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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Meus versos

Nas nuanças deste vernáculo me enfronho,
sem medo de construir mero bestiário;
deslindando a plenitude do imaginário,
espero, no fim, um resultado não bisonho.

Muitas vezes, termos novos deixam o armário,
e, com eles, minhas besteiradas deponho;
no meu mundo, entre a realidade e o sonho,
poema nem bom nem ruim, pelo contrário.

Só que, a paisagem de minha janela é imensa,
além do horizonte, bem maior que o mundo,
sem pragmatismo alcançando certa utopia.

Livre de superstições, e longe da crença,
explorando um vocabulário mui fecundo,
compondo aquilo que no verso caberia.

sábado, 1 de setembro de 2018

Mais palavras

Quero termos vernaculares a mãos cheias,
que não pareçam monótona ladainha;
os quais transformem o sangue de minhas veias,
modificando a estultice que nele tinha.

Quero palavras úmidas molhando areias,
traduzindo em versos a paisagem marinha;
que transcendam todas as cidades e aldeias,
invadam mente do povão e da rainha.

Definam a maldade e traduzam ternura,
falando de solidão e tormenta bravia,
dando lugar à rudeza, mais a doçura.

Sejam claras à noite, como fosse dia,
igual as que todo bom poeta procura,
e que mesmo todo bom leitor gostaria.

domingo, 26 de agosto de 2018

No vernáculo

E, nas palavras do vernáculo, perdi-me,
então procurei novos termos, encontrei-os;
mas eram bem estranhos estes nomes feios,
o texto que fiz, minha intenção não exprime.

Porém, sei que criar linhas ruins não é crime,
mesmo que não bem traduzam belos gorjeios;
espero que meus escritos pareçam cheios,
porquanto conduzam à conclusão sublime.

Porque há que exprimir emoção tremenda,
fixar na pauta até pensamentos furtivos,
numa eloquência viva, fugaz, e que inflama.

Refletindo a veracidade duma lenda,
convencendo até os mortos que, estão vivos,
afinal, esgotado, deitar-me na cama.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Palavras

Há palavra nobre, que é erudita
Cheia de circunlóquios e axioma
A qual, prá falar precisa diploma
Senão fica-se bem mauzão na fita.

Há palavra tosca e outra bonita
E aquela que, de repente, assoma
Com certos dengues e, talvez, aroma
E que sempre será bem escrita.

Mas existe alguma que até satura
E, sinceramente, sem ressonância
Melindrosa e repleta de frescura.

Então não a uso com constância
Pois no meu texto ela pouco dura
Além disso, não confere elegância.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Palavras

Palavras há que se perdem ao vento
Errantes, preferem ser soltas aves
Porém, trazem no bojo pensamento
De conteúdos amenos, suaves.

Há palavras profundas como poço
Que na alma inquietude assoma
Outras que são apenas um esboço
Da sapiência do nosso idioma.

Mas, a minha palavra não tem fim
Porquanto muda de forma e jeito
Um dia é assado, outro é assim
Porque depende do que tenho feito.

E diz não quando queria dizer sim
Na busca de pensamento perfeito.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Ausência

As vezes, enche um universo, a ausência
Sinceramente algo que sequer tem sentido
Poderá algo cheio de vazio na essência?
Nunca! até na minha audição fica doído.

Entretanto, lirismo não lida com ciência
Não tem o dever de pôr no lugar devido
Porém, sim, cada termo por sua aparência
Dar ao fenômeno, seu nome ou apelido.

Pro vate, vernáculo é um livro aberto
E, interpretar como aborda-lo é uma arte
Por vezes sua leitura sequer passa perto.

E a poesia sempre faz a sua parte
Talvez puristas achem que não está certo
Mas é assim, todo bardo constrói destarte.


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Palavras

Entender todas as palavras eu quisera
Cada especificação, para meu conforto
Domar absolutamente este termo fera
Então mergulhar no seu íntimo, absorto.

Se é redondo nem sempre será esfera
Mas só quem sabe vai a um seguro porto
Então, se destaca dessa ignara galera
Pois, pra literatura não estará morto.

Vernáculo não é evento de ocasião
É ferramenta presente, necessária
Porquanto, a ela não se pode dizer não
Há que adota-la de maneira voluntária.

Gramática e criatividade, onerosos são
Porque de graça, só resfriado e urticária.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Palavras são eloquentes

As vezes as palavras não aceitam mando
Então disso, quem escreve jamais duvida
Palavras más, palavras dúbias, rosnando
Palavra simples nua ou nobre, bem vestida.

Escrevendo-as, mão delas eu vou lançando
A qual seja palavra pérfida, doída
Ou daquelas que unem-se formando bando
Mas sabe-se, elas nos completam a vida.

Tímidas, algumas delas parecem quedas
Não se furtam de somar-se ao texto porém
Se adicionadas, mais brilham nas veredas.

Mas as palavras sempre dão tudo que têm
Se mostram cooperativas, algumas azedas
Porque as palavras têm sentimento também.

sábado, 1 de julho de 2017

Palavra

O mais das vezes existe a palavra certa
Aquela que me deixa feliz, quando a consigo
Verbo que comunica explica até liberta
Agindo como fora o verdadeiro amigo.

Se um texto está travado ela desaperta
Chave mestra que, com alegria bendigo
Porque é ali que se faz a descoberta
Que serve de referência apoio e abrigo.

Mas, se tu questionas palavras vazias
Exigindo delas a complexa explicação
Será que alguma coisa, em troca darias?
Ou somente vai admitir que fez papelão.

Pela a palavra o vernáculo vive o dia
Externa tudo, das dores à afirmação.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Palavras

Dizem, mil palavras valem um gesto
Contudo, palavras tem próprio brilho
Por vezes oculto, ou manifesto
Como paráfrase ou trocadilho.

Palavras não dividem e dão resto
E se não o fazem são grande auxílio
São mensageiras sérias de protesto
Essenciais em qualquer estribilho.

Não existe o que a palavra não faça
Do sacro, do vernacular, ao estranho
É o melhor instrumento da praça.

Em qualquer comunicante dá banho
E informa ao erudito e à massa
Isto de muito tempo, desde antanho.

terça-feira, 28 de março de 2017

Vernáculo vivo vence. Viva!

Oh! Vernáculo, ainda serves toda gente
Tu és base da ciência e da filosofia
Então consegues sobreviver facilmente
Apesar da internet e sua tirania.

E manténs tua força porque tu és ingente
Mas, a web os navegadores inebria
És velha na forma, e permaneces presente
Render-se à degradação é pura ironia.

Não vais sumir, erigiu nosso pensamento
Admitir que sejas substituído é tormento
Praqueles que te construíram e o mantém.

Gramática da web é meretriz devassa
Que qualquer analfabeto marginal traça
E não vamos viver sem a crase também! 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Eis-me


Caricatura produziida por Cícero


Cabelos escuros e magro, velho quase
Ereto apesar da idade, médio na altura
Sisudo e observador, e indistinta figura,
Amante das palavras, fazedor de frases.

O beletrista, que nunca desprezou a crase
Cultor do vernáculo da linguagem pura,
Autodidata, enxerga na escrita, cultura,
E não crê que a necedade, algo bom embase.

Indagativo, tranquilo e bastante cético
As vezes profundo, sempre tão curioso
Pensa que pensa, sabe-se peripatético.

Eis-me desprendido, tímido, bondoso
Comunicador sofrível, falto e sincrético
Entretanto, ouvinte mais que atencioso.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Palavras

Existe cemitério de palavras, cova chã?
No qual em mudo silêncio, adormecem,
Faladas ontem e que hoje emudecem?
Que recobrarão sua existência amanhã?

Palavra que traduz ideia nunca será vã
Com seu par, juntas nascem e crescem
E o traço intrincado do vernáculo tecem
Como a verbalizar uma língua viva, sã.

Continuam por aqui as palavras já ditas
Voando alegres vão desafiando o vento
As vezes fixas para sempre nas escritas.

Oh! Palavras que usadas como cimento
Constroem as línguas castiças, benditas
Perpetuando um universal conhecimento.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Flor do Lácio

A tal inculta e bela continua viva
Vive ela da interpretação popular
Não é estática, nunca será cativa
E molda-se às maneiras do falar

Quem está nas ruas faz o idioma
Depois é registrado no dicionário
Não é inseto preso numa redoma
Em exposição dentro do armário

Falemos, depois façamos a regra
Porquanto o idioma quer ser assim
Palavra nasce e filólogo a integra

E gramática expõe tintim por tintim
Então a língua exultante se alegra
Nessa constante mutação sem fim.

sábado, 15 de outubro de 2016

15/10 - Dia do professor

Quero compartilhar esta homenagem à minha primeira professora de português, Maria Jamur.

Mas, há que dizer: muito ela fez
Apenas quadro negro e giz talvez
Regrou idioma pros alunos, de vez
Incitando-os à língua de português
Avaliando-os no fim de cada mês.

Jamais tal rigorosidade se viu
Ali se vertia suor e medo, até
Maria Jamur, rigor era seu perfil
Urdia tratos na aula de regras e fé
Reinava em nossa vida estudantil.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Acróstico

Palavras

Ao vate nosso vernáculo muito deve
Porque aquele a palavra aperfeiçoa
Refazendo significado assim de leve
Inclusive fonema que fica numa boa

Matéria prima dos versos e poemas
O idioma então vai ficando mais rico
Riqueza de conotações e morfemas
Assim se não concordar me crucifico.

Nossa língua pátria fica aperfeiçoada
Denotando quanto é moderna e viva
Outras notações vêm de cambulhada
Apontando que lírica pode ser criativa.

Palavra do poeta fica forte e certeira
Alavancada por seu aperfeiçoamento
Lépida, ágil, falando sério ou besteira
Aos leitores mexe com o pensamento.

Versejando vate de qualquer maneira
Refaz a gramática quando tem talento
Apontando os significados que queira.