Vamos e venhamos, para quem mora no outro extremo da cidade, o SESC Interlagos fica um pouco distante, digamos, aonde Judas perdeu os tênis... Mesmo assim, apesar do carro acusar 49 Km da minha casa até lá, valeu a pena cruzar a cidade para correr 7 Km dentro de uma unidade do SESC que dá a impressão de você nem estar mais em São Paulo, dada a paisagem fantástica. A corrida é considerada “rústica”, e não é para menos: o piso varia entre terra batida, paralelepípedos, cascalho, gramado, calçamento e tudo misturado, fazendo o corredor se adaptar a cada trecho. Mas os pontos “altos” são dois paredões onde o pessoal diminuía o ritmo e chegava até a andar de tão íngremes.
Só que em um domingo ensolarado como o da prova, a última coisa em que você se preocupa é o ritmo e sim curtir o “passeio” naquela paisagem bucólica.O que me chamou a atenção para participar da prova foi o seu preço: R$ 10,00 para quem não é sócio, R$ 7,00 para quem é matriculado no SESC (minha carteirinha estava vencida, gastei R$ 3,00 a mais!). Outros R$ 7,00 para você guardar seu veículo com toda segurança dentro da própria unidade, a uns 50 metros da linha de largada. Chato né? Ou seja, não tem que ficar rodando atrás de estacionamento caro, subornando flanelinhas, ou gastar uma fortuna de inscrição. O kit trazia uma bela camiseta de poliamida branca com o logo do Circuito SESC de Corridas, a medalha é daquelas que merece lugar especial na coleção e o kit pós-prova de acordo com as necessidades alimentares do corredor. E eu gastei R$ 80,00 de inscrição mais R$ 18,00 de estacionamento no Circuito Athenas há duas semanas atrás...
O único ponto negativo foi ter que retirar o kit na véspera, ou seja, duas viagens ao local, sendo que poderia ter sido retirado no próprio dia.E se Judas realmente perdesse o tênis no caminho, não teria problema, o chip era descartável. Chegamos finalmente ao fim da era “ou devolve o chip, ou toma multa”, sendo que esta tecnologia já existe há um bom tempo lá fora e ainda não pegou totalmente aqui. Mais um ponto para a organização, que aliás não deixou faltar água, organizou muito bem as largadas em grupos de homens, mulheres e caminhantes e sinalizou cada trecho de mudança de piso ao longo do percurso. Muita gente, assim como eu, ainda usou o vestiário do ginásio para tomar uma ducha e se trocar antes de ir embora, mordomia total!
Eu olhava os tempos a cada Km e não me conformava, subidas diminuíam muito o ritmo e as descidas arremessam os corredores a velocidades insanas, sendo a mais difícil a do Km 2, onde a mudança de piso acontecia bem no meio de uma rampa morro abaixo. Terminei com uns 45:37, pois só olhei no relógio ao passar pela chegada e esqueci de parar o cronômetro. Mesmo assim, foi ótimo “voar” a 04:51 no Km 3!
Aí você olha novamente para ver se eu não errei o valor e esqueci um “zero” ao final do valor da inscrição, mas foi isto mesmo. Por menos do que custa um Big Mac (como se eu comesse estas porcarias), uma prova para ser repetida a cada ano, apesar das dores do dia seguinte...









