Estão abertas a inscrições para o Curso Livre de Língua e Cultura Sérvias.
Local: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Ano lectivo: 2009/2010
Nível inicial
Segunda-feira das 18h00 às 19h30 (sala PN16)
Quinta-feira das 16h00 às 17h30 (sala PN20)
(Prof.ª Jelena Ckonjevic, jecackoki@yahoo.com )
Nível avançado
Segunda-feira das 18h30 às 20h00 (sala PN22)
Quarta-feira das 18h30 às 20h00 (sala PN14)
(Prof.ª Vesna Vidakovic, ves_somnium@yahoo.com)
segunda-feira, 8 de março de 2010
Curso Livre de Língua e Cultura Sérvias
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Portugal e a Sérvia
Artigo do Senhor Embaixador da Sérvia,
publicado hoje no «Diário de Notícias»
Embora relativamente pequenos e situados em penínsulas europeias opostas, a Sérvia e Portugal apresentam algumas diferenças, mas também partilham semelhanças. Existe uma longa história de cooperação bilateral, incluindo contactos que dificilmente se poderiam esperar. Por exemplo, há cerca de um século, os dois países estabeleceram consulados honorários. A Primeira Convenção Comercial entre Portugal e a Sérvia foi assinada em 1910.
Após a mudança pacífica de regime em 2001, a Sérvia iniciou o caminho da democratização e de reformas políticas e económicas importantes. O objectivo fundamental da política externa é a adesão à União Europa, o que será a garantia de uma vida melhor para os seus cidadãos e a pedra angular da estabilidade nos Balcãs. A Sérvia pediu recentemente a adesão à UE, a liberalização de vistos já está em vigor para os cidadãos sérvios que desejem viajar na Europa, enquanto que o "Acordo de Estabilização e Associação" foi já aplicado. Temos como objectivo aceder a membros de pleno direito em 2014. Hoje, a prioridade do Governo é a luta contra a crise e também contra a corrupção e o crime organizado.
O apoio amigo de Portugal neste caminho para a adesão à UE reveste-se de grande importância. A experiência portuguesa de integração europeia é de grande interesse para a Sérvia, uma vez que ambos os países conheceram períodos de ditadura e de declínio económico. O processo de integração poderá representar mais um passo no desenvolvimento da cooperação entre os dois países, fortalecer contactos entre cidadãos e intercâmbios culturais, estreitar laços económicos, a cooperação científica e muito mais. Há empresas portuguesas já estabelecidas na Sérvia. No ano passado foram assinados vários acordos de cooperação no domínio da defesa.
Tanto portugueses como sérvios têm uma ligação forte com a história e a tradição nacional. A memória é a base da identidade individual e colectiva. O Dia Nacional da Sérvia, 15 de Fevereiro, Sretenje, que, no calendário cristão ortodoxo é a festa de Apresentação de Jesus no Templo, tem um duplo significado na história moderna da Sérvia, mas sem qualquer conotação religiosa: comemora a data da primeira sublevação contra a opressão estrangeira ( A Primeira Revolução Sérvia de 1804) e o dia da promulgação da primeira Constituição Liberal Sérvia, de 1825. As questões de modernização da sociedade, democracia e da situação de pequenos países no contexto mais vasto do mundo foram importantes então, tal como são agora.
Data de há um século o início das relações económicas entre os dois países. É interessante ler o que então escreveu na carta explanatória o enviado extraordinário português que assinou a convenção, o conde de Paraty : "Portugal, tendo a lutar com uma concorrência cada vez mais viva, não pode desprezar qualquer mercado"...
Palavras que permanecem actuais.
por DUSKO LOPANDIC, Embaixador
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Novo Patriarca da Igreja Ortodoxa Sérvia
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Grande entrevista
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Ao longo das 5 páginas da entrevista demonstra o privilégio que é tê-lo como Embaixador em Portugal, o acerto das suas posições, a inteligência das suas análises, a amizade que nutre por Portugal e pelos Portugueses e sobretudo, não esquecendo a prioridade Sérvia que é a adesão à UE, a sua clareza sobre o Kosovo e que, com a devida vénia, transcrevemos: "nós nunca iremos em nenhuma circunstância reconhecer o Kosovo como país independente, para além de que, o nosso Ministro já disse que se tal hipotética condição [o reconhecimento do Kosovo como imperativo para a entrada da Sérvia na UE] fosse posta á Sérvia, então, nós não iremos solicitar a nossa entrada na UE.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
APS nas notícias
«Kosovo: "Buraco negro" da Europa começou há dez anos»
«Kosovo: "A solução chama-se União Europeia"»
Entrevista à Associação Portugal-Sérvia
1. Como é que se viveu, em 1999, os bombardeamentos da NATO sobre a Sérvia?
Antes do mais com uma grande dose de informação errada e servindo os propósitos dos agressores: nós! Desde o final da Segunda Grande Guerra que não se assistira ao bombardeamento de populações civis – e inocentes – no coração de um Estado europeu. A guerra de agressão, ao arrepio de todas as leis internacionais, levada a cabo pela OTAN contra um Estado soberano foi um acto de uma gravidade, e barbárie, que vêm sendo escamoteada até hoje. Como sempre impera a lógica dos vencedores, a demonização do vencido e o branqueamento da verdade, algo que infelizmente vai sendo cada vez mais comum nos nossos dias. Por cá, como sempre, inventou-se um demónio de circunstância, reescreveu-se a história e omitiu-se ao povo as razões pelas quais Portugal atacava um Estado europeu na defesa de interesses impossíveis de justificar e que seguramente não eram os nossos...
2. Qual o impacto desses bombardeamentos na vida da Sérvia e do próprio Kosovo?
Gostaria de recordar que, estive em Belgrado exactamente um ano antes do ataque e que, mesmo estando distante, me chocou profundamente a guerra. Foi com consternação que recebi a notícia da morte de uma amiga (civil evidentemente), que vi as imagens do Hotel onde me tinha hospedado literalmente destruído e aquela bela cidade profundamente marcada por um ataque selvagem. Foram dias terríveis os vividos pela população local. Dias de terror, de medo e sobretudo de incompreensão pelo que se tinha abatido sobre eles.
Nas muitas mentiras divulgadas no Ocidente referiam-se sobretudo os alvos militares. É mais uma das grandes mentiras daquela guerra que destruiu alvos indiscriminados e matou, sobretudo, civis inocentes. A pax americana não perdoa e a Jugoslávia tinha que desaparecer. A velha escola de Catão ressuscitava na Europa, pela mão americana, em pleno século XX. A antiga Sérvia era vergada pela força e obrigada à submissão por uma coligação de agressores.
O Kosovo como verdadeira colónia américo-albanesa na Europa foi a principal vítima. Arrancado da pátria-mãe, lançado no terrorismo muçulmano patrocinado (estranhamente?) pelos EUA, transformou-se no maior problema da Europa, da sua segurança e estabilidade, dez anos depois. Um “bom” balanço...
3. Dez anos depois, quais as diferenças que se verificam na Sérvia e no Kosovo?
Ainda hoje persistem marcas muito profundas da agressão. Marcas de difícil superação. Famílias que consideram esta ocupação mesmo pior do que a dos Nazis, quando da Segunda Guerra, o que acho diz muito sobre a exemplar “construção da democracia” nos Balcãs e sobre o desmembramento da ex-Jugoslávia. Embora subsista na Sérvia o desejo de integração na União Europeia, a política criminosa relativamente ao Kosovo condiciona muito, a nosso ver, a evolução política do território.