
A 4ª parada do Chile foi um sucesso. A Rip Curl conseguiu um feito histórico. Com apenas 3 eventos (Ilhas Reunião 2005, México 2006 e Chile 2007), concretizou a marca e a idéia do campeonato móvel como campeonato mais esperado do ano pelos atletas, mídia e publico. Mais uma vez isso mostra que as três maiores marcas de surfe não brincam em serviço e ainda dominarão o mercado por muitos anos. Amem ou deixem!
O campeonato foi animal, altas ondas, tubos e mais tubos, água gelada e bancada rasa. Várias sessions paralelas foram registradas, como Tow In em ondas de
A transmissão foi de alto nível com vinhetinhas animadas de lhamas loucas e contagem de pranchas quebradas e carnificinas dos atletas. As baterias não há muito que falar no começo do campeonato em relação a performance comparado com o que rolou a partir do final do round 3 para frente. A não ser pelos acidentes com Adriana de Souza (ralou a face na pedra e ficou mais feio do nunca) e Rodyden Bryson (apagou embaixo dagua e vomitou até acordar).
A partir do round 3 as coisas começaram a esquentar. Dos brasileiros só vou comentar porque sou pago para isso porque se não...deixa para lá.
Round 3 – heat 3 – Kai Otton 14.50x Raoni Monteiro 2.56
Olhem o placar.Não preciso nem falar que foi uma escovada e Raoni se peidou todo das bombas tubulares que rolaram na bateria. O novato da Austrália tirou proveito e passou com facilidade. Fiquem de olho nesse carinha de nome esquisito, o maluco se joga nos tubos.
Round 3 – heat 3 – Andy Irons 18.27 x Victor Ribas 3.16
Bem essa dae parecia até abuso do havaiano. O cara pegou quatro ondas. Uma vaca para acordar (Dany Wills falou que acordou ele para lembra-lo da bateria e ele chegou com remela no olho na água). Um 9.17. Outra onda foi um 9.10. E a última outra vaca e quebrou a prancha. Isso tudo em 5 minutos.Saiu da água para pegar outra faltando 20 minutos e....não voltou mais. Deixou nosso representante no outside de um mar de 2m , perfeito, glassy, só tubo e Victor Ribas fez 3.16. Tirem suas conclusões.
Round 4 – heat 5 – Dean Morrinson 18.83 x Kelly Slater 17.37
Melhor bateria do campeonato. È sempre legal ver o queridinho perder. Quando o cara ganha tudo falam que aumentam as notas dele. Quando ele perde, falam que foi roubado. A verdade foi que o anão da Gold Coast pegou as melhores ondas e tirou só tubão para vencer o mágico da Flórida. Kelly fez de tudo para passar. Tudo sem mão, atrasou com duas mãos, tentou rodeo flip no coral seco, surfou para direita...mas não deu. Quem viu, viu, quem não viu...perdeu!Show de tubos nível WCT, lógico rsrsrs.
Quartas de final – heat 2 – Mick Fanning 12.67 x Bobby
Essa bateria começou o último dia de competição. A primeira onda do campeonato foi literalmente perfeita. Uma tubo nota 10 para o americano Bobby Martinez. A partir de então o mar flatou. Mick Fanning conseguiu honrar sua habilidade competitiva com duas ondas na média de 6. Bobby ficou precisando de uma onda nota 2 e nada conseguiu. O americano perdeu e Mick Faninng continuou na sua missão The Search, para alegria do patrocinador.
Semifinal – heat 1 – Andy Irons 16.33 x 15.33 Mick Fanning
Mick Fanning começou liderando escolhendo as direitinhas que rodavam na bancada. Andy esperava. Mick Pegou mais uma direita. Andy esperava. Mick Fanning pegou sua terceira direita. Andy pegou uma esquerda. Nove pontos. Mick ainda liderava. No meio da bateria Andy dropou a segunda onda embaixo do nariz do australiano que tinha a prioridade e marcou 7.33. O atirador de elite mostrou que não se vence 3 títulos a toa e tirou mais um dos garotos da Gold Coast.
Final – Andy Irons 16.84 X 8.67 Damien Hobgood
Os americanos são os melhores do mundo e ponto final. Quem ainda tem esperança e é pratriotinha, vai jogar futebol! Na final, Damien escolheu as primeiras ondas da série e deixou Andy com a melhores. Claro que o marrento havaiano não perdoou. Venceu bonito e levou o segundo troféu do Rip Curl Search e deixou todos os fãs em polvorosa, lhamas saltitantes e provavelmente sua fianceé, Linda (nome dela) , molhadinha...
Honra ao Mérito: Bruno Santos (BRA)
O baixinho de Nikiti tirou onda mais uma vez. Depois de participar do evento de Teahupoo após pegar os maiores tubos do Trials, dessa vez nada disso foi necessário. Bruno ganhou um convite direto no evento principal e não tremeu na base como já é tradicional da seleção canarinho. O anão destemido simplesmente ensinou os coroas do Tour como se entuba em esquerdas perfeitas. Primeiro passou por Tom Whitaker, mole (eu já sabia!). Depois despachou nada mais nada menos que o queridinho da Austrália, Taj Burrow. Tudo bem que se o mar estivesse merreca, Taj teria boas chances, mas o que importa no WCT hoje em dia são os tubos né?Bye Bye mate! Logo em seguida bateu o novo integrante da equipe Rip Curl Taylor Knox. Um típico trote ao calouro da equipe. O detalhe; Kelly Slater, melhor amigo de Taylor, comentava a bateria para o mundo todo ouvir. Bruno Santos is the man!A partir daí o Brasil todo já clamava pelo baixinho na final mas depois de um dia de adiamento, os ânimos se acalmaram e a terceira quartas de final viu Damien Hobgood nem tomar conhecimento do sul americano e passar direto para encontrar seu irmão na semifinal.
p.s:se tiver algum erro de português, números...fuck off!

