segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A beleza está nos olhos de quem vê

Durante a aula de Direito Civil a minha professora recitou as seguintes palavras, que me deixaram pensativa e entusiasmada: "Fala uma mulher que sempre foi muito festeira, que saía de quinta à domingo, na época de faculdade: Estudem, se for preciso passar a noite acordado, estudando, chimarrão e café estão aí pra isso. Amanhã vai trabalhar com sono? Vai. Amanhã vai pra aula com sono? Vai. Mas lembrem que não são noites perdidas. São noites de estudo, e ninguém perde com isso. Se todos chegam à aula ou no trabalho depois de uma noite sem dormir pois a presença na festa era o foco da noite, fazer o mesmo pelos estudos pode e DEVE ser mais fácil. Se é possível fazer isso pela festa, por que não pelos estudos?"
Sim, como sou uma pessoa noturna, só funciono de noite, achei uma bela ideia. Já passei noites em claro estudando, mas na época eu não trabalhava, então podia dormir no início da manhã e acordar apenas no horário de sair para a aula, ou seja, no final da tarde. Costumava ser mais fácil, mas como tudo na vida, tudo tende a ficar mais difícil e se não arranjarmos uma forma tranquila de lidar com isso, não aguentamos. Optei pela espiritualidade, meditações, incensos, mantras e energias.
Hoje é isto que estou fazendo. Parei o meu momento de estudo para observar o quarto. Algo me agradava profundamente, aqui. E então me dei conta de que era o incenso de coco, cuja caixa descreve "SUCESSO". Observei que a fumaça que emana do incenso sai tranquila, calma e serena, mas por outro lado, toma conta de todo o quarto, aos poucos. Não seria uma boa metáfora? O sucesso também vem aos poucos, calmo e sereno, tomando conta de toda a sua vida, aos poucos. 
Como não preciso de maconha para entrar numa viagem de pensamentos conexos, passei a me perguntar "qual foi a última vez que parei para admirar o movimento das nuvens céu afora?", "qual foi a última vez que acendi uma vela e a admirei por seu brilho, por sua capacidade de emanar um calor, trazer esperança?", "qual foi a última vez que sentei numa pedra à beira de uma cachoeira para admirar a água corrente, bela por sua característica cristalina, ou na areia, para admirar a perfeição das ondas do mar, a forma como yemanjá se comunica?", "qual foi a última vez que pisei na grama de pés descalços, fechando os olhos e sentindo a energia que emana do chão natural, ou admirando a grandeza de um verde vivo, lembrando a vida?" 
Todas as perguntas tiveram semelhantes respostas: "faz bastante tempo". Ás vezes estamos tão ocupados com nossas vidas profissionais, com problemas do cotidiano, procuramos terapias e fortes remédios, e esquecemos que a chave para abrir os caminhos e trazer sucesso, se encontram dentro de nós. Basta saber valorizar e admirar a natureza, tanto do mundo, quanto a própria natureza. Se conhecer, meditar, se amar, buscar respostas e viver sempre o AQUI E AGORA. É a resposta.
A beleza da natureza é o que me acalma, o que me tira da realidade, o que me faz perceber o quanto sou feliz e não sei, o quanto tenho forças para aguentar aquilo que me parece impossível. E somos nós que atribuímos o devido valor das coisas.

"A beleza está nos olhos de quem vê"

domingo, 29 de setembro de 2013

Hoje, Apenas Um Texto Qualquer.

Este texto é pra você, ser humano, às vezes tão capaz de amar, porém outras, tão incapaz. A raça humana é "amaldiçoada" com o amor; com toda a certeza, posso provar e dizer que este sentimento destrói até sua própria personalidade. Mudamos, além de crescer, o que até pode ser positivo, todavia por outro lado, totalmente catastrófico. Até meados de junho, eu estava completamente bem, rindo e fazendo palhaçadas espalhafatosas, como sempre. Porém me chamou atenção que, pela primeira vez, eu estava sentindo algo um pouco mais forte do que apenas amizade por um amigo meu. Um amigo que era muito importante para mim, cuja amizade era única. Ele já havia comentado comigo que sentia algo por mim, mas deixei-o pensar que não era recíproco, tamanha a intensidade e o valor da nossa relação. Entretanto, houve uma hora que não foi possível esconder, mais. Estava em dúvida e aflita, pois a amizade dele estava, para mim, no topo de qualquer prioridade que eu tinha. Junto à família, junto ao meu amigo-irmão. Impossível descrever com palavras o quanto eu o considerava. O meu medo, ao contar sobre meu sentimento à ele, era do fim disso, do fim da amizade, do fim daquele cuidado e atenção carinhosa (às vezes nem tanto, né CU - hahaha). Ao contar, perebi na hora que nunca mais seria a mesma coisa. De fato, as coisas mudaram naquela semana. Aconteceu mais ou menos da seguinte forma: O combinado era ir à uma rave na madrugada de domingo. No sábado, a Marina* (nossa amiga e colega) me buscou de carro, junto com ele e com mais duas amigas nossas. Fomos para a casa dele, comemos pizza e subimos para o quarto dele. Após, chamei a Marina* para o quarto da irmã dele. Contei a ela que talvez eu estaria sentindo algo mais forte por ele. Conversamos por cerca de duas horas. Ele entrava no quarto curioso, oferecendo chocolate, e perguntando o que fazíamos ali, separadas do pessoal. "Já vamos", eu disse. Assim que saiu do quarto, fechou a porta e ela continuou "a felicidade é feita de pequenos momentos. Não existe felicidade plena, porque sempre algo vai dar errado em uma parte da tua vida, enquanto as outras coisas estão dando certo. Então aproveita os momentos, porque talvez daqui a um tempo, cada um de nós, por exemplo, tomaremos um rumo diferente, talvez nunca mais nos veremos. É triste pensar, mas o segredo é aproveitar ao máximo esses momentos que temos com pessoas que gostamos." Confesso que passei dias pensando no que ela falou, concluindo que foram palavras extremamente sábias. No relógio, os ponteiros marcavam uma hora da manhã, e as meninas foram dormir no quarto da irmã dele. Eu não sentia sono, nem ele. Assistimos um filme, "Projeto X", com as luzes apagadas, abraçados, na cama dele, e (acredite se quiser), não aconteceu nada. Evito, hoje, de pensar naquele momento, pois me dói saber que perdi a amizade dele por algo relativamente evitável. Chegou a hora de ir para a rave, às três e meia da manhã. A festa estava muito divertida, e esperávamos todos ficarem sóbrios novamente (do álcool) e permanecemos mais de duas horas abraçados durante a espera. Sem exageros. Aquele abraço e alguns acontecimentos durante a rave que não posso relatar aqui, foram fatores essenciais para me fazer ter absoluta certeza de que o que eu sentia, não era apenas amizade, não era simples, e muito menos fraco. Era um sentimento que ia muito além. Ao voltarmos, fui a última a ser deixada em casa, e, no carro, quando estávamos apenas nós dois, falei sobre a minha rejeição ao amor, desgraças e tudo mais, sempre tentando lutar contra aquilo, e negando não só pra ele, mas também para eu mesma. Na segunda feira, decidi falar. Falei tudo. O que provavelmente foi um dos piores erros que já cometi na minha vida. A partir dali, minha amizade com ele nunca mais foi a mesma, e cada vez que penso nisso, surge um aperto muito forte no peito, como se eu tivesse perdido um diamante, de alguma forma que eu poderia ter evitado. Ele respondeu que não sabia o que me dizer, que agora já gostava de outra menina, que depois eu acabei descobrindo que era a Marina*. Infelizmente, foi um dos sentimentos mais confusos que já provei. Eu gostava do meu amigo, que não gostava mais de mim, e sim de uma amiga minha! Eu sinceramente não sabia o que sentir, pois eu não podia ter raiva da minha amiga, pois ela não tinha culpa, e nem dele, pois era igualmente sem culpa. Durante aquela semana, éramos como fogo e água, quente e frio, noite e dia. Era um conflito interminável, com algumas pausas para algumas risadas. Chegando sexta feira, nos vimos pela primeira vez depois da conversa, na reunião na casa dele, anterior à viagem para a casa dele na serra gaúcha. (Sim, apesar de eu ter um sotaque extremamente irritante aos ouvidos dos gaúchos, moro aqui no Rio Grande do Sul). Chegando lá, ele me deu um abraço forte, me levantando, como se dissesse "estou muito feliz que você tenha vindo". Na viagem, conversei muito com o Arthur*, pois fomos apenas nós dois no carro dele. Ao total, eram três carros e dez amigos. Hoje, poucos se falam como antes. Chegando lá, não sei como todos souberam do meu sentimento, mas tudo bem, pois não sou de esconder esse tipo de coisa. Depois de muitos shots de tequila e vodka, todos dançavam comicamente na sala, até que - não lembro por quê - todos saíram da sala. Sentei no sofá e ele estava de pé no meio da sala. Nos olhamos e ele fez um sinal com a mão para eu ir até ele. Levantei e fui, automaticamente dando um abraço nele. Com os dedos entre as mechas do meu cabelo, ele guiou meu rosto até o seu, tascando-me um beijo extremamente intenso. Aquele era o beijo acabou me deixando completamente desnorteada. A cena e o sentimento não estão claros até hoje para mim, então provavelmente você, leitor, não entendeu, mas não se preocupe, é frustrante assim mesmo. Logo depois, não lembro de muita coisa, em função do efeito de tanta tequila. Aquele fim de semana foi incrível. Pode não ter sido perfeito, mas foi perfeito para mim. Enfim, como eu já sabia, ele não queria um relacionamento sério, e eu também não, até aquele fim de semana. Ele passou a conversar menos comigo, menos do que antes. Fui à uma festa com a Marina* e duas amigas que estavam conosco na viagem, também. Durante a noite, beijei um estranho, o que podia ser muito comum para mim na época de colégio, mas agora, completamente não-eu. Aquele beijo deprimente, sem intensidade alguma, não era envolvente. Ele (não o estranho) me ignorava gradativamente. cada dia um pouco mais. Chegou a hora de um churrasco na casa dele. Ele mora longe da minha cidade, é quase uma hora de viagem, e por este motivo perguntei sobre passar a noite lá, já que ainda éramos amigos, não tão íntimos como antes, mas éramos amigos. O impressionante foi na hora de dormir, pois ele me ignorava MUITO. Fui para o quarto da irmã dele. No relógio não marcavam nem cinco minutos que eu havia saído do quarto dele, e chegou uma mensagem no meu celular "tá com medo de mim?" confesso que por esta eu não esperava, e tentei responder, e logo após, voltei a jogar. dois minutos depois, mais uma mensagem "tá com medo de mim?" e percebi que a minha mensagem de resposta não havia sido enviada, por falta de sinal (maldita ou bendita tim). Levantei e, enfiando a cabeça pela porta, falei "não é bem eu que to com medo" e então ele me mandou entrar e fechar a porta, por causa do barulho. Sim, eu entrei, mas estava brava. Não lembro muito bem do diálogo, mas era em função de sua bela atitude de me ignorar. Idas e vindas, eu estava com muito frio, era inverno, em julho, e comecei a tremer e falar enquanto batia os dentes inferiores nos superiores. Ele sugeriu que eu deitasse com ele embaixo das cobertas, pois estava muito frio. Depois de negar várias vezes, acabei aceitado, pois odeio passar frio. "Nada que nunca fizemos", ele disse. Entre conversas, ele me surpreendeu com um beijo. Foi difícil parar "não era para ter acontecido isso!" e continuamos. Isso se chama FRAQUEZA. Pulando para o dia seguinte; se até ali as coisas já estavam ruins, imagine depois. Ele me ignorava em níveis expert, e eu chorava demais em casa. Fico muito insegura quando gosto de alguém, principalmente se não é recíproco, e ainda tenho queda de auto-estima. Passado quase um mês, chegou a hora da tão sonhada festa que não posso relatar o nome, mas na mesma cidade que ele tem aquela casa. Senti que ele não queria que eu fosse, mas enfim, eu iria de qualquer jeito, não queria nem saber, comprei ingresso, e sonhava desde maio com aquele dia. Acabei indo com um amigo que combinou com ele de ficarmos novamente na casa dele. Durante a festa, contei a ele que eu não sentia mais nada por ele. Era mentira, eu sentia sim, mas queria a amizade dele de volta a qualquer custo. Como de costume, e como está no meu contrato com a vida a cláusula que eu não posso estar totalmente feliz, sempre algo tem que estragar, e foi isso. Lá, ele abraçou a menina com quem ele se diverte, cheirando e beijando seu pescoço. Chegando na casa dele, ele se trancou no quarto com ela, e ali "dormiram". Voltou aquele aperto no peito, que foi embora algumas semanas depois, quando ele me ignorava TOTALMENTE. Isso me fez ter nojo e raiva, o que contribuiu para o sumiço daquele sentimento tão indesejado. Enfim, agora estamos aqui, nenhum de nós sente mais nada um pelo outro, nenhum de nós tem mais vontade de ver o outro e pior: aquela amizade rara e única, dissolveu-se até nos tornarmos estranhos um para o outro. Como pode, a capacidade de amar deixar uma relação tão linda, verdadeira e única, estragar desse jeito. Como pode, a incapacidade de amar, deixar um amigo na mão, magoar aquela pessoa que era tão verdadeira, aquela pessoa tão especial, que em palavras não se descreve. Se eu pudesse voltar no tempo, com toda a certeza do mundo, voltaria para o dia em que contei para sobre meu sentimento, e nunca o teria feito. Você pode estar se perguntando por que eu não voltaria no dia em que ele me contou sobre o que ele sentia por mim, respondendo que era recíproco, SIM. Te respondo: Não o faria, pois o relacionamento é de vidro. O amor deve ser renovado a cada dia, a rotina deve estar muito longe. Já a amizade, basta respeito, lealdade, contato e duas pessoas. Apenas isso. A amizade é mais resistente, e o tipo de amizade que tínhamos era algo de se colocar em um recipiente de cristal, no meio de uma sala cheia de raios laser, com seguranças e todo o sistema de segurança possível. Apenas teria feito a segunda opção se tivesse certeza de que ele era o homem da minha vida. Como não era, e não tinha como saber, preferiria ter agido com a razão, e não com a emoção, nunca ter me envolvido dessa forma com ele. Cuidado, ser humano, não seja tão capaz, porém também não tão incapaz de amar. Saiba medir e equilibrar isso, pois ou você magoa e perde, ou você é magoado e perde. Ambos são terríveis, sabe, ser humano... Tenho certeza que ele também ficou triste com a perda da nossa amizade, pois sei que ele também a valorizava como eu. Porém o destino (ou nós) quis assim. Agora, apenas sinto saudade da amizade, mesmo sabendo que não voltará nunca. Foi desnecessário passarmos por aquilo. Porém sei que a vida me guarda coisas muito melhores, mas mesmo sabendo disso, não abriria mão do que perdi.

*Os nomes foram trocados por nomes-fantasia, para evitar expôr alguém de qualquer forma.

sábado, 27 de outubro de 2012

Devaneios de uma dolorosa lágrima

Quando acho que estou pronta para encarar qualquer situação amorosa na vida, eu me dou mal. Neste texto não pretendo priorizar a forma culta de linguagem e sim tentar entender por meios escritos o que estou sentindo. Não sei ao certo o que é, não sei definir, porém sei que é exacerbadamente forte. Quero entender o motivo da morbidez de minhas atitudes e da falta de planejamento de meus atos. Alguns dizem que é fácil e belo estar apaixonado. Eu discordo completamente, pois foram tantas as vezes que já sofri por amor, ou até mesmo por pequenos sentimentos, por mais que posteriormente tenham se transformado em algo que eu não consiga explicar. Algo que vá além do que eu imaginava que pudesse existir. Justamente como me sinto no presente momento. Meu coração a pulsar rápido, porém devagar, meu cérebro pulando, de tantas informações nele contidas, porém quase parando. Meus olhos segurando gotas de lágrimas desesperadas, apenas para eu não precisar admitir para mim mesma que sinto com tanta intensidade, e que fui magoada. Não gosto de me sentir assim, de tantas vezes que meu coração fora partido, na última vez achei que fosse para sempre, aquela lição quase que incompreendível "não importa o quanto você ame, a possibilidade de não ter este sentimento retribuído é altamente presente, e isso pode ser muito doloroso". Seria o destino me ensinando a reforçar esta lição? Jamais saberei de outra forma a não ser vivendo. "A xícara de café esfria, e então percebemos nosso amadurecimento" - disse uma velha amiga, ou, pelo menos, alguém que eu costumava chamar assim. Ela tinha razão, depois que o fato vira pretérito, vejo como amadureci. Eu completaria essa frase, não sei ao certo as palavras exatas, mas acho que depois disso, acontece uma intensa "prova", como na escola, só que a vida encarrega-se de aplicá-la. Estar apaixonado não é apenas estar sorridente, sentindo algo ligeiramente parecido com a "paz interior", e sim estar em uma enrascada. Acontece quando menos espero, na pior situação possível, e novamente, me permito viver intensamente aquele lindo momento em que meu coração dispara e meus olhos brilham, ao ver ele, como se nunca tivesse meu coração partido antes. Eu não deveria ter me autorizado a sentir este tipo de coisa. Não mesmo. Por mais lindo e enérgico, haja coragem para suportar depois, todas as noites de sono ausente, todas as dolorosas lágrimas que virão pela frente. Esta dor na qual estou palestrando minha opinião, é a pior de todas, porque vem proporcionalmente igual à emocionante felicidade sentida anteriormente. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ausente coração de ferro

Pensando comigo mesma, cheguei à uma conclusão de que temos que agir como se tivéssemos um coração de ferro, em qualquer situação que não seja delicada. Caso contrário, as pessoas pisam, cospem e rasgam os nossos sentimentos, sem um pingo de consideração. Em outras palavras, não estão "nem aí" pra quantas lágrimas você derramou naquela noite, ou pra dor que parece ser infinita no seu peito. Indiferença é a pior forma pra alguém especial mostrar que não se importa com você. Isso machuca tanto a ponto de você amar a pessoa mais ainda, se é que isso faz sentido. Arthur Schopenhauer foi um filósofo que soube explicar como isso acontece, mas filósofo nenhum até hoje explicou como podemos deixar de amar alguém, deixar de se importar. Todos sabem e dizem "Preciso esquecer essa pessoa. Ela não vale nada", porém colocar em prática é uma dificuldade sem tamanho, sem contar que é uma tarefa difícil e cansativa.
Obviamente não escolhemos por quem nos apaixonamos (não estou falando de estar afim, ou querer ficar com alguém por sua beleza, mas de realmente gostar da pessoa, sem se importar com seu exterior). Por este motivo, culpamos nosso "cupido", mas simplesmente nos permitimos estar perto de alguém que não presta. E voltamos à questão de que se a pessoa não presta, vai machucar. Suponhamos que eu goste de um cara. Ele vai dar a entender que sente o mesmo por mim, vai me iludir, vai me usar para fazer ciúmes nas outras, vai fazer eu acreditar que ele quer algo sério comigo, e finalmente, pedirá sexo. Eu, como acredito que ele queira algo sério num futuro próximo, dou o que ele pede, e assim que ele cansar, pegará meu coração, pisará, cuspirá e o jogará na lata do lixo.
Não estou aqui para dizer que homem não presta, ou que mulher não presta, embora eu ache que, em geral, o ser humano não presta. Mas este não é o que eu quero expressar. A questão é que depois de ser iludida várias e várias vezes, não consigo mais acreditar em ninguém, e nem devo. O problema é que eu, por ter quase que um trauma de me entregar demais, ou retribuir um sentimento que nem existe, muitas vezes não demonstro estar gostando também, e o cara desiste. Ou seja, ou eu demonstro demais, e acabo magoada e sozinha, ou eu não demonstro nada, e acabo sozinha e carente. Cheguei a uma conclusão de que  além de fingir que temos um coração de ferro, não podemos acreditar em qualquer coisa que nos falam. Por mais que gostamos da pessoa, por mais que confiemos nela, não vale a pena acreditar, se iludir, e depois acabar com um furo no peito. E é óbvio que queremos acreditar, pois queremos que dê certo, e acreditamos num futuro com muito amor. 
O problema é que nem sempre a pessoa está no mesmo mundo que você, nem sempre ela será honesta e inocente como você. Pense nisso. Antes de se apaixonar por uma pessoa, procure saber de seus relacionamentos anteriores e de seus conceitos e ideias, que muitas vezes falam muito sobre ela. Não fique feliz com um "você é linda" ou "te amo" porque a felicidade deste momento é proporcional à sua tristeza e decepção depois.