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De que vale ter uma ponte, se não a uso para alcançar o maior bem, aquele mais supremo que sempre me fez sonhar. Deixei de pensar muito, passei a pensar bastante, para finalmente sonhar pouco. Não sei que reflexões valem a pena ser escritas... A música que que fui buscar não pode ser ouvida devagar, porque uma pequena sensação de vazio é relembrada às memórias que não ouso reconhecer... a condução torna-se lenta e a procura não está ao alcance dos olhos.
Os parágrafos sabem-me a chocolate e as cores são ténues mesmo quando não chove. Respirar fundo e buscar fundamento em algo que não é meu. Manter a vida nómada como justificação para afastamentos...
Degraus de sabedoria esquecidos em poesias que existiram no meu coração.
Pedaços de mágoa perdida que não ousaram a minha terrível imaginação.
Que pensar?
Que escolher quando não há opções visíveis?!
Há um destino nos números. Só eles sabem ser assim tão práticos.
E... o outro lado? A outra parte?
Onde estás?
O negro da sombra é prático, mas não o quero se não (te) posso alcançar.
Toma as minhas mãos.
(...)
Eli
:)
(Imagem de Eli.)