma adaptação do street ball americano pro Brasil”, conta o cineasta Robert Bianchi.
“Foi lá que surgiu essa história de tirar o esporte da quadra e levar ele para os centros urbanos, para o meio da rua. Então, na verdade a expressão street vem daí, vem do street ball, que é o basquetebol americano que virou o street ball, que é o basquetebol na rua”, explica Leonardo Campos, editor do filme.
“Comecei a descobrir vários jogadores que eram fenomenais dribladores”, disse Robert.
“Mas quem é? Eles são profissionais, são do Flamengo, do Vasco? Jogam em que time? É do São Paulo? Não, são garotos que jogam bem, que podem estar em uma favela, ou num condomínio na Barra da Tijuca”, conta Vítor Froimtchuk, produtor do filme.
“A gente fez o primeiro campeonato aqui no Rio de Janeiro, o primeiro box de street ball, onde o drible foi pontuado, saiu um campeão. É um jogo de três contra três onde o gol vale menos do que o drible”, explica Robert.
“Por exemplo, um balãozinho. Balãozinho, lençol, cada um tem uma termologia diferente, que a bola passa por cima da cabeça do adversário, é a pontuação maior, vale quatro”, explica Rodolfo Ciminelli, juiz de street ball.
“A caneta, por debaixo das pernas, também quatro pontos”, diz Robert.
“Depois, o drible. A gente convencionou o drible aéreo, que é sobre a linha do joelho. Esse vale três pontos. Um elástico no alto um corte para o lado. Drible no chão, dois pontos”, conta Rodolfo.
“E o gol só vale um ponto”, ressalta Robert.
“A história é só ir na bola. Se você encostar um pouquinho mais forte já é falta e ele começa a perder ponto”, continua Robert.
“Lógico, de repente vai ter um atrito, uma jogada mais dura. Mas aqui a gente prima pelo espetáculo pela jogada bonita”, explica o juiz.
“Quando você acerta o drible é muito bom. É uma sensação muito boa que você vê o cara pelas costas assim. O mais seco possível, que o oponente nem toque na bola de preferência”, conta Guilherme Viana, street soccer.
“Muito melhor do que fazer um gol, muito melhor do que qualquer coisa. Aquele drible fantástico é a melhor coisa”, conta Tuca Ribeiro, street soccer.
“Aqui acontece toda hora, você não precisa dar o replay porque a próxima jogada é tão bonita quanto a anterior”, explica Vítor.
“Freestyle é estilo livre com a bola, né? Os caras fazem campeonato disso, que é uma habilidade sozinho de um jogador com a bola. É a história do Fernando Pitt”, explica Robert.
"Meu estilo é pegar a bola, brincar, usar dela. É um brinquedinho tipo controle remoto, fazer o que eu quero”, conta Fernando Pitt, freestyler.
“É um cara que usa tudo o que tem em volta dele para criar uma manobra nova ou então se expressar daquela maneira. O freeestyle é uma forma de expressar com a bola, uma coisa mais artísitica. O street ball é uma coisa que o bicho pega mesmo, é mais competitivo”, diferencia Robert.
"E agora a gente vai viajar com uma pequena equipe pelo Brasil fazendo outros campeonatos de street ball. Atrás dos melhores dribladores que a gente puder encontrar para criar uma melhor equipe de street ball do Brasil, possivelmente do mundo. A verdade é que a gente só traduziu o que todo o mundo sempre fez, que foi sempre driblar mais do que marcar gol. A gente oficializou o que todo o brasileiro já tinha desde pequenininho, que é driblar”, contaram os idealizadores do filme.

