Deixar um tanto de alma
Por onde passo com minha poesia...
E que lá esses fragmentos de vida
Avancem sobre outras dimensões;
E já não seja eu a soprar essa força.
O poema terá suas mãos e boca,
E dirá coisas que eu jamais disse.
E eu de longe, como pai e amigo,
A observar vida além da minha
Sendo colhida para alíviar dor alheia,
Para florescimento de outra vida,
Que com outras serão as sementes
De breve verdejar sobre as planícies.
Até que novamente tudo seja colhido:
O homem, a história, o instante...
Possa eu sempre que possível
Colher e ser colheita.
De breve verdejar sobre as planícies.
Até que novamente tudo seja colhido:
O homem, a história, o instante...
Possa eu sempre que possível
Colher e ser colheita.
Ricardo Fabião (março - 2010)
Original da imagem: http://blografa.zip.net/images/semente.jpg
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