Wednesday, November 16, 2011

paranóia cibernética

Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui, acho até que tinha esquecido que eu tinha um blog. Daí hoje eu tinha tirado um tempinho à tarde para checar meus parâmetros de privacidade no Facebook - sempre é bom fazer isso para evitar problemas futuros - e mei conta que meu blog ainda estava aqui, e  completamente visível e aberto à espionagem pública através do Google. Ai que medo. Hoje em dia não se pode confiar em mais nada nem ninguém - aliás nunca se pôde - mas atualmente com toda a parafernália cibernética que é posta ao serviço de todos qualquer um é capaz de descobrir tudo o que sabemos e até mesmo o que não sabemos sobre nós mesmos em uma questão de minutos. Hmmm, melhor tentar preservar a minha privacidade...  .

Saturday, June 12, 2010

Breve momento de reflexão

o meu lar, a minha casa, o meu país, é onde eu sou feliz, onde tenho amigos e onde sou tratado como igual, senão por todos, o que nunca será possível, pelo menos pela maioria. Todo o resto, tudo o que veio antes, o passado, onde nasci, onde cresci, onde vivi, não passou de um mero caminho, um longo trajeto, até chegar aqui. Demorou, mas consegui. E àqueles que não conseguem me entender... já me acostumei, tant pis.

Ou, em outras palavras: É impossível virar a cara, para quem nunca me olhou de frente.

Friday, April 30, 2010

Entre praias, vinhos, fotos, sushis e cangurus


O vulcao na Islandia entrou em erupcao e os resultados da erupcao foram sentidos aqui do outro lado do mundo, na Australia, onde ja estou ha mais de um mes. A minha passagem de volta, originalmente marcada para o dia 19, foi cancelada, e devido ao consequente overbooking em todas as companhias aereas que fazem a rota Australia-Europa, a minha nova passagem foi marcada somente para 3 maio, ou seja, "ganhei" duas semanas de ferias forcadas. Felizmente o meu empregador entendeu a situacao, que estava totalmente fora do meu controle, e terei todos estes dias abonados. Eh, (desculpem a falta de acento neste teclado anglofono) desta vez acho que o Universo conspirou a meu favor mesmo. Qualquer dia eu deveria fazer uma viagem de agradecimento a Islandia.

E o que se faz em um mes de ferias e trabalho no inicio de outono na Australia? Muita coisa. Essa viagem teve de tudo um pouco. Na primeira semana, muita chuva e um resfriado que me prenderam dentro de casa em Sydney ate a vespera da Pascoa. Passei tambem dois dias no hospital devido a uma infeccao na perna, contraida ainda na Belgica, antes de viajar, e desenvolvida aqui no hemisferio sul subtropical. No hospital porque eu nao conseguia andar de tanta dor, mas tudo ja esta resolvido, nada que uma semana de antibioticos nao resolva. Sai do hospital Saint Vincent - onde, tenho que dizer, fui muito bem tratado - na Sexta Feira da Paixao, um dia antes da minha festa de noivado, marcada para o Sabado de Aleluia. Fazia sol, e eu achava que a minha festa ao ar livre no jardim da casa de amigos estava salva. Ledo engano. Choveu no Sabado o dia inteiro, e a festa que era para ser no jardim, acabou sendo dentro de casa mesmo. Mas tudo bem, correu tudo dentro do previsto. O buffet de finger food oriental da Miss Chu (nome conhecido aqui em Sydney) estava otimo, e o bolo em forma de piramide de profiteroles foi o sucesso da festa.

Na segunda semana o sol abriu, a perna sarou, e as minhas ferias finalmente puderam comecar. Mas o repouso forcado da semana anterior encolheu a agenda, e tudo o que eu tinha programado para fazer em duas semanas, teve que ser feito em uma semana. Escolher e comprar o anel de casamento, levar o terno comprado em Londres para os ajustes no alfaiate, comprar sapatos novos, mais baratos aqui na Australia do que na Europa, correr atras da impressao dos convites, preparar os documentos ainda inacabados para a semana de trabalho que viria a seguir, e no meio disso tudo, curtir o tempo, a cidade, os lugares preferidos e os lugares ainda nao visitados. Tive a oportunidade dessa vez de subir ate o topo da Torre de Sydney, e pude ver a cidade inteirinha la de cima da construcao mais alta da cidade, assim como visitei a chamada praia dos milionarios da Australia, a Palm Beach ao norte de Sydney - nao sei se foi a falta de sol naquele dia, mas sinceramente, nao achei grande coisa - assim como a praia de Balmoral, dentro do Sydney Harbour, essa sim uma praia bem bonita.

No final de semana fui a Adelaide, bela capital do estado de South Australia, lar da minha familia australiana, e capital do vinho na Australia, ja que a maior cidade perto da maior regiao produtora de vinho no pais. Adelaide e uma bela cidade, uma mistura de California com Europa, e a facilidade de visitar as belas praias de um lado da cidade, e as montanhas produtoras de vinho do outro lado, salpicada de cidadezinhas que parecem saidas de um mini conto de fadas australiano-europeu, tornam a visita agradabilissima. O luxo de poder passar uma manha provando vinhos nas montanhas e um final de tarde tomando um sorvete na beira da praia, ja teria valido pela viagem inteira. E para melhorar, conheci a minha futura sogra, e aparentemente fui aprovado porque ela so cozinha para quem gosta e eu ganhei um almoco inteiro de domingo. Chicken e Pork Schnitzel com um molho e batatas croatas que ja me dao fome so de pensar.

Na semana seguinte foi a semana do trabalho. Ah, que trabalho. Uma noite jantando com colegas no Sydney Harbour, com direito a vista da Opera e da Harbour Bridge e um prato de carne de canguru - deliciosa! Um dia visitando projetos e participando de palestras em universidades de Sydney, seguido por tres dias de conferencia na chamada Gold Coast, regiao hiper turistica no estado de Queensland, perto de Brisbane. Surfers Paradise e o nome da praia mais famosa da Gold Coast, que na verdade eh uma so praia enorme que vai mudando de nome aqui e ali, mas constitui em todo caso uma regiao urbana so: uma fileira de arranha ceus moderno-modernosos de um lado, uma praia linda e branca de outro, e o cassino e centro de convencoes por tras, ao lado do shopping centre, do entertainment centre e de todas as outras facilities que se pode pensar. Nao eh o lugar em que eu gostaria de passar ferias, mas gostei da experiencia de ter estado por la, e principalmente, gostei de ter participado da conferencia, e sempre interessante entrar em contato com gente da mesma area de trabalho em outros paises e trocar experiencias.

Dai, explodiu o vulcao. Eu nem cheguei a arrumar as malar porque ja desconfiava o que ia acontecer. Confirmado o cancelamento do meu voo, e a impossibilidade de voltar nas duas semanas que se seguiriam, foi a hora de decidir o que fazer com esse tempo extra todo. Passei dois dias visitando Melbourne, a capital multicultural da Australia. Menos impressionante que Sydney e mais divertida que Adelaide, Melbourne talvez seja a melhor das grandes cidades para se morar. Tive a oportunidade mais uma vez de me deliciar com os cafes da cidade - na minha opiniao eh em Melbourne que se toma o melhor cafe do mundo, cremoso como jamais vi - visitei exposicoes na National Gallery of Victoria e me deliciei passeando pela californiana Ackland street em St Kilda, a regiao praiana de Melbourne que eh a cara de Santa Monica.

De volta a Sydney, dividi o meu tempo entre a leitura de emails e a revisao de documentos, parte diaria do meu trabalho que eh possivel de se fazer em qualquer parte do mundo, e os meus diarios passeios pela cidade, quando ja nao havia mais trabalho sobre a mesa. Fui a praia, fiz compras. Em um sabado de sol e 20 graus, visitei uma interessante exposicao fotografica no Australian Centre of Photography - chamada Love Me, sobre os excessos aos quais nos submetemos hoje em dia em nome de padroes de beleza nem sempre racionais - passei pela feirinha hippie-mundo mix-descolada de Paddington e comprei uma pintura para o meu apartamento em Bruxelas, e jantei com amigos, um peixe saboroso. Alias, falando de novo em comida, fui a alguns restaurantes otimos - como o Busshari em Kings Cross, de otima cozinha japonesa, o Billy Kwong, em Surry Hills, de cozinha chinesa moderna, e o Swell, em Bronte, na minha opiniao a praia mais bonita de Sydney, de cozinha australiana e frutos do mar, alem da deliciosa Wow Cow, de frozen yogurt, tambem em Kings Cross. Mas nao posso falar de comida na Australia sem mencionar o mexicano de fast food na Crown st quase esquina com Oxford st aqui em Sydney: pelo simples fato de que o Naked Burrito deles eh a coisa mais proxima que alguem pode achar no mundo do nosso delicioso picadinho arroz e feija preto brasileiro. ADORO! ;-) Por falar em Brasil, os brasileiros ja descobriram a Australia. Estao por toda parte. Eh facil se sentir em casa por aqui.

E assim vou chegando ao final da minha mais longa estadia na Australia ate hoje. Aproveitando a vida. Na ultima segunda, feriado nacional na Australia, tirei a manha para passear pelo gostoso bairro de Balmain, quase uma vila do outro lado da baia. Fui a Bronte e a Coogee. E semana que vem, se o vulcao nao explodir de novo, estarei chegando em casa na Belgica. Enquanto isso nao acontece, tenho que aproveitar os meus ultimos dias de sol, praia, comida saudavel e vinho branco na companhia de queridos amigos e do meu amado P. Com tanta coisa boa para fazer, o que eh que eu estou fazendo aqui atras do computador? Bom, eh que hoje esta chovendo por aqui. Eh, tambem acontece.

Sunday, March 21, 2010

De malas prontas!


A mala está quase pronta. A de mão também.

Não esqueci dos chocolates para os amigos - chocolate belga faz sucesso em qualquer parta, do livro para os momentos de solidão e de umas três ou quatro gravatas, afinal desta vez as férias são combinadas com trabalho no final. Quatro semanas fora de casa equivalem a uma mala bem cheinha, ainda mais levando-se em consideração que é meia-estação e portanto tudo pode acontecer - só descarto a neve, porque felizmente - sim, felizmente, depois do último inverno aqui na Europa eu não quero ver neve de novo tão cedo - em Sydney não neva nunca.

Quarta feira que vem estou embarcando mais uma vez para a Austrália Via Frankfurt e Singapore, com Lufthansa e Qantas. Com a Qantas só fiz até hoje vôos domésticos, estou curioso para ver como é o intercontinental deles. P me disse que garante que cada assento tem a telinha individual mas como eu tenho impressão que o avião é um jumbo, tenho minhas dúvidas, mas enfim, posso estar enganado. Espero que ele esteja certo, porque aguentar dois vôos de longa distância um atrás do outro em classe econômica é dose; se além disso não tiver nada pra fazer, a viagem seria um suplício. Mas não vou reclamar de antemão até porque nem seria justo reclamar de um problema de luxo desses... o melhor é colocar mesmo um sorriso na cara e torcer para que o livro seja bom, ou para que o passageiro do lado não seja gordo nem falante.

Outro dia eu li a manchete, a Air France e outras companhias aéreas estão estudando a possibilidade de exigir que passageiros obesos paguem por dois assentos, já que na prática ocupam dois assentos, ou pelo menos deveriam. Muita gente reclamando e dizendo que não é justo. A minha opinião? É justíssimo. Quem já viajou ao lado de um passageiro volumoso sabe o desconforto que é ter que dividir o já ínfimo espaço da classe econômica com alguem que literalmente não cabe em si. Ora, o direito de um termina quando começa o do outro, e o direito do passageiro obeso de ocupar espaço termina quando começa o meu direito de ter o meu espaço, que já é bem pequeno, apenas para mim. Ou será que eu posso começar a exigir assentos reclináveis vazios na frente do meu para que eu possa esticar as minhas pernas à vontade quando quiser? Cada um que se encolha no lugar que lhe cabe, como eu e meus 1,85 sempre fizeram, e quem não cabe, que pague.

É uma longa e cansativa viagem, mas sempre vale a pena. Eu me lembro da primeira vez em que fui para a Austrália no ano passado, a excitação de estar finalmente chegando do outro lado do mundo, um lugar que constava na minha lista de prioridades há já muito tempo, sem que a oportunidade tivesse chegado. O estranhamento de se saber em trânsito em Singapura e tomar o café da manhã no mesmo horário em que os locais estão jantando, e no final da viagem chegar dois dias depois na Austrália sabendo-se que a viagem "só" dura 24 horas... onde foi parar o outro dia?? Perdido na diferença de fuso horário... Acho que mais louco que isso, só mesmo embarcar em Sydney rumo a Los Angeles, como P fez em janeiro passado, e depois de 14 horas de viagem chegar em Los Angeles mais cedo do que havia partido de Sydney. A máquina do tempo existe, sempre existiu, e atende pelo nome de "linha internacional de mudança de data", lá no meio do Oceano Pacífico.

Como sempre, eu vou na janela, pois desde criança, gamado por geografia como sou, adoro ver a paisagem lá de cima, e fico todo orgulhoso de meus conhecimentos geográficos quando consigo reconhecer alguma cidade ou ponto geográfico de interesse desde a janelinha do avião. Já passei por cima de Istambul e pude ver o estreito de Mármara e o Mar Negro, já passei por cima do Himalaia e por cima do Rio Ganges, já vi o Mont Blanc, já vi o Saara, já vi tanto Gran Canaria quanto Tenerife interinhas, uma do lado da outra, já vi as praias da Índia e as Montanhas Rochosas e pulei da cadeira quando em 2004 vi as pirâmides do Egito pela primeira vez lá do alto, lindas, serenas, perfeitas. Desta vez pretendo descansar mais do que qualquer coisa, mas não me incomodaria de poder rever a Opera de Sydney e a Harbour Bridge lá do alto na minha chegada.

É uma viagem diferente essa que vou fazer agora porque não é exatamente uma viagem de turismo, eu já estive duas vezes em Sydney e passei suficientemente tempo para ver tudo o que tinha que ser visto do ponto de vista turístico. Agora vou só mesmo para aproveitar a cidade e principalmente, as pessoas que estão lá, e em particular P, que está me esperando para mais um encontro intercontinental antes de sua mudança para a Europa e o casamento em julho. Ah, eu queria era que julho chegasse logo e que eu não tivesse que cruzar o mundo inteiro mais uma vez para ver P. Eu encontrei a pessoa certa na hora certa... mas ela não poderia estar no lugar mais errado, he he he, do outro lado do mundo! Tudo bem, para isso dá-se um jeito, como para tudo na vida, e já estamos dando um jeito nisso, e de que belo jeito estamos dando um jeito. ;-)

Enfim, as malas estão prontas, as roupas estão todas lá, a máquina fotográfica, o guia da cidade, as jaquetas preta e marrom para o cas de fazer frio, as sungas de praia para o caso de fazer calor, os sapatos, o terno, a camisa para o jantar de noivado, falta ainda a papelada para a conferência e a apresentação em power point, mas isso eu pego amanhã no trabalho, afinal são ainda três dias de labuta antes d'eu tomar o caminho para o aeroporto. De um modo básico, posso dizer que está tudo pronto. Agora só falta esperar. 74 horas de espera e 26 horas de viagem. Tudo bem, o importante é saber que eu estou chegando. :-)

Saturday, February 27, 2010

Em Londres sem as estrelas


Eu acordei hoje disposto a comentar sobre a minha recente viagem a Londres, onde passei o final de semana passado, depois de quase 10 anos sem por os pés na capital britânica. Devo admitir que o terremoto no Chile e a ameaça de tsunami na Austrália tiraram a minha atenção mas vout tentar me esforçar porque também ficar o dia inteiro em frente a TV assistindo a CNN e esperando uma catástrofe não cai bem para um sábado então é melhor falar de outras coisas. Londres. Foi uma viagem bastante rápida, só mesmo o final de semana e a segunda feira, porque P estava lá a trabalho e é claro, eu não quis perder a chance de vê-lo. Já havia comprado a passagem de trem com o Eurostar há meses, apostando que desta vez a viagem vingaria. Eu nunca usei o Eurostar porque todas as vezes em que planejei ir a Londres de trem, algo aconteceu, e eu acabei não indo. E assim foi mais uma vez. O acidente ocorrido há uma semana com um trem na Bélgica teve como consequência, entre outras, que o meu trem para Londres foi cancelado... eu poderia ter ficado resmungando mas tendo em vista o desastre muito maior que é o acidente, resolvi me calar, comprar um bilhete de avião - que acabou me custando o dobro do preço, compra de última hora, fazer o quê? - e resignar-se que mais uma vez iria ser a British Airways e não o Eurostar a me levar pra Inglaterra.

Foi um final de semana bem agitado em Londres, com a London Fashion Week e a entrega do BAFTA acontecendo ao mesmo tempo. Lotada como sempre, Londres é o tipo de cidade que no meu momento de vida atual fascina tanto quanto assusta. Não há cidade na Europa que se compare com aquele movimento todo, nem Paris. Londres é simplesmente enorme mas é uma "enormidade" que já me cansa um pouco... tanta gente, tanta gente, tanta gente,,. less is more, seriously. É ótimo ir a Londres, passear, sair, comprar - Londres para compras é sem dúvida maravilhosa! - mas também é bom voltar à pacata Bruxelas no final.

Mas enfim, eu estava em Londres e com vontade de aproveitar a cidade tanto quanto aproveitar o tempo com meu querido P, que tadinho, estava hiper cansado depois de três dias de árduo trabalho em Los Angeles. Dar a volta ao mundo em uma semana, e a trabalho, não é tarefa fácil. Ao mesmo tempo, que trabalho... passar o dia inteiro visitando lojas e comprando, comprando, comprando... quando ele ousava se queixar eu fazia questão de deixar a situação bem clara: "você está sendo pago para vir a Los Angeles e a Londres só para fazer compras. Você tem ideia de quantas pessoas no mundo adorariam estar no seu lugar?" Pelo menos uma com certeza: a minha querida irmã, ha ha ha.

Além do quê parte da viagem a trabalho consistia em visitar os restaurantes mais badalados do momento no final do dia, e se não fosse pelo excesso de cansaço e pela minha chegada na sexta a noite, P teria jantado ao lado de Kate Winslet, que sentou na mesa ao lado do restaurante japonês onde C e W, colegas de trabalho de P, foram jantar na sexta feira. Com direito a foto e tudo. Eu adoro a Kate Winslet e admito que se tivesse sido eu, não teria resistido a uma tietagem básica e teria tirado fotos também. Mas na sexta feira estávamos ambos cansados, e ficamos no hotel mesmo. O que não é ruim quando se está em um confortável hotel, o belo Sloane Square hotel, em plena Sloane Square. Meu amigo J ligou convidando para uma festa de aniversario que prometia... hmmm, no thanks, estamos cansados, ficamos dormindo mesmo.

Sabado de manha, dia de sol e frio, saí batendo perna por Chelsea e Kensington e não resisti, acabei fazendo umas comprinhas também. O que mais há de se fazer em Londres em um sábado à tarde sem companhia e com um cartão de crédito no bolso? Mas nada que comprometesse o meu já apertadíssimo budget em ano de noivado e casório. Na hora do almoço, a surpresa do fim de semana: encontrei uma feira de rua que servia pratos do mundo inteiro, inclusive a minha adorada feijoada, e imaginem se eu ia perder essa? Caí de boca no feijão preto, comi tanto que tive que voltar para o hotel no final da tarde para descansar. Harvey Nichols que se dane, eu queria mais é cochilar mesmo. Enquanto isso, P passou o dia fazendo compras e, se perdeu Kate Winslet na véspera, compensou ao cruzar com ninguém menos que Paul McCartney fazendo compras na Habitat... como comentou M, que básico!

No meu caso, descansei da feijoada e saí de novo depois de umas duas horas, fui ao encontro de meu querido amigo M. que me esperava junto com L para um par de drinks no Box, um café bem animado em Covent Garden. Batemos um ótimo papo, demos boas risadas, trocamos novidades - M e L vão casar também! - e depois foi cada casal para o seu lado, M e L de volta pra casa devido à ressaca de uma sexta e noite animada, e nós de volta para o nosso hotel... de lá para um restaurante italiano onde todo o staff era na verdade português, e de lá de volta pro hotel mesmo, depois de um mini passeio noturno que por desvio de rota acabou nos levando até o Big Ben... que sábado a noite em Londres mais agitado, he he he... estou ficando velho mesmo.

Domingo, demos uma volta pelo centro, fizemos todos mais compras, almoçamos na tea house da Liberty - em Londres faça como os ingleses, e tomei o meu chá com sanduíche. Almoço cumprido, demos um mini passeio pela Carnaby Street, tranquila, vazia e um inicio de tarde de domingo, e dai de volta pro hotel, descansamos um pouco, demos mais uma volta pelo bairro, reencontramos C, nos despedimos de C, assistimos ao BAFTA pela tv mesmo - ir até a Royal Opera House ver as estrelas passando pelo tapete vermelho, com ou sem Prince William, essa é uma tietagem a qual eu não me permito - e depois fomos ao encontro de meu amigo J que estava de volta a Londres depois de férias não muito bem sucedidas na Australia, onde choveu mais do que na Inglaterra... J feliz da vida de estar de volta à sua querida Londres, e nos levou para jantar no belo Criterion, restaurante na area da Picadilly Circus, onde comi um peixe ótimo, e P pedium como sobremesa um fondant de chocolate branco que me deixou... com muita inveja, mas enfim, eu sempre como chocolate, e resolvera pedir uma torta de maçã... que estava muito boa em todo caso. E J, o que havia feito? Também uma sexta feira a noite agitada assim como a de M e L. Havia ido à tal da festa de aniversário, onde encontrara um dos comediantes de Little Britain, David Williams com a namorada, a modelo holandesa Lara Stone... e de onde saiu acompanhado... vai daí um sábado de ressaca e um domingo tranquilo como o nosso. Depois de um último drink no Soho, foi todo mundo dormir.

Segunda feira, dia de chuva. Sem saber muito o que fazer, saímos a ermo andando pela King's road... paramos em uma loja, demos uma olhada, gostamos... e acabamos comprando os ternos para o casamento em julho! Ir a Londres sem nenhuma pretensão e voltar com o terno de casamento comprado, nada mal! :-) Da loja voltamos rapido para o hotel para deixar as compras, e depois de pesquisar um pouco na Time Out, resolvemos ir ao cinema. Assistimos a A Single Man, ótimo filme dirigido por Tom Ford que valeu a Colin Firth o BAFTA de melhor ator deste ano - sem falar na Julianne Moore, ótima como sempre. Belo filme, e na melhor companhia possível, foi mesmo a melhor pedida para uma segunda feira chuvosa em Londres.

Resumo da Ópera: não vi Kate Winslet, nem Paul McCartney nem estrela nenhuma. Não fui a nenhum restaurante badalado. Não comprei nada com nenhum Tom Ford nem nenhuma loja "de marca" nem vi modelo algum. Não dei sorte com o tempo. Não caí na gandaia. Mas passei três dias na companhia que mais me importa, comi alguns dos meus pratos favoritos, revi amigos e comprei uma peça de roupa que para mim terá uma importância toda especial. Ou seja, se você me perguntar agora se eu gosto de Londres, a minha resposta será: I love it, darling! Very British! ;-)

Saturday, January 9, 2010

Zig Zag Zug Zagreb


Fim de ano bastante agitado. Meu querido P chegava da Australia para uma estadia de duas semanas aqui na Europa e como estávamos em clima de "tudo ao mesmo tempo agora", bolamos um roteiro compactíssimo que nos deixou bastante cansados no final, mas com certeza devemos ter melhorado o contorno de nossas pernas pois o que andamos nestas duas semanas daria para o mês inteiro ou ainda mais.

Primeiro alguns dias em Bruxelas. São Pedro foi generoso com P, que queria ver neve, e neve é o que não tem faltado por aqui neste inverno. Pois é, P queria ver neve. Não é só brasileiro que tem essa relação com a neve, pelo jeito Australiano também, e imagino que em geral qualquer cidadão vindo de algum lugar onde a temperatura nunca chega perto de zero grau, tem essa visão romântica da neve, que até eu mesmo ainda tento guardar, embora nem sempre seja fácil, devo admitir que para este ano já tivemos bastante neve, suficiente. Logo de cara a neve perturbou a viagem de P, que chegou em Bruxelas com nada menos que 12 horas de atraso, depois de um vôo cancelado, um vôo atrasado, uma reserva mal-feita, uma conexão perdida e uma mala extraviada. Lufthansa. German efficiency.

Pelo menos ele chegou, teve gente que ficou no meio do caminho. Como os ingleses que ficaram entalados no túnel do Eurostar sob o canal da Mancha. Este é o inverno mais rigoroso na Europa nos últimos 30 anos e neve é o que não tem faltado. Sim, tudo lindo e romântico, mas o caos total para quem tem um trem ou avião a tomar. Bom, P já estava em Bruxelas e era hora de curtir o Natal. Tivemos o primeiro "Natal Branco" (uma camada de pelo menos 1 cm de neve nas ruas) em Bruxelas desde 1986, e se ficamos em casa, posso dizer que o nosso Natal foi único. Aproveitamos os dias livres por aqui para passear pela cidade, que P não conhecia e, que alívio, gostou. Nada óbvio para alguém que vem de Sydney. Sydney e Bruxelas, difícil de pensar em duas cidades mais diferentes uma da outra. Que bom que deu tudo certo.

Depois do Natal, chegou a hora de enfrentar o trem e mais uma viagem, desta vez de um breve final de semana em Paris em que passamos a maior parte do tempo perambulando pela cidade sem rumo definido nem muito o que fazer, olhando as lojas do Marais e comendo nos restaurantes da Bastilha - não quero soar arrogante mas chega uma hora em que até mesmo Paris cansa... - não tínhamos muito o que fazer por ali, sinceramente. Foi um vai e volta que valeu porque Paris é sempre Paris, mas acho que teríamos aproveitado melhor o tempo se tivéssemos ficado mesmo em casa descansando na Bélgica. Bom, pelo menos em Paris o tempo estava ótimo, frio mas com bastante sol.

Chegou a véspera do Ano Novo e tomamos o Thalys rumo a Amsterdam, onde passaríamos o reveillon festejando com amigos. Tínhamos medo de mais um atraso, pois o trem de volta de Paris a Bruxelas também tinha atrasado em função da neve... mas felizmente em Amsterdam deu tudo certo e correu tudo numa boa. O trem atrasou de novo, é verdade, mas bem menos, e não chegou a prejudicar a agenda lotada. Amsterdam é sempre uma festa pra mim, eu revejo amigos, volto a locais repletos de lembranças - boas e más, mas a vida é assim - vou a festas, enfim, me divirto. Logo no primeiro dia um périplo pelo centro para encontrar o maior número de amigos possível no menor espaço de tempo permitido. Foi um café com Nordine na Frederiksplein, almoço com Bebete no Magna Plaza, jantar em festa de aniversário na Olympiaplein, volta ao centro para uma rodada de drinques com uma turma no ARC e antes de voltar pra cama ainda um ultimo drink para um ultimo encontro com amigos no centro.

Dia 31 de dezembro, ultimo dia do ano, festa pra ir a noite, e a ressaca da noite anterior era braba. Conseguimos preguiçosamente sair da cama, tomar o café da manhã, passear um pouco pelo Amstel, e depois mais um almoço com amigos no De Pijp. De lá, rápido para uma sessão de revigoramento energético e muscular na academia Splash da Leidseplein. Mais uma rodada de "olás" (é, Amsterdam é uma cidade bem pequenininha) e aí já são quase 6 da tarde, só dava tempo de tomar um banho, descansar um pouquinho, trocar de roupa, e sair para o jantar com meus queridos Nono e Oli, seguindo com eles para o festão da noite, a Rapido, a conhecida "circuit party"da cidade. Foi lá no meio de vários amigos que entramos o ano novo, rindo, brindando, brincando, dançando e beijando, como tem que ser em um reveillon.

O "day after" foi dia de relaxar, em um gostoso brunch que durou a tarde inteira. De novo, muita risada, e muito café e muito prosecco. A noite ainda tinhamos um programa, mas desistimos, estavamos tao cansados de tanto zig zag que só queriamos mesmo saber de cama. Dormimos profundamente e acordamos bem cedinho no dia seguinte com destino a Schiphol, pois dois vôos nos aguardavam: um para o enorme e complicado aeroporto de Frankfurt, e o seguinte, depois de muito procurar o portão de embarque na Alemanha, para Zagreb, a capital da Croácia.

Eu nunca tinha estado na Croácia então estava curioso para conhecer a sua capital de herança austro-húngara. A primeira impressão não é das melhores: o aeroporto é mínimo e os arredores da cidade nos fazem pensar mais na Sibéria e seus blocos residenciais de estilo soviético do que qualquer capital de país Europeu. O aspecto é tão desolador que chega a ser desconfortável. Enfim, não podemos esquecer que estamos também na antiga Iugoslávia comunista, e em um país que há dez anos atrás estava em guerra.

O ônibus nos leva do aeroporto até a estação rodoviária na parte central da cidade, e de lá vamos caminhando até nosso hotel, o Sheraton, localizado perto do centro. Ao entrar nesta parte mais central da cidade, percebemos já alguma mudança, é assim como se tivéssemos de alguma forma saído da Sibéria e passado para a antiga Alemanha Oriental, antes da reunificação. Os prédios de apartamentos são sóbrios mas de uma certa forma elegantes, apenas necessitando urgente de uma reforma profunda. É como se estivéssemos na Prenzlauer Berg de 10 anos atrás. É evidente que a Croácia ainda não faz parte da União Europeia mas ficamos a pensar em toda a reforma que será feita quando os fundos de desenvolvimento começarem a entrar, e a transformação que a cidade certamente vai sofrer.

Porque o centro de Zagreb, esse sim é bem bonito, e nos faz lembrar não só da Alemanha, mas também um pouco de Praga e até mesmo, quem diria, de Lisboa com seus casarões e ladeiras. O centro de Zagreb é dividido em duas partes, a cidade baixa, de vocação comercial e administrativa, com carão de século XIX e dominado por uma esplanada enorme contendo todas as comodidades fáceis de encontrar em uma cidade europeia, como a Ópera e alguns museus, enquanto que a parte alta, mais antiga, é bucólica e pitoresca e de vocacão turística. Mas vale o passeio, a Igreja de São Marcos com seu telhado em mosaico colorido monstrando os pavilhões de Zagreb e da Croácia, o mercado de Dolac que nos faz pensar que estamos em uma cidadezinha da Itália e a Passagem da Pedra com a sua igrejinha cavada e colada junto à rua são bastante interessantes. Além da Catedral, gótica, linda, e cheia: a Croácia é certamente um país bastante católico, tive a impressão de que a cidade inteira estava presente à missa do domingo.

E a comida, que delícia. Não consigo lembrar o nome de quase nada que eu comi porque a lingua croata é não é o meu forte mas a comida sem dúvida nenhuma o será um dia. ;-) Muitas carnes, muitos molhos, e muitos doces. Comi uma torta que deve ter sido a melhor descoberta em termos de sobremesa que já tive na minha vida. É um bolo misturado com massa folhada recheada com chocolate, nozes, canela, e maçãs assadas, em várias camadas sobrepostas. Quentinho por dentro e acompanhado de uma bola de sorvete de creme. Uma espécie de apfelstrudel misturado com tiramisu, dá pra imaginar algo mais delicioso?

Enfim, gostei bastante de Zagreb, e certamente voltaria no verão, quando os terraços da cidade alta devem estar todos abertos e as pessoas todas ao sol entre uma badalada de sino de igreja e outra, passeando pelas ruazinhas que sobem e descem a montanha vagarosamente. Depois de duas semanas de muito vai e vém, meu querido P já voltou pra Austrália, e agora só o verei de novo em fevereiro, em Londres. Ficaram as lembranças de um dos melhores fim de ano dos últimos tempos para mim, a descoberta de um novo país bastante agradável e sua cozinha saborora... e a neve, a branca, essa que continua caindo até hoje, no inverno mais rigoroso que já tive por estas terras setentrionais.

Tuesday, November 24, 2009

Boom boom Buda Bangkok


Eu não tinha comentado ainda sobre Bangkok.


Bom, quando minha mãe me perguntou como era Bangkok, a resposta que me veio instintivamente à cebaça foi "Bangkok é uma mistura de Belém com Tóquio. Eu não conheço Tóquio e portanto é claro que esta comparação está sujeita a erros, mas pelo que costuma falar, ver e ouvir de e sobre Tóquio, eu imagino que a minha comparação esteja mais para correta do que para errada, até porque o outro lado da moeda, Belém, essa eu conheço muito bem e portanto falo com categoria. Pode parecer muito estranho uma descrição como esta, mas é exatamente isso o que eu senti. De um lado, Bangkok é uma capital asiática high tech hiper moderna e futurista. Por outro lado, é uma cidade antiga, quente e pitoresca. De uma forma ou de outra, a palavra em inglês que melhor definiria a cidade seria "overwhelming".


O calor. Essa é a primeira coisa que se sente quando saímos do enorme aeroporto internacional da capital tailandesa. O calor e a umidade. Bangkok foi recentemente votada a capital mais quente do mundo, literalmente falando, e eu não duvido nem um pouco do resultado desta pesquisa. A sensação de estar dentro de uma sauna ao ar livre é constante. Como em qualquer capital tropical que se preze, tudo acontece em ambientes climatizados, então o calor só se sente mesmo na rua e em lugares públicos. Mas como turista tem mesmo é que ir pra rua e conhecer a cidade, então não há solução a não ser vestir roupas bem leves e enfrentar o termômetro.


A multidão. Em Bangkok não é só o calor que assusta, é também a multidão. A chamada "Cidade dos Anjos", nome oficial da cidade na língua thai (Krung Thep ou algo assim, por favor me perdoem se eu escrevi errado) é uma metrópole de pelo menos uns 10 milhões de habitantes que parecem estar o tempo inteiro indo de um lugar para o outro, quando não estão vendendo, comprando, ou simplesmente ajoelhados em algum dos vários templos budistas espalhados pela cidade, orando e cantando. Ou estão a comer pelas ruas, em um dos milhares de food stalls que estão espalhados pela cidade inteira. Em Bangkok não há como se sentir isolado.


A ostentação. Uma visita turística a Bangkok tem que começar pelo Wat Phra Kaew, o convento budista localizado ao lado do Palácio Real e onde encontra-se o Templo do Buda de Esmeralda. O lugar é simplesmente inteiro folheado a ouro. Torres, colunas, estátuas, tudo é em ouro. Ou em mosaicos maravilhosos que deixam o Parc Guell de Barcelona com complexo de inferioridade. É impossível não ficar absolutamente impressionado com a beleza e ostentação do lugar. Eu acho que nem em Versalhes eu vi tanta riqueza por metro quadrado como naquele convento, abastecido por generosas doações da família real tailandesa ao longo dos séculos. Pois, se o Rei é Rei, Buda é Buda.


A religião. A Tailândia é um país budista e em Bangkok o budismo está por toda parte. Desde templos enormes onde se pode ver Buda em todas os modelos e posições possíveis (há o templo do Buda sentado, o templo do Buda em pé, o templo do Buda deitado, o templo do Buda de ouro, o templo do Buda negro, o templo do Buda meditando, eu achei que só faltava mesmo o templo do Buda cagando, Buda que me perdoe!) até os pequenos altares montados em lojas, restaurantes, hotéis, museus e prédios públicos em que oferendas são colocadas, além de incenso e flores. Eu tive a sorte de estar na cidade durante um festival religioso budista e pude ver a devoção da população local que lotou todos os templos por onde estive. Se os templos mais luxuosos são hoje em dia mais um local de peregrinação turística do que qualquer outra coisa, foi nos pequenos templos de bairro, que eu tive a oportunidade de visitar, que eu pude "sentir" a fé budista do povo de mais perto.


A comida. A comida tailandesa é muito saborosa e em Bangkok ela está por toda parte, desde os shopping centres mais luxuosos até os milhares de botecos de Chinatown onde se pode ver e escolher comida de todos os tipos, cores, formas, cheiros e sabores. Eu devo admitir que sou meio chato para comer, preciso de um ambiente calmo, uma mesa e uma cadeira, mas para quem é mais aventureiro, Bangkok pode ser uma viagem gastronômica em termos de diversidade culinária dentro de um mesmo tema. Comida é o que não falta por ali.


A modernidade. Se a Bangkok antiga é um mosaico de templos budistas, lojinhas de quinquilharias, bancas de comida, e multidões de pedestres e motoristas, a Bangkok moderna é o templo dos shopping centres, dos hotéis de luxo e do Skytrain, o metrô futurista da cidade que ao invés de passar por baixo, passa por cima, serpenteando entre um arranha céu e outro e cortando caminho ao mesmo tempo que evita a confusão lá de baixo. Do Skytrain é possível sair diretamente dentro de um shopping centre, e por meio de passarelas suspensas também é possível passar diretamente de um shopping centre a outro, de forma que podemos passar o dia inteiro assim, pulando de um centro de consumo a outro sem tocar os pés no chão da realidade local. Do MKB, um dos principais shoppings locais que é quase como uma versão shopping centre de uma feira de rua (só vendo para entender) ao hiper luxuoso Siam Paragon onde há um andar para qulaquer tipo de desejo, desde cirurgia plástica até carro importado, tem para todos os gostos e bolsos. Viva o consumo, viva a simpatia local, e em nome de Buda, vamos todos gastar. Boom boom boom, modelitos comprados, é hora de se divertir, a noite em Bangkok vai começar.