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quinta-feira, 14 de maio de 2009

ICA: Apoio às primeiras obras








No seu site o ICA publicou a seguinte notícia:
"Candidaturas às 1as obras aumentam de mais de 40%. O ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, I.P. informa que encerrou ontem, dia 18 de Março, o prazo para entrega de candidaturas ao Programa de Apoio à Produção de Primeiras Obras de Longas Metragens de Ficção. Foram presentes a concurso 63 candidaturas. Este número constitui um aumento de mais de 40% comparativamente ao ano transacto."

O que o ICA não menciona é que de 2001
até agora o programa de apoio às primeiras obras sofreu de uma redução de mais de 50%, o número de primeiras obra apoiadas passou de 4 para 2 e os regulamentos do ICA obrigam as segundas obras, que antes podiam concorrer ao Programa de Apoio a Produção de Longas Metragens, a concorrer ao Programa de Apoio às Primeiras Obras.

(in blog Associação Portuguesa de Realizadores)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Redução de apoios em Aveiro limita espectáculos de rua

O Teatro Aveirense (TA) vai investir 60 mil euros na programação de Abril, Maio e Junho, acolhendo vários espectáculos de música, dança, teatro e cinema, mas as apresentações no exterior ficaram limitadas por cortes orçamentais.
Segundo Maria da Luz Nolasco, directora-geral do TA, a redução em 50 mil euros do apoio anual à programação pela Direcção-Geral das Artes «obriga a fazer acertos», mas não se reflecte na qualidade das actividades programadas para a casa de espectáculos.

«Faz falta esse dinheiro sobretudo porque com ele podíamos oferecer outros espectáculos fora de portas, que implicam mais custos», afirmou Luz Nolasco, na conferência de imprensa dada hoje para apresentar a programação do segundo trimestre.
(in_Diário Digital / Lusa 06/04/2009)

Metade das galerias portuguesas que foram à ARCO declaram prejuízo















O gabinete jurídico do Ministério da Cultura já está a analisar a documentação das seis galerias de arte portuguesas que até agora declararam ter tido prejuízo na feira de arte contemporânea de Madrid, ARCO, que este ano decorreu entre 11 e 16 de Fevereiro.

Em Janeiro, depois de a Associação Portuguesa de Galerias de Arte ter ponderado boicotar a tradicional ida portuguesa à feira, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, prometeu ressarcir todas as participantes que, face ao actual momento de crise, comprovassem perdas. As seis galerias que até agora declararam encontrar-se nessas circunstâncias – António Henriques, Cristina Guerra, Carlos Carvalho, Graça Brandão, Presença e Mário Sequeira – correspondem a metade da totalidade das galerias portuguesas participantes.

Perante “a necessidade de sustentar a presença portuguesa [na feira] como rede de apoio à internacionalização das artes plásticas portuguesas”, Pinto Ribeiro comprometeu-se a atribuir um máximo de oito mil euros por cada galeria participante do Programa Geral da feira (o mais dispendioso) e um máximo de quatro mil para as participantes no programa Arco 40 (com “stands” mais pequenos e baratos). Uma espécie de seguro de risco para gastos que poderão andar entre os 25 e os 30 mil euros para deslocação, transporte e seguro de obras, aluguer de espaço mínimo – 65 metros quadrados – e uma semana de estadia na capital espanhola.

Para além das seis galerias da ARCO, quatro das cinco portuguesas participantes na Art Madrid – uma pequena feira paralela – estão também a pedir apoio estatal.
(in_Público/Lusa 02/04/2009)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Paulo Branco: O meu Projecto é melhor!

Processo atrasa subsídios a filmes.
A decisão do júri do primeiro concurso de longas-metragens de ficção (2008) do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) já é conhecida desde Agosto mas uma providência cautelar interposta pela Clap, a produtora de Paulo Branco, está a atrasar o processo.

O ICA esperou pela decisão judicial e, conhecida a sentença, enviou o resultado do concurso para o Ministério da Cultura, para confirmação. O desbloqueio dos subsídios aos filmes vencedores (de João Canijo e Edgar Pêra) está agora dependente da assinatura do ministro Pinto Ribeiro, desde fins de Janeiro, quando foi conhecida a improcedência da providência, que, já por si, atrasara o processo.

Paulo Branco discordou de alguns critérios do júri – qualidade e potencial artístico do projecto e pontuação atribuída ao currículo do realizador –, avaliação que levou o seu projecto ‘Mistérios de Lisboa’ (a realizar pelo chileno Raoul Ruiz) ao terceiro lugar (com sete pontos), fora da lista dos filmes a apoiar pelo ICA. Canijo ganhou com ‘Sangue do Meu Sangue’ (oito pontos) e Pêra ficou no segundo lugar com ‘O Barão’ (7,05 pontos).

O Tribunal Administrativo de Lisboa improcedeu a providência, alegando ainda que falta a homologação ministerial para a conclusão de procedimentos. Branco discorda e já recorreu. Após a homologação do referido concurso, avançará com nova providência. Já o ministério diz que a confirmação deste e de outros concursos pendentes "está em análise e dentro do prazo".

À espera estão os vencedores. "Não percebo porque é que o ministro não assina", questiona o realizador João Canijo.

"O MEU PROJECTO É MELHOR" (Paulo Branco, Produtor cinematográfico)

Correio da Manhã – A sua providência cautelar não teve provimento. Como reagiu?

Paulo Branco – Já recorri e aguardo. O tribunal achou que não era o momento para a providência, por ainda não se ter chegado ao acto administrativo final: falta a homologação ministerial. Não entendemos assim, e por isso recorremos.

– Compreende o descontentamento dos vencedores pelo consequente atraso no concurso?

– Não quero lesar ninguém mas tenho de defender os meus filmes e os meus realizadores. O meu projecto é melhor do que os deles. Foi a primeira vez que usei este mecanismo [providência]. Não sou a favor dos critérios de avaliação mas, a existirem, que sejam respeitados.

– E quando vier a homologação?

– Avanço com nova providência cautelar.
(in_correio da manhã 21/02/2009)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço...



"A língua é absolutamente identitária. É instrumento de tudo, pensamos através da língua, somos e sentimos através da língua, relacionamo-nos, namoramos, fazemos negócios, escrevemos através dela. Esgotando a citação de Fernando Pessoa "A minha pátria é a língua portuguesa", devo dizer que essa língua portuguesa é muito mais vasta do que Portugal."
José António Pinto Ribeiro, Ministro da Cultura entrevista publicada no Expresso de 12 de Julho de 2008,


Filmes apoiados através do Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual (FICA):
-How to drow a perfect circle / Filmes Fundo / 200.000 euros
-Strar crossed / Yellow / 350.000 euros
-Second Life / Utopia / 550.691 euros
-Pizzaboy / Utopia / 600.000 euros
-A Arte de Roubar (eng.spoken) / Stopline / 200.000 euros
-Gamelab / Be Active / 156.000 euros
-Final Punishment / Be Active / 186.000 euros
-Flatmates / Be Active / 232.000 euros
-Surfschool / Be Active / 162.000 euros
-The Weight / Be Active / 620.000 euros
-Xams Tale / Be Active / 414.000 euros
-Favela Story / Be Active / 248.000 euros
-Beat Generation / Be Active / 207.000 euros
(in Blog Associação Portuguesa de Realizadores 14/02/2009)

(no problem...) O Ministro da Cultura gosta do FantasPorto...

"O Fantasporto, apesar da crise, não está em risco e o festival tornou-se já um evento consolidado no panorama do cinema do Porto e de Portugal...", disse à Lusa o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.

Em declarações em Madrid, onde visitou a Feira de Arte Contemporânea (ARCO), o ministro reagia, assim, a comentários do director do Fantasporto, que na quinta-feira disse não estar em condições de realizar a edição 2010 do certame devido à crise.

Mário Dorminsky afirmou que há uma retracção dos apoios privados e públicos.

Questionado sobre esse facto, o ministro da Cultura explicou que o seu gabinete ainda não recebeu qualquer informação nesse sentido da direcção do Fantasporto, insistindo, porém, que o certame é para continuar.

"O Fantasporto é um festival consolidado, que corresponde a uma necessidade no Porto, no País e já a nível internacional", realçou o governante, em declarações à Agência Lusa.

"Pode sofrer com momentos de crise, mas não está em causa a sua solvência ou existência. Podemos aproveitar a crise para reequacionar algumas coisas", afirmou.

Mário Dorminsky explicou que o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) diminuiu de 150 mil para 120 mil euros, enquanto o Instituto Português de Turismo (IPT), cujo apoio "serve para pagar a deslocação de personalidades estrangeiras, realizadores e actores, ainda não deu qualquer resposta" ao pedido para este ano.

Acrescentou que, "por outro lado, há vários patrocinadores privados que ou reduziram ou cortaram os seus patrocínios".

Mário Dorminsky referiu que o atraso na confirmação do apoio do Instituto de Turismo já teve uma consequência: "O actor Peter Fonda, que já confirmara a sua presença na comemoração dos 40 anos do filme 'Easy Rider', já não vem porque, perante a falta de resposta daquele Instituto, não sabemos se teremos dinheiro para pagar a viagem para três pessoas, em primeira classe, de Los Angeles e a estadia de uma semana, como ele pediu".

Mário Dorminsky falava na conferência de apresentação do Fantasporto 2009 - XXIX Festival Internacional de Cinema do Porto, que começa segunda-feira, no Rivoli no Porto, com retrospectivas, mas cuja abertura oficial se realiza apenas a 20 de Fevereiro, com a projecção de "Che - The Argentine", de Steven Soderbergh.

A directora do festival, Beatriz Pacheco Pereira, referiu que o Fantas'2009 garantiu que, "em termos da qualidade dos filmes, a crise não passa por aqui", já que, como é habitual, há vários candidatos aos Óscares no programa.
(in_JN/Lusa 16/02/2009)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Fantasporto 2010 em risco















O director do Fantasporto revelou não estar "em condições" de assegurar a realização de 2010 do festival de cinema, que faz 30 anos este ano, devido à retracção dos apoios privados e públicos ao evento, provocada pela actual crise.

'Tal como no ano passado, o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) diminuiu de 150 para 120 mil euros, enquanto o Instituto Português de Turismo (IPT), que serve para pagar a deslocação de personalidades estrangeiras, realizadores e actores, ainda não deu qualquer resposta ao nosso pedido', contou Mário Dorminsky.

Este atraso na confirmação dos apoios já teve uma consequência: o actor Peter Fonda, que tinha confirmado a sua presença, não vem devido às incertezas do convite.

O Fantasporto 2009, XXIX Festival Internacional de Cinema do Porto, começa segunda-feira, no Rivoli no Porto, com retrospectivas, mas a abertura oficial vai ser apenas a 20 de Fevereiro.
(in_correio da manhã 12/02/2009)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

1 Ano: Parabéns, Sr. Ministro.

Entidades culturais e partidos juntam-se em coro de protestos contra ministro da Cultura.

Falta de diálogo, falta de políticas para os vários sectores e desinvestimento são algumas das críticas que várias entidades culturais e partidos políticos lançam ao ministro da Cultura José Pinto Ribeiro, quando se completa o primeiro ano de actividade à frente da tutela.

O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Rui Beja, lamenta a "ausência de contacto" com o ministro a quem solicitou uma audiência em Agosto. "Solicitámos um reunião a 1 de Agosto ao senhor ministro, a 13 responderam-nos que reuniríamos logo que possível, e até hoje", disse Rui Beja.

João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) considerou também que "continua a faltar uma política estruturada" para o sector dos museus em Portugal, apesar do empenho demonstrado no último ano pelo actual ministro da Cultura.

"Está-se a caminhar para algo, mas o grande problema continua a ser a ausência de uma política estrutural para esta área", sublinhou o presidente da APOM, que aponta ainda "falta de bom senso, diálogo e cooperação com as instituições que poderiam apoiar o Ministério da Cultura nesta matéria".

Sobre as medidas tomadas ao longo de um ano para o sector dos museus - que tem sofrido na última década um progressivo agravamento das dificuldades orçamentais e recursos humanos - João Neto define-as como "analgésicos".

"Há medicamentos para atenuar a dor e há medicamentos para curar a doença. É destes últimos que necessita a museologia em Portugal", apelou.
Defendeu um olhar mais aprofundado da tutela para a globalidade dos museus do país - incluindo os municipais e privados - e "não apenas os nacionais".

Questionado sobre a actividade desenvolvida pela Rede Portuguesa de Museus (RPM), entidade tutelada pelo MC que se dedica à credenciação e qualificação de todos os museus do país e que conta actualmente com cerca de 120 museus, o responsável apontou que "continua com dificuldades em aplicar as normas adequadas".

"A Rede Portuguesa dos Museus não deveria estar só nas mãos do Estado - defendeu - mas sim com uma administração tripartida que passe pelo Ministério da Cultura, a APOM e o ICOM" (International Council of Museums), organização não-governamental que possui uma representação em Portugal.

A APOM advoga ainda que parte do dinheiro dos jogos (como o Euromilhões) deveria ser "aplicada em bons projectos que incidam na área do património nacional".

Por seu lado, a Associação Portuguesa de Realizadores (APR) criticou o ministro da Cultura por não ter apresentado uma política para o cinema português ao fim de um ano de mandato. "Não houve medidas novas que instituíssem um sentido de renovação no sector", disse o vice-presidente da associação, o realizador Fernando Vendrell. Para aquela associação de realizadores, no último ano assistiu-se a uma "descaracterização do cinema e a uma invasão da televisão nos territórios do cinema" e ainda a uma "inconsequência na atribuição dos financiamentos".

"Com o mesmo dinheiro tentou fazer as mesmas ou até mais obras e isso reflectiu-se também nas condições de trabalho", lamentou o realizador, sublinhando que a associação entregou a Pinto Ribeiro um documento com propostas para o sector e do qual não obtiveram ainda respostas.

"O ministro não está dialogante e não faz parte da solução, mas do problema e a simpatia que temos pela pessoa não tem correspondência com uma dinâmica política para o sector", sublinhou.

O deputado comunista João Oliveira lamentou o desinvestimento do ministério da Cultura ao longo do último ano e o consequente aumento das dificuldades sentidas no sector. João Oliveira disse que "a redução das verbas para a Cultura inscritas no Orçamento de Estado para 2009 demonstrou um claro desinvestimento no sector", dando como exemplo um "retrocesso no apoio às artes", referindo-se à revisão do regulamento da Direcção-Geral das Artes, e criticou ainda o apoio a "projectos megalómanos, de grande envergadura", dando como exemplo a Colecção Berardo.

O deputado referiu ainda a "situação preocupante em que se encontra o património" e a possibilidade do cenário se agravar com a legislação relativa aos bens patrimoniais de domínio público.

Vasco Graça Moura, eurodeputado do PSD, qualificou o primeiro ano de José António Pinto Ribeiro à frente da pasta da cultura com nota 0,0.

A vice-presidente do CDS-PP Teresa Caeiro também fez "um balanço claramente negativo" da actuação de José António Pinto Ribeiro e considerou que a situação nesta área não melhorou. Teresa Caeiro lembrou que quando tomou posse o ministro disse que "iria fazer mais e melhor com menos recursos". "Ora verificamos que não fez mais nem melhor e teve os mesmos recursos", considerou.

A ex-secretária de Estado da Artes e Espectáculos do Governo de Santana Lopes apontou alguns casos que lhe merecem críticas: "Estamos com atrasos no apoio às artes, estamos perante uma indefinição no funcionamento da OPART (estrutura que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado). Convém lembrar que o próprio ministro considerou que era anacrónica esta fusão de estruturas, até agora nem fez uma avaliação nem alterou o que quer que fosse", criticou.

A deputada indicou que também foram deixados cair projectos como o pólo em Portugal do Museu Hermitage (depois de um investimento de quase 2 milhões de euros numa exposição inicial) e o Museu do Mar da Língua.

Sobre este último, a dirigente do CDS-PP referiu que "numa primeira fase o ministro disse que teria de ser realizado até ao fim de 2008 para não perder verbas, depois quis fazer este museu na estação do Rossio, depois disse que propunha um restauro e renovação de todo o edifício do Museu de Arte Popular para aí instalar o Museu do Mar da Língua e finalmente desistiu do projecto".

Na área do património, Teresa Caeiro destacou que há cerca de 3 mil obras classificadas em todo o país, muitas das quais são património mundial classificado pela UNESCO que se encontram em situação de risco.

Mas não só a oposição se levanta nas críticas à gestão da cultura no último ano. O poeta e deputado socialista Manuel Alegre lamentou que o Ministério da Cultura (MC) continue a ter "uma dotação orçamental baixíssima", que se traduz, entre outros aspectos, "num grande desprezo pelo património".

"Não sou conta o mecenato, mas é uma responsabilidade fundamental do Estado recuperar e salvaguardar o património nacional, que é a pegada histórica de um povo", salientou.

"A cultura não tem sido prioridade do Governo, daí os baixíssimos orçamentos", conclui Manuel Alegre, alertando para a degradação de alguns dos sectores mais importantes deste sector, como o património arquitectónico e os museus.

"Não percebo como o Estado tem tantos milhões para salvar um banco e não salva o património nacional do país. Parece que o património material está hoje acima do património histórico".
(in_Lusa 30/02/2009)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ministério da Cultura paga prejuízos de 12 galerias portuguesas

Ministério da Cultura paga prejuízos de 12 galerias portuguesas na ARCOmadrid 2009
15.01.2009, Joana Amaral Cardoso
Associação de Galerias acha que "pretenso subsídio" "é melhor do que nada". Três galerias mantêm ausência
O Ministério da Cultura divulgou ontem que vai apoiar 15 galerias portuguesas na ARCOmadrid 2009, mas sob a forma de ressarcimento, se provarem ter tido prejuízos. A representação portuguesa estará garantida, mas apenas 12 das 15 galerias portuguesas aceites na pré-selecção da feira de arte contemporânea devem estar em Madrid, disse ao PÚBLICO Pedro Cera, presidente da direcção da Associação Portuguesa de Galerias de Arte (APGA).
A APGA considera que o modelo de apoio "é melhor do que nada", como disse Pedro Cera à Lusa. Mas, a título pessoal, Pedro Cera considera que faltou "criatividade" à tutela, visto que fornece apoio ao negócio, mas não à internacionalização dos artistas portugueses, nem à função divulgadora das galerias. "Não acho que o Ministério da Cultura esteja a fazer o seu papel para assegurar a representatividade da cultura portuguesa no estrangeiro", disse ao PÚBLICO.
A retracção do mercado em tempo de crise, mas também o vazio que desde 2007 existe nos apoios à internacionalização da arte portuguesa (até aí ao abrigo de um acordo tripartido do antigo Instituto das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento) levaram a APGA a pedir apoios à tutela para garantir a representação portuguesa na ARCO. A tutela revelou ontem, em comunicado, que vai atribuir um máximo de oito mil euros por stand/galeria para as galerias que tenham stand próprio inscrito no programa geral da feira (13 galerias) e um máximo de 4500 euros por stand/galeria para aquelas que estejam integradas no Programa ARCO 40 (três galerias).
Os apoios em causa serão atribuídos às galerias que "façam prova de ter tido prejuízo nessa participação", sob a forma de ressarcimento "após a apresentação das respectivas contas". "Nunca vi um pretenso subsídio apresentado desta maneira", disse Pedro Cera ao PÚBLICO, depois de ter classificado o apoio, em declarações à Lusa, como "uma espécie de seguro de risco dentro da actividade comercial". E considera ser difícil avaliar o que são "prejuízos" numa actividade que pode fazer-se muito de contactos, sobretudo numa feira que tem funcionado como a principal plataforma de internacionalização da arte portuguesa. O preço mínimo para um stand é de 15 mil euros. Os gastos de uma galeria podem oscilar entre os 25 e os 30 mil euros.
Enquanto presidente da APGA, que representa 41 galerias, Pedro Cera tem indicações de que serão 12 as galerias portuguesas a levar obras de cerca de 90 artistas a Madrid. Ficam de fora a as que já tinham anunciado a sua desistência: Vera Cortês, Lisboa20 e Pedro Cera. A Galeria Pedro Cera, explica o seu responsável, não estará na feira de arte contemporânea madrilena "por um conjunto de factores", embora se faça representar no programa de cinema.
"Pessoalmente, não gosto do modelo" de apoio encontrado pela tutela, disse ao PÚBLICO. "Não pedi apoio ao Ministério da Cultura para suportar a minha actividade económica, mas para suportar algo de que julgo que o ministério também deve fazer encargo: temos uma dupla função, comercial e divulgadora dos jovens artistas portugueses". "O Ministério da Cultura prontificou-se a apoiar os nossos negócios", constatou, e não contemplou a missão de divulgação das galerias na ARCO, que decorre entre 11 e 16 de Fevereiro.
8000 euros é o valor máximo por galeria/stand que o Governo socialista prevê gastar por entidade na ARCOmadrid09
(in_publico 15/01/09)

sábado, 10 de janeiro de 2009

A culpa é do Totobola...

A Ópera no Porto vitima das receitas do jogo.
Descida das verbas do Fundo de Fomento Cultural ditou decisão.

A quebra das receitas do Fundo de Fomento Cultural foi o real motivo do corte no subsídio para a produção de ópera no Porto. A esperança terá voltado esta sexta-feira, após encontro do primeiro-ministro com responsável máximo do Coliseu.

Mais do que a necessidade de centralizar na Casa da Música (CdM) o investimento do Estado na promoção musical no Porto - argumento invocado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro -, foi mesmo a descida acentuada dos dinheiros do jogo social, que financiam o Fundo de Fomento Cultural, o motivo pelo qual o Ministério da Cultura (MC) resolveu não prolongar o protocolo para a produção operática no Porto, em vigor há uma década.

Recorde-se que 2,2% do valor dos resultados líquidos de exploração dos jogos sociais (Totoloto, Totobola, Lotarias e Euromilhões) é atribuído ao MC, que, por sua vez, encaminha as verbas para os beneficiários do Fundo.

A deslocação, ontem ao final tarde, do primeiro-ministro ao Porto não serviu apenas para o anúncio de um novo pacote de apoios às PME, desta vez no âmbito dos seguros. No encontro, José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal que lidera os destinos dos 'Amigos do Coliseu do Porto', transmitiu informalmente ao chefe do Governo o desagrado pelas recentes afirmações do ministro da Cultura e obteve de José Sócrates a garantia de um esclarecimento rápido da situação.

Mesmo com o evidente azedar de relações com o MC, o presidente dos "Amigos do Coliseu" não descarta um entendimento mal haja uma inflexão na posição assumida publicamente pelo ministro. "O que nos interessa é retomar a ópera no Coliseu com a maior brevidade possível", adiantou.

Acusado pela própria bancada socialista de "total desconhecimento em relação à actividade cultural do Porto" por ter insinuado a escassa utilização do Coliseu da cidade, Pinto Ribeiro vai ser confrontado, já na próxima semana, na Assembleia da República, com um requerimento a apresentar pelo deputado comunista Jorge Machado.

Contactado, também o vereador de Cultura da Câmara do Porto optou por não pronunciar-se sobre o tema.
(in_JN 10/01/2009)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Incidente na cerimónia pública...

O Director-Geral das Artes afirmou-se hoje «perplexo» com a interpelação que uma compositora fez ao primeiro-ministro sobre o apoio do Governo aos artistas e indicou que a associação que dirige recebe 200 mil euros por ano.

A compositora Paula de Castro Guimarães criou um incidente na cerimónia pública de apresentação de dois programas de apoio à formação de jovens nas áreas da cultura e da cooperação (INOV-ART e INOV-Mundus) ao questionar o primeiro-ministro sobre o apoio para os artistas com mais de 35 anos.

«E aqueles que têm mais de 35 anos?», perguntou a José Sócrates a directora da associação cultural Miso Music Portugal no final do discurso do primeiro-ministro.

Em declarações aos jornalistas, a compositora e flautista explicou depois que apoia o programa do Governo destinado a criar estágios internacionais para jovens (entre os 18 e os 35 anos) ligados às áreas das artes e cultura, mas que entende que também deve ser dado apoio à internacionalização dos outros artistas.
Jorge Barreto Xavier, Director-Geral das Artes, que gere o programa INOV-ART, disse à Lusa que ficou «perplexo» com o ocorrido dado que a Miso Music Portugal «é a entidade mais apoiada na área da música» e recebe anualmente 200 mil euros.

O mesmo responsável disse ainda que «se há uma entidade que se tem internacionalizado é essa» e sublinhou que a linha de apoios que existe na Direcção-Geral das Artes não faz qualquer discriminação de idades.

No final da cerimónia, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, reagiu ao incidente e às críticas da artista apontando a existência de um programa de 22 milhões de euros «de apoio a todas as artes e todas as áreas culturais» na Direcção-Geral das Artes.

«O apoio à cultura é um trabalho sem fim. Haverá sempre mais coisas para fazer, mas o que lhe quero dizer é que hoje demos um passo na direcção certa», disse Sócrates em resposta à interpelação da artista.
(in_diário digital 08/01/2009)

Fantasporto - Entrevista a Mário Dorminsky

Instituto do Turismo reduz apoio ao Fantasporto

O Instituto do Turismo vai apoiar o Fantasporto com 50 mil euros, o que significa uma redução para metade do valor que, tradicionalmente, é atribuído ao festival de cinema do Porto.

A revelação da verba foi feita pelo director do Fantasporto, Mário Dorminsky, na passada segunda-feira, à Agência Lusa. O também vereador da Câmara de Gaia acrescentou que um técnico do Turismo de Portugal lhe teria garantido, em Novembro, que o Fantasporto podia estar "descansado porque pelo menos os 100 mil euros" iria receber. Fonte do Turismo de Portugal esclareceu ao JPN que não houve nenhuma promessa a nível oficial.

Dorminsky afirmou, também, que o festival poderia vir a ter de “desconvidar algumas pessoas” devido ao corte, quando faltam apenas três semanas para o início do evento, que começa no dia 25 de Fevereiro.

Em declarações ao JPN, António Reis, da direcção do Fantasporto, garante que não se chegará ao ponto de retirar convites que “já estão endereçados”, uma vez que a verba do Turismo de Portugal incide mais sobre os contactos com os meios de comunicação social estrangeiros. No entanto, é possível que os convidados internacionais fiquem na cidade menos tempo do que estava inicialmente previsto.

"Além de manifesta incompetência do instituto e da ignorância dos seus técnicos, parece haver um desprezo por uma iniciativa cultural do Norte, com provas dadas ao longo de 28 anos", disse Dorminsky à Lusa.

Presença em Cannes pode ser afectada
Também afectada poderá vir a ser a presença do Festival de Cannes. António Reis salienta que o Fantasporto é o único festival português com banca no evento da cidade francesa e funciona também como representante de Portugal.

O responsável do festival explica que o apoio do Turismo de Portugal se traduz numa parceria e não num subsídio ou patrocínio. António Reis lamenta que o anúncio tenha sido feito agora, tão "em cima da hora", mas assegura que o público do Fantasporto não vai sentir qualquer mudança no evento, nem a programação vai ser alterada.
(in_JPN Jornalismo Porto Net  09/01/2009)

Fantasporto de mão estendida...



















"Andamos há 29 anos de mão estendida a bater à porta das empresas. É uma vergonha!". O lamento é do director do Fantasporto, Mário Dorminsky, ontem, durante a conferência de Imprensa de apresentação do festival , que tem lugar dentro de pouco mais de um mês.

Apesar de estar cotado entre os 20 maiores festivais do Mundo, o Fantas, orçado este ano em 3,5 milhões de euros, que conta em média com 80 mil espectadores por edição, continua a lutar com a geografia: o facto de se encontrar longe do Poder Central faz com que as empresas, cujos núcleos de decisão cada vez mais se mudam para a capital, pura e simplesmente se desinteressem do evento. Ou seja, cada vez é mais penoso para Dorminsky e sua equipa juntar apoios para levar em frente o certame.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

300 mil euros ou não vale a pena estar aqui...

Inês Pedrosa, directora da casa Fernando Pessoa falou ao Público:

P: A Casa Fernando Pessoa sempre vai ter o estatuto de fundação?
R: Sim, se for votado favoravelmente na câmara. Tratámos dos trâmites legais e o nome já está registado: Fundação Casa Fernando Pessoa. Os estatutos ficaram prontos e vou entregá-los a António Costa.
P: Isso muda alguma coisa do ponto de vista prático?
R: Imenso. Passamos a ter a gestão, a ter a caixa. Percebo pouco de política, mas sei que onde está o dinheiro está o poder. O contrato dos directores desta casa até tem escrito que não têm dependência hierárquica, fazem o que quiserem. É muito divertido, mas com que dinheiro? Enquanto não tivermos esse estatuto, o dinheiro que ganharmos, seja com iniciativas seja com merchandising - canecas, t-shirts, discos - não reverte para a Casa Pessoa, porque a lei não o permite, mas para a câmara.
P: Foi por causa de dinheiro que não conseguiu fazer as obras previstas para 2008?
R: Estava prevista a transformação da cafetaria num restaurante com duas esplanadas, mas chegou-se ao fim do ano sem se abrir concurso, apesar da nossa pressão: o departamento de obras da câmara é moroso. O que se revelou pior nestes dez meses foi a burocracia camarária - o tempo que as coisas demoram e o número de departamentos por que tem de passar.
P: Com que verbas pode contar este ano?
R: Quando entrei para a Casa, havia um orçamento de 15 mil euros, que depois o director municipal de cultura, Rui Pereira, aumentou para 35 mil. Converteu cem mil euros das verbas para as obras que não foram feitas em dinheiro para programação, o que nos permitiu fazer o congresso internacional dedicado a Pessoa. A isto há que juntar 70 mil que conseguimos de patrocínios das juntas de freguesia, da Leya e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Com esses apoios fiz o encontro de escritores dos dois lados do Atlântico Letras em Lisboa e filmes de dois minutos para a RTP. A ideia era passarem os filmes uma vez por dia, passaram várias. Deram-nos espaço mas não nos deram um tostão. No ano do 120.º aniversário do nascimento de Pessoa, a RTP tinha obrigação de fazer qualquer coisa. Assim como o Ministério da Cultura: não vi o que é que fez para comemorar ou ampliar o Pessoa este ano.
P: Numa crónica recente sua no Expresso, intitulada Para acabar de vez com a cultura, percebe-se que discorda de a autarquia ter encomendado a sua estratégia cultural ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).
R: Sou contra, de facto. Há gente suficiente e de qualidade na câmara para o fazer. Discordo que se gaste 80 mil euros a comprar um programa cultural que devia ser a vereação da cultura a fazer. Mas a crónica era mais abrangente: pode ser que o ministro da Cultura tenha um projecto de revitalização cultural do país - as coisas demoram tempo -, mas até agora não se tem visto nada.
P: Que orçamento vai ter para o ano que vem?
R: Ainda não sei. Apresentei um orçamento ideal de 1,1 milhão de euros e um realista de 600 mil. E fiz saber ao presidente da câmara que, com menos de 300 mil, não vale a pena estar aqui - poupa o dinheiro de um director e mantém a casa aberta com o pessoal que cá tem, que é óptimo. Não vou andar a pedir favores aos meus amigos [para poder ter iniciativas sem custos]. A digitalização dos livros da biblioteca de Pessoa está a ser feita de borla. Quando se mostra serviço não me passa pela cabeça que isto não seja reconhecido, e sei que vai ser.
P: Se tiver menos de 300 mil euros vai-se embora?
R: Vou tentar arranjar o que falta, primeiro junto de empresas. Sei que o orçamento está muito curto, mas há a possibilidade de nos candidatarmos às verbas do casino e do Turismo de Lisboa. Gostaria que a TAP se tornasse nossa patrocinadora oficial. Mas há quem veja isto de forma política: não apoiam porque não gostam de António Costa, ou porque temem que ele seja substituído por Santana Lopes.
P: Chegou a fazer um ultimato a António Costa por causa do orçamento?
R: Não fiz ainda nenhum ultimato. Ele disse-me que arranjava os 300 mil euros.
(in_publico 16/12/2008)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Porto diz adeus à Ópera

Corte no apoio anual concedido pelo Ministério da Cultura afasta produção própria do Coliseu

Pela primeira vez desde 1967, o Porto deixou de ter produção operática própria. A Associação de Amigos do Coliseu do Porto e o Círculo Portuense de Ópera dizem-se perplexos com o Ministério da Cultura.

A produção de "Rigoletto" e "Madame Butterfly", com estreia prevista para os passados meses de Maio e Novembro, já estava em marcha quando a AACP e o CPO obtiveram a confirmação ministerial de que as suas produções de ópera, organizadas em parceria com a Orquestra Nacional do Porto, deixariam de receber por ano os 250 mil euros estatais.

"O Ministério deixou de apoiar o Coliseu, a única sala do Norte do país que produzia ópera. Como os custos eram muitos elevados - a montagem é caríssima e os gastos impossíveis de recuperar -, deixámos de ter dinheiro para as produzir", lamenta o presidente da Associação de Amigos do Coliseu, José António Barros. O mesmo responsável adverte que, devido à falta de apoio, "deixa de haver ópera de qualidade produzida no Porto", pelo que a oferta fica agora reduzida "às óperas de pacote vindas dos países do Leste da Europa".

A perplexidade da Associação de Amigos é extensiva ao Círculo Portuense de Ópera, que festeja hoje 42 anos e, pela primeira vez no historial, não dispõe de projectos para a sua área de eleição. A directora, Maria José Graça, classifica o corte na verba como "um castigo injusto para uma instituição cumpridora e agraciada com medalhas de mérito da Câmara do Porto e do Ministério da Cultura".

Apesar do revés, tanto mais incompreensível porque "as nossas produções de ópera tinham público e eram elogiadas pela crítica", Maria José Graça afirma que o Círculo não vai cruzar os braços. "Estamos a fazer concertos corais e se um grupo de rock precisar de um coro de ópera, lá estaremos", exemplifica.

Interpretação diferente da cessação do apoio tem o Ministério da Cultura, que justificou a não renovação do protocolo pelo subsídio governamental à Casa da Música (CdM). "Cumprimos o protocolo em 2006 e 2007 levando em linha de conta não só o apreço do público do Porto pela ópera, como a inexistência de outras estruturas capazes de produzir esses espectáculos. Todavia, o cenário alterou-se com o apoio que o ministério atribui anualmente à CdM, o qual já contempla verbas para a ópera", adiantou ao JN o gabinete de comunicação.

A decisão apanhou de surpresa a própria comunidade musical. José Ferreira Lobo, da Orquestra do Norte, apelida de "altamente meritórios" os espectáculos realizados no Coliseu e afirma não encontrar motivos que possam justificar a decisão ministerial. "Por vezes, gasta-se muito dinheiro para um público diminuto, mas não era sequer o caso", diz. O maestro da orquestra sediada em Amarante entende, porém, que a perda pode ser um ponto de partida para que o Porto concretize uma aspiração de longa data: uma companhia de ópera. "As tradições da ópera no Porto remontam aos anos 40 e, com uma união de esforços, poderia ser criada uma estrutura forte", sintetizou.
(in_JN 17/12/2008)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Prémios de fora do novo Quadro Legislativo da Lei do Cinema

Premiação do Cinema Português cancelada com o aparecimento do novo Quadro Legislativo da Lei do Cinema.
A premiação anual estabelecida pelo MC para o Cinema Português Prémio «Aurélio da Paz dos Reis» e Prémio «Manoel de Oliveira» que distinguiam respectivamente a revelação e a consagração foram cancelados por ter sido alterado o quadro legislativo no qual se encontravam referenciados. Apesar de ser um prémio que foi sempre atribuído esporadicamente quando ainda em vigor, constata-se que o Ministério da Cultura e o actual ICA se olvidaram de reenquadrar uma medida de distinção e de divulgação ao Cinema em Portugal. No ano do centenário de Manoel de Oliveira, ainda parece mais chocante, alguém o avisou que o seu prémio foi cancelado?
(enviado por APR Associaçã0 Portuguesa de Realizadores 26/11/2008)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Até o Oliveira se queixa...

«Não deixarei de trabalhar. Se não tiver dinheiro para fazer os filmes de ficção, voltarei aos tempos antigos, voltarei para o documentário», referiu.

As dificuldades para filmar são hoje maiores, em sua opinião: «O financiamento estatal dá para cerca de metade do custo total e o resto é preciso encontrar noutras partes».

O que acontece «é que parece que eles (os políticos) ainda não se aperceberam bem desta questão», considerou.
«Cada filme dá trabalho a uma equipa completa, músicos, actores, figurantes, dá trabalho à Tóbis, que, veja, continua a tirar cópias do meu primeiro filme, que foi feito em 1931 (Douro, Faina Fluvial) e de todos os outros», acrescentou.

«Sinto que o Estado ainda não vê bem as coisas. A equipa, o realizador, os músicos e essa gente toda que ganha dinheiro paga impostos ao Estado e pagam quase 46 por cento», argumentou Manoel de Oliveira.
O realizador diz que não sente maltratado pelo Estado, mas considera que as entidades oficiais «recebem mais dos impostos do que aquilo que dão para fazer os filmes».
Apesar das dificuldades, há uma entidade que o cineasta elogia: «A Fundação Gulbenkian tem sido um apoio formidável».
(in_visão 19/11/2008)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Novo regime de apoio às Artes... Nova estratégia de apoio



O (mono)CULTURA regista que o Ministério da Cultura procedeu hoje a um novo regime de atribuição de apoios financeiros do Estado às Artes.
As regras de apoio continuam a mudar a um ritmo avassalador - cada ministro que chega altera o regime. A estratégia muda novamente, o que significa novos atrasos nas atribuições de apoios este ano, novo desnorte da parte dos serviços tutelados pelo Mistério da Cultura que novamente não vão saber o que responder aos agentes culturais, etc... Já estamos habituados a esta falta de estratégia política...
O novo regulamento está disponível aqui. Descubram as diferenças em relação ao anterior (cuidado, que são subtis):

sábado, 4 de outubro de 2008

Afinal os "Encontros da Imagem" podem voltar a ter apoio do Estado (que trapalhada)



Os “Encontros da Imagem” de Braga, que deveriam ter periodicidade bienal, foram adiados de Outubro para Março de 2009, por falta do habitual apoio do Ministério da Cultura. A iniciativa, liderada pelo director do Museu da Imagem de Braga, Rui Prata, não quis prescindir da sua vertente internacional , pelo que foi adiada, à espera do novo Orçamento de Estado .

A Delegada Regional da Cultura, Helena Gil , disse hoje que os "Encontros da Imagem", que não se realizam em 2008 por falta de apoio estatal, "têm condições para virem a ser apoiados em 2009".

“A decisão não é da Direcção Regional ; é da competência do ministro. Mas nós já demos um parecer positivo sobre a importância nacional e internacional do evento em termos culturais”, afirmou, em Braga, a responsável pela cultura da região Norte.

para saber mais sobre os "Encontros da Imagem": http://www.portugalzone.com/index.php?news=30524