Mostrando postagens com marcador Brasileirão 2013. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasileirão 2013. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, dezembro 03, 2014

terça-feira, dezembro 10, 2013

O nome do Peixe pós-Neymar

O meia do Santos marcou 15 gols em 37 jogos no Brasileirão. Na lista dos artilheiros ficou empatado com o centroavante Fernandão (15 gols em 34 jogos) e atrás apenas dos atacantes Dinei (16 em 35), Hernane (16 em 30) e Ederson (21 em 36).

Por essas e outras, pela eficiência traduzida nesses números e pela beleza de suas jogadas, resumidas nesse vídeo, Cícero está na minha seleção do campeonato (hoje com mais convicção do que há duas semanas). E sem dúvida, pelo menos até o momento, ele pode ser considerado o melhor jogador do Peixe desde a saída de Neymar.

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Time grande não cai (só que não)

Tava na cara. Antes mesmo da bola rolar, tava na cara que o Vasco iria brigar na parte de baixo da tabela. Esse tweet não foi à toa, publicado às vésperas da chegada de Paulo Autuori ao Gigante da Colina. Baseado principalmente no elenco, eu particularmente esperava uma campanha péssima por parte do Cruzmaltino. Já por parte do Fluminense...

Confesso jamais ter imaginado o Fluminense brigando para não cair. Lá pelas tantas, no fim de maio, até diagnostiquei a miopia em marketing no clube de Laranjeiras, a soberba de pensar que o plantel, campeão brasileiro no ano anterior, era suficiente e não precisava de reforços para 2013 (leia mais aqui). Mas cogitar um possível rebaixamento, àquela altura do campeonato, era demais, pelo menos na minha cabeça. Algumas vendas (Thiago Neves, Wellington Nem...) e lesões (Carlinhos, Fred...) e várias rodadas depois, porém, o Brasileirão mostrou que o buraco era e é mais embaixo.

Como você sabe, pelo menos um deles já caiu. Matematicamente é impossível os dois se salvarem. E a probabilidade dos dois caírem não é pequena, não. Logo, seja como for, com Vasco, com Fluminense, ou com ambos caindo para a Série B, essa temporada evidencia a seriedade que os pontos corridos demandam e aniquila as teses furadas de que camisa ganha jogo e time grande não cai.

quarta-feira, novembro 27, 2013

Seleção do Brasileirão

Por mais que seja um time teórico, que jamais irá jogar na prática, acho legal definir o esquema tático (escolhi o 4-2-3-1, o mais utilizado no campeonato). E faço questão de deixar clara minha convicção zero ao optar por Cícero e não D’Alessandro, confesso que foi meio no cara ou coroa. De resto, é isso.



Qual a sua?

segunda-feira, novembro 11, 2013

Sem comparação

Não sei o que essa comparação quer dizer, se é que ela tem algo a dizer. Mas me chama a atenção os números da artilharia do Brasileirão se comparados com os das cinco grandes ligas da Europa. Lembrando que a temporada lá (e praticamente no mundo todo) começa em agosto, repare na diferença.

Ederson, o goleador do Brasileirão, soma 17 gols em 32 jogos, média de 0.53. Na Liga Espanhola, por exemplo, Cristiano Ronaldo tem 16 gols em 13 partidas (1.23 na média), enquanto na Serie A Rossi acumula 11 gols em 12 jogos (média de 0.91), e na Premier League Suárez possui 8 em 6 (média de 1.33). Já na Ligue 1 e na Bundesliga, pelo menos parcialmente, a diferença é menor, porém existente. Falcao e Cavani marcaram 9 gols em 13 embates cada (0.69), e Lewandowski conta com 9 em 12 (média de 0.75).

Insisto, não sei o que essa comparação traduz, se é que ela traduz alguma coisa, tampouco tenho a intenção de comparar os jogadores propriamente ditos. Talvez seja uma comparação a nível de campeonato mesmo. Talvez represente o equilíbrio, o nivelamento do torneio verde e amarelo. Por baixo? Talvez. Confesso que não sou muita fã dessa tese. No entanto o fato é que os melhores jogadores do Brasil (e da maioria dos países sul-americanos e africanos) jogam na Europa, e a disputa pela artilharia daqui acaba ficando entre, com todo o respeito, Ederson, Gilberto, William, Fernandão, Hernane...

segunda-feira, novembro 04, 2013

O craque do campeonato

O Özil brasileiro! O Messi de Minas! O Robben de BH!

A maneira de distribuir o jogo, de trabalhar com a canhotinha, de passar, de arrematar, de driblar e assinalar golaços de fato me lembram alguns craques da Europa. Evidentemente, no entanto, eu sei que Éverton Ribeiro não é/está no patamar dos atletas de Arsenal, Barcelona e Bayern. Embora – para minha sincera surpresa, confesso – alguns pensem que sim, não se trata de uma comparação séria da minha parte. Trata-se apenas de uma fantasiada em cima do melhor jogador do Brasileirão 2013.



Quando escrevi o post Éverton Ribeiro, o Özil brasileiro, tinha acabado de ver Cruzerio 5-3 Criciúma, partida protagonizada pelo camisa 17, atuando pela faixa central do 4-2-3-1. Entre outros aspectos, o que me chamou a atenção naquele dia especificamente foi sua movimentação, bem à la Özil mesmo. No duelo com o Santos, nesse domingo, na Vila, mesmo com Ricardo Goulart de volta ao time, noutra bela apresentação, Éverton foi de novo escalado por dentro. E apesar de ter se consagrado como ponta-direita na temporada, nessa reta final está me parecendo que o meia cruzeirense é mais produtivo individual e coletivamente à equipe quando seu posicionamento inicial é central – por entre outros motivos, por se tornar mais participativo, pela bola passar mais vezes pelo seu pé.

Éverton Ribeiro não é Özil, tampouco Robben, muito menos Messi. É só uma fantasiada. É só um elogio ao melhor jogador do Campeão Brasileirão 2013, ao melhor jogador do campeonato. Que, convenhamos, não será surpresa se, aos 45 do segundo tempo, pintar na lista da Copa do Mundo 2014. Ou será?

sábado, outubro 26, 2013

Éverton Ribeiro, o Özil brasileiro

Calma. É força de expressão. Há um abismo entre Özil e Éverton Ribeiro. Talvez o jogador do Cruzeiro seja mais habilidoso, tenha mais drible, seja mais efetivo no mano a mano, mas em praticamente todos os outros quesitos o meia do Arsenal é bem superior. A vivência na Europa também conta a favor do alemão, que já jogou até Copa do Mundo. No entanto existem sim sutis semelhanças entre eles, e algumas delas ficaram nítidas no 5 a 3 sobre o Criciúma, neste sábado, no Mineirão.



Sem Ricardo Goulart, Marcelo Oliveira puxou Éverton Ribeiro para o seu habitat natural: a faixa central. Embora nessa temporada normalmente seu posicionamento inicial seja o lado direito do 4-2-3-1, o camisa 17 prefere trabalhar por dentro, região onde seu rendimento é excelente. Apesar de assumir o papel do chamado meia central nessa partida, contudo, Éverton não se restringiu àquela parte do gramado. Não esperou a bola no pé, se deslocou por todo campo ofensivo e tornou-se bastante participativo. Voltou para buscar o jogo, caiu pelos dois lados para se aproximar dos dois pontas (Willian e Dagoberto), encostou no centroavante (Borges), entrou na área... Assumiu o protagonismo da criação a partir de uma movimentação intensa e inteligente, algo que, por exemplo, Özil faz no Arsenal e fazia no Real Madrid com singular maestria.

Além da movimentação, outro ponto parecido é a canhota. Ambos possuem o pé esquerdo dotado de técnica tanto para o passe quanto para o arremate. Claro que a visão de jogo de Özil permite a ele aquelas lindas assistências que Éverton talvez não consiga executar. Porém na qualidade do chute em si, o atleta da Raposa lembra o Gunner (que, insisto, é superior em praticamente todos os critérios). Veja bem: não sou louco. Evidente que Özil é de outro patamar. Por isso a intenção aqui não é propriamente compará-los, mas sim apenas registrar um elogio ao melhor jogador do Brasileirão, através dum paralelo traçado com o, disparado, melhor meia do mundo.

domingo, outubro 20, 2013

Tudo igual no Gre-Nal

No começo o Inter teve Jorge Henrique aberto à esquerda. Mas logo após o gol de Willians aos 3 minutos e pouco, quem abriu para duelar com Pará foi Otávio. Dessa maneira o camisa 23 passou para dentro e bateu de frente com Souza, de modo que o 8 duelou com Riveros. Já da direita partia o canhoto D’Alessandro, enquanto Damião ficava na referência e João Afonso cercava o atacante Kleber.

Quando saiu a escalação do Grêmio, pensei no 4-4-2 em linha com Vargas e Riveros ou Ramiro nas extremas. Embora alguns cantem no 4-3-3, não deu outra: o chileno atuou à esquerda, com o baixinho Ramiro à direita. Durante alguns momentos da primeira etapa, aliás, Ramiro flutuou pela faixa central, posicionamento que deu liberdade ao lateral-esquerdo colorado. No frigir dos ovos, porém, o 36 tricolor fechou o lado direito.



A estratégia do visitante me pareceu clara: o contra ataque. No entanto, em função da abertura do placar tão cedo, quem passou a adotar o contra golpe foi o mandante, muitas vezes com até Leandro Damião atrás da linha da bola no compacto 4-1-4-1 de Clemer. Apesar das poucas chances criadas, nesse panorama o Inter foi superior ao Grêmio, pelo menos até o golaço contra de Jackson ainda no primeiro tempo. No segundo, com ambas as equipes saindo para o jogo, mais espaços surgiram e o confronto ficou lá e cá.

Pelo lado do Internacional, em desvantagem por 2 a 1 (Vargas virou no início da etapa final), Forlán entrou na vaga de Jorge Henrique e o time passou para o 4-2-3-1, com D’Ale por dentro, o uruguaio em cima de Alex Telles e Otávio na mesma, o flanco esquerdo. Mais tarde Otávio saiu para a entrada de Caio, que entrou para jogar também em cima de Telles, de modo que Forlán inverteu de lado. Já Renato Gaúcho teve de colocar Saimon no lugar de Werley (lesão), e bem mais além, talvez para segurar o empate, colocou Mamute e Wendell nas vagas de Barcos e Vargas.

No fim das contas, o clássico foi bem jogado no Centenário. Tradicionalmente feito de embates amarrados, o Gre-Nal deste domingo apresentou equipes, aos seus estilos, até certo ponto ofensivas, à procura do gol a todo instante. Apesar da superioridade colorada no primeiro tempo, a meu ver o 2 a 2 (D’Alessandro descontou de pênalti) ficou de bom tamanho, em especial por causa dos 45 minutos finais.

domingo, outubro 06, 2013

Brasil, um mar de piscineiros

O futebol é reflexo da sociedade, até mesmo inconscientemente. Na vitória por 3 a 2 do São Paulo sobre o Vitória, neste sábado, por exemplo, Luis Fabiano machucou a cabeça e usou uma touca de natação para segurar o curativo. Mas como você sabe, isso não é exclusividade do clube do Morumbi. É um método disseminado pelo Brasil, e até onde sei, só pelo Brasil.



O futebol reflete o inconsciente coletivo e esse hábito brasileiro ajuda essa tese. Pois, até onde sei, só no Brasil o jogador que machuca a cabeça usa uma touca de natação dentro do campo. Só no Brasil, onde o jogador tem no DNA a cultura de cavar faltas e simular jogadas. Logo no Brasil, onde o jogador faz jus à fama de cai-cai. Fama, por sinal, que o acompanha pelo mundo, que atravessa o oceano atlântico e desembarca na Europa, onde esse tipo de comportamento é repudiado.

Na Inglaterra, por exemplo, essa atitude é chamada de diving. Lá, jogador que se joga é chamado de diver (mergulhador). E na Espanha, o termo adotado é piscinero. Mas como você sabe, por ironia do destino ou do inconsciente, é no Brasil que os verdadeiros divers, os legítimos piscineros, nadam de braçada, com direito a touca de natação e tudo mais.

sexta-feira, outubro 04, 2013

A indefinição de Dunga

Vamos lá, de cabeça, sem recorrer aos sites: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian e Borges. Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Ramiro, Souza, Riveros e Vargas; Kleber e Barcos. Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; João Paulo, Deivid, Everton e Paulo Baier; Marcelo e Ederson. Jefferson; Edilson, Bolívar, Dória e... Júlio César tá machucado, né? Me fugiu o nome do lateral-esquerdo. Mas enfim: Gabriel, Marcelo Mattos; Lodeiro, Seedorf, Rafael Marques e Elias.

Ninguém é imune a lesões, suspensões e convocações (casos de Jefferson, Dedé, Vargas). E dentro dos jogos existem variações táticas, claro. Mas na medida do possível, em regra, estes são os times e os esquemas titulares dos membros do G4 (Cruzeiro e Botafogo jogam no 4-2-3-1, Atlético-PR no 4-4-2 em losango e o Grêmio, após uma longa sequência de partidas no 3-5-2, tem atuado no 4-4-2 em linha). Pergunte ao botafoguense mais antenado, ao gremista, ao atleticano ou ao cruzeirense e ele vai te cantar o goleiro ao ponta-esquerda.

Cito os membros do G4 porque eles estão em evidência, porém não são os únicos, ainda bem. Outras equipes, provavelmente a maioria, também têm o XI (peças e sistema) definido. Até por questões físicas e técnicas, e emocionais, uns rendendo mais, outros menos, mas na medida do possível, com o XI definido. Pergunte ao torcedor ou ao comentarista mais informado e ele te dirá. Só não seja maldoso e não pergunte ao torcedor do Internacional, pois passadas 25 rodadas, ele ainda não tem um time titular para chamar de seu. Por quê? Pergunte a Dunga.

domingo, setembro 29, 2013

Feliz 2014, Cruzeiro!

Que futebol é uma das coisas mais imprevisíveis do mundo, todos sabemos. Principalmente quando se trata de um torneio mata-mata. Quando o regulamento é de pontos corridos, no entanto, na medida do possível, é mais "fácil" brincar de Mãe Dináh. Não no que diz respeito ao jogo em si, aos 90 minutos, claro, mas sim no que se refere ao certame como um todo - baseado numa série de fatores.



Antes do Brasileirão começar, não li, vi, nem ouvi ninguém citar o Cruzeiro como candidato ao título. Antes do Brasileirão começar, de fato, o Cruzeiro era uma incógnita, já que estadual não é parâmetro (para o bem ou para o mal), e que o treinador era novo, assim como vários atletas (novo no sentido de ser a primeira temporada no clube mineiro). Cinco rodadas após ter iniciado, porém, o campeonato parou para a Copa das Confederações, e Marcelo Oliveira teve tempo para treinar e conhecer melhor o elenco. Aliás, ninguém aproveitou tanto a parada para a Confederações quanto o Cruzeiro.

Quando digo que é mais "fácil" (repare nas aspas) prever o torneio de pontos corridos, baseado numa série de fatores, entre eles estão o plantel, a comissão técnica, o entrosamento e o comprometimento da equipe, o fator casa, e claro, a concorrência. Às vésperas da 10ª rodada, em especial influenciado pela força dos elencos, assumi três favoritos ao título: Cruzeiro, Inter e Corinthians. O tempo mostrou, entretanto, que Corinthians e Inter não brigariam até o fim pelo caneco. Em contrapartida, com o passar do tempo, justa e merecidamente, o Cruzeiro ficou definido como candidato único. Entre outros motivos, por não ter um ou mais concorrentes à altura.

Por isso, por essas e outras, pela qualidade do elenco (o melhor do Brasil), pela capacidade do treinador (logo será considerado o melhor do Brasil), pelo entrosamento do time (talvez o melhor do Brasil), pela força no Mineirão (e também fora de casa), pela ausência na Copa do Brasil (mais tempo para treinar e descansar), e principalmente pela falta de concorrência, não tenho receio em desejar ao Cruzeiro, a 14 rodadas do final, às vésperas de outubro, um feliz 2014.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Alex e mais dez

Qual o time titular do Internacional? Pois é. Não sabemos. Nem Dunga sabe. E isso é um defeito gravíssimo e inadmissível, pois 20 rodadas já se passaram. No entanto, só sei que, por mim, Alex deveria estar no onze inicial. Na vaga de quem? Ah, precisaríamos de outro post para isso, não vem ao caso agora (podemos discutir nos comentários).



Tem se falado que Alex não tem rendido bem quando entra. Mas também, entra sempre no segundo tempo, quando o roteiro da partida já está praticamente decidido. Tem se falado também que ele não está 100% fisicamente, sem ritmo de jogo. Mas também, sem sequência não se adquire preparo, ritmo, tampouco confiança. Isso sim vem ao caso. Porque enquanto Dunga mantiver Alex no banco, ele jamais entrará na ponta dos cascos.

Não estou pedindo que Dunga dê a Alex o papel de protagonista da equipe. Esse pertence a D’Alessandro, justa e indiscutivelmente. Contudo, o camisa 12 não pode ser o 12º jogador do elenco. Tem de estar no onze inicial para, como disse, entrar na ponta dos cascos. Aliás, o onze inicial tem de ser definido para ontem. Porque sem definição não há entrosamento, e sem entrosamento não há sequer vaga na Libertadores 2014.

Quem me acompanha pelo Twitter sabe que desde sempre tenho dito que o treinador do Inter não está à altura de seu plantel, e esse é o principal defeito do Colorado. Ainda assim, independente do técnico, acima de tudo, é preciso definir o time titular. Claro, há lesões, suspensões e até mesmo convocações (Forlán). Apesar disso, a estrutura do XI tem de ser formada com urgência, até pela qualidade técnica e pela experiência, de preferência, com Alex nela.

domingo, setembro 08, 2013

Tempo e espaço a favor de Walter?

"O sucesso de Pet no Flamengo não é reflexo do baixo nivelamento, na minha opinião. Claro que o filé está na Europa. Mas isso não significa que aqui só tenha osso duro.

Veteranos como o sérvio, de alta qualidade técnica, brilham no Brasil, a meu ver, porque por aqui o jogo é mais lento. Aqui há mais espaço e mais tempo para pensar. Na Europa, pelo fato dos times serem mais compactados, mais ajustados, mais agrupados, o campo fica menor e a marcação é constante. Mal comparando, entendo que o futebol brasileiro de hoje seja um futebol dos anos 50/60, perto do dinâmico e moderno futebol praticado no Velho Mundo.

Em resumo, se derem tempo e espaço aos craques, arquitetos da bola, as jogadas serão construídas. Por isso, penso eu, Petkovic tem jogado o que tem jogado."

O talento do centroavante do Goiás é inegável. A exemplo do seu excesso de peso. Por isso esse post sobre Petkovic, publicado em outubro de 2009, ajuda a explicar por que votei "sim" na enquete O sucesso de Walter dentro de campo é reflexo da lentidão e do excesso de espaços do futebol brasileiro? Eu e 48%, enquanto a maioria (52%) votou "não".

sexta-feira, agosto 23, 2013

Forlán faz chover

Aos 34 anos, 17 gols em 28 jogos na temporada.



Palmas para o camisa 7 colorado.

domingo, agosto 18, 2013

Vida longa ao 3-5-2?

Hoje você até vê alguns times na Argentina, outros na Itália, mas esquemas com linha de quatro são imensa maioria se comparados aos esquemas com três zagueiros. Convenhamos, não é à toa que isso acontece, não é por acaso que quase ninguém joga no 3-5-2 ou no 3-6-1. Não há como negar, porém, que jogando dessa maneira, o Grêmio de Renato Gaúcho engatou três vitórias seguidas no Brasileirão. No curto prazo, uma medida que tem funcionado. No longo, no entanto, tenho minhas dúvidas, pois a equipe pode com o tempo se tornar previsível e facilmente anulada.



Basicamente existem duas variações no 3-5-2: dois volantes e um meia, ou um volante (cabeça de área) e dois meias. Esse papo de "três volantes" é relativo. Não se pode se prender à posição de origem do atleta e ignorar as funções que ele desempenha na determinada partida. É verdade que neste sábado, no 3 a 2 sobre o Vasco, os meio campistas (Ramiro, Souza e Riveros) atuaram praticamente em linha. Mas nesse caso a estratégia foi nítida: se defender e matar no contra ataque. Em jogos na Arena, todavia, a tendência é o Tricolor manter a posse e se impor. E justamente por isso penso que Zé Roberto (óbvio) e Elano serão titulares.

Partindo do princípio de que daqui pra frente Renato vai mesmo no 3-5-2, com Werley, Rhodolfo e Bressan na zaga, Pará e Alex Telles nas alas e Kleber e Barcos na frente, sobram três vagas na meia cancha, sendo que duas delas têm dono: Souza e Zé Roberto. Logo, a terceira fica entre Elano, Riveros, Ramiro, Maxi, Adriano. E partindo do princípio de que o Grêmio tem duas variações para trabalhar nesse 3-5-2, entendo que Elano seja titular em uma (prancheta abaixo) e banco na outra.



Titular em uma variação e banco na outra porque Elano é o cara ideal para jogar ao lado de Zé Roberto, com Souza mais atrás, centralizado, no chamado triângulo de base alta (um cabeça de área e dois meias). Em contrapartida, se for para atuar com esse triângulo invertido (dois volantes e um meia), é mais pertinente ter Riveros ou Ramiro ao lado de Souza, Zé Roberto mais à frente, centralizado, mais próximo dos atacantes, e Elano na reserva (se Vargas tá no banco, Elano também pode). Seja como for, com dois volantes e um meia ou um volante e dois meias, tudo indica que essa será a estrutura tática do Grêmio daqui pra frente (estrutura que para mim tem prazo de validade).

sábado, agosto 17, 2013

Raposa com tudo até o fim

"No caso do clube de Belo Horizonte, a força do elenco já foi testada e aprovada - graças também ao trabalho de Marcelo Oliveira. Em tese titulares na temporada, Ceará, Henrique (nem chegou a estrear, né?), Dagoberto e Borges ficaram no estaleiro (alguns ainda estão, não?) por um longo período e mesmo assim o Cruzeiro se manteve no topo da tabela, com Mayke na lateral direita, Souza no meio campo, Luan na ponta esquerda e Vinícius Araújo na referência. Borges já jogou no sábado. Dagoberto também deve voltar logo, logo. E ainda tem o Júlio Baptista."



Copiei e colei o parágrafo acima do post Por que Cruzeiro, Inter e Corinthians, publicado dia 4 de agosto. Neste sábado, no 5 a 1 sobre o Vitória, no Mineirão, Borges foi titular após cerca de três meses afastado. E já meteu gol. Por mais que Vinícius Araújo tenha muito talento e tenha dado conta do recado, é Borges e mais dez. Em CNTP, na ponta dos cascos, trata-se do melhor nove dos nossos gramados, na minha modesta visão. Eu sei, tem Fred, Damião, Jô, Luis Fabiano... Entretanto, na ponta dos cascos, Borges, além de ser um goleador nato, é mais coletivo que os outros atacantes citados. Faz, por exemplo, além de vários gols, o pivô com maestria - jogada que deve beneficiar o futebol de Dagoberto e Júlio Baptista, em função de suas características.

Poucos times aproveitaram tanto a parada para a Copa das Confederações quanto o Cruzeiro. Com tempo para treinar, Marcelo Oliveira tomou conhecimento do elenco, cheio de novidades, e deu uma cara à equipe, mesmo com desfalques de peso, estruturada no 4-2-3-1 com Everton Ribeiro à direita, Nilton e Souza volantes, Dedé e Bruno Rodrigo na zaga, Mayke e Egídio nas laterais, Ricardo Goulart na meia e Luan na ponta esquerda. Quando todos os atletas estiverem à disposição, sem desfalques, a tendência é que apenas duas peças sejam trocadas nessa engrenagem que tem funcionado tão bem: Júlio e Dagoberto nas posições de Ricardo e Luan, respectivamente. Se assim for, além de Luan e Ricardo Goulart, o clube azul de Minas terá na reserva nomes como Léo, Ceará, Leandro Guerreiro, Henrique, Elber, Martinuccio, Lucca, Willian, Vinícius Araújo... Ou seja: plantel para brigar até o fim e comissão técnica para ser campeão, o Cruzeiro tem.

quarta-feira, agosto 14, 2013

Matemática rubronegra

"Se" não entra em campo, mas...



Se o Vasco empatar ou perder para o Santos na Vila Belmiro, se o Bahia empatar ou perder para o Atlético-MG no Independência, se o Vitória empatar ou perder para a Ponte Preta no Barradão, se o Grêmio empatar ou perder para o Cruzeiro na Arena, se o Inter perder para o Botafogo no Maracanã, se o Atlético-PR perder para o São Paulo no Morumbi, e se o Flamengo ganhar do Goiás no Serra Dourada, o time treinado por Mano Menezes salta da 11ª para a 5ª colocação na tabela.

Convenhamos, na teoria os resultados mais difíceis de acontecer, pela ordem, são Vitória não ganhar da Ponte em Salvador, depois os jogos envolvendo Atlético-PR (vitória do São Paulo?) e Grêmio. De resto, todos resultados "normais". Mas sabemos que na prática a teoria é outra. A conferiar a 14ª rodada.

domingo, agosto 04, 2013

Por que Cruzeiro, Inter e Corinthians

Torneio de pontos corridos se ganha com elenco. Há exceções como o Flamengo de 2009, de Petkovic e Adriano, mas elas são raras. Em regra, sem um plantel qualificado e equilibrado, não se briga pelo título até o fim. Outro ponto um pouco menos relevante, porém fundamental, é a comissão técnica. Por essas e outras, passadas onze rodadas, Cruzeiro, Internacional e Corinthians são meus favoritos ao Brasileirão.

No caso do clube de Belo Horizonte, a força do elenco já foi testada e aprovada - graças também ao trabalho de Marcelo Oliveira. Em tese titulares na temporada, Ceará, Henrique (nem chegou a estrear, né?), Dagoberto e Borges ficaram no estaleiro (alguns ainda estão, não?) por um longo período, e mesmo assim o Cruzeiro se manteve no topo da tabela, com Mayke na lateral direita, Souza no meio campo, Luan na ponta esquerda e Vinícius Araújo na referência. Borges já jogou no sábado. Dagoberto também deve voltar logo, logo. E ainda tem o Júlio Baptista.

No caso do time de Porto Alegre, confesso que não morro de amores pelo trabalho de Dunga. No entanto o elenco colorado oferece várias possibilidades e permite altas expectativas. As chegadas de Alex e Scocco, dois titulares, colocam o Inter em outro patamar. Dois caras decisivos. E somam-se a esses dois quase craques nomes como D’Alessandro e Forlán, Juan, Muriel, os polivalentes Fabrício e Jorge Henrique, os volantes Ygor, Airton, Willians e Josimar, além de garotos como Otávio, Alan Patrick, Caio... Ah, e, se ficar, tem o Damião, né.

Já no caso do Alvinegro da capital paulista, reúne-se o crème de la crème. Porque, a meu ver, o Corinthians conta com o melhor elenco e o melhor treinador do campeonato. (Na verdade para mim o melhor treinador chama-se Mano Menezes, contudo Tite tem bem mais tempo de casa e isso faz diferença.) Apesar da saída de seu principal jogador (Paulinho), a equipe do Parque São Jorge deve brigar até a última rodada pela taça, basicamente porque tem um grupo experiente, entrosado, farto em quantidade e qualidade. Se os titulares forem esses que têm jogado (Ralf, Guilherme, Romarinho, Danilo, Emerson e Guerrero), na reserva tem apenas Pato e Renato Augusto, por exemplo.

E o Botafogo? Por que não entra nessa lista de três? E o Coritiba? Bom, primeiro porque para um deles entrar alguém tem de sair (sai quem?). E segundo porque, no quesito elenco, entendo que estão abaixo de Cruzeiro, Inter e Corinthians. Têm a cereja do bolo, cada um a sua: Seedorf de um lado, Alex do outro. Até o momento, talvez, não por acaso, os dois grandes destaques da competição. Entretanto com tantos jogos por vir, com as maratonas de quarta e domingo, e com a disputa paralela da Copa do Brasil e eventualmente da Sul-Americana, imagino que Botafogo e Coritiba percam o fôlego e acabem brigando seriamente "apenas" por vaga na Libertadores. Quanto ao Alvinegro Carioca ainda tem o agravante dos salários atrasados e a ausência de um lugar para chamar de seu (Maracanã?).

domingo, julho 28, 2013

Até onde pode ir o Botafogo?

"Um empate justo", disse Seedorf após o clássico deste domingo, no Maracanã. Concordo. Não tanto pelos gols anulados do Elias (um corretamente, o outro aparentemente não), mas sim pelo futebol exibido pelas duas equipes na segunda etapa. O domínio alvinegro do primeiro tempo (11 a 2 em finalizações) não se repetiu no segundo, e o Flamengo fez por merecer o placar de 1 a 1.

Nos primeiros 45 minutos, ficou evidente a natural superioridade do Botafogo, um time mais entrosado, mais rodado, com mais tempo de trabalho. Com mais conjunto. E com melhores valores individuais em várias posições, vide a chamada linha de três. Como ambos jogam no 4-2-3-1, fica mais fácil e pertinente a comparação: Lodeiro, Seedorf e Vitinho de um lado, Carlos Eduardo, Gabriel e Paulinho do outro. Nome a nome, clara vantagem botafoguense.



Sem dúvida Seedorf é a cereja do bolo, merece um post à parte. Porém outros nomes se destacam nessa campanha, a começar lá de trás, por Jefferson, passando por Dória, pelo volante Gabriel, pelos pontas Lodeiro e Vitinho, até chegar ao subestimado centroavante Rafael Marques, que tem se mostrado mais que um centroavante, com bastante mobilidade e considerável qualidade técnica para um nove. No entanto, apesar dos talentos individuais, o ponto forte do Glorioso é o coletivo. Até me arrisco a dizer que hoje, coletivamente, é o melhor time do campeonato. A questão que me faço, contudo, é: até onde esse time pode ir?

Não vou cair nessa armadilha. Já caí em outros carnavais. Vou me permitir ficar em cima do muro e não responder essa pergunta. Entretanto, apesar dos méritos e dos 17 pontos somados em 9 rodadas (e da terceira colocação na tabela), nas próximas semanas ficará visível qual será o papel do Botafogo no Brasileirão, já que daqui pra frente tem jogo quarta e domingo, quarta e domingo, quarta e domingo... Ou seja: a partir de agora o elenco será altamente exigido (não só o do Botafogo, mas de todos participantes da Série A).

segunda-feira, julho 15, 2013

Botafogo, passo a passo

Parece mentira, mas no último 1º de abril, Seedorf completou 37 anos. Trinta e sete! Não são os trinta e nove do Zé Roberto, mas ainda assim é bastante coisa para um jogador, quase quarenta. E, ainda assim, mesmo veteraníssimo, o holandês deita e rola no futebol brasileiro. Por quê? Entre outros motivos, porque aqui o tempo e o espaço jogam a favor do craque (leia mais aqui).

No Botafogo, Seedorf é líder em quase todos os sentidos. Líder técnico, líder tático, líder emocional... Só físico que nem tanto, em função de sua idade e de seu estilo de jogo. Mas tem quem corra por ele, por sinal. Vide Vitinho. Destro, em regra na ponta esquerda do 4-2-3-1, o camisa 31 tem na habilidade e na condução da bola em alta velocidade seus pontos fortes - noves fora que finaliza melhor que muito nove por aí.



Do outro lado da linha de três treinada por Oswaldo de Oliveira, encontra-se o canhoto Lodeiro. Essa opção por ponteiros de pés opostos, aliás (canhoto à direita, destro à esquerda), me agrada demais (como faz, por exemplo, Felipão com Hulk e Neymar na Seleção). Além de criar um melhor ângulo para o arremate de média e longa distância, o corte para dentro arrasta o marcador e abre o corredor para o lateral.

Dito isso, outra característica interessante do ataque alvinegro são as opções de jogadas proporcionadas pela mobilidade de Rafael Marques. Dono de relativo bom trato com a bola longe da área, o camisa 20 cai pelos lados com frequência (movimentação que, por exemplo, Ibrahimovic costuma fazer no PSG) para trabalhar com os pontas e até mesmo com os laterais, para confundir a marcação e abrir espaços para a infiltração do meia - no caso, nada menos que Seedorf.

O Botafogo é candidato ao título do Brasileirão 2013? Posso me enganar, mas não creio. Não que o plantel seja fraco, longe disso. Entretanto, em regra, sem elenco não se ganha torneio de pontos corridos. O onze inicial, justiça seja feita, talvez seja o melhor do país nesse momento (desempenho). Atlético-MG à parte, talvez nenhuma equipe esteja jogando tão bem quanto o Botafogo. Talvez. Contudo, quando começar a série quarta e domingo, quarta e domingo de jogos, o cinto vai apertar, e não sei se o banco vai dar conta. É Botafogo de palha, então? Também não creio. Claro que se rolar o caneco, se rolar a faixa de campeão, legal, maneiro. Porém toda reconstrução é feita tijolo a tijolo, e uma vaga na Libertadores 2014 seria um belo passo (vaga que, a meu ver, tem no Botafogo um de seus principais candidatos).

No Twitter. No Facebook.