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Trekking Invernal na Serra de Gredos

A primeira vez que estive em Gredos aprendi uma lição valiosa: nunca julgar uma montanha pelo seu tamanho. Carregado com 25kg para vários dias de escalada em autonomia, iniciei a aproximação com toda a confiança e ingenuidade de um jovem candidato a alpinista. Um erro de navegação fez com que acabasse, já de noite, perdido numa aresta a escavar uma plataforma para montar a tenda.

Este ano voltei novamente a Gredos, para o “clássico” trekking invernal da Nomad. Curioso como uma montanha nos pode fustigar até à exaustão, ou mostrar o que de mais belo há na vida.


Pedro Gonçalves identifica os cumes do maciço
José Miguel faz uma pausa durante a aproximação ao refúgio Elola 
Refúgio Elola
Sandra Reis na garganta de Gredos
Pedro Gonçalves prepara o abrigo para o jantar
Ricardo Guerra acomoda-se na tenda para a noite
Pedro Gonçalves e José Miguel
Joana Leite termina o trekking, após três dias na montanha

Praça das Especiarias | Marraquexe

Cheguei cedo, ainda os souks estavam calmos e a medina dormia. Sentei-me na explanada virada para a praça. Pedi um cafe au lait para completar um magro pequeno-almoço e tirei o livro da mochila.
A praça começa a encher e as bancas de especiarias abrem as portadas. Os vendedores juntam-se, bebericam chá ou café. Ao fundo uma mulher alta, europeia, longo cabelo castanho, passa despercebida enquanto cruza a praça. Sigo-a com o olhar até se deter frente a uma portada que abre com energia. A sua loja, a Bloom Boutique, sobressai no meio das bancas de especiarias, no entanto, não destoa.
Peço um chá para me aquecer naquela fria manhã. A praça fervilha agora cheia de movimento. Burros passam carregados, cruzando-se com um fluxo constante de pessoas. A dezenas de bancas que ladeiam a praça induzem um forte odor a canela, açafrão e cominhos.
Vejo passar à minha frente um kebab de aspecto delicioso. Tenho fome. Penso que depois de comer devia ir dar uma volta por aí... Mas estar aqui sentado, a observar, sentir o sol na cara, é um luxo a que não temos acesso diariamente, no entanto é um luxo grátis. Vivemos cronometrados, com um plano diário cheio de metas a cumprir, lugares onde estar e horas marcadas. Vivemos numa corrida, uma maratona disfarçada de quotidiano. Deixo-me ficar, há sempre algo novo a acontecer à minha frente. Alguém novo na mesa ao lado. Vou metendo conversa - com os jovens empregados do café tento apurar o melhor bar para logo à noite.
Está a ficar frio novamente. Reparo que o sol começa a cair para o horizonte. Vou pagar a conta. O empregado despede-se de mim com um forte abraço e a promessa de nos encontrarmos logo à noite no trendy bairro de Guelin, para ouvir as novidades que passam no Theatro. Olho para o relógio, passaram 7h desde que aqui cheguei...

Scrambling na Aresta Cântaro Gordo

Scrambling é uma técnica usada em montanha para trepar secções de rocha de baixa dificuldade.
Não se tratando de escalada, mas como normalmente o risco de queda é real, são usadas técnicas de corda para minimizar os riscos, como o “ensemble”. Nesta técnica uma corda liga os dois escaladores, que em constante movimento se vão protegendo. Se um dos escaladores cai o outro serve de “contra peso” para minimizar a queda.

Este pequeno vídeo foi filmado na Aresta do Cântaro Gordo, na Serra da Estrela.

Travessia dos Picos de Europa @ 2010


Chegou ao fim mais uma época de trekking nos Picos de Europa. Todos os anos não deixo de sentir alguma nostalgia quando chega este momento. Em cada ano, a cada grupo; a montanha revela um pouco mais de si, e de cada um de nós. Para o ano há mais, e será certamente diferente…

As fotos são do Oldemiro “Miro” Lima, um excelente guia e fotógrafo de montanha, que nos acompanhou na edição de Agosto.

Serra da Peneda

Passei grande parte da última semana no Norte de Portugal, entre o Parque Natural de Montesinho e o Parque Nacional da Peneda Gerês. Neste último em filmagens para a Nomadfoto. Tive assim o prazer de acompanhar duas edições do Workshop de Fotografia de Natureza orientado pelo fotógrafo Pedro Alarcão. Após a fase de edição poderão ver o resultado final deste trabalho no site da National Geographic Adventure.

De salientar o esforço desenvolvido na Peneda pela Associação Veranda, da qual o Pedro é co-fundador. Desde a monitorização do lobo ibérico através de sinal GPS até à dinamização de projectos de conservação.

Vale a pena visitar o blog em http://verandaorg.wordpress.com/about/

Jardins Majorelle | Marraquexe





A viagem Nomad "Descoberta de Marrocos" terminou em grande nos fantásticos Jardins Majorelle. Estes jardins foram desenhados originalmente pelo pintor francês Jacques Majorelle. Trata-se de uma reserva natural de cactos, bambus, buganvílias e muitas outras plantas que envolvem uma vivenda de cor azul-cobalto. Mais tarde os jardins, que estavam ao abandono, foram recuperados pelo Yves Saint-Laurent. Hoje em dia, a pitoresca casa de estilo Art Déco alberga o Museu de Arte Islâmica.

As fotos são do Jorge Vassallo

Vale de Ourika | Marrocos

Os líderes Nomad Jorge Vassallo e Tiago Costa

Cascatas do Vale de Ourika


Vista panorámica do vale

Save Cinemas in Morocco

Apesar de Marraquexe acolher anualmente diversos festivais de cinema, como o reputado International Film Festival of Marrakech (www.festivalmarrakech.info), algumas das suas mais importantes salas cinemas estão ao abandono.

Numa deambulação por Marraquexe deparei-me com o movimento Save Cinemas in Morocco, que tem por objectivo salvar os cinemas de Marrocos, tendo como ponto de partida a cidade de Marraquexe.

www.savecinemasinmarocco.com

Collado Jermoso | Picos de Europa




Um dos momentos altos da Travessia dos Picos de Europa é a subida ao refúgio Collado Jermoso. Pouco frequentado, com capacidade para apenas 20 pessoas, e com uma localização soberba, este refúgio dá-nos a possibilidade de caminhar por uma região pouco visitada do maciço.

Kayak no Rio Minho

O pôr-do-sol perfeito no final do primeiro dia, enquanto procuramos um local para montar a tenda e passar a noite.

Rafting Rio Novo (Brasil)

Momentos descontraídos entre rápidos. O “cargueiro” transportava cerca de 500 kg de equipamento. Desde tendas à caixa bomba (uma sanita portátil) – tudo o que necessitávamos para descer um dos mais intocados e selvagens rios do Brasil.

Estive... Nos Picos de Europa


Durante 5 dias realizei a travessia do Maciço Central dos Picos de Europa, num trabalho para a Nomad.pt. Tive o prazer de voltar a alguns dos meus locais favoritos (como o Urrielu, Bulnes e o Collado Hermoso) e de rever alguns amigos. Desta vez com um clima solarengo (em Junho o percurso foi alterado devido à abundância de neve).

Como alguns dos elementos caminharam com um olhar especialmente atento à flora, tivemos uma semana repleta de observação da vegetação.
No campo da fauna (algo que gosto mais) de salientar o avistamento de um abutre-barbudo, ou quebra-ossos, (Gypaetus barbatus) no refúgio do Collado Hermoso. Algo espantoso (e que levou uma equipa de biólogos que lá se encontrava ao rubo), já que se trata de uma espécie rara.

Leia mais sobre o abutre-barbudo aqui.
Veja mais informações sobre este trekking aqui