Sozinha, no abandono das minhas letras... *
... me encontro. Daquelas que não me ouvem, mas nas quais eu me sinto e revejo, com mais ou menos intensidade, dependendo da força com que as escrevo.
Hoje escrevi para dentro de mim e com uma mina bastante dura.
Hoje é um desses dias estupidificados pelo sentimento absurdo de querer estar cega, surda e muda num determinado momento impossível de determinar. No entanto, continuo a sentir as letras a vaguear em mim e a formarem textos que não dão para imprimir. Gostava de o conseguir. Na verdade, deveria sair qualquer coisa bastante rabiscada e com alguns borrões de tinta, correspondentes a passageiros estados de fúria. Pffff como eu detesto isso. Mas não dá para evitar. Por muito que tente, os olhos atraiçoam-me e mostram-me o que evito a todo o custo ver. Por isso eu vou para longe, onde os olhos não alcançam nem tão pouco se cansam. No fim de contas, acontece tudo na minha grotesca imaginação. Ou então não...
pffffffff... afinal, pensar no que se pensa que se sente, cansa demais! acho que fico por aqui...
* parece que o blog ficou por conta dos meus devaneios... ou será que afastei toda a (pouca) gente?
